lala_jimmy Laís Marcacini

A Austrália é um país muito conhecido por sua fauna variada e as vezes um tanto quanto estranha. O que poucos sabem é que é tão estranho capaz de existir um ser místico vivendo na beira de uma das praias mais movimentadas da Austrália. Hyunjin se muda para a casa de seu pai em Sydney ao completar dezoito anos. O curioso é como ele, um garoto que sempre odiou praia, vá se aproximar de alguém que veio do mar...


Fanfiction Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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Capítulo 1 - Uma nova realidade


Notas do Autor:

Sejam bem vindos a este novo mundo repleto de emoção! Espero que esta obra faça sucesso assim como outras escritas por mim.

Aproveite a leitura e não deixem de me seguir no instagram para acompanharem todas as notícias dessa e outras histórias!
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Boa Leitura!


Capítulo 1 - Uma nova realidade


Hyunjin on




Já fazia um tempo que eu não passava por essas ruas. O carro suportava o peso de minhas malas no porta mala e eu fiz questão de sentar no banco de trás.

— Espero que sua mãe não tenha ficado irritada — diz meu pai enquanto dirigia.

— Ela pouco se importou — respondo curto voltando a olhar para o lado de fora do carro.

Realmente, ela pouco se importou depois de tudo o que aconteceu. Desde que meus pais se divorciaram eu só via meu pai através de uma tela de celular e minha mãe ficou com a minha guarda. Seria algo normal de toda criança com pais separados, se minha mãe não tivesse se apaixonado por um babaca que fingia que eu não existia.

— Por que diz isso? — perguntou ele.

— Não finja que não sabe o porquê de eu ter vindo, pai.

Ele fica quieto, provavelmente pesando o que dizer.

— Você quer falar sobre isso?

— Talvez mais tarde. Agora eu estou muito cansado.

Ameaço fechar os olhos e dormir, mas não demoraria muito para chegarmos na casa de meu pai. Do lado direito do carro era possível ver o mar e seu horizonte, a tarde estava chegando ao fim então dava para ver o Sol se pondo. Por mais que a paisagem pareça a mais bela — a visão pela qual os poetas anseiam para usá-lo como inspiração para seus poemas e histórias — eu odeio a praia. Odeio o mar. O motivo? Apenas odeio.


Talvez tenha sido burrice aceitar o convite de meu pai para morar com ele em Sydney, mas acabo de completar dezoito anos e finalmente poderia viver longe daqueles que me magoaram amargamente. Sim, estou falando de minha mãe. Agradeço por ela ter cuidado de mim todo esse tempo, mas apenas isso. O tal motivo de eu ter vindo para cá, é um assunto que gostaria que meu pai nunca tocasse... já que eu não faço ideia de qual seria sua reação. Porém ele já sabe, minha mãe contou a ele pelo telefone e espero que ele tenha me convidado para morar na Austrália para me manter longe dessa gente.

Já eram seis horas, chegamos na casa de meu pai. Casa bonita, dois andares, feita de tijolos, coberta por cimento e tinta bege com uma faixa branca separando os andares. Uma varanda de madeira escura bem na entrada, a mesma se localizava quase de frente para o mar, era apenas uma rua a dentro. Uma mistura de casa rústica com... o dinheiro foi capaz de torna-la uma casa confortável de gente que não passa apuros.

Desço do carro e então começo a tirar minhas coisas do porta mala.

— Ah, filho — diz meu pai vindo até mim. — Tem uma coisa que eu ainda não te contei.

O olho não muito curioso para saber o motivo, mas logo entendo quando uma mulher sai da casa ficando parada na varanda. Ela era loira bronzeada, parece ter vindo da Califórnia. Era muito raro ver alguém assim na Coreia do Sul e por isso tenho uma reação um pouco diferente, mas sigilosa.

Olho para o meu pai que demonstra um leve sorrido nervoso achando que eu me importaria pelo fato de ele estar com outra mulher. Sorrio ladino e rio nasal.

— Pelo jeito andou viajando pra América — comento e então ando com as minhas coisas até a varanda em frente a moça.

— Você deve ser o Hyun... Hyun... — diz ela com aquele sotaque inglês americano, com dificuldade para dizer meu nome.

— Hwang Hyunjin — A ajudo e aperto sua mão.

— Oh sim, Stanley me falou muito de você, mas mesmo assim é difícil falar esses nomes coreanos.

Ignoro um pouco o comentário e então entro na casa que por dentro era mais bonita do que fora. Me sinto dentro de um filme musical que se passa em Miami Beach. Onde a casa do protagonista sempre é bonita e organizada demais.

Enquanto olho em volta, sou surpreendido com uma bola de basquete sendo jogada da escada. Levo um pequeno susto até ver um garoto loiro usando uma super regata que deixava bem a mostra seus músculos de esportista. Era típico de um americano de olhos azuis. Olho-o estranhando.

— Hyunjin — Meu pai caminha até mim segurando em meus ombros. — Essa é minha nova esposa, Carla... e esse é o filho dela, Marvin.

Marvin e eu nos olhávamos de um jeito estranho. Não sabia se era porque achamos um e o outro feios, ou invasores.

— Então esse é seu filho problemático? — diz ele na cara dura.

— Marvin! Respeito por favor, agora vocês são irmãos — diz Carla.

— O que ele quis dizer com problemático? — pergunto o encarando de uma forma mais séria do que antes.

— Não é nada filho. Por que não leva suas coisas para o seu novo quarto? Marvin pode te ajudar.

Assim dito, assim feito. Marvin joga minhas coisas de qualquer jeito em cima da cama do meu novo quarto. O espaço era de um tamanho nem pequeno e nem grande, era parecido com o meu quarto da casa de minha mãe, apenas as paredes e os armários eram totalmente brancos, dando espaço para eu poder personalizar do meu jeito.

— Por que decidiu vir pra cá se já fez dezoito anos? — Ele pergunta cruzando os braços e se apoiando na porta.

— Quantos anos você tem?

— Dezoito.

— Então por que ainda está aqui? — Lanço um olhar neutro a ele.

— Escuta, o invasor aqui é você.

— Eu nunca falei nada, você foi o primeiro a me agredir de certa forma.

— Porque eu te chamei de problemático? Rsrs, não sabia que você ficaria ofendido.

— Eu não fiquei ofendido, apenas não entendi o motivo.

— Oras, não é pelo motivo de ter vindo pra cá?

Solto algumas roupas que eu estava tirando de minha mala e me viro para ele.

— O que você sabe? — Pergunto.

— Que você foi rejeitado pela sua mãe por ter se assumido.

Me sinto incomodado de repente. Ele parece ser alguém que gosta de perturbar outras pessoas.

— Eu não sei o quanto você sabe, Marvin, mas gostaria se não se intrometesse em meus assuntos pessoais.

Volto a tirar minhas coisas da mala.

— Tanto faz. — Escuto ele resmungar e então finalmente sair do meu quarto.

A senhora Carla parece ser uma mulher legal e gentil, só por ela estar com meu pai sei que deve ser alguém bem paciente, porém seu filho parece ser o oposto de legal e gentil. Acho que por termos a mesma idade torna nossa relação de irmãos mais difícil. E eu com certeza não estou preparado para ter um irmão.

Exausto por conta da viagem, acabo deixando tudo de lado e me jogo na cama confortável, pegando no sono logo em seguida.



[...]



No dia seguinte, logo cedo, meu pai preparava o café da manhã junto com Carla. Me lembro muito bem de que odiava fazer comida.

— Bom dia Hyunjin, como passou sua primeira noite na casa nova? — Carla pergunta.

— Aqui é muito confortável — comento me sentando na mesa.

Marvin logo aparece nas escadas e se aproxima sentando na minha frente.

— Como vai o seu trabalho na marinha, pai? — Pergunto querendo cortar o silêncio ensurdecedor.

Escuto Marvin soltar uma risada debochada me deixando confuso.

— Eu não trabalho mais na marinha — meu pai responde e então entendo o motivo da risada.

— Por que não?

— Eu queria tirar mais tempo com a família, então encontrei um emprego menos movimentado.

Me senti incomodado novamente. Eu gostava do seu trabalho. E o motivo de ele ter largado é algo que nunca ouvi sair de sua boca quando estava com minha mãe. Me sinto trocado, mas ao mesmo tempo feliz por ele finalmente ter alguém.

— Deveria aproveitar que hoje é domingo e fazer sua matrícula na faculdade. Quem sabe pode começar amanhã — diz ele sentando para comermos.

— Não pensei nisso ainda.

— Não sabe o que fazer? — Carla pergunta. — Marvin pode te ajudar e...

— Não precisa — interrompo. — Eu faço isso sozinho.


Digamos que eu tenha me mudado para cá sem antes planejar o resto da minha vida. Foi tudo muito rápido. Dei graças a Deus por eu ter terminado o ensino médio sem repetir nenhum ano, mas me esqueci completamente que ainda tem a faculdade. Pensei na possibilidade de vender minha arte na Praia de Bondi, mas não sei fazer artesanato, nem ao menos tatuagem de rena e essas coisas. Sou um inútil e também, odeio a praia.

Odeio a praia, odeio o mar, mas cá estou eu sentado no trapiche da Praia de Bondi. Olho em volta, alguns barcos encostados no pequeno porto ao lado direito e ao lado esquerdo a areia lotada de turistas e crianças levando bronca de seus pais para não ir tão fundo no mar. Talvez esse seja o motivo de eu odiar o mar. O perigo. Mas eu não tenho medo do mar, apenas não gosto. Então esse não é o motivo.

— Aish, faculdade. — Penso alto.

Eu estava tentando me adaptar usando o mesmo tipo de roupa que a maioria dos sydneysiders usam. Uma camisa larga e uma bermuda leve da cor laranja. Ligo a playlist me meu celular ao som de Bilionaire do Bruno Mars. Tiro um cigarro de meu bolso e um isqueiro para ascende-lo. Guardo o mesmo assim que suas chamas se encostam naquele pedaço mortal e então começo a fumar enquanto observo o horizonte ainda sentado na beirada do trapiche de madeira.

— O que é isso na sua boca? — Escuto uma voz vindo logo debaixo de meus pés pendurados.

Olho para baixo aonde havia uma enorme pedra com uma parte para fora da água. O garoto estava com metade de seu corpo na água e a outra metade para fora, com seus braços apoiados na pedra me olhando com um olhar de curioso.

— Não sabe o que é isso? — Pergunto.

Ele nega com a cabeça esperando uma resposta válida.

— É um cigarro. Serve para... fumar — digo sem muita vontade de explicar por detalhes.

Era muito estranho ele não saber o que era um cigarro.

— Fumar é bom?

— Não.

— Então por que faz isso?

— É apenas para um passatempo.

— O que é um passatempo?

O olho estranhando mais ainda. Quantos anos será que ele tem?

— Da onde você veio garoto? — Pergunto.

— Eu estava aqui o tempo todo.

— Não estava não, me lembro muito bem dessa pedra estar vazia.

— Eu estava debaixo dela.

— Você é um nadador?

— Digamos que sim.

Ficamos um tempo nos olhando sem dizer uma palavra.

— Você não se lembra de mim? — Ele pergunta me assustando.

— Eu nunca te vi em toda a minha vida.

— Mas eu me lembro. Você cresceu muito.

— Por acaso sabe o meu nome?

— Se não me engano, é Hyunjin.

Arqueio uma sobrancelha. Só pode estar de brincadeira comigo. Como ele me conhece e ainda sabe o meu nome?

— Eu te esperei, Hyunjin.

O garoto sorri de uma forma doce e inocente. Sinto meus pelos se arrepiarem no meio de um sentimento nostálgico, porém eu não fazia ideia do porquê dessa sensação.

Escuto sons de várias risadas atrás de mim. Olho para trás e alguns garotos se aproximavam pelo trapiche. Parecia ser nada demais. Volto a olhar para a pedra, mas o garoto já não estava mais lá. Olho para os lados e o mesmo não estava em lugar nenhum. Será que ele se afogou? Espero que não.


Tudo isso foi muito estranho. Saio de lá e então caminho até a frente da faculdade onde meu pai disse que era para eu me matricular. Olho em seu mural uma lista com todos os cursos que havia nela. Não me interesso por nenhum, mas terei que escolher algum. Tiro o papel do mural e então vou para casa.

— Filho, chegou cedo.

— Eu fui ver a faculdade — digo abrindo a geladeira e tirando de lá uma latinha de cerveja.

Meu pai me olha estranho, mas logo se lembra de que já sou maior de idade.

— Então? O que decidiu fazer?

— Ainda não sei, vou me matricular amanhã na que eu achar melhor e mais barata.

— Não precisa, sabe disso. Eu pagarei qualquer faculdade que queira.

— Eu sei, mas logo quero encontrar um emprego e pagar eu mesmo.

— Tudo bem. Faça o que achar melhor. Marvin saiu com os amigos e Carla foi ao shopping fazer comprar, então somos só nós dois.

Permaneço quieto pensando o que ele quis dizer com isso.

— Por que não conversamos sobre aquilo agora?

Engulo seco evitando contato visual. Quando ele se aproxima e se apoia no balcão da cozinha.

— O que sua mãe disse? Heim?

— Ela não disse nada. Foi o namorado dela que disse.

Me encosto no mesmo balcão ao seu lado.

— Você me acha estranho? Acha que eu devo me tratar? — pergunto ainda olhando para baixo.

— Não. Claro que não. Que culpa você tem de amar alguém?

— Acho que eu me arrependo...

— De ter beijado um garoto?

— Se eu não tivesse feito isso... eu não teria me apaixonado por alguém do mesmo sexo. O pior é que... ele não queria nada comigo. Então do que adiantou tanto escarcéu?

— Sua mãe provavelmente está deixando ser levada pelas ideias toscas do namorado dela, mas não se preocupe — Sinto ele colocar sua mão em cima da minha que estava apoiando meu corpo no balcão —, eu te aceito do jeito que você for.

Era comovente e reconfortante ouvir isso de meu pai. Por mais que eu mesmo me rejeite pelo que sou. Olho para ele e deixo um leve sorriso sair de meu rosto.

— Obrigado pai.

Brindamos nossas latinhas de cerveja e terminamos de beber.

Já estava de noite e eu estava sem fome. Então apenas vou para meu quarto e lá fico até pegar no sono.


Era de madrugada. Acordo escutando sons vindo do andar de baixo. Suponho ser Marvin chegando drogado em casa, mas me lembro de ouvir ele chegar não muito tempo atrás. Meu pai tem sono pesado então ele não estaria acordado a essa hora. Carla? O que ela estaria fazendo? O som é da porta se abrindo sem gentileza e parecia que alguém que entrara trombava em todos os móveis da casa.

Meu instinto apita. Me levanto da cama e pego o taco de beisebol que estava encostado ao lado do guarda roupa. Caminho lentamente pelo corredor de cima até as escadas. Mantenho todas as luzes apagadas para acender na hora certa e pegar o ladrão no flagra. Desço degrau por degrau no maior silêncio, e consigo ver a silhueta de alguém de costas, não estava tão nítido, mas eu estava pronto para atacar.

Acendo as luzes no interruptor na beira da escada, assusto o... garoto da praia? Antes que eu fosse bater nele, percebo que estava totalmente nu. Nos olhamos por poucos segundos antes de eu soltar um grito não muito alto e nem fino, mas assustando o garoto que grita alto.


“AHH!!”







Continua...

15 de Junho de 2021 às 19:34 0 Denunciar Insira Seguir história
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