crlnkrol Carolina Romeiro

Um grupo de cinco amigos que acabará de chegar a uma cidade há poucos dias de um grande e importante evento que mudará a vida deles, mas até lá muita coisa mudará também! O destino foi traçado. Sem demora, admiração, entusiasmo e elos serão formados e a justiça será feita!


Ficção adolescente Para maiores de 18 apenas.

#música #evento #estrelas #destino #amizade
0
1.1mil VISUALIZAÇÕES
Em progresso
tempo de leitura
AA Compartilhar

Capítulo 1 - Destino.

Viajando em um ônibus preto da Star line, um grupo de cinco jovens, estavam ansiosos em suas poltronas. Sentado na poltrona da janela, um dos garotos parecia viajar enquanto ouvia música em seu headphone e seus amigos interagiam entre si de forma agitada. O jovem parecia um modelo, com camiseta branca básica e uma jaqueta de couro preta por cima, um jeans com um rasgo no joelho direito e um tênis básico preto. Dono de um cabelo curto, liso, porém com aspecto de bagunçado e escuro, o garoto olhava com entusiasmo para fora. Com a claridade do dia, os olhos do garoto pareciam verdes claros, logo sua atenção foi chamada por seu amigo do seu lado direito, que diferente do amigo, tinha olhos escuros assim como seu cabelo curto, liso, porém levemente enrolado, assim dando um charme extra ao garoto. O garoto exibia uma barba rala, do tipo que não tinha feito pela manhã. Vestido com um moletom preto com uma fileira horizontal no meio do peito com vários losangos vermelhos e uma bermuda marrom e um tênis todo preto chamou pelo amigo distraído.

- Ei Art! Árthur!

Sendo cutucado pelo cotovelo de seu amigo, logo o garoto olhou para ele enquanto tirava os fones e ouviu dele.

- O que você acha disso?

Com um tom levemente irritado o garoto foi questionado.

- Disso o que Willian?

- Do que o Guilherme tá falando!

Ainda com um tom irritado, o garoto questionou.

- E que é?

Do outro lado do ônibus, juntos, os dois garotos que eram gêmeos negaram com a cabeça. Os gêmeos eram diferentes apenas em como arrumavam o cabelo que era de cor preto, liso e macio e em suas roupas. O cabelo dos gêmeos quase se dava para fazer um pequeno e curto rabo de cavalo. De resto os dois eram idênticos, inclusive na tonalidade do verde em seus olhos. Enquanto o da poltrona esquerda vestia uma camisa de estilo desgastada e de cor cinza e uma calça escura e tênis branco, já seu irmão na poltrona do lado, estava com uma camisa vermelha e uma blusa amarrada na cintura que tinha duas cores, uma azul mais escura e a outra um bege. Sua calça clara destoava da de seu irmão, assim como seu tênis todo grafitado com cores alegres. Rindo de lado com a irritação do amigo, os garotos ouviram a explicação de Willian.

- Que assim que nos apresentarmos no Rocket-con, que ele vai encontrar o grande amor da vida dele!

Ouvindo aquilo, Guilherme pulou de leve de seu banco e passou a mão esquerda em seu cabelo escuro e encaracolado, demonstrando uma leve agitação. Com uma calça xadrez vermelho com preto e uma camiseta de desenho animado de fundo branco e uma crocs preta com pelinho branco, Guilherme se inclinou um pouco para frente e segurando nos ombros da poltrona do amigo, enquanto franzia a testa, Guilherme perguntou de forma afirmativa e de vez em quando encarava Willian com seus olhos cor de mel, que eram enfatizados, por conta de sua pele mais morena.

- Ué, pode acontecer. Né Arthur?!

Ao ver os caninos mais salientes de Guilherme, Willian ignorou a pergunta do amigo e disse de forma irônica enquanto segurava o próprio pescoço com a mão direita.

- Por favor, não me devore com esses caninos aí!

Levantando uma sobrancelha e encarando Willian, Guilherme ficou em silêncio, enquanto isso Arthur sorriu de lado e disse negando de leve com a cabeça assim voltando ao assunto e chamando à atenção do garoto.

- Haha, claro, claro.

Vendo seus amigos rindo e zombando de si, Guilherme ficou vermelho e disse de bico se jogando em sua poltrona.

- Isso não é engraçado!

Rindo mais com aquilo, os garotos até se cumprimentavam. Mais irritado com aquilo Guilherme cruzou os braços em protesto, mas ao ver que não havia surtido efeito, ele logo avistou a garrafa térmica e levantou uma sobrancelha. Pegando e abraçando a garrafa ele disse de forma firme.

- Se é assim, ninguém mais vai tomar do suco!

Ao ouvirem isso, todos se viraram para Guilherme e em forma de protesto tentaram pegar a garrafa dele que a segurava como se fosse sua vida amorosa ali. Depois de uma pequena e animada confusão, os garotos conseguiram tirar a garrafa de Guilherme. Rindo em vitória os meninos comemoraram com mais suco. Olhando para frente, Arthur olhou para seu copo e disse para Willian.

- E eu já disse pra falar certo o meu nome!

Dando de ombros, Willian disse enquanto olhava para frente.

- Faria isso se você escutasse de prima!

Se cutucando com os cotovelos os dois se implicavam. Alguns metros dali um grupo de cinco garotas andavam tranquilamente. Uma das jovens, que tinha um longo e leve encaracolado e escuro cabelo que chegava até sua cintura, andava na frente das amigas como uma criança que jamais havia brincado antes. Aquele cabelo longo lhe dava um charme extra. Com um cardigã aberto e sem botões de cor vinho deixava a garota confortável e bonita. Por debaixo daquele cardigã, a jovem vestia uma camiseta branca mais colada ao corpo, já sua calça era uma skinny mais escura e coturnos pretos, estilo botinha. De braços abertos a jovem corria e pulava no chão com os pés juntos, a garota se divertia como criança. Logo atrás dela, as outras quatro garotas viam a cena e sorriam de lado ao ver a amiga tão feliz. Uma das jovens estava vestindo uma saída godê rodada preta e uma blusa branca com um casaquinho xadrez de fundo azul mais escuro e branco, por fim uma botinha de cano de cinco centímetros de altura de cor preta finalizava seu look. Curiosa está jovem, de cabelo encaracolado e na altura dos ombros e dona de olhos escuros, porém cativantes, questionou dando uma pequena e leve prova de seu sotaque sergipano.

- Tá pulando em alguma poça aí?

Olhando para a amiga, dona daquele belo sotaque, a jovem disse ainda em sua posição de braços abertos e esticados e também dona de um sotaque sulista, mais precisamente paranaense.

- Nem! É assim que os ginastas ficam, depois dos saltos!

Ao ouvirem aquilo, as meninas riram da amiga, que parecia perdida na piada. Logo o ônibus se aproximou do grupo e ao ouvirem o barulho dele, uma das meninas, esta, usando uma jardineira escura com apenas um lado preso e com elástico prendendo nas pernas, mais especificamente, nas canelas. A jovem usava uma camiseta preta com o slogan de uma grande e famosa banda estampada na parte da frente, por fim a jovem estava com um all star preto estilizado por ela mesmo. Dona de um cabelo alisado, curto e de tonalidade azul logo avisou, também mostrando seu sutil, porém belo sotaque mineiro.

- Olha o ônibus!

Ainda girando com os braços abertos, a jovem olhou para a esquerda, de onde o ônibus vinha e despreocupada apenas saiu da frente. Vendo que a jovem havia saído da frente do caminho, o motorista ficou aliviado e também sorriu com a alegria que a jovem demonstrava ao pular. Parada ali ainda de braços abertos, a jovem parecia estar congelada e assim ficou à espera de suas amigas e consecutivamente do ônibus, que passou a três metros de distância dela.

Sabe, existem aqueles momentos em que você pensa: “escrito nas estrelas” ou, “está destinado a acontecer” ou ainda, “o universo quis assim. ” Então, tem coisas que só jogando a culpa nas estrelas, destino ou universo. Porque sério, não tem explicação! ” – Pensou a jovem à frente das amigas.

Com a briga dos dois garotos em seu auge, no momento exato em que o ônibus passou atrás da garota, o suco dos dois copos voou para fora deles e caiu em cima da jovem. Ao verem o líquido cair em cima da amiga, as garotas pararam e logo escutaram dela um grito agudo, alto e longo. Se antes a jovem parecia estar congelada, agora de fato ela estava. Apreensivos os garotos olharam pela pequena janela a garota aos gritos, assim como o motorista que foi pego de surpresa e quase perdeu o controle do ônibus pensando que tinha atingido a jovem. Assustado ele olhou pelo espelho e não viu nenhum machucado nela, nem mesmo havia aquela possibilidade, pois ele tinha passado longe com o ônibus dela. Já perto da amiga as meninas tentaram ajudá-la a secando e acalmando-a. Dentro do ônibus, os dois brigões ficaram em silêncio se olhando por alguns segundos e logo esse silêncio acompanhou o grupo até chegarem no terminal. Descendo do ônibus os meninos pararam em rodinha e ouviram de Arthur.

- Então, vamos fazer o que tínhamos combinado! Antes de irmos para o hotel, vamos atrás das coisas que precisamos!

Ouvindo isso todos concordaram com as cabeças e Arthur continuou com uma pergunta.

- E cada um sabe do que vai atrás?!

Olhando para Arthur e seus amigos Willian disse.

- Eu tenho que ir ver algumas cordas extras por baixo!

Com isso logo Theodoro afirmou convicto.

- Eu vou junto! Preciso ver cordas e tarraxas novas também!

Afirmando com a cabeça Willian concordou com companhia do amigo. De supetão Lucas perguntou afirmando.

- Já que vocês vão juntos, podem levar a minha bateria?!

Olhando com cara de desdém para Lucas, Willian questionou.

- E porque faríamos isso?

Olhando para Theodoro, Willian buscou cumplicidade do amigo e teve, pois, o amigo cruzou os braços e com cara de mal encarou o irmão enquanto questionava.

- Porque?

Piscando algumas vezes como se não estivesse entendendo, logo Lucas afirmou o obvio.

- Porque em dois é bem mais fácil de levar algo grande e pesado!

Olhando para os dois com os olhos entre abertos, logo Lucas perguntou insistindo.

- Vocês podem levar ou não?!

Olhando um para o outro, Theodoro afirmou de leve com a cabeça e com isso Willian respirou mais fundo e disse olhando para Lucas. Quando viu o aceno de cabeça do irmão Lucas comemorou de forma contida e logo em seguida ele já estava com o braço direito esticado para frente com a alça da case na mão em direção aos dois e ouviu de Willian que esticou o braço esquerdo para pegar a case da bateria.

- É, tá então. Dá logo esse treco aqui!

Ao ouvir aquilo Lucas travou com uma expressão mal-humorada e levantou uma sobrancelha enquanto encarava Willian como se não tivesse amigos. Vendo aquela expressão Theodoro rangeu os dentes e puxou o ar, assim fazendo um barulho com ele, barulho que dizia que dizer aquilo não havia sido uma boa ideia. Sem demora Lucas questionou.

- Como é que é? Treco, você disse?! Engraçado que sem esse “treco” não tem banda, meu querido!

Desviando o olhar para a direita e sorrindo de lado Willian disse tentando não olhar de forma alguma para Lucas.

- Certo, me desculpe. Foi apenas jeito de falar!

Ainda com uma sobrancelha levantada Lucas questionou.

- E esse sorriso aí é do que? Sarcasmo?! Sarro? Tá tirando comigo Willian?!

Sentindo o bafo de Lucas, Willian deu um passo para trás e negou veementemente.

- Não! Claro que não, haha, eu juro que foi só jeito de falar!

Vendo a cena sem se intrometer de início, logo Arthur e Guilherme seguraram e afastaram Lucas de Willian, antes que algo acontecesse. Em seguida Arthur disse tomando as rédeas da situação.

- Okay, já chega Lucas. Eu tenho certeza de que o Willian não disse “treco” na intenção pejorativa! E eu tenho certeza de que você sabe disso também! Você está criando um problema que não existe só por criar! E outra coisa, você sabe muito bem que o Willian chama tudo, TUDO, de treco!

Respirando mais fundo Lucas disse se desvencilhando de Arthur e Guilherme que ainda lhe seguravam.

- Certo. Desculpe. Eu exagerei, me perdoe Willian!

Agora finalmente olhando para Lucas, Willian disse.

- Tudo bem.

Com uma leve pausa, Willian passou a mão esquerda atrás da cabeça e continuou enquanto sorria de lado e com os olhos fechados.

- E me desculpe também, eu realmente não quis ofender!

Com os ânimos mais baixos Arthur respirou mais fundo e disse.

- Certo, agora que vocês se acalmaram vamos continuar com as coisas!

Ainda um pouco emburrado com toda aquela situação Lucas disse enquanto passava os braços cruzados para trás da cabeça e sorria maliciosamente.

- Eu vou atrás de alguns pares de baquetas! Sabem como é né, as baquetas se quebram no meio do show!

Afirmando com a cabeça Willian concordou com companhia do amigo, em seguida Lucas disse enquanto passava os braços cruzados para trás da cabeça e sorria maliciosamente.

- Eu vou atrás de alguns pares de baquetas! Sabem como é né, as baquetas se quebram no meio do show!

Ao ouvir aquilo Arthur riu de lado e perguntou para Guilherme sobre seus assuntos.

- E você Gui? Vai fazer o que?

- Cara, quando a gente ainda tava dentro do ônibus eu vi uma propaganda sobre uma lojinha que vende palheta customizada! Eu até tirei foto do panfleto. Eu vou atrás

Pegando o celular Guilherme ficou em silêncio e Arthur disse com um tom de risada.

- Bom, então está certo, pelo que eu entendi todos temos e sabemos o que fazer antes de ir para o hotel!

Apontando Arthur continuou.

- Vocês dois vão juntos ver coisas para cordas e tarraxas! Você atrás de baquetas, ele aparentemente vai atrás da loja de palhetas customizadas!

Sem levantar a cabeça Guilherme apenas concordou.

- Exato!

Em seguida Arthur foi questionado por Willian.

- E você? Vai bancar o principezinho, ou vai atrás de alguma coisa como a gente?

Com aquele questionamento, todos os olhares pararam em Arthur, até mesmo os de Guilherme que pareciam perdidos no celular. Olhando fixamente para Willian, Arthur cruzou os braços como se fosse começar uma briga com o amigo, assim que impôs um pequeno medo em Willian e nos outros, Arthur riu de lado e disse.

- Eu vou pegar os ingressos!

Se afastando do grupo, Arthur saiu levantando as mãos abertas até a altura dos ombros e continuou em tom irônico.

- Até porque alguém tem que fazer isso!

Entendendo o que ele queria dizer, Willian riu de lado enquanto passava a língua nos dentes e logo a manteve em seu canino superior esquerdo enquanto ouviu Theodoro e Lucas rindo. Negando de leve com a cabeça Willian disse.

- Idiota.

Em seguida fez sinal com a cabeça para Theodoro que estava do seu lado direito para que ambos saíssem dali e assim fizeram. Em seguida, a poucos passos dali Willian olhou para trás para olhar para Arthur, mas ao fazer isso ele viu que Guilherme ainda se matinha parado. Ao ver aquilo ele logo disse meio irônico.

- Grudou no chão Gui?!

Ao escutarem aquilo, todos olharam para trás e viram que realmente Guilherme estava parado. Ao escutar o comentário de Willian, o jovem parou de mexer no celular, olhou para frente e logo para seus amigos e ao ver que eles estavam lhe olhando e rindo de forma zoeira, Guilherme corou e logo saiu dali após guardar o celular no bolso. Vendo o amigo correndo em direção oposta deles, os meninos riram alto. Algum tempo depois na frente do grande parque onde o evento ocorreria, Arthur viu uma movimentação relativamente pequena em relação aos participantes do evento. Na parte da frente algumas mesas de plástico foram posicionadas para receber o público e atende-lo de forma correta e atenciosa. Ao todo eram vinte mesas, dez de cada lado do portão principal. Ao se aproximar um pouco mais da mesa do lado esquerdo do portão, Arthur tentou espiar um pouco pela brecha dos tapumes que tampavam o portão de arame de dois lados. Ao ver o jovem ali tentando espiar o espaço a moça que estava sentada a mesa e tinha um cabelo curto, dois dedos acima dos ombros e de cor preto e liso disse educadamente.

- Ainda está sendo montado, então não está tão legal quanto vai ficar! Espere mais alguns dias e vai ficar show!

Mais uma espiada e Arthur viu um dos marceneiros batendo com um martelo em uma das madeiras da barraquinha mais perto dele e também do seu lado. A madeira em questão era a que seria o balcão. Vendo aquilo Arthur logo olhou mais para trás do parque e viu muitos outros funcionários trabalhando a mil. Deixando um sorriso escarpar Arthur foi chamado pela moça que sorrindo igual a ele disse.

- Como eu disse, ainda não tá pronto, mas daqui alguns dias, ah vai tá loko!

Escutando aquilo Arthur riu mais abertamente e escutou dela.

- Meu nome é Julia, posso te ajudar em alguma coisa jovem? Precisa de algo?!

- Eu vim pegar os ingressos!

- Ah então você veio se registrar!

Gaguejando de leve Arthur rebateu educadamente.

- Ah a, não. Eu já registrei, só vim pegar os ingressos mesmo!

Olhando para ele a moça disse com leve delay enquanto cruzava os braços e os apoiava na mesa, assim deixando o crachá branco e de fita azul que estava usando no pescoço caído na mesa com seu nome e foto para cima.

- Ah a, então você não é apenas um mero espectador!

Sorrindo de lado Arthur colocou as mãos nos bolsos da frente da calça e se curvando de leve respondeu a respondeu.

- Hahah não, eu não sou!

Sorrindo gentilmente e logo mordendo de leve o lábio inferior a moça disse olhando fixamente para ele.

- Ok!

Com uma leve pausa, ela pegou a prancheta com até dez folhas presas e perguntou.

- Então qual é o seu nome?

Se endireitando no mesmo momento, Arthur também mostrou seriedade ao responder.

- Meteora!

No mesmo segundo a jovem parou, abaixou a folha e disse olhando para ele.

- Uau! Que nome exótico esse o seu em!

Surpreso Arthur travou de leve, mas logo se recuperou e afirmou.

- Não. Ah, esse é o nome da minha banda!

Levantando uma sobrancelha a moça disse enquanto esboçava um sorriso de canto.

- Ah, então você realmente não é um mero espectador!

Sorrindo para ela, Arthur respondeu enquanto olhava para o chão com os olhos brilhando de felicidade.

- Não.

Com uma leve pausa ele continuou agora olhando para ela.

- Eu não sou.

Vendo aquilo a mulher sorriu gentilmente e disse.

- Entendi.

Folhando as folhas a mulher procurou o nome Meteora e na terceira folha encontrou e disse.

- Encontrei.

No mesmo segundo Arthur comemorou dando um soquinho no ar com o punho direito. Em seguida ouviu da mulher.

- Mas eu ainda preciso de seu nome!

Olhando para ela ainda com o punho no ar Arthur parou e viu ela lhe olhando com uma sobrancelha erguida. Corado de leve ele disse.

- Eh, ahm, meu nome é Arthur!

Olhando para a folha a mulher comprovou e logo ouviu de Arthur curioso.

- Desculpa, mas porque você tem que saber o meu nome?

Olhando para ele, a mulher sorriu de lado e respondeu.

- Hahah, não se preocupe com isso! É só um dos protocolos! É mais para controle geral!

Como assim? E se outro membro da banda viesse pegar os ingressos, vocês não os entregariam?

- Como eu disse, é mais para controle do evento mesmo! Bom, sobre a outra pergunta, não exatamente, nós iríamos verificar o cadastro e então tentaríamos saber o motivo da pessoa que comprou os ingressos, no caso você, não pôde vir e verificaríamos a autenticidade da relação dele com você!

Pasmo Arthur questionou.

- Sério isso?!

- Sim! Haha. Pura burocracia meu jovem!

Ainda impressionado com aquela burocracia, Arthur exclamou.

- Uau! Eu não esperava por isso!

Rindo de leve Julia soltou a prancheta abriu a caixa que estava do seu lado esquerdo e perguntou.

- Mas, e aí, são quantos ingressos?!

Voltando a pôr as mãos nos bolsos da frente da calça Arthur respondeu de forma calma e confiante.

- Cinco ingressos!

Pegando os ingressos e logo entregando para Arthur. Com eles em mãos, Arthur parecia não acreditar naquilo e ouviu de Julia que sorria de lado.

- São reais viu!

Surpreso com aquela frase Arthur olhou para Julia e perguntou.

- Está tão na cara que eu pensei isso?

Rindo gentilmente Julia respondeu.

- Hahaha, só um pouquinho!

Sem graça e corando levemente Arthur desviou o olhar para a direita, mas logo olhou para Julia e perguntou tentando disfarçar aquele constrangimento dele.

- Então é isso?

Apertando os lábios contra si Julia afirmou com a cabeça e disse.

- Exato. Mas lembre-se. No dia do evento, como você não é apenas um expectador. Você e seus amigos terão que pegar os crachás no guichê que será montado aqui dentro. Em um dos lados aqui dentro, no portão mesmo!

Arqueando de leve as sobrancelhas Arthur perguntou curioso.

- Mas então os ingressos não valem?

Respirando um pouco mais fundo Julia respondeu a dúvida do garoto.

- Que fique claro, os ingressos são para todos! Mas os crachás, assim como esse que eu estou usando.

Dito isso Julia mostrou o crachá para Arthur que continha o nome dela embaixo de sua foto e continuou.

- São para poucos!

Curioso o jovem questionou novamente.

- Como assim?

- Eu quero dizer que para as pessoas que vão trabalhar, que é o meu caso, ou se apresentar, assim como a sua banda, precisaram de um crachá como esse. Entendeu?

- Ah, entendi.

Sem mais o que falar Arthur manteve os ingressos na mão direita e os bateu na mão esquerda aberta e olhou para a direita e viu um homem alto vestido com jaqueta de couro preta por cima de uma camiseta branca, uma calça não muito colada e um coturno ambas peças pretas. Seu cabelo arrepiado no estilo moicano escuro completava seu estilo. Olhando para o crachá do homem Arthur viu que era diferente do de Julia. Este especificamente tinha a fita de cor preta e nela tinha estrelas amarelas, o cartão em si também era preto, porém ao invés de foto tinha uma marca nele e em baixo escrito V.I.P. ambos em branco, vendo aquilo Arthur questionou confuso.

- Ué, mas os crachás não são pegos só no dia?

Apoiando o cotovelo direito na mesa e o queixo na mão, Julia levantou uma sobrancelha e questionou.

- E quem disse isso?

Confuso Arthur respondeu e logo questionou.

- Você! Você disse isso! Então eu posso pegar o meu e dos meninos da banda agora também?

Levantando uma sobrancelha Julia mordeu o canto esquerdo do lábio inferior e afirmou com a cabeça enquanto ficava com um olhar fixo na mesa, de forma pensativa e logo disse.

- Ah sim, claro.

Em seguida Julia voltou a realidade e olhando para o garoto, ela negou com a cabeça e também com palavras.

- Nop!

Nesse momento Arthur abaixou os ombros em leve desanimo e devagar voltou a olhar para o homem que agora tirava um par de óculos escuros do bolso direito e se virava para ele e logo colocou os óculos. Ao ver de quem o homem se tratava, Arthur travou e viu o homem ir embora sem ser incomodado. Respirando meio ofegante Arthur se virou para Julia e apontando para o lado que o homem tinha ido perguntou.

- Realmente era ele?!

Sorrindo de lado Julia disse enquanto se encostava no encosto da cadeira e cruzava os braços levantou levemente os cotovelos, como se estivesse afirmando com eles.

- Esse não é um evento pequeno!

Embasbacado de ouvir aquela confirmação, Arthur voltou a olhar para o nada, caminho que o homem tinha seguido e passou as mãos no cabelo ainda com os ingressos na mão, de forma incrédula. Sorrindo ao ver aquilo Julia ficou vendo o jovem que logo ao voltar a se virar para ela e lhe olhar parou, como se voltasse a realidade. Levemente corado Arthur foi abaixando os braços enquanto engolia em seco. Soltando um pigarro o garoto perguntou tentando desviar aquele rubor todo.

- Caham. É, ahm, do que estávamos falando?

Sorrindo e negando de leve com a cabeça Julia respondeu.

- Sobre os crachás!

Fechando os olhos por alguns segundos Arthur afirmou.

- Exatamente. E, eh é, eu não posso pegar o meu agora?

- Hahah. Eu já disse que não. Veja bem, eu vou explicar para você.

Inclinado a cabeça um pouco para frente como se tentasse ouvir melhor ele ouviu.

- No caso você sabe muito bem quem era o homem que saiu daqui agora, certo?!

Ainda confuso Arthur afirmou com a cabeça parecendo voltar a realidade.

- Sim, sim. Eu sei!

- Então. Ele é um V.I.P e ele não é o único por sinal. Mas vamos a resposta. No caso dos Vips, o crachá pode ser pego antes mesmo, na verdade um dia antes.

Dando uma pequena pausa, Julia continuou enquanto gesticulava com as mãos.

- Sabe, para não ter correria ou algo inesperado no cartão, como algum erro!

Entendendo aquilo Arthur perguntou arqueando as sobrancelhas.

- Mas os crachás podem ter cores diferentes?

Voltando a sorrir de lado, Julia respondeu como se não fosse importante, mas ainda gentil.

- Sobre isso, bom.

Vendo o interesse de Arthur, Julia sorriu mais abertamente e continuou.

- Como eu já afirmei, aquele homem é um V.I.P, e para não termos como confundir isso de nenhuma forma, além de termos os nomes deles e sabermos quem eles são, obviamente!

Ao dizer isso Julia revirou os olhos de forma clara ao enfatizar o quão famoso era o homem e continuou normalmente.

- O diretor do evento criou esse design para ficar 100% evidente de que se trata de alguém com nome e fama! Além é claro o crachá preto que é bem mais descolado né, convenhamos!

Vendo Julia sorrir daquilo, Arthur sorriu junto. Alguns segundos se encarando Arthur voltou a questionar.

- Você disse um dia antes, mas ainda estamos há três dias do evento!

Apertando os lábios novamente Julia respondeu.

- Neste caso especifico, ele vai fazer outra viagem nesse tempo, então recorreu ao diretor e explicou a situação e hoje veio pegar o crachá.

Levantando as sobrancelhas Arthur disse afirmando com a cabeça de leve.

- Uhm, entendi. É então ok.

Com isso, com assunto finalizado Arthur disse.

- Então até mais!

- Até.

Se virando de costas Arthur ouviu de Julia que voltou a apoiar o queixo na mão direita.

- Cuidado na volta para casa em! Não se perca!

Ouvindo aquilo Arthur sorriu de lado e apenas levantou a mão esquerda na forma de despedida. Ao ver aquilo Julia sorriu gentilmente. Enquanto via o garoto se afastar mais um jovem veio do seu lado esquerdo e perguntou também sobre os ingressos, assim tirando Arthur de seu foco. Bufando de raiva as cinco amigas adentram em um quarto grande e chique de hotel. O papel de parede era de cor rosa claro em um tom de dourado deixado o quarto chique. A cama na horizontal para a janela que dava de frente para a porta. Cama está grande e macia que dava de frente para o banheiro. Nervosa a garota que tinha se molhado, tirou seu cardigã e o jogou em cima da cama enquanto esbravejava e escutava de suas amigas, primeiro a dona do sotaque sergipano que tentou amenizar a situação.

- Calma Maya, não precisa ficar assim!

Em cima da frase da amiga Maya esbravejou com ela mesmo enquanto se olhava no espelho e via o estrago em sua roupa.

- Aaaaa, que raiva!

Em seguida entendendo a frase da amiga, Maya exclamou irritada.

- Não ficar assim?! Olha só isso!

Ao ouvirem isso, as amigas se olharam e fizeram cara feia, como se dissessem umas às outras que não seria fácil contornar aquela situação. Tomando a frente uma das meninas, com uma blusa de composto cem por cento de acrílico, mas de trama semelhante à de malha e crochê de cor marrom acinzentado, enquanto a calça era de um branco bonito que a valorizava muito bem e em seus pés uma sandália rasteira de solado com dentes de cor preto, disse para Maya.

- O que resta é só se trocar!

Embasbacadas com a frase, as meninas deram um empurrãozinho na amiga que sem entender olhou para trás e questionou levemente irritada.

- Que foi?!

Negando de leve com as cabeças as meninas bufaram de também de leve e logo puxaram a amiga para trás e outra, de jardineira foi para frente e disse.

- A Ágata tá certa! Esquece logo isso e vai se trocar!

Atrás da amiga, as meninas ficaram em choque com a naturalidade dela, já Ágata disse nervosa puxando levemente o s como uma boa carioca.

- Foi a mesma coisa que eu disse!

Olhando para trás a garota apenas resmungou, como se negasse.

- Uhm.

Em seguida Maya exclamou choramingando.

- Mas que droga! O meu cabelo!

Revirando os olhos a amiga ficou quieta e ouviu da mais jovem atrás do grupo que estava vestida com um moletom claro e uma calça rosa também mais clara e um tênis rosa mais escuro com solado branco e bolsa a tira colo.

- Mas tipo. Afinal, que troço é isso aí?

Ao escutar a pergunta, Maya fuzilou a garota com os olhos e respondeu irada.

- Eu não faço ideia, Zoe! A única coisa que eu sei é que tem cor de...

Percebendo o que ia falar Maya parou e ficou quieta, mas já a garota de jardineira disse na lata.

- De xixi!

No mesmo momento Maya ficou sem reação olhando para a jovem, diferente das amigas que a puxaram para trás e a questionaram espantadas. Primeiro Ágata em seguida Zoe.

- Tá doida Daisy! Ce tá brincando com fogo!

- Mais que isso menina!

Sem entender aquele alvoroço Daisy disse gesticulando com as mãos.

- Nú, até parece que vocês também não pensaram nisso?! Ah dá licença!

Negando de leve com a cabeça Ágata respondeu.

- Obvio que a gente pensou isso, mas dizer em voz alta é outra história! Isso ia deixar a Maya mais estressada do que já está!

Olhando para Maya, Daisy sabia que era verdade e disse se soltando das amigas.

- Tá bom. Foi mal aí!

Vendo o jeito corporal da amiga, Maya parou, se endireitou, respirou mais fundo e disse com um tom de voz mais calmo e gentil.

- Me desculpem.

De boca levemente aberta Daisy ficou olhando para a amiga e escutou comemoração das meninas atrás dela de forma alegre e sutil. Em seguida sentiu em seu ombro esquerdo a mão de Ágata que logo disse respirando mais fundo em alívio.

- Ufa, haha, pelos menos acalmou!

Sorrindo de lado Daisy concordou.

- Hahah, verdade.

Tirando a mão do ombro da amiga, as meninas ainda ouviram de Maya.

- Mas é sério. Isso tá muito feio, né! Realmente parece.

Dando uma pequena pausa Maya perguntou.

- Xixi?!

Se olhando as meninas logo olharam para Maya e juntas responderam.

- Parece!

Ao escutar aquilo Maya olhou para as amigas que lhe encaravam com certo receio. Alguns segundos se encarando e todas começaram a rir.

24 de Junho de 2021 às 17:09 0 Denunciar Insira Seguir história
0
Leia o próximo capítulo Capítulo 2 - Às Compras.

Comente algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~

Você está gostando da leitura?

Ei! Ainda faltam 7 capítulos restantes nesta história.
Para continuar lendo, por favor, faça login ou cadastre-se. É grátis!

Histórias relacionadas