rosabellaw Isabela Paula

Um cara não consegue dormir, pois é atormentado por pesadelos e possui uma angustia que não sai do seu coração. Mal sabe que a sua cura está no apartamento do lado. Oh minha querida bruxinha, acho que você mirou em salvar meu sono e acertou em salvar meu coração.


Fanfiction Anime/Mangá Todo o público.

#bruxa #sakura #sasuke #sasusaku #naruto
0
558 VISUALIZAÇÕES
Completa
tempo de leitura
AA Compartilhar

Oh minha querida bruxinha

Entrei no carro com minhas ultimas caixas que não couberam no caminhão, pela janela conseguia ver meus pais na soleira da porta acenando.

Eles não queriam, pois nos acostumamos a conviver juntos novamente, mas sabem que é o melhor. Eu voltei apenas para que passássemos pelo luto juntos e agora está na hora da vida voltar aos eixos.

Quem eu quero enganar, a vida nunca mais será a mesma.

Ao chegar no prédio, olhei para cima e percebi que apesar de simples me sentia em casa. Coisa que a muito tempo não sentia.

-Boa noite Senhor...? - uma senhora de estatura baixa aparentando ter por volta de uns 50 anos me perguntava com um pequeno sorriso.

-Boa noite, me chamo Sasuke Uchiha. -respondo me esforçando para dar um sorriso que provavelmente saiu como uma careta e lhe entregando os documentos para comprovar.

-A sim, o comprador do apartamento 602. -ela diz com um sorriso ainda maior se abaixando atrás do balcão e logo voltando com algo em mãos - Seja muito bem vindo, aqui estão as chaves, o senhor já sabe o regulamento né?

-Obriga... - sou interrompido pelo elevador se abrindo me dando a visão de uma mulher que carregava um enorme sorriso. Cabelos cor de rosa, olhos verdes e um vestido amarelo que envolvia o corpo pequeno e magro.

-Boa noite vovó Chyo. -ela diz sorrindo se aproximando do balcão.

-Boa noite minha querida, você trouxe a minha encomenda? - a senhora diz se apoiando no balcão e por alguns momentos a minha presença simplesmente foi ignorada.

-Mas é claro, aqui. -ela dizia entregando um pote com diversas raízes secas - Me desculpe a demora, os dentinhos da Sarada estão começando a nascer e hoje ela está bem enjoadinha.

-O dó, mas muito obrigada querida, este é o senhor Uchiha. -a senhora dizia se lembrando da minha existência do outro lado do balcão e logo sussurra como se fosse um segredo - O novo morador do 602.

-Por favor me chame apenas de Sasuke, senhor uchiha me lembra meu pai. -digo tentando me livrar da timidez.

-Olá, me chamo Sakura Haruno e agradeço por comprar o apartamento, não é bom imóveis ficarem vazios por muito tempo né? - ela diz estendendo a mão - Serei sua vizinha, moro no 601.

Aperto a sua mão e me sinto estremecer, me vem uma sensação de algo familiar, de já ter vivido aquilo como se fosse um dejavu. Quando olho em seus olhos sinto como se já tivesse a visto, sinto o calor de sua mão na minha e reconheço a maciez e o seu cheiro é como um calmante. Nossas mãos logo se soltam quebrando aquele contato, mas percebo que ela também sentiu pois está arrepiada.

-Bem vovó, isso são raízes de alcaçuz. -ela dizia apontando para o pote – Ele ameniza os sintomas e episódios de pneumonia, o que é ótimo para o seu neto. É só ferver um litro de água e desligar quando levantar fervura, acrescentar 30 gramas da raiz seca e tomar três vezes ao dia.

-Obrigada querida. -ela dizia acariciando as mãos da moça e logo depois ela se inclina em minha direção - Essa é a nossa bruxinha, qualquer coisa que você precisar é só pedir ajuda que ela dá um jeitinho. –ao terminar a frase me dá uma piscadinha.

-Vovó não é para tanto, eu só ajudo com o que eu sei, mas se precisar de algo que estiver ao meu alcance é só pedir. - ela fala levemente avermelhada - Bem, eu preciso subir pois deixei a Sarada sozinha e pela babá eletrônica ela está quase acordando.

-Bem minha querida, muito obrigada mesmo. – a senhora diz e logo se vira para mim – Seja bem-vindo senhor Sasuke.

-Obrigada dona Chyo, vou aproveitar e subir com as caixas. –digo apontando para as caixas aos meus pés.

-Venha, eu te ajudo. – diz a rosada pegando duas caixas e caminhando em direção ao elevador.

-Tenham uma boa noite. - diz a senhora acenando para nos e quando me vejo estou no elevador com minhas caixas e com ela que vigiava uma criança pelo celular.

-Ela é sua?- pergunto.

-Sim. -responde sorrindo e desviando o olhar para mim – Ela está com seis meses e os dentinhos estão começando a incomodar. Tenho dó de Ino que terá que suportar um bebê manhoso amanhã para que eu possa trabalhar. -ela diz que um olhar zombeteiro.

-E você trabalha com o que? - nesse momento a curiosidade é maior que a timidez.

-Sou psicóloga, mas só estou trabalhando meio período para não sobrecarregar Ino, ela tem um bebê da mesma idade que Sarada. -ela diz voltando os olhos para o celular.

-O pai dela não pode ficar com ela para você trabalhar? Ou ele trabalha no mesmo horário que você? - o momento em que decido jogar verde para colher maduro.

-Na verdade sou mãe solo, somos só nos duas. -ela responde sem se abalar - Tem momentos que é melhor se afastar do que deixar as coisas piores né?

Antes que eu respondesse o elevador parou no nosso andar e saímos dele. A segui pelo corredor, ela parou na minha porta e eu a abri tentando equilibrar as caixas e a chave, logo ela segue para a porta ao lado com sua chave em mãos.

-Eu moro aqui. -ela diz abrindo a porta – Qualquer coisa que precisar é só me chamar.

-Pode deixar. -digo sorrindo.

-Na verdade eu tenho algo para você, me dê um minuto. –logo depois de receber o meu aceno ela entra e some das minhas vistas.

Coloco as caixas para dentro e dou uma olhada na sala abarrotada de coisas e percebo que tenho muito trabalho pela frente.

Volto para a porta e a vejo saindo, em uma mão um pote com folhas parecido com o que ela entregou para Chyo. Já nos braços um bebê recém acordado com cara de sono e olhos verdes que me encaravam.

-Está é a Sarada, diga oi meu amor. –ela falava segurando o bebê em um só braço, mas a bebê apenas abraçou o pescoço da mãe - Ela realmente está estressada, mas isso é para você. -segurei o pote que me era estendido.

-Isso é para que? Eu não estou doente. -digo analisando o conteúdo do pote.

-Isso não é para doenças, é para você dormir. - diz de um jeito divertido – Parece que você não dorme direito a tempos.

-É, obrigada. -digo constrangido – Boa noite.

-Boa noite. -ela diz fechando a porta.

Volto para o meu apartamento e arrumo o possível, depois de um tempo me preparo para dormir e vejo o pote em cima da bancada, não me custa nada tentar.

Esquento a água e faço o chá, bebo mesmo estando quente e me encaminho para o meu quarto, me deito e em questão de segundos me sinto relaxado.

Eu não me sentia assim desde que eu cheguei em casa e encontrei o corpo de Itachi no chão, desde o dia em que eu fiquei parado na recepção do hospital para receber a notícia que os cigarros que ele tanto gostava, tinham pregado uma peça nele e que ele estava morto.

Acordei no dia seguinte e percebi que essa era a primeira vez em quatro meses que eu acordava sem estar gritando o nome do meu irmão, sem os pesadelos e sem a angustia que sempre apertava o meu peito.

Oh minha querida bruxinha, acho que você mirou em salvar meu sono e acertou em salvar meu coração.

10 de Junho de 2021 às 00:53 0 Denunciar Insira Seguir história
0
Leia o próximo capítulo Eu te amo minha querida Bruxinha.

Comente algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~

Você está gostando da leitura?

Ei! Ainda faltam 1 capítulos restantes nesta história.
Para continuar lendo, por favor, faça login ou cadastre-se. É grátis!