bluew BLUEWSEA

Eu havia acabado de entrar como o novato no mundo dos cornos a alguns dias antes do feriado em que as pessoas se amam, o dia dos namorados. E eu não estava nem um pouco afim de passar esse dia "especial" deprimido dentro de casa e assistir filmes ruins a madrugada inteira, portanto, resolvi de uma hora pra outra seguir o conselho de Namjoon, marcar uma viagem para espairecer minha mente. Mas sendo sincero, não sei se devo ficar irritado com tudo que ocorreu, ou agradecer e esperar ansiosamente para te reencontrar.


Romance Suspense romântico Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#LGBT #Sope #BTS #Drama #Romance
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Em progresso - Novo capítulo Todas as Sextas-feiras
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Capítulo único


O cheiro da poluição que era descarregada naquele ambiente por conta dos ônibus que chegavam e partiam da rodoviária, invadia as minhas narinas, era inverno, mas carregava comigo uma mala de mão e uma bolsa em minhas costas. Havia resolvido a pouco tempo, passar uns dias fora da cidade, já que meu namorado, ou melhor, ex namorado havia escolhido me trocar por outra pessoa.

Digamos que, era véspera do dia dos namorados, e como tinha acabado de sair de um relacionamento conturbado, não encontrava-me nem um pouquinho contente pelo fato de ter que passar este feriado deprimido dentro de casa e assistir filmes ruins a madrugada inteira, portanto, resolvi seguir o conselho de meu melhor amigo, Namjoon, de marcar uma viagem e distrair a mente, para tentar esquecer o fato de que sou novato no mundo dos cornos de plantão do nosso bairro.

A rodoviária estava muito movimentada, o que me incomodava um pouco, já que eu não era tão sociável a ponto de ficar no meio de uma multidão que corriam de um lado para o outro para não perderem o assento no ônibus, me estressa um pouco. E eu, por incrível maré de azar, era uma dessas pessoas, corria apressado à procura do meu ônibus, já que ele irá partir às 9h30 e agora, eram 9h20 da manhã.

Senti meu celular vibrar no bolso de minha calça jeans, então rapidamente procurei o celular, era Namjoon que me ligava.

— late — resmunguei na linha. Mas o sujeito apenas riu da forma em que sempre atendia suas ligações.

— É dessa forma que se trata um amigo? Parece bem mal humorado pra quem está indo viajar para o litoral, aconteceu algo? — Questionou brincalhão.

Passei as mãos em meus cabelos e fiquei parado no meio daquele pátio movimentado a procura do ônibus certo, mas havia muitos, portanto, depois de segundos em silêncio e escutar o outro na ligação quase gritar por alguma resposta, falei alguma coisa — Vamos dizer que eu estou prestes a perder o ônibus Namjoon! — Gritei na linha fazendo o sujeito reclamar — Só eu para escutar suas idéias e ainda botar em prática— falei sarcástico e rindo soprado.

Voltei a caminhar rapidamente após conseguir encontrar o trajeto que devia seguir para pegar o ônibus — Veja pelo lado bom — começou — vai que você encontra um moreno nessa curta viagem Yoongi — ele riu.

— Se você me ligou pra encher o saco, não temos nada a conversar — disse, após finalmente encontrar meu transporte para fora desta cidade — glória a deus, encontrei meu transporte — agradeci em alto som em cima de um mero sorriso que preenchia meus lábios.

Comecei a caminhar animadamente até o ônibus, só queria me sentar em meu banco e dormir pelo resto da viagem, já que estava cansado demais, após passar uma noite inteira me corroendo — Sabe, diferente de você Yoongi, eu sou um bom amigo, te liguei para te desejar uma ótima viagem, nunca se sabe quando alguém vai morrer, né?— ele riu do outro lado da ligação, mas podia ver em seu riso que estava envergonhado.

— Olha não vai achando que — fui interrompido de terminar a frase, pois um rapaz que usava enormes fones de ouvido, um óculos um tanto charmoso e que carregava consigo uma bolsa preta em suas costas, esbarrou em mim derramando um copo de suco de frutas em meu casaco preto. Nem ferrando que a minha viagem iria começar dessa forma.

— Yoongi? — Namjoon me chamou.

— Aah cara me desculpa aí mano, estava distraído procurando o ônibus que está prestes a sair, foi mal mesmo, derramei meu suco em você — o rapaz quase fazia um escândalo enquanto tirava alguns papéis de sua bolsa e me entregando — Hoje o dia está uma loucura, desculpa, desculpa— ele se inclinava diversas vezes, ao mesmo tempo que tentava passar os papéis em meu casaco já úmido.

Eu realmente poderia ficar nervoso e gritar, mas o cara estava tendo um dia conturbado, assim como o meu. Então eu Peguei os papéis de sua mão com um leve gosto de suco de laranja em minha boca — pois havia caído um pouco em meus lábios— e apenas sorri torto

— Não cara, não se preocupa, eu nem gostava tanto desse casaco mesmo — Ri forçado e retirei meu casaco para não umedecer minha camiseta.

Namjoon ainda estava na ligação.

— Será que… você poderia me ajudar a encontrar esse ônibus aqui? — O Rapaz me perguntou, mostrando-me a passagem que estava em suas mãos, ainda envergonhado. Era o mesmo ônibus que o meu e adivinha quem seria o passageiro a se sentar ao meu lado? Sim crianças, ele mesmo. Já tô vendo que essa viagem será longa.

— Ele é gato?! — Namjoon gritou no celular. Merda.

Aproximei o celular no ouvido e pedi que o moreno esperasse alguns segundos — Tá louco? Namjoon eu vou desligar — falei bem baixinho para que o sorridente rapaz atrás de mim não escutasse.

— Fala pra ele que o suco faltava açúcar, tenta puxar assunto, sei lá — gritou mais uma vez, mas desliguei antes que terminasse de dizer o que pretendia.

Voltei minha atenção para o moreno que me encarava confuso, mas com um sorriso bobo que brincava em sua face. Ele me deixava nervoso, porque, reparando melhor, o sorriso dele era muito bonito, tinha o desenho de um coração. Ele apenas bagunçou seus cabelos pretos desviando o olhar.

— Desculpa-me por isso… você é o meu acompanhante de assento, por assim dizer — eu ri um pouco sem jeito, passando minha mão em meus cabelos loiros, estando completamente incomodado pela vergonha que o outro me fez passar. A ligação não estava em viva voz, mas Namjoon gritou alto o suficiente para que o mais alto escutasse.

Ele riu balançando sua cabeça, me deixando um pouco sem jeito, seus cabelos negros e brilhosos se movia conforme seus movimentos— tudo bem, então vamos? Falta uns — parou, olhando para seu relógio de pulso — quatro minutos — ele me olhou e arregalou seus olhos, deu um certo grito de espanto e arrumou sua bolsa nas costas.

Começamos a correr juntos até o ônibus desesperados e impedindo que o motorista fechasse a porta — Por favor, espera — gritei para o motorista para que abrisse a porta. Ele abriu.

Entramos sem jeito, apenas sorrindo vergonhosamente para o motorista que aparentava estar na casa dos seus 50 anos, ele parecia estar nervoso. Até eu estaria se estivesse em seu lugar, ver dois jovens de 20 anos se atrasando para pegar o ônibus pra sair da cidade, era como duas crianças do ensino fundamental correndo para não perder o transporte para escola.

Tive um pouco de dificuldade de subir os três degraus do ônibus, uma das rodinhas de minha mala havia quebrado no momento da correria. Fomos em direção aos nossos assentos, mas antes arrumamos nossas malas no espaço que havia em cima de nós e ajudei o moreno com a bolsa dele — que estava mais pesada que minha mala e bolsa juntos—

Após nos sentarmos e respirar profundamente pela bagunça, nós nos encaramos por um longo tempo ainda eufóricos pela segunda vez naquela manhã.

— Valeu cara, você nem me conhece e está me ajudando — comentou sem jeito, mas sorrindo abertamente.

— Estávamos tendo uma manhã ruim, não custava nada ajudar… mas, qual é o seu nome? — questionei, tomando minha atenção para ele.

— Hoseok… Jung Hoseok — ele disse olhando em meus olhos e seu sorriso havia desaparecido de seu rosto. O clima entre nós estava ficando… intenso — E você? Qual o seu nome? — me perguntou após respirar profundamente.

— Min Yoongi — respondi focando em seu olhar.

Nós conversamos mais um pouco quando o ônibus deu partida, mas para ser sincero o clima estava pesado, Jung Hoseok Realmente era um rapaz muito charmoso, um moreno alto muito carismático, mas que me causava arrepios, sinto que algo poderia acontecer entre mim e ele, ou talvez eu esteja sendo muito precipitado.

Ambos não conversamos mais, apenas ligamos nosso celular e ficamos nele até o momento que acabamos apagando em nossos assentos confortáveis.

...

— Ei, rapazes, Ei, Acordem!! — um homem gritou sacudindo nós dois que babavam no assento do ônibus.

Ao notar melhor que o homem que nos chamavam era o motorista, dei um leve espasmo, fazendo com que o homem se afaste e olhasse negativamente para nós. Olhei para os lados e percebi que não havia mais nenhum passageiro além de eu, Hoseok que dormia em meu ombro e o motorista no ônibus irritado, já havíamos chegado em nosso destino.

— Vocês são um casal gay bem estranho viu, só causam problemas — o senhor se virou com cara de poucos amigos, mas mesmo assim continuou a falar — Vê se acorda seu namorado, eu vou pro meu horário de almoço — falou se retirando do ônibus completamente mal humorado.

Namorado? Me questionava internamente.

Encarei o moreno ao meu lado, que dormia em meu ombro — fala sério— o afastei e tentei acordá-lo, mas parecia ser impossível, portanto, apenas desisti de acordar aquele ser que havia falecido enquanto dormia em meu ombro e o afastei sutilmente de mim, tentando evitar que ele molhe minha camiseta com sua saliva e me levantei pegando minha bagagem.

— Sinto muito Jung Hoseok por não te acordar, mas ultimamente nada tem dado certo — falei quase em um sussurro e caminhei para fora do ônibus apressadamente.

Ao sair do transporte, me espreguicei sonolento, não deveria ter ficado a noite inteira acordado, eu devia ter me entregado de vez para os remédios e dormindo que nem uma criança. Encarei a rodoviária em que estava, não possuía uma alma no lugar, além do tiozinho dos salgados que dormia sobre o balcão, e tinha cara de quem não estava nem um pouquinho afim de trabalhar.

Catei o celular que estava em meu bolso da calça e comecei a procurar o endereço do hotel que iria ficar, encontrava-me distraído fuçando o celular que mal conseguia carregar nada no Google— pois não havia muito sinal de celular —até que um ser passou a mala de rodinhas em cima de meus pés.

— Merda — xinguei alto, mas o ser não escutou já que estava de fones. Jung Hoseok havia passado sua mala de rodinhas em meus pés — sua mala que eu achei que não era de rodinhas— em meus dois sapatos branquinhos. Encarei o sujeito que nem se quer prestava atenção nas pessoas, apenas se preocupava em admirar o lugar e sorrir bobo por conta de uma borboleta que passava ao seu lado. Respirei profundamente, o universo realmente está me fazendo pagar por algo que fiz no passado, mas será que eu já não tomei no rabo o suficiente nesses últimos dias? Tenho a impressão de que tirar essas férias foi uma péssima idéia.

Com certeza, eu taquei pedra na cruz na minha vida passada. Chamei um táxi desanimado, a vontade de desistir da vida era enorme, o plano de pular de uma ponte fica cada vez mais tentador.

O taxista aceitou me levar até o hotel beira mar, no total a viagem custou cinquenta reais. A cidade em que escolhi para distrair a mente realmente era incrível, foi uma opção que Namjoon deu, mas nem sonhava que a cidade seria tão bela dessa forma, o céu estava claro e ensolarado, nem parecia que estávamos no inverno. O motorista me deixou na porta do hotel, uma viagem de apenas cinco minutos que me custou cinquenta reais, eu realmente sinto que fui roubado. Parece que para o universo não bastou ter sido traído, quase perder o ônibus, dividir o assento com o moreno que derramou um copo de suco em meu casaco, ficar o restante da minha viagem em um constante clima desagradável e ainda ser roubado, tô preocupado com o que vem a seguir.

Entrei no hotel, apenas desejando que esses dois dias que ficarei aqui, valessem o dinheiro todo que gastei. Pelo menos, o lugar onde irei me hospedar é arejado,limpo e silencioso, a única coisa que ecoava pelo amplo saguão era o barulho das teclas de um computador.

— Olá senhor, bom dia, o que o senhor deseja? — a recepcionista com uma voz doce e agradável me atendeu enquanto digitava rapidamente na tecla do computador — o senhor acabou de chegar de viagem? — ela perguntou, encarando a mala e a bolsa que carregava comigo, apenas acenei positivamente — Qual é o seu nome, por gentileza? — perguntou sorrindo educadamente.

— Min Yoongi — falei receoso, já que estava prestando atenção na decoração de gesso do ambiente.

— Encontrei, você reservou um quarto no décimo quarto andar — ela parou de digitar e se virou indo pegar as chaves e me entregando — quarto 142… estamos com poucos hóspedes, espero que não se incomode — comentou de uma forma muito fofa, até eu que sou o tipo de pessoa que não gosta do tal gênero a minha frente, me senti com o coraçãozinho amolecido por aquela moça.

— Não irei— falei pegando de suas mãos as chaves do meu quarto — amo silêncio — sorri e a agradeci por fim, seguindo para o elevador ansioso para me jogar na cama.

Acordei e já era noite, era por volta das 23h e uma brisa passeava sobre o meu quarto me dando leves arrepios, nem parecia que era inverno nessa cidade, pois o clima estava tão agradável que me lembravam das curtas noites de verão em Seul. Me levantei daquela cama me sentindo renovado e caminhei pelo local admirando cada detalhe, Namjoon estava certo, era um ótimo lugar para relaxar o corpo e a alma.

Andei em direção a sacada que havia em meu quarto e observei atentamente a visão privilegiada que eu tinha daquele oceano espetacular, tentando decorar cada detalhe da paisagem que por aqueles dois dias, seria somente meu. O mar possuía um azul quase transparente e aquilo me fazia esquecer de todos os meus problemas, nem lembrava que a mais ou menos dois dias atrás, havia me tornado o novo gado do bairro. Eu sempre tive uma conexão muito forte com a cor azul, talvez seja esse o motivo de eu gostar tanto de considerar a minha vida como infinitas tonalidades de cores azuis.

Resolvi sair do meu quarto e tomar um ar lá fora, ver um pouco mais de perto aquele imenso mar de ondas calmas. Seguindo para o elevador, notei que o corredor estava completando um vazio silencioso, fazendo-me ficar cada vez mais aconchegado no hotel. Desci todos os andares até o saguão e aquele clima me fazia ficar nostálgico, era minha primeira viagem que fazia sozinho depois de tanto tempo e a praia, sempre foi e sempre será um ótimo lugar. Ao sair do hotel, senti um longo arrepio em meu corpo, o vento estava muito gelado, então apenas apertei os braços ao corpo e colocando as mãos nos bolsos de meu short.

Atravessei a rua e encarei aquele mar, um mar profundo, mas que não me fazia ficar intimidado. Tirei os chinelos pretos que usava e comecei a caminhar pela beira da água gelada que se chocava contra minha pele pálida, apenas pensando que aquela viagem realmente estava me fazendo bem, mesmo que o início dela tenha sido péssimo. Ao andar alguns metros do hotel, notei que havia uma grande movimentação à minha frente, parecia uma festa e ao me aproximar melhor, notei que era uma festa de casamento.

Sai da água indo até a calçada para não atrapalhar o momento tão especial daquele casal, amigos e familiares. Apenas fiquei de longe observando o sorriso de todas aquelas pessoas que estavam presentes, era quase meia noite, porém os noivos ainda estavam declarando os seus votos de casamento.

Eu me sentei em um banco que estava um pouco longe, mas eu conseguia perfeitamente ver as expressões do casal. Nunca fui em um casamento e assistir um de longe, é como invadir a festa. O tempo estava começando a ficar muito frio, no entanto eu não queria sair daquele banco de pedra.

— Olha só quem encontrei aqui — ouvi alguém dizer e rir logo em seguida, me virei procurando o ser e me deparei com Hoseok parado ao meu lado — Parece solitário — ele riu.

— Não, eu só estou aqui conversando com o vento — disse rindo soprado para o sujeito ao meu lado que riu e se juntou com a minha solidão.

— Você não é o único — comentou enquanto tentava encontrar uma posição confortável naquele banco de pedra — Eu vou tentar chutar, saiu fugido da cidade para espairecer a mente? — Questionou rindo.

Eu me virei para ele que apenas gargalhou alto da minha cara — Por acaso você está me observando? — perguntei, mas o acompanhando a rir

— Não mesmo, é que estava meio óbvio — falou jogando sua cabeça para trás e encarando o céu — a noite está perfeita — comentou quase em um sussurro.

— Verdade — concordei — principalmente para aqueles dois — apontei para o casal que acabara de terminar os votos e dar o beijo tão esperado pelo público à sua volta.

Escutei aquela risada gostosa que ele sempre dava — felicidade ao casal — falou rindo soprado, me virei para o observar e vendo o vapor sair de sua boca.

Voltei minha atenção para a festa que rolava me sentido um pouco vazio por dentro, talvez um pouco carente de atenção, não sabia distinguir — Você tem razão — eu falei — sai fugido da cidade para espairecer a mente, acho que estaria nesse momento me entupindo de sorvete escondido dentro de casa — eu ri da minha própria infelicidade.

— Terminou o namoro? — perguntou após encontrar uma boa posição no banco e me encarou, senti meu corpo esquentar com o seu olhar focado em mim — ou você… foi traído? — perguntou um pouco baixo.

Apenas apertei meus lábios, como uma simples pergunta poderia doer tanto? Apenas balancei a cabeça, concordando com a pergunta que fizera— Sim, fui traído… e acredite não foi nada legal — ri soprado virando meu rosto para o encarar e apoiei meu corpo no banco.

Ele me encarou de volta, ficamos alguns segundos assim, apenas olhando profundamente um para o outro — deve estar sendo difícil — ele mostrou um pequeno sorriso em seus lábios, mas ainda sem desfazer o olhar sobre o meu e se arrumou novamente no banco, seus olhos brilhavam como um céu estrelado e eu estava enfeitiçado por aquele olhar tão profundo.

— Sim… está sendo difícil — falei quase sussurrando. Ao perceber que estávamos nos aproximando, eu acordei do transe que estava, virando meu rosto e fingindo uma tosse falsa, pelo visto ele também notou, pois coçou a garganta e cruzou as pernas.

— Então — parou refletindo por um tempo — o que me parece, é que você veio para ficar um tempo sozinho, aproveita pra conhecer a cidade, se divirta sozinho, tente aproveitar sua própria companhia — ele disse um pouco sem jeito, mas sorria tentando demonstrar que tudo estava bem.

Eu iria responder ele, porém fui interrompido quando ele se levantou e esticou seus braços, o moletom que usava deixou um pouco de seu abdômen amostra, e o que eu poderia dizer? Era um belo abdômen. O moreno suspirou colocando suas mãos na cintura enquanto observava a paisagem à sua frente — Yoongi, não se preocupe se você foi traído, quem perdeu não foi você. Mas não estrague essa viagem pensando em um idiota, divirta-se e se alimente bem — ele se virou para mim dando um sorriso de canto. Eu sentia minha pele queimar de vergonha, talvez eu estivesse igual a um pimentão naquele momento, estava assim somente com a presença desse cara. Permaneci calado, estava afim de admirar aquele momento estranho que rolava entre nós dois.

— Eu já vou indo, foi bom reencontrar você novamente… — falou sem jeito.

Nos despedimos, ele foi embora em seguida com as mãos no bolso de seu moletom e eu fiquei ali, sentado no banco de pedra pensando em tudo que ocorreu até agora, enquanto tinha como companhia o barulho das ondas do mar e as risadas de fundo daquela festa que ainda rolava.

Eu realmente não consigo entender o porquê de estar naquele porto, parado com as mãos no bolso observando aquela imensidão azul, Não fazia idéia do porque ter seguido os conselhos de Hoseok. O vento estava gélido, no entanto o clima estava perfeito, caminhava pela cidade pouco movimentada, mas ainda capaz de esbarrar em alguns casais espalhados por ela. Alguns andando de mãos dadas pela orla da praia ou outros que ficaram aos beijos enquanto tiraram diversas fotos nesta paisagem maravilhosa.

Eu me sentia cansado, deprimido, derrotado, abandonado, mal amado, aborrecido, exaurido e com fome. Todos os tipos de sinônimos existentes na terra, no qual estão relacionados a "aborrecido pela vida" .

Somente estava ali, sendo vela de diversos casais que passeavam naquela cidade pequena do litoral, mal pude conseguir tirar uma foto em paz, sem sair dois casais no fundo da foto, nos braços um do outro, sorrindo lindamente e apontando para algum lugar que não sei distinguir do que se tratava.

Aquilo me dava ânsias, Eu falo isso como se nunca tivesse namorado um grande filho da puta que me agarrava na rua quando sentia vontade de me abraçar. Essas lembranças são deploráveis, nunca pude imaginar que alguém como ele, seria capaz de me trocar do dia pra noite, por outro ser extremamente lamentável. Digo isso, pelo simples fato de que seu amante, ter se submetido a tal nível, para poder saciar suas vontades com o meu Ex.

Meu coração não fica entristecido pelo fato de ter sido deixado, na verdade me sentia um imbecil, por ter confiado tanto em alguém como ele, me sinto invadido e traído, literalmente.

Retirei aqueles pensamentos irritantes de minha cabeça, quando notei um casal de idosos andando sobre as pedras que havia perto do porto, com um balde e luvas em suas mãos, pegando pequenos caranguejos. Aquele casal ria um do outro quando ambos deixaram cair os animais, perdendo de vista os pequenos crustáceos, as ondas se chocavam contra as pedras e o idoso se protegia atrás da mulher, ao invés de protegê-la daquela água salgada. Eu me sentia solitário ao ver aquela cena, me perguntando se algum dia chegarei na velhice com alguém, uma pessoa para me ajudar a pegar caranguejos e se esconder atrás de mim por conta das ondas do mar.

Aquilo era doloroso, mas fiquei feliz por eles dois.

Resolvi de vez, voltar a andar . Orla, se for pra ficar deprimido, que seja ao lado do mar. Voltei a caminhar, me sentindo faminto, só havia tomado café da manhã e estou até agora sem comer nada, apenas andando por aí, tentando evitar voltar pro hotel e ficar em meu quarto deprimido escutando ''Talking to the moon" do Bruno Mars, largado sobre o chão. Já que havia feito exatamente isso, quando o Babaca me trocou por outro.

Comecei a procurar por algum restaurante, mas todos que eu entrava e começava a procurar algo aceitável no cardápio, logo chegava a atendente para me chutar do restaurante, por estar desacompanhado. O que parece, é que todos os restaurantes só aceitam duas pessoas, por causa do dias dos namorados, mas poxa, custa pensar nos cornos e solteiros?— Parece que sim —

Após ser chutado mais uma vez de um restaurante, me dei como vencido pela a vida e procurei algum mercadinho aberto para comprar alguma coisa comestível. Entrei no primeiro que encontrei aberto e fui direto para o freezer a procura de uma comida pronta, mas nada me agradava, a comida parecia velha e nada saborosa. Por fim, aceitei comprar bolinho de arroz e uma garrafa de vinho, era a única coisa disponível e do meu agrado, mas gastei todo o meu dinheiro com apenas duas coisas, sinto que fui roubado, mais uma vez.

Eu me sentei a alguns metros da loja, em um pequeno murinho, no qual atrás de mim, havia o mar. Não irá matar a minha fome 100%, porém, vai enganar-me por um tempo. Dei um gole daquela bebida alcoólica, sentindo minha garganta queimar, amava essa sensação.

Estava prestes a devorar aquele bolinho de arroz que me parecia muito bom, quando fui interrompido com um carro parando a minha frente, encarei o ser que estava dentro dele, sem sucesso. Os vidros foram baixados e me deparei com Hoseok dirigindo o automóvel preto com seus óculos escuros em um dia sem sol — pois o mesmo fora embora a algum tempo— o encarei incrédulo, ele estava por toda a parte, isso não podia ser possível.

— Chama isso de diversão? — ele riu retirando seus óculos — Falei para se divertir, mas você parece um poço de solidão — riu mais alto ainda.

— Se para você eu não pareço estar me divertindo, me de licença e me deixe comer meu amado bolinho em paz — respondi alto, sentido me ficar envergonhado.

— É quase 16 horas, tá afim de uma carona pro hotel? — Questionou- me, encarando o relógio e me olhando em seguida.

Olhei para os lados, percebendo que nenhum carro, além de Hoseok, estava na rua, fiquei tentado com sua oferta, mas eu tenho o meu orgulho — Não, obrigado… eu chamo um táxi — disse, já me arrependendo. Hoseok riu de mim e balançou sua cabeça negativamente.

— Olha, tenho a impressão de que é a primeira vez que vem aqui, então é o seguinte, nessa época do ano é raro encontrar um taxista ou alguém que te leve a algum lugar — ele sorriu abertamente — entrar logo — o moreno se esticou de seu banco e abriu a porta do passageiro.

Mordi o lábio e olhei para os lados novamente, ele tinha razão, esse lugar não tinha cara de que eu iria encontrar um táxi tão cedo. Entrei em seu carro, aceitando a carona que ele me ofereceu.

— Obrigado… — disse constrangido.

— Tranquilo — falou, voltando a dirigir — Suco de fruta — falou rindo como se lembrasse de algo.

— o que? — perguntei levando aquele bolinho em minha boca

— Se não fosse por causa de um suco de frutas e duas mentes distraídas, não teríamos nos conhecido… eu acho — ele falou, deixando de olhar a estrada para virar seu rosto rapidamente e me encarar.

Assenti a cabeça um pouco constrangido, não estava em um dos meus melhores dias.

— Parece gostar muito de vinho, confesso que depois daquele casamento, eu bebi quase uma garrafa inteira — ele riu mais uma vez.

— Eu não bebi ontem, mas fiquei na vontade — soltei um leve riso — não queria passar vontade — disse virando um gole daquela garrafa.

O moreno ao meu lado ficou alguns segundos em silêncio e rapidamente virou seu rosto para mim — não vai me oferecer nem um gole? — Questionou- me, eu ri de seu ato que fingia se sentir entristecido.

— você está dirigindo, olha pra frente — falei, levando a garrafa em meus lábios, novamente. Ele riu se sentindo decepcionado.

Eu não esperava encontrar Hoseok dessa forma, como ele havia dito: " em um poço de solidão". Mas vamos dizer que ele alegrou o restante do meu dia, fazendo o dia dos namorados valer a pena. Ele era um cara que gosta muito de falar, e isso me fazia tirar da cabeça os meus problemas, conversamos tanto, que eu nem percebi que Hoseok não estava indo em direção ao hotel e sim, a uma praia completamente deserta.

Eu queria poder dizer que ele era um serial killer e que ali ocorreria um assassinato, mas na verdade, Hoseok só não estava com cabeça pra ficar dentro de um quarto sozinho, portanto, resolveu parar o carro na areia da praia e sair de dentro dele a fim de tomar um ar. O caminho da cidade para aquela praia foi muito longo, eram 17h30, e como estava inverno, o dia já estava indo embora.

Estava quase de noite, e já era possível ver as estrelas brilharem naquele céu limpo. Nós dois sentamos na areia, alguns metros do carro, apenas admirando o mar, que não estava calmo naquela noite.

— Você errou o caminho — disse rindo soprado

— Em nenhum momento eu disse que te deixaria na porta do hotel — ele riu, colocando suas mãos na areia e pondo peso sobre elas.

— Você me enganou legal, nunca mais vou pegar uma carona com você — falei, me deitando sobre a areia — esse lugar é deserto, é alguma praia conhecida? — o questionei.

— Vamos dizer que não — ele me encarou, e claro, fiz isso de volta — É o meu recanto, encontrei ele a alguns anos, já até dormi aqui— falou, voltando a fitar o mar agitado.

Eu olhei para aquele céu que continha, milhões e milhões de estrelas que brilhavam intensamente, já que o dia havia cessado. Hoseok se deitou ao meu lado, colocando suas mãos debaixo de sua cabeça e sorriu de lado — as melhores noites são aqui, principalmente para poder ver esse céu.

— tenho que concordar — confessei me levantando e pegando o vinho que estava ao nosso lado, dando um enorme gole.

No início da viagem eu estava irritado e carente, nem queria fazer essa viagem, mas estou feliz por seguir o conselho de Namjoon — o primeiro que deu certo — e ter conhecido Hoseok.

— Em saber que a três dias atrás eu nem sabia da sua existência, mas estávamos debaixo desse mesmo céu incrível — ele falou, pegando de minhas mãos a garrafa já pela metade e tomando uma boa quantia de álcool, ele virou o rosto para mim, desta vez, ambos não estávamos envergonhados ou recessos, apenas um pouco sobre o efeito do álcool que queimava em nossa garganta.

— Eu tô me sentindo quente por causa dessa do vinho — eu ri, sentindo meu rosto queimar

Me ergui e peguei a garrafa de suas mãos, levei ela até meus lábios, degustando cada gota daquele líquido doce, olhei o céu, me sentindo tonto. Hoseok tomou de minhas mãos a garrafa quente, que estava perto do final. Não sei porque, mas eu comecei a rir, parecia que eu estava embriagado, no entanto estava ciente de tudo que ocorria.

— Você já está bêbado? — ele riu limpando a boca com sua mão.

— Nem um pouco — parei de encarar aquele céu para olhar Hoseok que me devorava com apenas um olhar — Eu me sinto livre daquele babaca — suspirei lentamente.

Fui em direção a ele, pedindo que me entregasse a garrafa para poder beber o restante do líquido alcoólico, mas ele ficou de pé e ergueu a garrafa sobre sua cabeça — Você não vai beber o restante —falou brincalhão, colocando ela atrás de suas costas e andando para trás com um enorme sorriso travesso.

Logo, me peguei correndo atrás de Hoseok que tentava impedir de tocar-lhe, ele chutava aquela areia em minha direção e corria longe tentando beber o restante do vinho que ainda sobrará. Foi em direção ao carro e entrou , fechando a porta e trancado por dentro.

— Isso não vale cara — ri, desistindo de puxar a maçaneta da porta. Infelizmente, tive apenas a visão de Hoseok dentro do carro degustando as últimas gotículas de vinho e mostrando que a garrafa já se encontrava vazia.

Podia escutar seu riso abafado dentro do carro, ele o destravou e abriu a porta ainda gargalhando alto. Eu entrei decepcionado com o seu ato, paguei uma nota naquele vinho que pretendia beber sozinho, mas que agora, se encontrava preenchido nos lábios de Hoseok.

— Você fez o meu dia valer a pena — sorriu bobo, colocando uma de suas mãos sobre a minha, recuperando o fôlego.

Naquele momento, não sei o que deu em mim, apenas puxei a sua camisa e aproximei nossos rostos, nossos lábios se tocaram sutilmente, nossa respiração ofegante, mas cheia de desejo. Eu passei as mãos em seu pescoço e ele puxou-me para sentar sobre si, apenas obedeci cada movimento, porém, em nenhum momento deixei nossas bocas se afastarem. Pressionei minhas pernas sobre o banco, evitando que nossos íntimos se encostem, mas o moreno agarrou minha cintura, a pressionando para baixo.

Afastei nossos lábios, encarando aquele olhar que era uma de um céu estrelado, seu cabelo castanho que caía sobre eles e que me fazia queimar de puro desejo. Selei novamente nossas bocas, implorando por cada vez mais, pude sentir suas mãos tocarem minhas costas por baixo da camiseta branca que usava, ele as tirou apressadamente, me irritei por ficar apenas alguns segundos longe de sua boca macia e doce.

Ele agarrou meus cabelos, dando leves puxões — que droga...Me desculpe por isso — ele falou pausadamente, dando me leves selares.

— Eu não sei o que deu em mim, talvez seja carência — comentei ainda em cima dele.

Ele subiu uma de suas mãos segurando meu pescoço e a outra minha cintura — espero que seja algo mais — falou sussurrando em meu ouvido, voltando a me beijar intensamente e apertando forte minha pele, já podia ver as marcas que iria ficar no dia seguinte. Ele desceu seus lábios para meu pescoço, deixando os marcados, cada toque seu faz- me ficar arrepiado, como se ninguém nunca tivesse feito aquilo antes — pois não havia — seu toque, seus beijos, é totalmente diferente dos outros caras, aquilo era puro desejo, acúmulo de duas pessoas insatisfeitas e carentes, principalmente em uma data dessas. Retirei sua blusa, podendo mais uma vez admirar aquele abdômen definido, era um corpo magro, porém definido e eu amava cada detalhe. O carro se encontrava abafado, as janelas embaçadas por conta de nossa respiração eufórica e o calor que preenchia a noite fria.

Com dificuldade, consegui tirar aquela calça que ainda me cobria e Hoseok que estava desesperado, me deixou completamente desnudo sobre ele, eu sentia vergonha, mas não conseguia ser coerente com nada naquele momento. Ele se afastou um pouco e aproximou a ponta de nossos narizes um no outro, enquanto fazia um leve carinho em minha bochecha e eu, agarrava seus cabelos um pouco trêmulo.

— Se não quiser continuar, tudo bem — falou de olhos fechados sussurrando.

— Eu acho que você está atrasado, olha como eu já estou — falei esboçando um leve riso.

Hoseok apenas abriu seus olhos e me encarou, eu estava em cima dele, seu membro já mostrava estar totalmente acordado, assim como o meu, eu só queria sentir seu ser.

Ele retirou para fora seu membro e me encarou por alguns instantes, como se questionasse a mim, se ele podia continuar, apenas o beijei e me acomodei sobre seu íntimo. Gemi um pouco alto ao senti-lo em meu interior, Realmente, não se comparava com nenhum outro homem que já me relacionei. Ele arfou alto, mordendo o lábio tentando se conter, puxei para mais um beijo demorado, mas sem me mexer sobre seu membro. Senti suas mãos agarrarem minha cintura, guiando-me lentamente sobre ele.

Sua língua invadia a minha boca, e sua mãos passeavam sobre meu corpo, movendo se cada vez mais rápido sobre meu interior, mesmo que suas estocadas ficavam cada vez mais rápido, era como se o tempo estivesse lento. no ambiente, pode se escutar apenas nossos corpos em sintonia e o nosso batimento cardíaco que parecia aumentar a cada segundo. Era uma deliciosa sintonia, que eu pedia a deus que isso nunca acabasse. Ele me puxava cada vez mais perto, e ia cada vez mais fundo, me torturando lentamente.

Seus gemidos cada vez mais altos, seu olhar focado no meu, me fazia ficar com falta de ar. Meu corpo estava cansado, mas adorando tudo que ele fazia, apoiei minha mão em seu joelho, estava cansado, mas quem fazia todo o trabalho era ele.

— Yoongi… — disse rastejando, apertando os lábios. Suas estocadas cada vez mais fundas e indo mais rápido, eu iria delirar. Aproximei nossos lábios, na tentativa de abafar meu gemido ao sentir ser tocado pelo mesmo, estimulando meu membro rapidamente. Ele estava quase se desfazendo em meu interior, e eu em sua mão.

Seu gemido era a terceira coisa nesse mundo que eu comecei a amar, seu suor que escorria por sua testa e a força que fazia para me sentir por completo — Hoseok… — gemi arrastado o seu nome perto de seu ouvido — estou quase — avisei, pois não conseguia mais me segurar.

Com mais algumas estocadas, sentimos uma enorme onda invadir nosso sistema, gozamos juntos, alcançando o ápice daquele momento tão esperado, Hoseok prolongava o prazer, ainda se mexendo dentro de mim lentamente, eu tentava respirar, acalmar o meu ser depois de uma enorme onda de choque, mas mal conseguia pois ele me beijava sem parar.

Ao conseguir respirar normalmente, o moreno afastou alguns fios de cabelos meus que estavam grudados em minha testa, e eu apenas fazia carinho sobre seu cabelo bagunçado, o moreno sorriu e me deu mais um beijo antes de suspirar profundamente.

— Obrigado — ele falou baixinho e me dando um abraço, apoiou suas costas no banco, enquanto eu ainda estava em cima dele.

Acordei com o raio de sol batendo em meu rosto, minha cabeça doía um pouco, mas nada que me fizesse ficar mal. Encarei o moreno ao meu lado que ainda dormia profundamente, sorri um pouco constrangido com tudo que ocorreu, mas ao mesmo tempo me sentindo culpado.

Olhei para o relógio, que marcava 10h47 da manhã, arregalei meus olhos, pois hoje, domingo, era dia de voltar para a cidade, minha viagem havia chegado ao fim, passando rápido como uma chuva de verão. Eu pude sentir as lágrimas invadiram meus olhos, pois queria ficar apenas ali com ele, mas nosso tempo já havia chegado ao fim.

Eu fui embora sem me despedir, com a roupa amassada, cabelos bagunçados e com lágrimas em meus olhos. Eu poderia ter me despedido dele, mas odeio dizer adeus. Assim como Hoseok havia dito, a três dias atrás nós dois nem sequer sonhávamos um com o outro, mas por conta de um suco de frutas e duas mentes distraídas, tivemos esse privilégio que o destino nos deu.

Nunca fui bom em nada nessa vida, nunca tive sorte para fazer apostas, mas sempre acreditei que o destino constrói as coisas por alguma razão, eu não sei quando irei rever ele, mas por favor não desista de mim, pois um dia nós vamos nos reencontrar novamente, da mesma forma que a mão do destinos fez nessas férias.




18 de Junho de 2021 às 14:47 0 Denunciar Insira Seguir história
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Continua… Novo capítulo Todas as Sextas-feiras.

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