babihisten Babili Histen

Ah! Sentimentos, o amor e a paixão, tão belos e graciosos, se não pudessem te destruir por dentro ao mesmo tempo. Ah! A amizade, tão bela flor, o único problema, é quando se tem espinhos. Ah! Uma história, fruto de sentimentos tão puros, apenas transmitidos para as letrar de uma caixa eletrónica, que mal transmite as emoções de uma carta ou do puro amor, algo gélido, que para fazer o bem é necessário do bom uso, não apenas da ignorância. Ah! Tão perfeita seria, se não fosse pelo final. (Inspirada em sentimentos e acontecimentos vividos por mim mesma. Também postada no Wattpad, Spirit e no Sweek)


Conto Impróprio para crianças menores de 13 anos.

# #dor #amor #bissexual #BI #Lgbt
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Amizade

"Um aviso rápido, tudo aconteceu e eu vou escrever do jeito que aconteceu, mas só o meu nome vai permanecer igual, para não lidar com toda a burocracia e afins.
Se houver algum erro, por favor, me avisem."

Capítulo Um: Amizade

Um dia normal, com pessoas normais, em uma escola particualar normal, a unica coisa diferente de praticamente todos os trezentos e sessenta e cinco dias do ano, hoje era o primeiro dia de aula do quinto ano.
Sinceramente, eu nunca, nunca mesmo, entendi a empolgação das pessoas com isso, talvez seja pelo fato de eu nunca ter tido algum amigo de verdade? Provável.
Ja havia passado alguns minutos desde que cheguei, sentei em umas das primeiras carteiras, as pessoas iam chegando e pouco a pouco as panelinhas se formavam, Irritante, era o que passava pela minha cabeça.
Todos ja estavam sentados, a professora explicava uma atividade em dupla que iriamos fazer para comemorarmos o primeiro dia, óbvio, eu nem levantei da cadeira para chamar alguém, tudo era insuportável, não ligava se ficaria sozinha por ter um número ímpar na sala, que na verdade nem me dei o trabalho de saber se era um fato verdadeiro, ou se ficaria com os isolados que ninguem suportava, embora eu ja tenha andado meio caminho, então, todas as pessoas com as mesmas duplas de sempre, ou pelo menos o que parecia de frente, mas no canto, nas últimas carteiras, uma garota, parecia triste e solitária, a professora mandou sentarmos juntas, percebi sua frustração e como vinha burrada encostar uma carteira na minha.
Ja com a ideia do que fazer, nós começamos, era apenas um desenho sobre as férias,

Babili, "Tsc sempre as mesmas basbaquices, que saco"

Andy, "Hum, pois então"

Aquilo foi estranho, terminamos os desenhos, entregamos e voltamos, eu havia ficado intrigada, geralmente nessa idade não se tem esses tipos de pensamentos, então começamos a conversar, ela era legal interessante e me passava uma frequência boa, eu gostava daquilo.
No recreio acavamos ficando juntas e uma parente dela veio junto, não era nada demais para mim, uma coisa que sempre considerei um grande problema, era nunca me apegar facilmente as pessoas, e quando me apegada, se elas saiam da minha vida eu implemento não ligava muito.
Meio ano, ficamos meio ano, nós três, sempre acabando nos mesmo trabalhos e para não ficarmos sozinhas no recreio, lanchavamos juntas, foi só meio ano, porque depois íamos por vontade própria fazer um trabalho e não poruqe soframos, ja não facavamos juntas para não sentir a solidão, e sim por ser amigas de verdade.
Eu e Andy as vezes ficávamos comentando sobre as injustuças do mundo, preconceito, correção e todas as merdas que aconteciam, ja Cássia não ligava muito, mas na maioria concordava.
Foi assim, até o final do ano, mas no começo do sexto, Cássia se distanciou, de pouco em pouco parou de ficar com a gente, desse jeito, nós duas criamos um laço muito mais forte, parecia que só nossa relação importava, ela me dizia que eu tinha salvado ela, porque a família dela era uma merda, as outras pessoas, o mundo, a realidade dela era uma merda completa, mas agora, agora eu estava la por ela, sempre que ela precisasse.
Mal sabe tu, mas foi o completo contrário, ou talvez, mesmo estando no fundo do poço, as duas deram um jeito de se ajudar. Sempre foi esse meu pensamento, de como ela também me iluminou, de como tudo parecia sem intetesse pra mim, até ela chegar.
No mesmo ano, nos aproximámos de outra garota da nossa sala, era um trio inseparavel agora, mesmo que eu e Andy tínhamos uma afinidade muito maior, agora também estávamos la por Karen, e ela por nós. Isso foi igual aquele impurranzinho que sd precisa, eu tinha mais amigos agora, algumas pessoas do oitavo e nono ano, eu era afim de um garoto, Rafael, ele era bonito, legal, inteligente e maduro, estava no nono ano, era divertido ficar com ele também.

Rafael, "Aaa, eu preciso de um emprego"

Babili, "Por que tu qué tanto um emprego agora?"

Andy, "Ganha dinheiro oras"

Babili, "Isso eu sei sua besta"

Rafael, "Pra compra uma aliança pra garota que eu gosto, deixa eu mostrar uma foto"

Aquilo doeu, um tipo estranho de dor, pareceu que o meu peito apertou, e minhas sobrancelhas franziram, mas assim que ele voltou o olhar, eu ja estava sorrindo

Rafael, "Ela é bonita né?"

Andy, "Meu deus, eu queria ser ela"

Babili, "Nossa, muito lindas, onde tu conheceu ela?"

Rafael, "Numas aula extra que eu faço de tarde"

Babili, "Boa sorte então"

Rafael, "O cara, brigado, vai toca ai"

La estava eu, com meu sorriso mais verdadeiro estampado no rosto, fizemos um bate palmas normal e logo o sinal bateu, fazendo cada um ir para sua sala. Eu achava que ocular o coração com oitra pessoa era uma boa ideia, mas não fez diferença só colocar na cabeça que eu gosto dela, eu não sentia nada realmente, mas em um verdade ou desafio, quando me perguntaram de quem eu gostava, eu menti, só porque a real pessoa estava ali também e ja gostando de outra.
Eu cheguei no sétimo ano, eu havia me descoberto uma pessoa bissexual, e como o Rafael agora estava no ensino médio, não nos veríamos mais no recreio, só raramente no inicio e final das aulas, nesse ano Charlie, uma antiga amiga, começou a estudar na mesma sala que eu de novo e logo nos transformamos em um quarteto, realmente era divertido, fazendo eu ficar com uma peso mais leve nos ombros, eu já havia superado completamente e não gostava de ninguém, isso era libertador, de certo modo
Foi em maio, o prefeito decretou que as escolas deveriam ser fechadas por causa do covid-19, ficamos até final do ano só conversando por mensagens, sinceramente, foi uma boa hora para limpar a cabeça e acabar com a tensão da escola, ja que as aulas onlines eram uma merda que não serviram para quase nada, mas no ano seguinte tudo voltaria ao normal, e para a minha infelicidade e a juntamente a melhor coisa para o meu futuro, início do ano tiveram aulas de revisão da quarentena, como as aulas terminaram dia dezoito de dezembro e começaram de novo dia dezoito de janeiro, deu apenas a poha de um mês de férias, era pra ter um pouco mais que dois meses, eu realmente fiquei puta, mas Lucas, um garoto novo que ficou nosso amigo, até que ajudou o tempo passar mais rápido e divertido.
"Completamente fodida, na verdade, mais que fodida", era como meus pensamentos me definiam agora, Andy, minha melhor amiga a mais de dois anos, que eu confio muito, era a razão da minha paixonite, ela disse que ainda não tinha certeza se era hetero, pior coisa para se dizer, ja que só meu deu mais segurança, o pior, ela era uma pessoa brincalhona e ficava sempre, "A gente podia se pegar né?" "Bora perder o bvl?", e varias outras merda, nós ficavamos mandanod indiretas, um tanto diretas de mais, em grupos e conversas privadas, eu não tinha certeza se ela falava sério, mas eu falava, só então, não sabia se ela tinha percebido
Agora, quinta-feira, vinte e dois de julho, e o mesmo sentimento, eu tentei afogar ele, mas simplesmente não deu, ontem, uma mensagem no grupo foi mais que suficiente

(Andy) Alguem ta afim de perder o Bvl comigo?

(Babili) Ó, bora

(Andy) Então bora

(Babili) Sério?
(Babili) Sério mesmo?

(Andy) Babi

(Babili) Hum?

(Andy) Tu sabe que eu não gosto de guria ne?

(Babili) KKKK
(Babili) Sei sei
(Babili) Era só brincadeira

(Andy) kkkjkjkkj
(Andy) Aham

Uma mensagem foi o suficiente, o suficiente para perder as esperanças, o melhor agora certamente seria se afastar, porque
provavelmente, perto dela só ira aumentar, mas, simplesmente não da, eu percebi, que ela é a única exceção ao meu problema, mas principalmente, porque que sei que fui e ainda sou a luz dela, e eu não conseguira vela de longe, na mesma sala, na carteira praticamemte ao seu lado, eu não conseguiria recusala quando fôssemos fazer trabalho em grupos, eu não iria escolher outra pessoas, apenas ela, porque, mesma que agora eu me afogue em lagrimas e tristeza dizendo a mim mesma que é só começar, ou pelo menos fingir gostar de alguém, com o Rafael ou o Lucas, eu vou conseguir encarala novamente, eu vou cuidar dela, enquanto enterro tudo isso, porque, eu não posso fazela sofrer pelo meu erro, o erro de me apaixonar.


Mas no fundo, bem no fundo, eu ja sabia que não tinha esperança, porque a alguns dias atrás, por um momento, eu tive a certeza, que se eu tivesse uma arma em minhas mãos, um jeito rápido e praticamente indolor, eu daria um trio, bem no meio da minha testa.


22 de Julho de 2021 às 21:11 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Babili Histen Apenas uma pessoas normal, com crises e magoas, mas que ninguém vê, e meu único jeito de me libertar é pelos livros

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