jp_felix João Pedro Félix

Cientistas de um centro de pesquisas criam um ser com feições e aparência humanas, porém ele não se sente humano. Com o tempo, o garoto cresce e demonstra um potencial imensurável, tanto fisicamente quanto intelectualmente. Por alguma razão, todos ao seu redor mantinham distância, à exceção de uma mulher, a qual tinha um sentimento reciproco de carinho e afeto. Surpreendendo a todos, ele faz algo completamente inesperado: ele começa a questionar sua existência e decide buscar respostas sobre a razão pelo qual foi criado. Em suas descobertas, é revelado a ele verdades terríveis sobre sua origem e razão de viver, o que apenas lhe traz apenas lágrimas e sangue. Acompanharemos nessa história o drama de vida de um ser não-humano, cujo único desejo é poder amar e ser amado, mas ao mesmo tempo é arrastado para conflitos que lhe causam tanta dor. Um ser inumano vivendo entre humanos, onde tudo é visto de uma forma diferente aos olhos dele, onde tudo é mais cinzento e triste, mas que pode ser colorido e feliz conforme a vida demonstra seu outro lado, sua face mais bela e caridosa. Uma história cheira de altos e baixos, de sentimentos, de alegrias, de tristezas e de fortes emoções. Sorria, chore, se apaixone e se emocione junto com os personagens tão vívidos de Aos Olhos de Um Titã.


Ficção científica Para maiores de 18 apenas.

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Prólogo

- E então, quando seu expediente acaba mesmo, Lila? – Nilo perguntou. - Podemos ir ao refeitório depois, se quiser. Eu pago um pudim para você.

- Estou ocupada, me deixe em paz – Retruquei.

Eu ainda era uma novata no centro de pesquisas, mas mesmo assim me sentia inferiorizada. Tanto esforço para me provar boa o bastante para ser parte do Projeto AT15 para nas primeiras semanas eu ficar apenas na parte de observação e de cuidar da papelada. Além de tudo eu ainda tinha que aguentar aquele maldito segurança me cantando o tempo todo.

Eu estava organizando os relatórios sobre a mesa por data e os dividindo para serem enviados para seus respectivos setores quando ouvi Sara saindo chorando da cela e batendo a porta atrás de si.

- Sara, o que houve? – Questionei, mas ela apenas continuou correndo para longe.

A resposta veio literalmente como um golpe. O som da pancada na porta da cela fez meu coração gelar.

- Mamãe! Mamãe! Mamãe! Por favor, volte. Mamãe!

A voz do garoto lá dentro era como a de qualquer criança normal, mas o som das batidas no metal da porta era tão alto que quase se sobressaía a seus berros.

Ele bateu e bateu, e cada pancada soava como um trovão. Nilo e o outro segurança que eu não sabia o nome se levantaram de suas cadeiras e empunharam suas armas.

- A porta vai aguentar, não vai? – Questionei.

- É forte o bastante para segurar um rinoceronte – Nilo respondeu.

As batidas continuaram, e cada vez mais a porta vibrava com as pancadas.

- Infelizmente não é um rinoceronte que mantemos lá dentro – O outro segurança retrucou.

Ambos apontaram as armas para a porta, e eu fiquei tão nervosa que me esqueci de seguir o exemplo da Sara e correr desesperada para longe.

De repente ele parou, e um silêncio mais que desconfortável se fez presente. Nós três nos entreolhamos, sem saber como reagir, e então veio outra batida, uma bem mais forte, e a porta foi amassada e começou a ceder.

A vibração do metal ressoou em meus ouvidos e corri para trás de Nilo e fiquei agarrada a ele.

- Eu vou chamar a sua mãe! Por favor, mantenha a calma! – Gritei.

Houve mais um instante de silêncio, e o outro segurança andou lentamente até a vidraça de observação e olhou para dentro da sala.

- Ele está sentado em frente à porta – Comentou. – Está esperando...

Soltei o braço de Nilo e me virei para ele.

- Eu acho que eu aceito sair com você – Falei, e me virei para contemplar a porta que quase foi arrancada das dobradiças. – Qualquer coisa para sair daqui.

15 de Julho de 2021 às 13:50 0 Denunciar Insira Seguir história
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