rhayanybabe Rhayany Babe

Quando uma festa entre amigos acaba saindo do controle, Tessa Hale esconde um segredo pesado demais para ela. Apenas seus melhores amigos compartilham a verdade do que aconteceu e agora ela precisa lidar com as consequências dos seus atos e a conciência pesada quando o caminho dela cruza com o de Calebe Dias, um jovem que está de volta a cidade para tentar descobrir o paradeiro da sua irmã. Tessa Hale sabe que não pode se aproximar dele, mas ela não consegue se afastar. O que restará quando toda verdade for descoberta? O amor nascido em meio ao caos pode sobreviver a mentira e o egoísmo? "Não há abrigo capaz de nos esconder das nossas lembranças." ATENÇÃO/GATILHOS: Linguagem vulgar, violência física e psicológica, sexo explícito, abuso de drogas e álcool, assédio sexual e tentativa de suicídio. SE VOCÊ É SENSÍVEL A ESTE TIPO DE CONTEÚDO, NÃO LEIA. *Os personagens nessa história são conturbados, no entanto, a autora não concorda com as atitudes deles. É uma história fictícia e tais atitudes não devem ser replicadas. Apesar de ser um romance dramatico e sombrio, cenas de abuso sexual e romantização do mesmo não serão encontradas aqui. Diferente do Dark romance nessa história os personagens querem evoluir* Embarque nessa história e descubra os segredos por trás dos segredos. PLAGIO É CRIME NÃO ACEITO ADAPTAÇÕES PS: SE VOCÊ LER ESSA HISTÓRIA EM OUTRA PLATAFORMA, POR FAVOR ME AVISE, QUE PODE SER UM PLÁGIO OU HACK! E ADAPTADORES, POR FAVOR, NÃO FAÇAM SEM MINHA PERMISSÃO MESMO DANDO OS CRÉDITOS!


Romance Suspense romântico Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

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PRÓLOGO

Prólogo

Duas semanas antes

Tessa

Encarei mais uma vez minhas mãos trêmulas repousadas em minhas pernas que tamborilavam sem parar. Acreditando que o passado pudesse de alguma forma ser desfeito, mas tudo permanece igual.

Meu peito sobe e desce enquanto tento manter minha mente sã. A sensação de engasgo não passa e minhas mãos estão ainda mais frias e suadas do que achei ser possível. O cheiro da terra molhada se exibi por todo carro, e a maldita lama permeia nas bordas das minhas unhas. É uma recordação!

Não é real! Sim, é real. Acabou de acontecer, Tessa!

A culpa me corrói como ácido desde que Vitória e eu entramos no carro e a cada curva na estrada as laterais do automóvel parecem se afunilar causando uma sensação esmagadora ao meu corpo. Meus pulmões inflam de dor ao buscar por ar. É tão claustrofóbico como estar dentro de uma cova. Nós não temos coragem de encarar a outra, nem ao menos sei se seremos capazes de encarar o nosso próprio reflexo.

— Vitória. — Chamei pela minha amiga quebrando o silêncio entre nós, sem vacilar o olhar das minhas mãos. — Não acha que devemos voltar?

A respiração da minha amiga ressoa ao meu lado.

— Nós vamos seguir o combinado— Disse.

— Vitor.. — Quis implorar, mas fui interrompida bruscamente.

— Cale a porra da boca, Tessa! — Ralhou.

Não precisei erguer meu rosto e vê-la para saber o quanto Vitoria parecia inabalável. Sua voz, diferente da minha não estava embargada pelo choro. Me pergunto como ela consegue se manter plácida diante de tudo? Dirigindo sem ao menos estremecer no volante. Não sei se a invejo ou a condeno. Apoiei minha cabeça no vidro frio assistindo enquanto a rua escura e deserta ficava para trás. Soltei o folego baixinho imaginando o plano sendo seguido neste momento. Desisti de argumentar na tentativa de fazer Vitoria mudar de ideia e dar meia-volta. Não há mais nada que eu possa fazer, não é? Perguntei a mim mesma, me certificando de que fiz tudo que eu pude.

✽✽✽

Vitoria estacionou na entrada da minha casa alguns minutos depois e eu saltei do carro sem conseguir emitir nenhuma palavra, sem despedidas. Ela também permaneceu no mesmo silêncio de antes. Suas mãos segurando o volante com firmeza, a postura ereta e vigilante. Ela não afastou o olhar sobressaltado da estrada que iria percorrer em instantes. A verdade é que assim como eu, Vitoria só quer fugir da minha presença e das lembranças que trazemos uma a outra.

Nenhum de nós sairá ileso depois desta noite. Pensei.

Após a despedida silenciosa, entrei em casa na penumbra da noite e foi difícil controlar a respiração e as batidas do meu coração que acreditei poder ser ouvido a um quilometro de distância. Subir os degraus nas pontas dos meus pés, como um ladrão invadindo uma casa. Só consegui respirar aliviada quando finalmente cheguei ao meu quarto sem ter acordado ninguém. Sou incapaz de encarar minha mãe, meu pai ou Ba esta noite. Não imagino ainda como vou conseguir olhar para eles ou qualquer outra pessoa amanhã, e também depois de amanhã, e depois, e depois…

Fechei a porta atrás de mim e segui para o banheiro louca por um banho. Arranquei as minhas vestes sujas em uma mistura de lama preta e um vermelho escarlate, ressecado como ferrugem que eu ainda não havia percebido nas barras do meu vestido rosa, mas que esteve lá durante todo o momento. O sangue!

Depositei o vestido junto com minhas roupas íntimas e as sapatilhas no lixo, pois jamais seria capaz de usa-las novamente. E

Corri para o box onde a água quente começou a me banhar, tocando meus cabelos e descendo em cascata aos meus pés. Não esperei mais um segundo e comecei a esfregar as bordas das minhas unhas na tentativa de me livrar da maldita lama teimosa. Meu corpo pareceu compreender o ambiente seguro onde estou e as lágrimas começaram a rolar, se unindo a água corrente. A vontade que tenho é de quebrar o vidro do box com o meu próprio corpo e me despedaçar junto aos fragmentos, para tentar, de alguma forma me punir pelo o que deixei acontecer.

Você era penas uma, Tessa! O que poderia ter feito? É o que digo a mim mesma. Eu não poderia fazer nada além de implorar e chorar, eu não poderia, ou estou apenas tentando me convencer que não?

Mas você pode fazer agora, Tessa. Minha consciência me diz. Vamos, faça! Alcancei com o olhar meu celular jogado ao chão do banheiro, perto da lixeira onde descartei minhas vestes. Vamos, Tessa! Acabe com isso. Você sabe muito bem o que fazer. O celular me chamando. Meu folego ficou escasso, meu peito subindo e descendo. Fechei meus olhos, o celular tão perto, a apenas alguns metros de distância, no entanto não há forças para me manter de pé, minhas penas se transformam em gelatina e antes que possa perceber estou sentada sobre os calcanhares.

Passaram-se mais de duas horas enquanto eu chorava em posição fetal embaixo do chuveiro. Não há mais sinal de lama em minhas unhas ou meu corpo, porém a sensação de sujeira não muda.

A memória não pode ser apagada com água e sabão, Tessa!

Deixei o banheiro, cabisbaixa, evitando olhar a imagem da pessoa refletida no espelho com medo de não me reconhecer mais. Entrei debaixo das cobertas sem me importar com a poça de água que meus cabelos vão deixar no colchão. Estou tão exausta e só quero dormir!

É madrugada, três da manhã é hora que o relógio na cabeceira marca e consigo ver a penumbra da cidade pela janela ao lado da minha cama. Relembro cada pequeno detalhe da minha noite. Desde a chegada na fazenda até o momento que o mundo se abriu diante dos meus pés. Deveria ter sido só mais uma festa como todas as outras foram. Apenas cinco amigos se divertindo.

Nós ficaríamos bêbados e dançaríamos até os nossos pés não aguentarem mais. Ruy falaria o quanto me ama. Vitória e Will se pegariam de forma obscena na frente de todos e Pedro ficaria muito chapado, como de costume. Era como a nossa noite deveria ter se encerrado.

Não era para ser assim!

Fechei meus olhos buscando o sono, mas tudo que consigo é ser golpeada por lembranças. É como um loop infinito. O estrondo. O medo. A respiração falha. A vida encontrando a morte. O sangue. A minha fraqueza. O nosso egoísmo.

Meu celular toca em alerta de mensagem me livrando do meu flagelo mental. Levanto-me da cama à procura dele, sem vontade alguma de descobrir quem é. Mas sei que preciso. Pode ser Ruy... Pode ser sobre o que aconteceu. No meu peito se acende a esperança de que o plano não será mais seguido e que eles optaram por fazer o que é certo. Ruy precisar fazer o que é certo!

Apresso meus passos e encontro meu celular no banheiro, no lugar de antes onde não tive coragem de pega-lo. O alcancei sentando-me no chão frio, fugindo dos espelhos, que agora, parecem me perseguir pelas paredes.

O nome de Vitória se revelou na tela bloqueada e não precisei abrir, para conseguir ler a curta mensagem em caixa alta que faz meu coração bater descompassado dentro do peito. Eles fizeram.


“NÃO CONTE A NINGUÉM”


As poucas palavras não passam de um aviso.

26 de Julho de 2021 às 21:57 0 Denunciar Insira Seguir história
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