andradesssssss1622253430 Andradessss ⠀

Lucatiel Ladon é um anjo que vive dentro da mesma vila durante muitas décadas. Proibido pelo seu pai, Haoth, de conhecer o resto do mundo, ele jamais foi muito além dos muros da minúscula e insignificante vila de Gilderos. Porém, um dia, um nobre de uma cidade vizinha chegou na cidade e anunciou um festival, convidando todos os camponeses do Reino de Hzriher. Lucatiel já estava há muitos anos entediado de morar na mesma vila há tanto tempo, o convite foi um dos vários gatilhos que o levaram a criar coragem para pedir ao seu pai a permissão para sair, entretanto, ao procurar por Haoth, o anjo percebeu que ele havia desaparecido misteriosamente havia alguns dias...


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O convite

Estou desenhando um Orc no momento, sou bastante fissurado neles. Meu pai me conta muitas histórias sobre as brigas que ele teve com esses seres esverdeados e grandes enquanto viajava pelo mundo. Gosto bastante de cada um dos desenhos que faço, o Haoth sempre diz que eles são "lindos como um bom javali na fogueira", essa frase é bem cruel, mas eu fico feliz que ele gosta. Queria conseguir viajar como ele para onde eu quisesse, visitar todos os inúmeros lugares desconhecidos e mágicos de Haün, quem sabe até visitar os Orcs! Infelizmente não tenho esse privilégio, minhas asas foram cortadas quando eu era bem mais novo, o Haoth as cortou, sinceramente isso me deixa com um pouco de medo dele, mas sei que ele quer sempre o meu bem. Uma pequena formiga passa próxima à minha mão enquanto desenho sob o chão, fico observando-a enquanto ela carrega uma folha verde. Que ser magnífico, tão pequena, mas tão forte! Acabo me distraindo completamente e esqueço o que estava fazendo. Tem alguns sons estranhos vindo do lado de fora, parecem os sons de cavalos galopando, vou verificar. Me levanto do chão e flutuo até a porta de casa, uma carruagem extravagante está indo em direção à praça da cidade, ela está sendo escoltada por vários guardas, parece ser algo bem importante. Que estranho! Sei que Gilderos é a cidade mais próxima da capital do reino, mas ninguém a conhece, é apenas uma vila pacata com algumas poucas dezenas de pessoas. Devo investigar? Haoth não iria gostar muito se eu saísse de casa e deixasse ela vazia. Ele saiu logo de manhã sem me dizer para onde ia, que dúvida cruel. Encho meu peito com ar e coragem, reafirmo minha confiança e atravesso a porta, quando saio para o lado de fora a luz do sol ofusca minha visão, sempre esqueço como adoro essa sensação de... como se chama? Calor. É, acho que é esse o nome.

Fecho a porta logo atrás de mim e flutuo pelas pequenas estradas de terra da cidade. Meu pai sempre disse para esconder o fato de que posso flutuar, por sorte o vestido bege que uso consegue disfarçar perfeitamente, as pessoas pensam que eu sou alguém bem alto por causa disso. Toda vez que tento voar um pouco mais acima do que o costume, minhas asas doem, e muito. Poucos segundos após sair de casa, chego na praça, onde há várias pessoas reunidas em um extenso círculo ao redor da caravana, ela está estacionada no meio. Consigo escutar sons de passarinhos ao longe, eles parecem estar agitados hoje. Tem muitas pessoas cochichando ao meu redor, me sinto um pouco desconfortável com tantas pessoas por perto, mas está tudo bem, minha curiosidade é tamanha que é impossível de se conter. Os soldados descem de seus cavalos e começam a tocar tambores em um ritmo militar, de repente, de dentro da carruagem desce um homem um tanto quanto baixo de cabelos pretos, nariz arrebitado e roupas elegantes, em sua cabeça há um chapéu roxo bem extravagante, com toda certeza esse cara é da realeza! Me pergunto para que tanta cerimônia. Ele caminha até o centro da praça, onde sobe em cima da fonte que ali jazia com um teletransporte mágico. De seus bolsos, o nobre puxa um papel que quando estendido, se desenrola até o chão. Os guardas interrompem seus tambores, anunciando que um discurso estava por vir, todo o povo de Gilderos parece estar ansioso pelo que será dito.

— Caros cidadãos de Gilderos, Vossa Majestade Brasiris Garin Hiudelp, deseja anunciar a todos que Vossa Alteza Jomi, enfim retornou à casa. Em homenagem ao retorno da princesa mais jovem após 6 meses longe, uma festa no Palácio Dourado será realizada e todo o povo de Gilderos e uma parcela do povo de Wently está convidado. Em Hzriher, capital da prosperidade, apenas uma parcela fora convidada, devido ao alto número populacional. Não é necessária a entrega de convites ou passes de entrada, a não ser que o contrário seja dito. Ademais, um par para a entrada é necessário e a festa ocorrerá daqui a três dias, contados a partir da data atual. Essas são as palavras de sua Majestade Brasiris Garin. — Quando o pequenino homem, digo, nobre, terminou de recitar seu longo anúncio, ele retornou à carruagem e os guardas logo atrás montaram em seus respectivos cavalos, retornando para Hzriher. Todo o povo da praça começou a conversar entre si, causando grande alvoroço e barulho.

Todos começaram a andar por aqui e por ali, no meio da grande concentração de pessoas me afasto de todos e penso em silêncio. É uma ótima oportunidade para conhecer o mundo, posso viajar e finalmente visitar a capital do meu reino natal! EU PRECISO IR! Mas antes, preciso conversar com Haoth. Não consigo me imaginar indo embora sem pedir a permissão do meu pai. Tenho que encontrar aquele gigante de cabelos ruivos, onde será que ele pode estar? Estou começando a ficar preocupado...

8 de Outubro de 2021 às 18:58 1 Denunciar Insira Seguir história
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Isís Marchetti Isís Marchetti
Olá! Tudo bem com você? Faço parte do Sistema de Verificação e venho lhe parabenizar pela Verificação da sua história. Eu fiquei curiosa e fui olhar o universo em questão, aí me lembrei que eu já havia lido sobre ele em algum momento da minha vida, ai pronto, fiquei extremamente feliz de saber que você está expandindo mais ainda as histórias que esse universo tem a oferecer, parabéns, isso é incrível, de verdade. Eu não consegui apagar na minha mente a atrocidade que cometeram para com o personagem, quem em plenas faculdades mentais cortaria as asas de alguém?! Já suspeito que esse “pai” dele, seja uma praga! Bom, vamos lá. A coesão e a estrutura da sua história estão ótimas! A narrativa trás uma temática de aventura, e imagino que talvez de auto conhecimento também, e isso é simplesmente satisfatório. Quanto à sinopse, ela está bem satisfatória, mostra a premissa do conteúdo que está por vir de uma forma bem sutil. Um detalhe que eu acho importante ressaltar é que falta parágrafo novo quando uma ideia-núcleo muda, pois isso iria deixar a leitura muito mais fluída e límpida. Quanto aos personagens, eu simplesmente fiquei encantada com o tipo de personalidade que o protagonista tem, espero que ele consigo, do fundo do coração, ter sua liberdade e encontrar seu pai que desapareceu, se essa for sua vontade, de fato. Quanto à gramática, seu texto está muito bem escrito, é uma história muito gostosa de se ler! Desejo a você sucesso e tudo de bom nessa jornada. Abraços.
November 05, 2021, 19:55
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Haün
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Em um universo onde tudo foi construído por antigos e poderosos deuses, a presença da Essência, ou comumente chamada de magia, é algo recorrente na vida de muitas pessoas. O Planeta de Haün é um dos mais recentes no universo, mas certamente é o que possui mais histórias para contar. Séculos atrás, uma gigantesca guerra aconteceu, causando a extinção de muitas raças, gerando desentendimentos e brigas entre povos e civilizações. Quando a guerra se encerrou, os reinos antigos estavam destruídos e desordenados, por isso foram divididos e dados para as raças mais presentes no Continente de Garin. Além do Continente de Garin, existe um arquipélago próximo à ele, e por sua vez, estando mais distante, existe uma grande Ilha e mais ao longe um outro continente desconhecido. O Planeta de Haün, por mais que a grande maioria dos eventos se concentrem no Continente Garin, certamente reserva muitas aventuras e perigos para todos que ali habitam, contendo uma história tão profunda e antiga quanto a existência dos próprios deuses que o criaram. Leia mais sobre Haün.

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