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Brenda Ferreira


O que você faria se ouvisse uma voz em sua mente? O que você faria se fosse a única a ouvir essa voz? O que você faria se essa voz te desse uma missão? O que você faria se ninguém acreditasse em você? O que você faria?


Fantasia Todo o público.

#aventura #amizades #fantasia
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Prólogo

20 anos atras


Raios e trovões pintavam o céu negro, preparando o terreno para a tempestade que poderia se iniciar a qualquer momento.

Mesmo receosos com o que poderia acontecer futuramente, um grupo furioso de aldeões marchavam incansavelmente em direção há simples e pequena cabana que ocupava o alto penhasco, onde duas jovens habitavam pacificamente.

Pouco a pouco, cada aldeão foi tomando uma posição em torno do lugar. Muitos gritavam maldições, outros preparavam suas tochas prontas para acabar logo com a situação.

Não muito longe da confusão, encobridas pelas sombras da floresta, as jovens observavam atentamente o grupo revoltado sem conseguir entender o motivo de tamanha raiva, ódio que proferiam a cada segundo.

Ate poucos dias todos estavam comemorando, celebrando as boas sortes que a pequena aldeia vinha recebendo. Nada fazia sentido, nada parecia certo.

- Temos que ir.

- Por que estão fazendo isso? Por que estão sendo tão cruéis?

A jovem, mais doce, olhava abismada enquanto os aldeões lançavam as tochas em sua casa proferindo cada vez mais maldições.

Nenhuma das duas conseguia se mover, não por medo, nem por raiva, apenas não conseguiam desviar os olhos da sua preciosa casa sendo consumida pelas chamas que se alastrara rapidamente.

- Não posso acreditar no que está acontecendo. Nada disso pode ser real. Por que estão fazendo isso conosco? O que fizemos para nos tratar assim?

- Tenho certeza de que tem uma ideia do por que Al.

- Não está se referindo aquilo está?

- Essa é a única explicação lógica para essa mudança repentina.

- Por que é tão difícil deles aceitarem que não podemos fazer nada? Que não temos culpa do que aconteceu.

- Eles estão tristes, magoados e precisam culpar alguém. Nesse caso, eles nos escolheram para tal ato.

- Como pode falar assim? Como se não se importasse com o que está acontecendo?

- Não temos tempo para deixar que nossos sentimentos nublem nossas ações no momento.

- Eu sei. Sei que devemos nos manter neutras, também sei que devemos voltar, mas... não consigo. Não depois de tudo o que passamos tudo o que conquistamos.

- Sei que é difícil, mas sabe que não temos escolha. Se ficarmos com a situação do jeito que está sabe muito bem o que pode acontecer.

- Não quero que aquilo aconteça, não de novo.

Sem ter mais nenhum argumento as jovens começaram a adentrar na densa e sombria floresta. Quanto mais se afastavam mais tristeza sentiam. Era difícil ter que deixar todo o trabalho duro para trás, ter que deixar a vida tranquila e pacifica que estavam construindo.

Talvez aquilo fosse um castigo, pensou a jovem Al correndo tão rápido quanto El corria.

Já fora da floresta ambas as jovens olharam uma última vez por onde acabaram de passar.




XXX---XXX

Dias atuais

Ally



Era começo da noite quando Ally se preparava para ir se deitar. O dia tinha sido cansativo, na simples pousada onde morava, por conta do grande baile anual que cada rei dos territórios davam e que aconteceria em dois dias.

Este ano o baile aconteceria no território dos humanos e todos estavam ansiosos e um tanto apreensivos, afinal diferentemente de alguns territórios os dos humanos era o mais simples estruturalmente.

A pousada onde a jovem morava e trabalhava estava quase no seu limite de hospedes e com isso todos os trabalhadores do lugar estavam numa correria sem fim.

Depois de tomar um bom banho não se demorou para que Ally acomodasse em sua cama. Todo o seu corpo parecia suspirar em alivio quando foi recebido pela maciez da cama. Seus pés doloridos, por ter que trabalhar por duas, finalmente tinham o descanso clamado durante todo o dia. Seus olhos não demoraram muito para finalmente pudessem deixar o peso ganhar a força de vontade da menina.

- Ally...

Abrindo levemente os olhos fixando-os no teto ate que pudesse se acostumar com a escuridão que reinava no seu quarto. Não poderia ter ajuda da luz da lua já que a mesma não brilhava naquele momento, provavelmente por conta de algumas nuvens.

Olhando ao redor, o máximo que conseguia, Ally não conseguiu sentir nenhuma presença em seu quarto. Ignorando a voz baixa que lhe chamara voltou a se acomodar para poder enfim ter o descanso merecido do dia.

- Ally...

Mesmo contra sua vontade de ignorar quem quer que seja desta vez levantou-se, primeiramente sentando na cama para logo em seguida seguir ate a porta de seu quarto, reunindo a misera energia que ainda habitava seu corpo para não cair no sono no meio do caminho.

- Sim? - a jovem perguntou abrindo a porta e se surpreendendo por não ter ninguém ali.

Mais como era possível? Pensou a menina fechando a porta sentindo o sono ser deixado de lado enquanto tentava entender o que estava acontecendo. Sabia que tinha ouvido alguém a chamar, duas vezes. Mesmo estando cansada sabia que a voz não era imaginação sua. Não conseguia dizer com total certeza se a voz era feminina ou masculina, de adulto ou de criança.

Ideias começaram a surgir em sua mente cansada. Possivelmente poderia ser algum hóspede fazendo alguma brincadeira de mau gosto. Também poderia ser uma de suas irmãs adotivas tentando lhe atormentarem pela bronca que levaram por fugir dos trabalhos.

- Ally...

- Seja quem for é melhor para com a brincadeira. - falou com a voz firme sabendo que quem quer que fosse estaria em um grande problema no dia seguinte, isso claro se fosse uma de suas irmãs. – Não tenho tempo para brincadeira. Preciso descansar, pois amanhã tem muito trabalho pela frente.

- Não estou brincando Ally... - desta vez um arrepio gelado percorreu todo o corpo da menina ao sentir a voz ecoar em sua própria mente.

Uma voz forte e sombria que não era de nenhuma de suas irmãs, nem do seu avô e muito menos de nenhum hospede que haviam se hospedado.

- Q-quem é v-você?

- Não importa quem sou e sim o que deve fazer.

- C-como assim?

- Não tenha medo Ally! Eu a escolhi e é por isso que você deve cumprir com o seu novo destino.

- M-meu n-novo d-destino?

- Você deve seguir em uma jornada e encontrar os celestes reencarnados ou então o mundo que conhece deixara de existir.

- O QUE!?

- Você não tem tempo ou escolha. Vá e encontre os celestes reencarnados antes que seja tarde!

- E por que eu?

- Não deverias me questionar Ally, afinal tu és minha criação.

- Grande pai?

- Lembre-se Ally, encontre os celestes reencarnados antes que o mundo seja destruído.

- Onde eles estão exatamente?

- Quem são eles?

- Grande pai?




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Olá Guardiões!

Espero que tenham gostado e logo vem mais por ai. Mas antes gostaria de deixar uns avisos.

1º a história não possui revisão, por isso desde já peço desculpas por qualquer erro que encontrem.

2º está é a primeira versão da historia, depois de concluída ela passará por uma revisão adequada e possivelmente terá algumas pequenas modificações.

3º a capa é provisória, logo trarei uma capa digna dos Celestes.

Bem por enquento é só.

Ate a próxima pessoal!

11 de Junho de 2021 às 18:25 0 Denunciar Insira Seguir história
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