anncaroll Ana Ferreira

Entre as quatro paredes do quarto do hotel duas estrelas, eles eram arte.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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único

Os corpos se entrelaçam sobre a velha cama de casal. A chuva caía do outro lado da janela empoeirada, açoitando a noite. As luzes vermelhas de led piscavam na grande placa à beira da rodovia deserta, à espera dos hóspedes que nunca viriam, da noite que nunca passará. A lua minguante pendia no céu do mar com seus respingos brancos que queimavam. De fato, a noite era uma criança incansável que espiava pelas frestas das diferentes cortinas, deixando sua eternidade para trás quando era pega. O relógio de pêndulo no outro canto marcava o contínuo; marcava as passadas do coração.

Os lábios rosados do loiro estavam colados aos do mais novo, dançando uma sinfonia de sensações. Do doce ao desejo ele ia num piscar de olhos. As frágeis borboletas de vidro levantam voo dentro de seu estômago, dando-lhe as asas necessárias para alcançar o céu que era o corpo de Taehyung. Suas línguas brincavam passionais, sempre no pensamento de que nunca se cansariam. A nudez não se restringia aos dois, mas cobria as paredes e os móveis atentos. Meros espectadores. Os lençóis provavelmente eram brancos num passado não tão distante, mas agora eram manchados da mistura de corpos.

O moreno consumia o êxtase que era ver Jin tombar a cabeça para trás, deixando as palavras incoerentes passarem por seus lábios entreabertos conforme ele entrava no mesmo de novo, de novo e de novo. Agora suas mãos apertavam a cintura do mais velho, incapaz de se satisfazer. Descrições não valiam com os cabelos desmanchados e as nucas suadas. Não valiam o prazer ali dado, ali recebido. As vozes tomavam o quarto centímetro por centímetro como a boca de Seokjin tomava o pescoço e clavícula de Tae para si. Ele sentia o ponto mais alto, mas arfou quando Taehyung tirou seu membro de sua entrada e mordeu o lábio inferior.

- Eu quero você em mim - sussurrou sujo no ouvido do loiro, fazendo-o estremecer de uma ponta a outra. Ele sorriu malicioso de volta, sabendo que não havia fim naquele cruzeiro. Em um segundo, eles falavam sujo e no outro, Taehyung se punha de quatro na cama, bagunçando-a ainda mais. Os trovões balançavam o chão e a noite apertava a tempestade num abraço frio.

Jin tomou alguns segundos para ver a figura do menor à sua frente, o brilho acertando suas costas suadas e arroxeadas. Um mar de palavras passou por sua mente desconexa, mas ele não se rendeu - apenas as guardou no baú. O cinza do concreto derramava e derramava, o papel da parede ficava mais claro e eles iam se tornando parte do antigo hotel do amanhã; a violência na chuva. Taehyung estremeceu e agarrou os lençóis forte, deixando as pontas dos dedos brancas quando o loiro o penetrou de uma vez, as paredes do outro fechando-se em torno de seu membro. Entre a dor e o prazer, ele caminhava, deixando-se pintar os fios claros apontando em todas as direções, as pupilas dilatadas e as íris escuras - as mãos judiadas e a os lábios cheios. Ah, como Taehyung queria tocar aqueles lábios outra vez.

Estava pronto para admitir que era um viciado em Seokjin. Este continuava a estocar e gemer em meio a uma respiração ofegante e uma cabeça cansada de pensar.

Foda-se todo mundo, eu não preciso deles. A estrada afora era apenas dele e de Tae, não havia olhar para trás; sem arrependimentos. Quando as mãos se tocassem sob o console na madrugada azul e rosa, eles iriam em frente. Talvez encontrassem outro hotel que precisasse de história, talvez encontrassem o mundo.

O moreno mordia o lábio inferior ao machucado, no altar que era ter Seokjin dentro de si, encontrando seu ponto repetidas vezes. E ele sabia que se desmancharia logo, logo. Poderia parecer obsceno aos olhares alheios, mas só ele saberia o que era poder ouvir palavrões e doces nadas saírem da boca de Jin. A cabeceira de madeira escura da cama balançava sutilmente encostada na parede. A porta branca do banheiro do outro lado estava aberta e a banheira permanecia cheia, intocável.

A voz rouca de Tae movia as borboletas mais uma vez, alçando vôo na noite púrpura. Havia uma grande árvore um pouco antes na estrada, sozinha, mas de beleza imensurável, as folhas balançando com a brisa, algumas carregadas pelo vento como os dois eram carregados pelo mundo. Assim como as luzes, eles também eram vermelhos.

E então ambos desfizeram-se um com o outro. O líquido de Seokjin em Taehyung e deste em cima da cama mais uma vez. Para um, o gemido do outro era mais belo que as sinfonias de Beethoven. E um era viciado.

Lábio encontrou lábio. Língua chocou contra língua. Corpos friccionando-se. A noite era feita de pequenos infinitos. O relógio balançava. Tic Tac, Tic Tac...

Contudo, diferente das luzes, eles jamais se apagariam.

9 de Setembro de 2021 às 18:28 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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