zelosnation_ bia

Onde Yeonjun, um cantor de rock, não acreditava no amor até conhecer uma pessoa, criando assim uma música com o seu grupo, totalmente diferente do que se poderia imaginar. Chamando-se assim, I Know I Love You.


Fanfiction Bandas/Cantores Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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00|i know

Yeonjun encarava seu microfone antes de seu concerto oficialmente começar. Ele não estava se sentindo muito bem. Não tinha dormido direito. Eram mil os pensamentos que tinham começado a orbitar quando ele decidiu dormir. A insegurança também se fez presente, saindo da gaveta fechada que Yeonjun fez em seu cérebro, mas infelizmente, ela saiu.

Quem é Yeonjun? Uma pergunta que muitos fazem e muitos respondem com o maior orgulho. Choi Yeonjun, seu nome completo. Um garoto totalmente voltado para o rock, tendo sonho de cantar, mas tudo nesse estilo. Ele era completamente rockeiro.

Ele tinha uma banda, todos eram vocalistas como não, dependia de quem escrevesse a música. Yeonjun e seus colegas Taehyun e HueningKai eram os que tinham mais público entre as fãs. Beomgyu preferia guitarra e Soobin bateria, mas também cantavam. Como citado, dependia das músicas. Ambos sabiam tocar gitarra e bateria, não era difícil para eles se decidirem.

Seu microfone era específico, só ele usava. Talvez algumas pessoas o porquê seu microfone é diferente, embora seja totalmente igual aos dos colegas de grupo.

A diferença é que o microfone de Yeonjun abria e revelava uma foto. Ele próprio fez isso. Quase danificou o microfone, mas com a ajuda dos seus staffs, conseguiu.

A foto? Bom, é melhor recuar no tempo para saber a origem do microfone de Yeonjun, ou não vai entender.


Flashback

Yeonjun se encontrava pela sua terceira vez no dia limpando a bateria que sempre emprestava a Soobin para treinar quando estava com ele. Era exclusivamente dele, sua primeira bateria e com isso descobriu sua paixão por rock, tudo o que envolvesse rock. Música, estilo, tudo carregava com ele.

Sentia sua testa molhada, seu cabelo, embora curto, chegava em sua testa sobretudo quando ele se baixava. O tempo estava quente. Mesmo que fosse um dia de primavera, estava calor para o garoto, pois também, não estava habituado às temperaturas na aldeia que sua avó vivia.

— Yeonjun meu filho, como você consegue só vestir essas roupas pretas. Ai meu filho, você deve estar em água. Ainda por cima limpando uma bateria. Faça isso depois, vou ter aqui uma visita de uma velha amiga, a filha e a neta também veem, disse que estava cá, eles querem-te conhecer.

— A senhora Jung?

— Ela mesmo. — Yeonjun sorriu, amava a senhora Jung e suas histórias. Embora sua avó diga que muitas são inventadas, ele admite que são as melhores do mundo. Podia passar uma tarde inteira só ouvindo.

Sabia que aquela mulher já de idade tinha uma única filha, mas não sabia que tinha uma neta, isso foi uma surpresa para ele. Seria uma criança? Crianças não costumam gostar muito dele, mas ele gosta embora seja voltado para outras coisas que são a sua vida, neste caso, a música e a sua banda.

— Logo logo estou indo.

— Tire o seu celular daqui de cima, ainda te roubam. Você sabe como é nesta aldeia, veem algo da cidade e já querem para eles.

— Estava esperando algum sinal de Soobin, aí consigo apanhar rede.

— Me desculpe por não conseguir te dar o que tem na cidade, mas sua presença é muito boa para mim.

— Também é para mim, sobretudo porque a mãe anda muito ocupada com o trabalho.

— Eu gosto muito de você, meu filho. Você nunca me desapontou. Pensei que se tornaria uma peste porque você era uma peste criança, mas olha o homem que se tornou. Que orgulho do meu netinho. — Recebeu um abraço da sua avó quando pegou seu celular.

— Eu espero nunca me deixar, embora eu saiba que um dia tem que acontecer.

— Aí meu filho, não fala disso, eu sou bem forte, só morrerei depois dos cem.

— Você já tem quase oitenta.

— Mas estou em forma, é sempre estarei. Além demais, meu neto sai a mim, todo musculoso. Eu com a sua idade também era assim, olha que eu fui boxeadora nos meus anos de jovem.

— Eu sei avó, eu sei. Tenho muito orgulho de você. O avô também era um grande boxeador. Uma pena não termos seguido, mas eu digo isso mais que uma vez. Não tenho jeito nenhum, nem um soco sei dar direito sem luva, imagina com a luva.

— Suas mãos não podem se desperdiçar com socos, elas são muito poderosas, não mude nada de si só porque eu fui algo diferente. Você é o meu orgulho, Yeonjun.

— Você também é o meu orgulho, avó. — Mais uma vez, abraçaram-se. — Você foi a primeira a aceitar minha escolha no ramo da música, mas é a primeira que quer tirar a minha roupa num dia de calor. — Ambos riram.

— Pois é verdade! Nem sei como estou te abraçando, acho que foi do momento. Seu cheiro está pior que os cavalos do senhor Kang. Vá tomar um banho, comprei aquelas coisinhas que me pediu que eu nem sei para quê se usa, mas comprei.

— Não precisava, avó. Eu sei que é caro para você, não devia ter comprado.

— Oras, comprei e agora vai usar. Quero você bem cheiroso e bonito para quando as visitas chegarem. Vai vai. — Bateu na bunda do neto e saiu da garagem, que era onde Yeonjun tinha a bateria. Muitas vezes deixa ela no quarto, mas como veio sozinho, no máximo conseguiu colocar na garagem.

— Bom, vou tomar um banho mesmo. — Colocou a toalha empoeirada no seu ombro e andou até à porta ali perto que dava acesso à casa, andando em passos suaves até seu quarto, pegando uma toalha lavada e colocando aquela suja no cesto de roupa suja.

Pegou uma roupa e se dirigiu até o banheiro que era ao lado do seu quarto, se despindo assim que fechou a porta, abrindo a água quente de seguida.

— Tão boa. — Comentou assim que sentiu a água tocar em seu corpo. Embora a pressão fosse pouca, ter água quente já era tudo para si, precisava de um momento de relaxamento e esses banhos eram a única coisa que ele precisava, mais nada.

.

Após tomar banho, vestiu-se rápido após ouvir a sua avó batendo a porta, dizendo que as visitas já tinham chegado.

— Este é o meu neto, acredito que vocês duas já conheçam, então só devo apresentar à minha querida. — Yeonjun olhou a pessoa que encontrava-se do lado da filha da senhora Jung. Ele pensava que iria aparecer uma criança, mas não. Aquela garotinha devia ter a idade dele, não mais que isso, pois seu rosto era bem jovem.

— Vocês vão gostar de se conhecer. Minha filha é apenas três anos mais nova, mas acho que não tem problema, podem bem formar uma boa amizade. Ela precisa, aqui não tem muita gente e seu avô não a quer na cidade, diz ser muito perigoso.

— Não é perigoso, só tem muita gente, muitos carros, muito barulho e, sobretudo, muito pombo.

— Eu tenho galinhas. — Foi a primeira vez que Yeonjun ouviu sua voz e era bem mais melancólica do que tentou imaginar. Combinava certamente com ela.

— Minha avó também, mas morro de medo delas.

— Yeonjun é um medroso, desde pequeno.

— Não sou nada! Nunca tive medo do palco.

— Pois é, até me esqueci. Minha filha sempre quis ir a um concerto vosso, mas não temos dinheiro e acreditamos que nunca virão cá.

— Quem sabe. Eu tive a minha infância aqui. Soobin também.

— Ainda assim, não temos dinheiro. É muito caro. — Yeonjun se sentiu mal, pela primeira vez ligou para um valor de bilhete. Realmente era caro. Eram cerca de cinquenta mil wons pois eles eram bem famosos.

— Bom, ainda não acabei o nosso lanche. Podem ajudar, mas se quiserem se conhecer, está à vontade.

— Eu sempre quis ver a sua bateria. Acho ela muito linda, sua avó diz sempre que você a decorou, mas nunca consegui ver.

— Soobin treina nela, além que tenho medo de tentar me roubar de novo. Costumo por no meu quarto, mas desta vez tive que por na garagem.

— Mas seu celular já coloca no parapeito da varanda, não é seu hipócrita. — Yeonjun riu.

— Era para apanhar rede, avó.

— Nossa, quem me dera ter um celular como os da cidade têm. Só temos o fixo. — A garota comprimiu os lábios.

— Eu deixo te mexer, se quiser. Não tenho nada demais nele. — Yeonjun estendeu seu celular, mas a garota rejeitou.

— Não precisa, sério. A única coisa que eu quero ver é a sua bateria, mas não pense que estou pressionando, não quero obrigar a nada. É que eu sou muito vossa fã, mas sou uma fã diferente.

— Não vejo nada de diferente.

— Eu sou pobre, não posso comprar as vossas coisas, não posso ir aos vossos concertos. É claro que sou diferente.

— Eu te dou um pequeno concerto no meu quarto, o que acha? Será bem mais privilegiada que todos.

— Aceite, por favor, filha. Ele está sendo generoso. — Sua mãe insistiu. Minha avó e a sua já estavam na cozinha, conversando enquanto faziam o lanche.

— Tudo bem, eu aceito. — Sorriu fraco. Yeonjun lhe deu passagem, mas ela insistiu nele ir a frente já que não sabia o caminho.

— Fique no meu quarto, eu vou só buscar a bateria na garagem, é rápido. — A garota entrou no quarto e viu que estava cheio de fotos dos meninos juntos. Ela se sentiu bem ali. Conhecer Yeonjun podia ser bem pior se ele fosse ruim como seus familiares falavam, por causa de ele ser de estilo totalmente voltado para o rock, mas ele era completamente o contrário, ele era doce e amigável. Não se deve julgar as pessoas pelo estilo ou gostos, pois claramente elas não são como se imagina. Yeonjun era uma prova para ela.

— Ele realmente tem bastante fãs. — Comentou ao ver uma foto com as fãs. — Espero um dia estar no meio delas também. — Sorriu fraco, imaginando o quando seria bom ver Yeonjun no palco, mas ela não tinha esperanças. Só porque era pobre.

— Me dá um pouquinho de espaço, por favor. — A mesma se afastou um pouco e esperou ele montar a bateria. A garota acabou ficando de boca aberta.

— Ela é realmente linda.

— Só falta colocar o microfone. O que tenho aqui não funciona, mas é para me ajudar.

— Certo. — A mesma esperou mais um pouco, vendo-o se sentar na bateria. — Seu quarto realmente é espaçoso para ela, ela fica muito bem nele.

— Fiquei sempre com o quarto maior, ele é totalmente grande e espaçoso para ela estar aqui, sinto-me orgulhoso com isso. No meu apartamento ela não cabe, quem usa é o Soobin praticamente.

— Você vive num apartamento? Não é muito alto?

— Não, é bem agradável até, mas fui habituado aqui, então eu prefiro esse quarto por conta do espaço. — Pegou um caderno, onde tinha alguns rabiscos de músicas.

— Qual quer? — Mostrou-lhe o caderno, mas ela recusou segurar.

— Pode ser qualquer uma. Eu amo todas.

— Hm... Vou cantar uma que pareça mais calma, não estou num concerto de verdade, não vou esforçar muito a voz.

— Sua voz realmente é linda de qualquer jeito, não se preocupa. Não vou te criticar se desafinar ou algo do tipo, vou elogiar como bem merece. — Yeonjun sorriu, começando a cantar um dos seus rascunhos.

*mídia*

— Nossa, que música linda, não parece nada rock.

— Por isso que é rascunho.

— Como se chama?

— Anti-Romantic. Eu escrevi ela. Estava no banho quando pensei nela, depois passei para papel e nunca mais tirei daqui.

— Ela é realmente linda, eu amei... Mas... Eu notei o significado da música... Você é anti-romântico?

— Não totalmente, só não acredito no amor. Essa música nunca saíra dos rascunhos por não ser o que canto, cantei para você por ser calma.

— Vai ser a minha favorita, embora tenha um significado... Você entendeu.

— Posso tirar uma fotografia com você? Eu tenho câmera, as fotinhas saem como essas.

— Eu quero. — Yeonjun foi até à sua gaveta do lado da cama após sair da bateria, pegando a pequena máquina e se sentando ao lado da garota na cama, colocando suavemente o seu braço em volta do ombro dela, tirando uma foto após pedir para dizer "cheese".

Vai ser a minha recordação. — Yeonjun sorriu. — Obrigada.

— Eu que agradeço. — Selou a bochecha do garoto por impulso, mas ele não se importou. Gostou daquele ato da garota.

Todos os dias eles se encontravam e tiravam mais fotos. A favorita de Yeonjun era a primeira que eles tinham tirado, mas ela tinha algumas, assim como ele.

No último dia, Yeonjun lhe entregou a máquina dentro de um saquinho, mas o saco não tinha só a máquina de fotografias, tinha também um bilhete para o próximo concerto dele. Yeonjun não queria que ela visse na frente dele, mas acabou que ele não arranjou outra maneira de lá colocar, deixando a garota totalmente confusa e um pouco desesperada.

— Eu não posso aceitar isso. Nenhuma das coisas.

— Eu imploro.

— Mas Yeonjun. Tem aqui um bilhete para um concerto seu, eu não posso aceitar.

— Por favor, aceite. Aceite ambas as coisas. — Yeonjun se ajoelhou pedindo, deixando a garota totalmente sem reação.

— Tudo bem! Mas se levanta, ou pensam errado.

— Obrigado, sério! — Abraçou a garota. — Eu quero ver você lá.

— Eu não sei se vou conseguir.

— Por favor, apareça... Nem que eu peça para alguém te vir buscar.

— Não precisa, eu dou o meu jeito. — Yeonjun ficou feliz com isso. Entrou no carro e se despediu da garota com um aceno, seguindo partida para a cidade.

22 de Julho de 2021 às 21:14 0 Denunciar Insira Seguir história
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