V
Valmian Do Nascimento


Ângelus vem de uma família satânica e para completar um sacrifício que pode salvar sua família tem que achar uma bela jovem com uma cicatriz no peito, ele conhece Lúcia, uma jovem que não tem muito tempo de vida devido a um câncer terminal. Ângelus ao conhecer a história, desiste de enviá-la ao sacrifício, fazendo com que o diabo leve sua alma com antecedência. No inferno Ângelus faz um pacto com o demônio para o enviar de volta a terra, ele o envia, mas com apenas 5 dias de vida e na forma de um homem velho, só que quando volta percebe que Lúcia já está casada com Ricardo um jovem bonito e atraente, que está tentando mata-lá o quanto antes para ficar com sua fortuna. Ângelus tenta reconquista-lá novamente, mas com o objetivo de enganar o inferno e ter sua alma de volta mas se apaixona novamente e percebe que Lúcia não é quem se esperava.


Fantasia Fantasia negra Impróprio para crianças menores de 13 anos.
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Um Grande Sacrifício e Um Péssimo Coração

O Ritual

Era domingo...

O ritual já tinha terminado, mas não estava completo, precisamos de alguém específico, uma jovem com uma cicatriz dolorosa. Ficou tudo em minhas costas mas não tenho outra solução a não ser achar essa jovem, completar o sacrifício e agradar a satã. Não é uma tarefa fácil quando toda a sua família está em risco, somos adoradores de demônios eu sei mas não queremos a morte, tememos o inferno, tememos o mal, não a outra saída, estamos nessa empreitada já faz cinquenta anos, conseguimos de tudo, desde o carro mais caro do ano, cargo do mais elevado de uma empresa e muito dinheiro no banco, tudo em honra ao diabo. Aqui estou eu, Ângelus Nemons, deitado em minha cama, olhando para o teto pensando na garota que terei que sacrificar.

— Ângelus!, desça para comer, seu pai tem um assunto para conversar.

Aquela voz... não é boa. Tia Geyse é quem manda enquanto minha mãe está fora trabalhando, meu pai a deixa mandar em tudo dentro de casa mas ele que não ouse ir contra ela, pois minha mãe quem a mandou para cá. Como sou o sobrinho, obedeço apenas meu pai, mesmo já tendo vinte e quatro anos.

— Tia Geyse, meu pai quer falar sobre o sacrifício, não preciso descer.

Gritei lá de cima, quando meu pai engoliu um pedaço de pão seco e também gritou:

— Ângelus!, não é sobre o sacrifício e sim sobre sua mãe.

Quando escutei a voz do meu pai meu coração parou por um momento, ele nunca fala coisas desnecessárias diretamente para mim, a não ser algo importante e aquilo era muito importante, era sobre a minha mãe, já não a via fazia três meses e toda vez que meu pai quer falar sobre minha mãe, nunca é sobre algo bom, me recordo muito bem da última vez que ele me contou algo sobre ela...

Era uma manhã gelada de inverno, tinha acabado de acordar, meu pai entrou no meu quarto sem falar nada, sentou na beirada da minha cama e diz com uma voz baixa e rouca.

— Filho, sua mãe não vai mais morar conosco, ela teve uns contratempos na euroupa e terá que ficar por lá.

Eu sabia que aquela história de contratempo era balela, não existia contratempo nenhum, simplesmente minha mãe teve que se prostituir na europa por conta de um pacto que meu pai tinha feito para conseguir comprar uma casa de praia em Miami. Sim, meu pai oferecia o belo corpo da própria mulher em busca de bens materiais e minha mãe estava ciente e concordava com tudo isso. Minha mãe nunca mais morou com a gente, ela só aparece de vez em outra para tirar férias de um trabalho como CEO numa empresa de Nova York, cargo que conseguiu graças a seus pactos.

Decidi decer para ver qual era a nova novidade sobre a Sr. Raya. Sentei na mesa e não precisei falar nada, meu pai já soltou o verbo, bem claro e direto.

— Sua mãe está morta.

Não tive reação, aquilo realmente não estava nos meus pensamentos, minha mãe tinha falecido, me petrifiquei na cadeira sem me mexer, não era possível que aquilo fosse real, ela não poderia estar morta. consegui soltar algumas palavras depois de alguns minutos.

— Como ela morreu?

Meu pai estava bem sério como sempre foi, não olhava nos meus olhos e encarava sua xícara de café escrito "hey satã".

— Filho, melhor não saber, sua mãe está em paz agora.

— Melhor não saber?, é a minha mãe, por mais puta e errada que ela fosse, ela me gerou, eu preciso saber como ela foi morta pai. Ela só estaria em paz se estivesse com você sabe quem.

— Nunca diga esse nome aqui em casa, honra somente a ele, é um juramento dos satanistas, o nome do alto está proibido. Sua mãe não era uma vagabunda igual você a está referindo, ela só fazia o sacrifício dela com vontade e soberania e se quiser saber como ela foi morta, pesquise por si próprio, não vou perder meu tempo discutindo com um moleque.

Ele saiu da mesa estressado, não era comigo, mas o cansaço, a exaustão mental. Tia Geyse me encarou e retirou a louça do café para lavar e não disse uma só palavra. Essa história de sacrifício estava arruinando a minha família e iria arruinar muito mais e eu já estava de saco cheio de satã.

A Bela

Logo que anoiteceu, decidi encontrar a garota do sacrifício, podia ser qualquer uma, desde que seja jovem e tenha uma cicatriz dolorosa por trás, não é fácil, onde eu moro a várias mulheres jovens e belas, mas como ia descobrir qual tinha cicatriz?, quase uma missão impossível.

A cidade estava calma como sempre, não havia muitas pessoas nas ruas aquela hora, somente alguns trabalhadores vendendo seus produtos em suas barraquinhas e alguns casais namorando no banco da praça. Tinha muitas meninas lindas passeando por lá mas não tive a coragem de me aproximar ou estavam com seus homens ou com suas amigas que ficavam me encarando rindo da minha cara, definitivamente eu achei que não iria conseguir encontrar ninguém, até que perto do lago avistei uma moça de vestido vermelho curto com um laço na cabeça lendo um livro num banco em frente a biblioteca municipal. Aquela seria minha chance, decidi me aproximar e falar com ela.

— Olá! Boa noite. Meu nome é Ângelus, qual seria o seu?

Ela parou de ler o livro, levantou os olhos até o meu rosto e com um leve sorriso, disse:

— Me chamo Lúcia, prazer.

— Poderia me sentar ao seu lado?

— Claro. Fique a vontade.

Me sentei. E que alívio foi, tinha encontrado uma garota mas ainda precisava saber se ela tinha a cicatriz.

— Então, você sempre vem aqui ler a noite?

— Venho sim, todos os dias quando meu pai sai para trabalhar eu me sento aqui e leio um livro que pego na biblioteca.

— Qual livro você está lendo?

— As lágrimas não deixam mentir.

— Título um pouco forte não acha?

Deu um leve riso e ela também.

— Não acho bom uma moça como eu ficar aqui conversando com um rapaz que mal conheço. Fale mais sobre você.

Não podia contar sobre o ritual, sobre minha família ser toda satanista e que queria a alma dela pra livrar todos os meus parentes do inferno, incluindo a mim. Então inventei uma história que iria me arrepender totalmente depois.

— Não tenho casa, família ou parente algum. Moro com um amigo numa lojinha abandonada quase no fim da cidade.

— Desculpa, não devia ter te perguntado uma coisa dessas, não sabia que morava na rua, deve estar morrendo de fome.

— Talvez...um pouco.

— Quer ir na minha casa tomar café e levar alguns pães a seu amigo?, Como ele se chama?

— Adoraria, o nome dele é Frederico.

Aquela era a minha chance, tinha que conquistar a confiança dela e estava conseguindo, era só seguir o roteiro que nada daria errado.

— Você é uma moça bastante bondosa e gentil, obrigado.

— Disponha, vamos. Minha casa é aqui perto.

Fomos andando para a casa dela, perguntei algumas coisas e descobri que o pai dela é o prefeito, ela mora com a madrasta e faz o que quer, quando quer e onde bem quer. Me assustei, pois ela não parece do tipo que seja rebelde, no primeiro instante em que vi e pelo seu jeito, ela era calma, elegante e delicada.

Chegamos a casa do prefeito, lá dentro era enorme, uma sala mil vezes maior que minha casa, meus olhos brilhavam com a branquitude daquela mansão.

— Fique aqui está bem?, irei pegar alguns pães e doces e já volto.

Assim que ela foi a dispensa, uma dama apareceu, com um coque elegante, vestido muito longo e batom vermelhor intenso, logo de cara me dei conta que se tratava da madrasta de Lúcia, a mulher do prefeito, a primeira dama da cidade. Vinha descendo as escadas e parou bem na minha frente.

— Quem é você rapaz?

Antes que pudesse me apresentar, ela continuou:

— Não, Não diga nada. É mais uma ralé que Lúcia trouxe para dentro de minha casa. Pois bem, espere lá fora.

Não tinha muito o que fazer, ela abriu a porta e tive que esperar no quintal. Logo depois Lúcia apareceu.

— Ângelus!, Desculpe pela falta de educação da Grenda, a pesar de a casa também ser minha, ela é protegida pelo meu pai, mas já tenho alguns planos para ela. Tome.

Lúcia me deu alguns pães enrolados em um pano branco.

— Obrigado, não sei como te agradecer.

— Eu sei.

— Como?

Lúcia me beijou. Sim, senti seus lábios tocando no meu, um toque suave, sua boca tinha gosto de cereja, a continuei beijando também sem parar, já estava ficando sem fôlego. Quando ela parou de me beijar e fez um convite muito inesperado.

— Quer ir para o meu quarto?

Fiquei sem reação e não pude soltar uma palavra que seja, ela entendeu que meu olhar dizia sim e me puxou pela mão, fomos detrás da casa e por uma escada, entramos pela janela do quarto. Ao entrar não reparei em muita coisa, pois meu foco era somente nela, mas pude ver a decoração, era totalmente vermelha e tinha uns pôsteres de banda havey metal, coisa que só fui parar para pensar com o tempo, nesse momento só queria beija-lá e nada mais.

Ela tirou minha camisa e foi tirando a dela, quando percebi uma cicatriz bem próximo ao seu coração, naquele momento me senti com muito mais entusiasmo e empolgação, era ela, a mulher de que estava procurando, a deitei na cama e chupava seu pescoço, ela não parava de se contorcer de prazer.

— Põe em mim.

Logo entendi o recado, abaixei as calças e coloquei meu pênis para fora, era uma sensação muito louca, Lúcia já despida, enfiei na vagina dela e já me derramei de prazer, só não reparei que quando estava fazendo isso, ela estava me cortando nas costas com suas unhas enormes, não senti dor ou incômodo algum, mas isso fica para um outro momento.

Depois daquela noite, tudo mudou e nunca mais fui eu mesmo. Minha história iria mudar para sempre e eu não estava preparado para isso.

O Sacrifício do Pensamento

Ao chegar em casa depois da noite de amor com Lúcia, fui recebido com um velório. Era minha mãe sendo velada na sala de minha casa, com todos os sacerdotes, mestres e tudo mais da magia negra. Eu não estava querendo aquilo, não naquele momento, foi aí que percebi pelo rosto de minha mãe que ela foi devorada por algum animal.

Não tinha forças para chorar, subi para o meu quarto e só uma pesssoa me ocupava a mente, a garota que teria que entregar ao demônio, a garota que eu transei hoje e pela minha mãe e eu, não deixaria o inferno levar mais ninguém da minha família, estava disposto a terminar com o sacrifício e o legado de meus parentes. Hoje foi um dia muito cheio, Simplesmente não percebi que logo depois tinha fechado os meus olhos e estava dormindo um pesado sono.

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Âgelus tinha finalmente encontrado o sacrifício, era ela, Lúcia, a cicatriz não deixava mentir, mas não poderia mata-lá, não estava preparado para as consequências que viriam depois dessa escolha, da decisão tomada de que não levaria a alma dela ao inferno.

24 de Junho de 2021 às 16:54 0 Denunciar Insira Seguir história
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