forever_gatito Kauan da

Primeira história que posto aqui, espero que gostem:D


Conto Todo o público.

#terror #Horror # #parasita
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Parasitismo

Sammuel estava no escritório onde trabalhava

digitando coisas em seu teclado.

– Sam, ei Sam! – gritou seu chefe enquanto entrava em sua sala.

– Ah oi sr. John, o que foi que aconteceu?

– O hospital ligou para nossa recepção e quem atendeu foi a Cecil, aconteceu algo com sua mãe e ela infelizmente não resistiu.

– Deus... E-ela estava no hospital a quanto tempo? – Perguntou sammuel enquanto lágrimas começaram a rolar por seus olhos.

– Disseram que ela estava lá a mais ou menos dois dias.

Sammuel tentou abriu sua boca para falar algo mas não saíram palavras, quase como se ele tivesse perdido a voz.

– Sabe Sam... – Disse ele pondo sua mão direita no ombro do amigo tentando consola-lo – eu vou te dar uns dias livres, vá visitar seu pai, ele vai precisar de companhia.


Sammuel saiu de sua sala desolado, sentia lágrimas atravessando seu rosto como flechas atravessam o ar para acertar seus alvos, estava se sentindo como uma criança no escuro, sem saber o que fazer. Seguiu até o elevador e entrando nele seu celular vibrou em seu bolso.

– a-alô.

"Oi Sammy, você está bem?"

– O-oi pai, eu estou bem sim – disse ele tentando disfarçar o choro – c-como o senhor está?

"Estou... Tentando, sabe? Sua mãe se foi só a algumas horas mas eu sinto falta como se fizessem anos."

– Sei pai. Por que o senhor não me disse que ela estava internada?

"Eu quiser lhe dizer Sammy, ela que não deixou, me disse que você não precisava se preocupar com isso pois ia ficar tudo bem, ela, ela sabia que não estava tudo bem, ela..."

– Pai pai – Disse ele escutando seu pai chorando do outro lado da linha – Não precisa chorar.

"Eu sei Sammy, só queria ter ajudado ela"

– Ei, você fez o melhor que pôde, pelo menos esteve ao lado dela em seus últimos momentos, já estou saindo do trabalho para ir pra aí.

"Tudo bem Sammy, até mais tarde então."

– até.

Mais alguns segundos se passariam até que a porta do elevador se abrisse, mas ao abrir ele saiu andando pelo corredor que levava ao estacionamento, entrou em seu carro rapidamente e começou a dirigir até sua casa. chegando lá começou a empacotar suas roupas para visitar seu pai, pôs roupa por roupa em sua mochila e após terminar olhou no fundo de seu guarda-roupa onde encontrou uma foto sua e de sua mãe. Guardou-a com cuidado em sua mochila e retornou a seu carro pronto para dirigir até a casa de seu pai, encaixou a chave na ignição e virou-a, acelerou e saiu pela rua repleta de casas coloridas e árvores que dançavam com a força do vento.

Após horas dirigindo já havia se distanciado do grupo de casas onde morava e conseguia ver apenas umas poucas casas separadas entre inúmeras colinas e lagos, sua mãe sempre achou a natureza bonita, ele sabia que se ela fosse ser enterrada em algum lugar seria próximo a uma floresta, seria o que ela provavelmente pediu. Enquanto olhava para a estrada viu uma mulher andando perto do meio fio e decidiu desacelerar.

– O-oi.

– Ah oi!

– Você por algum motivo estaria indo pra grapeseed?

– Sim, tô indo sim, por que?

– Também estou indo para lá, se quiser ir junto comigo só entrar aqui no carro.

– Obrigado, vou aproveitar essa chance – disse a viajante andando em direção ao carro de sammuel.

Após a viajante entrar no carro Sammuel pôs se a acelerar em direção a cidade.

– Mas e aí, você está indo pra grapeseed por que? – Perguntou a viajante.

– Estou indo para o enterro da minha mãe, e você?

– Oh céus, desculpa por perguntar...

– não precisa se preocupar, acho que assim foi melhor pra ela.

– como assim?

– acho que ela morreu de um câncer não tratado, ela no passado descobriu que estava com câncer mas não tratou, não sei por quê ela preferiu fazer dessa forma mas foi o que foi. – disse Sammuel enquanto virava para olhar para a viajante – bem, de qualquer forma você não respondeu a minha pergunta, tá indo pra grapeseed fazer o que?

– Eu estou indo só para visitar, gosto muito de viajar.

– Não cheguei nem a perguntar, como você se chama?

– Mildred, e você?

– Sammuel, minha mãe que me deu esse nome.

– Ela tinha um ótimo gosto – Disse Mildred rindo.

– é, acho que sim.

Horas dirigindo depois, Sammuel já estava ficando cansado e decidiu parar em um dos hotéis que conseguia encontrar no caminho, alugou um quarto por uma noite e já estava preparado para ir dormir, Mildred havia ficado no quarto vizinho e já estava dormindo.


Sammuel estava dormindo até que escutou um barulho que o fez acordar, levantou se de sua cama e viu que Mildred estava em cima dela.

– Mildred, o que é que você está fazendo aqui?

– Nada, não precisa se preocupar Sammuel – Disse ela se aproximando dele.

– Mildred, para com isso – riu ele nervosamente.

– Sammuel, se acalme, vai ficar tudo bem – Ela aproximou-se dele e o beijou, ele a empurrou de cima dele, ela caiu da cama e bateu sua cabeça no chão

– Merda! O que eu acabei de fazer?! – Sammuel levantou da cama para ver como estava Mildred – Deus, a cabeça dela abriu, que merda.

Ele ficou tentando decidir o que fazer, se ligasse para a polícia provavelmente seria preso e se não ligasse e fosse descoberto, a pena se tornaria pior por omissão. Enquanto ele estava de costas para o corpo sangrando no chão o corpo que estava em estado semi-morto levantou-se, Sammuel ainda não havia percebido até que Mildred pôs a mão em seu ombro

– O quê é isso?! Mildred, v-você está bem? – ele se sentia falando com um cadáver já que a própria Mildred não estava respondendo, estava apenas observando o rosto de sammuel com um olhar neutro. – Responde alguma coisa!

Mildred não respondeu nada, Sammuel estava desesperado, a cabeça de Mildred começou a abrir mais e mais fazendo aparecer toda a carne e ossos que haviam dentro de sua cabeça.

– P-por Deus o que é isso?

Mildred lançou-se por cima de sammuel que caiu ao chão gritando como uma criança, da cabeça de Mildred saiu um pequeno verme que começou a se arrastar em direção ao rosto de sammuel que não conseguiu se mover, talvez pelo peso do corpo de Mildred, talvez pelo medo. Mas ele não conseguiu fazer nada, o verme subiu sobre o rosto de sammuel e entrou em sua boca, Sammuel se forçou a vomitar inúmeras vezes, o gosto de sangue e podridão que descia por sua garganta ajudou nisso, ele não conseguiu botar o verme para fora e após alguns minutos agonizando desmaiou.

Já de manhã, ele levantou, já não era possível saber ser era o próprio Sammuel que estava controlando seu corpo ou se havia algo mais, ele saiu de seu quarto alugado e foi até seu carro deixando no quarto apenas a carcaça de Mildred e saiu em direção a grapeseed visitar seu pai.

18 de Junho de 2021 às 23:02 2 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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NíngYì Mèng NíngYì Mèng
Talvez nem a própria garota tivesse consciência de que carregava algo assim e da mesma forma que ela, Sammuel também não o sabe. Qual o objetivo do parasita? Existem outros e planejam um controle mundial? O pai de Sammy v ser o próximo hospedeiro? Estas respostas e diversas outras questões ficam a critério do leitor. Existe algo especial com a sua história, no entanto, eu não sei dizer o que é. Talvez seja o lance do parasita ou qualquer outra coisa, mas o fato é de que eu gostei muito. Parabéns por criar algo assim s2
June 19, 2021, 13:44

  • Kauan da Kauan da
    A valeu, eu fiz nessa intenção mesmo de não explicar muita coisa. Seguindo a lógica do terror ilógico do Stephen king, meio contraditório a propósito kk June 19, 2021, 16:09
~

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