mimi2320ls Mimi 2320ls

Min Yoongi é um jovem escritor de 26 anos, que está sem inspiração e perspectiva em sua vida, acreditando que deve desistir de seu maior sonho, escrever um best-seller. Jimin por outro lado, é um promissor advogado de 24 anos, que está rapidamente conquistando seu espaço e respeito em sua área de trabalho, contudo, o mesmo não tem tempo para viver sua própria vida e acaba se esquecendo que existem pessoas a sua volta que o amam e que sentem a sua falta. Esses dois seres se encontram por acaso em uma noite estrelada e sem nuvens, a primeira vista não simpatizam muito um com o outro, porém, após vários encontros para lá de inusitados, ambos percebem que não vão conseguir se livrar tão facilmente da presença alheia. Entre escritas mal acabadas, praias ao pôr do sol e vinhos baratos, Jimin e Yoongi percebem o quanto a palavra amizade representa muito pouco os sentimentos que desabrocharam ao entardecer dos longos dias da primavera, entendendo que de vez em quando há conserto para as coisas quebradas, mesmo aquelas partidas em pedaços e que não há nada mais forte do que um amor construído pela admiração, respeito e principalmente confiança.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

#escritor #bts #minyoongi #parkjimin #superação #yoonmin #minimini #2min #flex #entardecer #advogado
0
1.2mil VISUALIZAÇÕES
Em progresso - Novo capítulo A cada 15 dias
tempo de leitura
AA Compartilhar

Capítulo I - Gardênia

Nota do autor: Okay, não sei muito bem como começar, mas essa é minha primeira fanfic séria, eu confesso que estou muito ansiosa para saber se vai ter alguém para ler.

Porém antes de tudo, eu gostaria de agradecer a minha luz, irmã e melhor amiga Lay que está não só me ajudando a com a betagem da estória, como também me incentivado e me dando apoio para tudo na minha vida. Lay, te amo, você é mais do que incrível e não sei o que faria da minha vida sem você.

Ademais, espero que gostem do primeiro capítulo, e se gostarem não deixem de votar e comentar, é muito bom receber qualquer tipo de mensagem.
...........................................................

"A coincidência não é mais do que aquilo que queremos que aconteça." —Élia

Yoongi poderia mentir para Hoseok e dizer que estava animado para ir até aquele bar, mas sabia que o outro facilmente identificaria sua mentira deslavada. Era um péssimo mentiroso; devia ser por isso que nenhum de seus romances emplacavam, afinal, como poderia descrever sobre um sentimento que nunca sentiu e deixá-lo verdadeiro e vívido para o leitor? Bom, nem ele mesmo sabia, e acreditava que nunca iria descobrir.

Quando naquela noite seu melhor amigo telefonou o convidando - quer dizer, intimando; quando se trata de Jung Hoseok, não existe a respostanão- para ir a um bar underground no centro de Seul, sabia que haveria sérios problemas por vir naquele dia, que já havia se iniciado terrivelmente.

Quer dizer, isso se você acha dias nublados e chuvosos tão ruins quanto Yoongi, é claro. Na manhã daquela sexta-feira, quando acordou com relâmpagos e trovões, sentiu que o dia não seria nada bom para si, e adivinhem só, não é que o escritor metido a vidente estava certo? Depois de horas de uma chuva interminável, o moreno foi a tão aguardada reunião com o diretor executivo de uma grande livraria, chegando lá apenas para receber muito mais que um não.

O Min havia se sentido ultrajado pelas palavras do diretor: onde já se viu dizer que sua escrita era sem vida e patética, além do mais quem em sã consciência não acredita que a raça humana sendo exterminada do planeta Terra não é um final feliz para uma estória de amor?

Yoongi saiu daquela sala querendo gritar aos quatro ventos o quanto as pessoas haviam se tornado estúpidas e idiotas, mas quem era ele para proferir tais sentenças? Ele ainda continuava sendo apenas mais um escritor falido e moribundo, não tinha moral alguma para reclamar da falta de crédulo das outras pessoas em sua obra. Depois de ter fumado seu Hollywood e bebido sua tão apreciada xícara de café, o moreno finalmente aceitou a sua derrota – mesmo que ainda não tivesse entendido o porquê seus textos foram rejeitados de forma tão grosseira e hedionda - ele não era um bom escritor e teria que lidar com isso.

Talvez fosse a hora de desistir, de jogar a toalha, de "tomar vergonha na cara" - como sua mãe adorava dizer - e finalmente arranjar um trabalho sério e que pagasse suas contas; isso se alguém fosse realmente louco de contratar um homem de 26 anos que nunca havia trabalhado com outra coisa a não ser escrever. É, ele estava ferrado.
...........................................................
Jimin estava tão feliz, finalmente havia resolvido o bendito caso do traficante de drogas que andava atormentando-o havia semanas. Ele era um bom advogado, sabia disso, mas tinha vezes que era tão difícil exercer sua profissão; mesmo que nesse caso ele defendesse a vítima das acusações do criminoso, constantemente se perguntava se não havia escolhido a profissão errada.

Porém, quando olhava os olhos emocionados e aliviados da mãe de seu cliente, sabia que tinha feito pelo menos uma coisa boa na vida e respirava um pouco mais aliviado, retirando um pouco do peso que se encontrava sobre seus ombros.

Depois de conseguir fazer com que o acusado fosse declarado culpado, comemorou com seu irmão, seu cunhado, seu melhor amigo e o namorado desse em sua casa naquela mesma tarde. Jimin não tinha ideia do quanto era amado e nesses momentos só tinha a agradecer pela família que tinha e que havia escolhido.

Taehyungie e Seokjinne sempre o alertavam sobre o quanto estava distante e recluso, sempre trabalhando e tão atarefado que se esquecia até de se alimentar. Seu hyung quase teve um infarto quando o viu no almoço e percebeu o quanto seu irmãozinho havia perdido peso desde a última vez que o tinha visto - apenas quinze dias atrás. Jimin acreditava que seu irmão estava sendo o dramático de sempre, entretanto quando até Kookie e Namjoonie reclamaram sobre a palidez em seu rosto, percebeu que havia mesmo algo de errado consigo.

— Estou tão horroroso assim? – o loiro perguntou aos outros.

Seu melhor amigo disse que era óbvio que não, mas o mais baixo não acreditou no outro, deixando esses pensamentos para lá. O advogado disse que se esforçaria para estar mais presente e que agradecia a preocupação e o cuidado de todos, mas que estava bem e, na verdade, em ótima forma, já que quando era adolescente vivia constantemente acima do peso e toda vez que comia, se lembrava dos sentimentos negativos que tal ato o fazia sentir. Jimin nunca se esqueceria dos apelidos ridículos que o chamavam no ensino médio: "Jimin, o rolha de poço" era apenas um gostinho do quanto adolescentes podem ser maldosos quando querem.

Pensando nisso, Jimin combinou com Taehyung de irem para um bar que estava louco para conhecer, precisava de bebida, necessitava dançar para esquecer de seus problemas e frustrações. Entretanto, não gostava tanto de boates quanto seu amigo avermelhado, lugares como aquele nunca traziam boas lembranças.
...........................................................
Okay, Yoongi havia levado um bolo de seu melhor amigo, era isso. Não era possível que o mais novo tivesse feito isso com ele, o outro sabia que o moreno odiava atrasos. Hoseok ou era louco por provocar a ira de Yoongi, ou havia acontecido algo de muito grave consigo para deixar o melhor amigo esperando fodidas duas horas em uma mesa daquele maldito bar que o próprio tinha o convidado.

Ligando para o Jung, Min gritou alto quando o dançarino atendeu: — Onde diabos você está?! E sem desculpas esfarrapadas dessa vez, Jung Hoseok!

O mais novo, que havia sofrido um pequeno acidente quando estava indo de encontro ao mais velho, respondeu: — Mil perdões hyung, mas quando estava indo até o bar acabei sendo atropelado e quebrando minha perna, estou sendo engessado nesse exato momento.

O moreno desacreditado, perguntou: — Hoseok como assim atropelado, você está bem? E por que você não me avisou antes sua anta?

O mais novo o respondeu dizendo: — Não se preocupe hyung, agora está tudo bem, o susto maior já passou e eu não te avisei antes porque não tinha conseguido pegar no meu celular até agora, tinha desmaiado por causa do acidente e quando acordei já estava no hospital. Não se preocupe comigo, vou ficar bem e me desculpe pelo bolo que eu te dei. Estava tão animado por ter te tirado daquele muquifo que você adora chamar de apartamento que não vi quando o sinal fechou, fazendo com que um carro me atingisse em cheio.

— Primeiramente é lógico que eu irei me preocupar com você não é Hoseok? Quem irá pagar minhas contas se você morrer, eu só tenho você na minha vida, nem a minha mãe me ama. E em segundo: como assim muquifo? O meu apartamento é ótimo e muito aconchegante, seu projeto de energúmeno.

O dançarino, dando risada e terminando a ligação, responde: — O que seria de você sem mim não é Min Yoongi? E eu sei que esse discurso é só uma forma de dizer que você me ama e que não vive sem mim. Não precisa ser dramático, isso não combina com você. Estou bem, não é dessa vez que você vai se livrar de mim, afinal vaso ruim não quebra não é mesmo?! Agora preciso desligar porque vou tomar medicamentos, se cuida e vê se aproveita a noite sem mim, vai que você se surpreende. Tchau, beijos, te amo.

Ah aquele J-Hope dava tanto trabalho para Yoongi, que o mesmo sempre se questionava o porquê ainda era seu amigo, se perguntava se ele teria se "tacado" em frente à um carro de propósito: não, ele não seria capaz certo?!

Porém, o escritor seguiu o conselho de seu amigo e ficou aproveitando o bar para escrever em seu bloquinho de anotações, plots referentes às suas estórias. Até que foi interrompido por um homem loiro completamente bêbado o perguntando: — Quanto você cobra pela sua beleza?
...........................................................
Okay, talvez Jimin admitisse que ir a um bar com Taehyung sem Jungkook não foi uma de suas melhores ideias. Seu amigo já estava com uma animação para lá de assustadora enquanto ainda estavam no carro a caminho do estabelecimento, não parava de cantar e gritar dentro do veículo, fazendo com que o advogado se perguntasse de onde vinha tanta energia.

Entretanto, quando finalmente chegaram ao local desejado, Jimin não poderia prever como a noite viraria uma loucura completa, com ambos virando shot atrás de shot de tequila. Ele estava feliz e nostálgico, parecia que estava na faculdade novamente: bons tempos aqueles em que ele e Tae ficavam até altas horas da madrugada nas festas das repúblicas, voltando completamente bêbados para seus dormitórios. Contudo, agora Jimin sabia a hora de parar, já o avermelhado não, fazendo com que esse estivesse quase subindo na mesa do bar para começar a dançar sensualmente e obter bebidas de graça.

Park, preocupado com o estado do amigo, tentou alertá-lo do quanto aquilo poderia ser perigoso na condição que o outro estava: — Tae, você não acha melhor irmos embora? Você já está mais que bêbado e sabe o quanto é perigoso quando fica desse jeito, não sabe?

O mais alto rindo histericamente responde: — Você é o meu melhor amigo Jiminnie, qual é a única forma de me parar?

O loiro chorou por dentro - aquilo não, por favor. Quando Taehyung era apenas um estudante de fotografia, tinha a estranha e insuportável mania de fazer apostas no mínimo constrangedoras; esse vício por apostas era a única maneira que Jimin tinha para que Tae parasse. Para Park, esse era um dos maiores defeitos de Taehyung: o mesmo não possuía limites.

— Kim Taehyung, pode parar de me olhar com essa cara de quem comeu e gostou muito. Você não é mais um adolescente e não está mais na faculdade, então pode parar com esse negócio de apostas sem cabimento, você tem vinte e quatro anos, poxa!

— Você também, meu caro Park Jimin, mas parece que é um velho de sessenta anos que já se aposentou.

O loiro não gostou nada do que o outro disse e respondeu: — Eu cresci Tae, não tenho mais tempo para essas baboseiras, mas pelo visto você não muda nunca, não é mesmo? Desde sempre sendo essa criancinha que nunca sabe a hora de parar.

Jimin então se levanta dizendo que ia pegar outra bebida, que na verdade se tornaram outras, se esquecendo completamente de seu amigo. Quando estava quase caindo de bêbado avistou uma figura escrevendo algo em um caderno. Achando aquilo estranho, foi se aproximando e quando se deu conta, estava ao lado de um homem que, para seus olhos embaçados, era o mais belo que já havia visto em toda a sua curta vida. Sem saber o que falar ativou seu modoflertantee disse a primeira coisa que veio em sua cabeça: — Quanto você cobra pela sua beleza?
...........................................................
Yoongi achou que Hoseok havia jogado uma praga quando disse mais cedo que talvez ele se surpreendesse com aquela noite, porém o castanho não tinha como prever os acontecimentos que ocorreram após sua ligação.

Quando o homem que Min não conhecia o elogiou de maneira tão direta, o mesmo não soube o que responder, ativando seu modo rude e irônico de sempre retrucou: — Um valor que você não poderá pagar.

Jimin achou graça da voz grossa do outro e o perguntou: — Por que tão rudegatinho, sabia que estresse causa rugas? Você é muito bonito para ser tão mal educado, senhor...?

O escritor não respondeu o questionamento do outro, pensando que se o ignorasse, esse sairia de perto de si e pararia de o incomodar. Porém, seu plano se mostrou falho quando o mais baixo aceitou o silêncio como um convite para sentar na cadeira posta a sua frente, retornando a falar logo após esse ato. — Sei que não perguntou, mas o meu nome é Park Jimin e é um prazer conhecê-lo. Eu briguei com meu melhor amigo, sabe? Acho que dei mancada. Você se importa se eu ficar um pouco aqui com você, enquanto me recupero dos quatro shots seguidos de vodca que eu virei?

O mais alto, completamente fora da sua zona de conforto, respondeu de forma óbvia: — Por que você quer ficar aqui comigo, um estranho no sentido literal e figurado da palavra, se pode ir procurar o seu amigo, pedir desculpas e ir para casa?

O advogado começou a rir histericamente até se engasgar com sua própria saliva e começar a tossir desesperadamente. Yoongi, preocupado em como iria explicar para a polícia a morte por asfixia acidental que estava ocorrendo em sua frente, se apressa em chamar um garçom e pedir um copo de água para o tal Jimin, que quando tomou a água, começou a chorar escandalosamente, chamando a atenção de todos ao redor, fazendo com que o moreno quisesse cavar um buraco no chão e sumir para sempre.

— Jimin, né? – O outro mexeu a cabeça assentindo. — Então, você poderia fazer a gentileza de parar de chorar tão alto. Está chamando muita atenção. Por que não fazemos assim: você me diz seu endereço e eu chamo um táxi para te levar para casa.

Jimin abismado com o quanto aquele homem a sua frente era incrível, parou de chorar no mesmo instante e perguntou: — Você faria isso por mim? – Yoongi nunca iria admitir, mas achou o bico choroso do rapaz a sua frente uma das coisas mais fofas que já havia visto. Se contorcendo pela imagem diante de seus olhos, confirmou com a cabeça, fazendo com que Jimin dissesse onde residia e fosse acompanhado por Yoongi até a porta do bar para esperar por seu táxi. Quando o mais novo entrou no carro, se virou e perguntou o nome do homem moreno, e esse o respondeu: — Meu nome é Min Yoongi e eu espero que nunca nos encontremos novamente, Park Jimin. ...........................................................
Notas finais: Então até agora é isso, espero que tenham apreciado a leitura e gostado e se identificado com alguns dos personagens, já estou amando a interação Yoonmin.

Alguém já arrisca palpitar o que vai acontecer na estória?
Um beijo e até breve. 😘😘😘

25 de Julho de 2021 às 16:46 0 Denunciar Insira Seguir história
0
Leia o próximo capítulo Capítulo II - Petunia

Comente algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~

Você está gostando da leitura?

Ei! Ainda faltam 5 capítulos restantes nesta história.
Para continuar lendo, por favor, faça login ou cadastre-se. É grátis!