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Capítulo Único

Notas iniciais:

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Fanfic para o desafio de @OblivionPjct

O prompt é "o personagem principal descobre que seu cônjuge está o traindo... com seu melhor amigo" e o ship que escolhi foi HashiMadaMito.

capa: @i4mriver

betagem; @wolferz

ALERTA DE GATILHO: Traição / nudez / sexo / violência

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A negação veio antes de qualquer coisa.

Não pode ser! Isso não é real!

Hashirama se recusou a acreditar. As provas estavam na cara dele, e era do tipo de pessoa que precisava ver para crer. Por pior que fosse, era a mais pura verdade: sua amada esposa o traía com o melhor amigo. Como as duas pessoas em quem ele mais confiava foram capazes de fazer algo tão infame? Há quanto tempo estavam festejando em cima do sofrimento dele? Nunca imaginou que pudesse ter o coração duplamente partido daquela maneira. Perdia dois de seus maiores tesouros, a esposa e o amigo.

A dor da traição transbordava pelos olhos em lágrimas teimosas. Não dava para evitá-las; se não saíssem por tristeza, sairiam pela raiva. Queria tingir aqueles lençóis caros com o sangue dos traidores. Ele tinha uma arma que usava para defesa pessoal. O que o impedia de usá-la agora? O olhar apavorado de Mito e Madara enquanto tentavam se cobrir? Ele sacou a arma e interrompeu qualquer desculpa esfarrapada que estivessem tentando dar. Aquela safadeza não tinha explicação e as tentativas de Madara, seu grande amigo, lhe davam tanta repulsa quanto as de Mito, a amada esposa.

— Hashirama, abaixe isso! — a esposa suplicou quase em lágrimas.

A criatura medrosa se encolhendo envolta pelo lençol não lhe dava pena. Não esqueceria a sordidez dela em um segundo. Que lembrete melhor que o cabelo dela sendo um mar vermelho revolto no momento porque Madara tinha puxado durante a fornicação? Os longos fios vermelhos eram os favoritos de Hashirama desde que a conheceu. Vê-los nas mãos de Madara enquanto se enterrava nela era a cena mais odiosa de sua vida. Isso era tão pavoroso quanto a dúvida sobre a paternidade. Tinham uma filha, da qual Madara era padrinho. E se ele fosse o pai biológico? A ideia o deixava louco, ficava em pedaços só de cogitar que até isso tinham roubado dele.

— Eu só tenho uma pergunta e quero a verdade. Tsunade é minha filha?

— Claro que é! — a mãe da criança disse com convicção.

Ela merece algum crédito? Com a mesma convicção também dizia amá-lo e jurou fidelidade.

Veremos. Qualquer exame de DNA lhe diria a verdade. Até lá, a dúvida o torturaria. Tsunade era uma criança esperta e adorável, o fato de que podia ser filha do sem-vergonha que Hashirama tratou como um irmão a vida toda não apaga isso. Podia amar o fruto da traição de Mito e Madara?

Em pensar que teve receio de que não fossem se dar bem, já que Madara tinha pose de intimidador e Mito não levava desaforo para casa… Bobagem. Se davam tão bem que estavam fornicando sabe Deus desde quando. Hashirama só foi desconfiar há pouco tempo e decidiu investigar quem era o desgraçado que estava tentando destruir seu casamento. Precisava de um flagrante e o que faria agora que o tem?

— Você era como um irmão pra mim — ele disse calmamente olhando para Madara, seu melhor amigo, seu padrinho de casamento e da sua filha.

Quase teriam sido da mesma família se Madara tivesse levado adiante a relação com a prima de Hashirama. Agora está claro o verdadeiro motivo pelo qual ele não se prendia a ninguém.

Mãos ao alto, mostrando rendição, o peitoral nu parecia ansioso por uma das balas que haviam na arma de Hashirama. Os lábios pecaminosos estavam em ação sussurrando "Hashi, não faça isso", como um feitiço infalível. Madara era bom de lábia, a julgar pelo modo como levou no papo por tanto tempo o amigo que fez de corno. Um conselho aqui, outro ali e era fácil desfazer qualquer desconfiança que estivesse nascendo em Hashirama. Como padrinho de casamento e amigo de longa data, era sua função apaziguar o coração dele, não era? Saía de sábio e bom-moço na história, tendo total controle da situação. Foi quando parou de confidenciar ao suposto amigo que Hashirama percebeu que não estava imaginando coisas. A infidelidade conjugal existia e seu amigo não estava querendo poupá-lo de nada, apenas rir por mais tempo por estar enfeitando a cabeça dele.

Independente da resposta da esposa sobre a paternidade, Hashirama atirou. Mito caiu como fruta podre, manchando o lençol — mas, agora, de sangue. Madara saltou da cama sem se importar se seu órgão ficaria visível. Isso não ia importar agora que havia um corpo sem vida tão perto. Que diferença fazia morrer pelado ou vestido? O inferno o aguardava de qualquer jeito. Ainda assim, Hashirama o deixou cobrir-se. A tentativa de agarrá-lo para impedir outro disparo foi audaciosa, mas inútil. Madara não conseguiria conter uma pessoa vingativa nem pelas palavras, nem no corpo a corpo. Melhor que ninguém, ele deveria saber que traição era algo imperdoável para Hashirama, não importava de quem viesse.

O hobby claro manchado lhe trouxe alguma satisfação após o segundo disparo. Agora havia três corações partidos, mas o de Hashirama ainda batia. Estava vingado olhando o sangue se espalhar pelo palco da traição. Lavaria a sua honra só por saber que seus traidores tiveram o que mereciam. Nunca imaginou que precisaria fazer aquilo com eles, mas nada quebra como um coração. É sabedoria popular, não é?

Ainda no local fitando o cenário, pegou o celular e ligou para alguém que o ajudaria a sair ileso daquilo.

— Kakuzu, tenho mais uma tarefa para você — anunciou como se não tivesse acabado de ceifar duas vidas. — Quer receber em dólar, ienes ou em euros?

O valor não importava, assim como o nível da tarefa. Hashirama conhecia as pessoas certas, cuja única linguagem era o dinheiro. Podia considerar o problema resolvido.

Dias depois estava no funeral do amigo, lamentando junto com outras pessoas o fato de um homem tão jovem ter partido tão cedo. Recebia os pêsames pela segunda vez num curto espaço de tempo, já que enterrou a esposa uma quinzena antes — ou o que sobrou dela. Um homem influente como Hashirama tinha muitos inimigos, então ninguém desconfiou que uma bomba no carro da esposa dele poderia ser tão falsa quanto o assassinato no melhor amigo. Seu maior problema no momento é parecer sofrido o suficiente diante da imprensa, e claro, bancar o pai protetor. A pequena Tsunade era biologicamente sua filha, pelo menos isso os desgraçados não arrancaram dele. E mesmo que não fosse, não a mandaria para longe. Serviria aos seus propósitos, nem que fosse só os de vingança pelo que os pais dela fizeram.

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Notas finais:

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Primeira hashimadamito que escrevi. Só postei aqui e no AO3 porque Spirit/Wattpad/Nyah poderiam banir minha conta. Obrigada quem leu e deixou mimos.

23 de Junho de 2021 às 00:29 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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shikamaterasu • Uchiha stan • multishipper

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