liafersa Lia Fersa

Jikook +18 / JK!Top/ Inspirada na série The Originals e no jogo Moonlight Lovers . Já teve a sensação de que nada na sua vida é real? Que olhos vermelhos lhe seguem por onde vá? Que a morte lhe chama pelo nome, sedenta pelo seu sangue? . Isso era tudo o que Park Jimin sentia, acompanhado do medo. Medo. Essa palavra lhe era bem conhecida e a sensação que ela representava parecia se atrair por ele. Jimin não era bom em fazer amigos, era solitário e tinha medo dessa solidão lhe matar, o pior, é que talvez ele tivesse razão. . Jungkook era frio e adorava a sensação da caçada, seus instintos mais sombrios se afloravam com facilidade, enquanto ansiava por sangue. Esse desejo insaciável parece se definhar aos olhos vermelhos do líder se encontrarem com os castanhos de sua inocente e deliciosa presa. Nenhum deles sabiam o que esse novo sentimento, surgindo de um hibrido frio, iria causar.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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Esse medo que me persegue... - Park Jimin

Me chamo Park Jimin e tenho 23 anos. Eu nunca fui de fazer amigos, na verdade sempre fui bem isolado e acredito que as pessoas não gostam de mim o suficiente para buscarem uma amizade. Eu sou diferente, vivo num mundo só meu e não consigo me conectar com ninguém.

Moro em um apartamento pequeno que chamo, carinhosamente, de apertamento. Estou nele desde que saí da casa dos meus pais, aos 18 anos. Eu também não me dou bem com meus pais, eles me julgam por tudo, ainda mais por minha sexualidade. Não é como se eu tivesse escolhido ser eu, eu apenas sobrevivo nessa vida de merda.

Suspirei de forma pesarosa.

Eu trabalhava em uma floricultura, começava o serviço cedo e saía à noite. Não tinha nenhum desejo em cursar faculdade, não ansiava por isso, então apenas trabalhava para ganhar uma renda que fosse o suficiente para eu me manter vivo, ainda que eu não vivesse de verdade. Eu sentia um enorme vazio em minha vida, ao qual nunca soube como preencher.

Fechei a loja, após pegar todas as minhas coisas, já tendo desligado as luzes e ligado o alarme, tinha 8 minutos para sair antes dele ser totalmente ativado.

Fui rapidamente para fora, pela saída dos funcionários e segui caminho pela rua. Já eram mais de 20 horas e ela estava um tanto deserta. Apertei o passo, até chegar no ponto de ônibus, que estava vazio e me sentei, esperando.

“Ao menos as luzes estão acesas.”, foi o que eu pensei e, quase na mesma hora, a luz que ficava na proteção do ponto, começou a piscar, para então queimar de vez. Me arrepiei. “Ah, não é possível…”, pensei e suspirei, negando desacreditado com a minha falta de sorte.

Senti uma sensação estranha, como se houvesse alguém próximo a mim. Eu sabia que, atrás de onde eu estava sentado, havia um parque bem arborizado e eu temia olhar para lá. Fiquei quieto, aguentando aquele sentimento de medo e angústia, e aguardei o bendito ônibus.

Felizmente, a condução não demorou e eu corri para pedir que o motorista parasse, assim podendo entrar. Passei pela catraca e me sentei, esperei que o motorista arrastasse o ônibus, mas ele não o fez. Isso me deu tempo o suficiente para que eu olhasse para o parque, estava tudo escuro e não parecia ter nada lá, ao menos, nada que pudesse me matar, então apenas suspirei aliviado, até escutar a catraca girar novamente.

Ergui meu olhar para frente, eu não estava sozinho no ponto?

Havia um homem, fios negros, que batiam um pouco acima de seus ombros, pele bem branca e olhos de um castanho avermelhado. Ele vestia uma roupa toda preta, com um casaco de couro. Seus dedos estavam cheios de anéis de prata e eu pude ver um traço de uma tatuagem pelo seu pescoço. Bonito era pouco para descrever sua aparência. Me perdi o observando, eu estava secando aquele homem!

Desviei meus olhos do belo homem, quando o mesmo olhou em minha direção. Senti meu rosto esquentar e o vi, pelo canto do olho, sentar em um banco próximo, então ainda podia sentir seu olhar afiado sobre mim, me deixando arrepiado e sem graça. Algo nele era tão convidativo.

O ônibus voltou a andar e seguir pela rua silenciosa, até chegar em um ponto mais a frente, onde entrou uma mulher, trajada de forma social básica, e um homem, com as vestes parecidas ao do primeiro, entrou logo em seguida, os fios platinados estavam para trás e os olhos eram alaranjados, certamente usava lentes.

Ele olhou em minha direção e então vi seus olhos irem em direção ao homem que entrou primeiro. Eles se conheciam? O platinado sentou um pouco atrás da mulher, mas longe do moreno. Aquilo estava estranho. Nos dois pontos seguintes subiram mais dois homens, ambos com cabelo castanho, todos com os mesmos trajes.

Eu já estava pronto para pular no ponto seguinte, mesmo não sendo o meu e faltando mais uns cinco para a minha parada. Entretanto, o moreno que entrou comigo se levantou e sentou ao meu lado, me fazendo ficar ainda mais tenso. Era isso, eles iriam assaltar o ônibus? Nos matar? O que estava acontecendo ali? Por que parecia que só eu notava aquilo tudo? Por que eu sempre era o único a ver as coisas? Seria só minha imaginação?

Eu não sabia responder as minhas próprias indagações e aquilo me era um tormento.

O tempo foi passando e eu continuava tenso. Mais dois pontos e mais dois homens subiram, ambos com fios escuros . Continha meus impulsos de bater meu pé no chão, de forma ansiosa e nervosa, ou correr dali. Faltavam só três pontos para chegar ao meu.

1.

2.

3.

O ônibus parou na frente do meu ponto e eu me levantei. O homem de fios negros como ébano me olhou e sorriu sem dentes, de canto, se levantando e me deixando passar.

Eu ia suspirar de forma aliviada, quando desci as escadas do ônibus e enfim pus os pés na calçada, no entanto, o homem havia vindo logo atrás, e não foi sozinho. Todos os outros cinco homens desceram, acompanhando o primeiro, e eu senti ainda mais medo.

Por que eu sempre tinha que sentir tanto medo? Eu só queria um pouco de paz!

Eu continuei andando, acelerando meus passos, em meio a rua deserta. Eu só queria chegar logo em casa e me continha para não olhar para trás. Quando cheguei em frente ao prédio, fui abrir a porta, e minhas mãos estavam muito trêmulas. Eu escutei eles se aproximarem e então passarem direto por mim, seguindo a rua.

Suspirei em um alívio completo, nunca havia ficado tão feliz por seis homens gatos não se interessarem por mim. Abri o portão, com a mão ainda meio trêmula, e segui para o meu apartamento que ficava no térreo.

Quando entrei, deixei minhas coisas na mesinha e fui para o banheiro.

Tomei meu banho e aproveitei uma das poucas coisas boas daquele lugar: água quente. Eu amava a sensação do calor correndo pelo meu corpo, não tinha coisa melhor.

Assim que terminei, vesti um shortinho e uma camisa longa, que ficava na mesma altura do short, deixando minha bunda farta bem exaltada. Penteei meus fios castanho claro e depois deitei em minha cama, já pronto para dormir, não tinha nada mais interessante, depois de todo o medo e adrenalina que eu havia passado, só em uma hora e pouca, meu maior desejo era dormir até bem tarde.

Coloquei meu celular para carregar e desliguei a luz do abajur, fechando meus olhos, pronto para dormir e já me sentindo levar pelo sono.

Abri meus olhos, de forma preguiçosa, só para piscar, era uma piscada rápida e inocente, mas eles se arregalaram no mesmo instante e eu não ousei me mexer mais.

Olhos vermelhos me observavam da minha janela, olhos vermelhos bem próximos. Havia alguém ali, me vigiando e eu não conseguia agir, não fiz nada, só encarei quem me encarava de volta. Escutei o som de um carro passar pelo lado de fora, com os faróis ligados, que iluminaram minha janela, me fazendo fechar os olhos.

No momento seguinte que os abri, não havia mais nada lá. Senti meus olhos lacrimejarem pelo medo e me encolhi, me cobrindo ainda mais com minha manta com estampa de coelhinho — eu adorava coelhos. Que o demônio realmente respeitasse a coberta como uma barreira protetora mágica, como todas as crianças acreditam fielmente.

Naquela noite, eu não preguei mais os olhos.

16 de Junho de 2021 às 12:09 0 Denunciar Insira Seguir história
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