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Min Yoongi é treinado por seu pai, líder de uma perigosa máfia de Daegu, desde seus oito anos a usar seus poderes de ler e controlar a mente de pessoas próximas a ele contra a rica e poderosa família Park, mais especificamente contra Park Jimin, o caçula. Onze anos depois sua missão de controlar a mente de Jimin para aplicar um golpe milionário em sua família se inicia, mas Min Yoongi não esperava se apaixonar por ele e ter que mudar todo o curso de sua missão, mentindo para seu pai e tendo que se afastar do garoto, para que Jimin ficasse a salvo


Romance Romance adulto jovem Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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1° soneto

Maio de 2010


Não há o que temer no amanhã se você já souber exatamente o que irá acontecer. Decepções amorosas seriam evitadas e o mundo estaria nas suas mãos se você fosse capaz de prever o futuro e invadir aquilo que o ser humano tem de mais pessoal: sua mente. Era assim que Min Kwan pensava desde que seu único filho acertou o placar dos jogos de basquete cinco vezes consecutivas e, ainda, era capaz de dizer exatamente onde seu pai havia escondido as chaves do carro: essas escondidas apenas para testar a habilidade do filho recém descoberta.

Min Yoongi, de apenas oito anos de idade, era um garoto acanhado de baixa estatura, cabelos escuros e olhos felinos. Para as suas professoras, era um pequeno gênio, mas assumia um comportamento frio e calado com os colegas. No entanto, essa atitude não era para menos: seu pai, que não morava com ele e sua mãe, aparecia em sua casa apenas para gritar com a mulher sobre assuntos dos quais ele desconhecia e, ainda, ensiná—lo, segundo suas próprias palavras, a como ser “forte e ágil”.

— O inimigo não espera você agir, Yoongi. Ele te pega desprevenido. — O garoto ouvia do pai. Por que um pai diria coisas assim para uma criança de apenas oito anos?

Min Kwan trabalhava para pessoas sem nomes, sem rostos e procuradas pelo país inteiro. Este era responsável por manter tudo em ordem e todos fora da mira: era um verdadeiro líder. Desse modo, desde que descobriu as habilidades do filho, as manteve em segredo do mundo, sendo os únicos cientes desse poder, além de sua mãe, sua outra família: era assim que ele a chamava para seu filho apenas para não a chamar de máfia.

Min Yoongi, diferente de outras crianças, cresceu ouvindo seu pai contar sobre uma história mais interessante do que as histórias clássicas da Disney: era sobre a família Park, rica e maléfica, que usava suas economias para praticar atos hediondos. Toda essa história deixava o pequeno Min assustado.

Entretanto, essa história não era verdadeira, já que a família Park era composta de acionistas e advogados que nunca haviam feito mal para nenhum ser vivo. Porém, como você pode perceber, o intuito de Kwan era claro: usar seu filho e seus poderes para aplicar um golpe milionário na família mais rica de toda Daegu.

— Yoongi, olhe para mim. — Kwan se dirige a seu filho com sua voz autoritária, a mesma que usava com seus associados. — Eu quero que você preste muita atenção, sente aqui e me diga o que vê sobre os Park, me diga se consegue nos ver destruindo aquelas pessoas vis.

Yoongi se concentrou profundamente a ponto de sua cabeça quase explodir: fazer esse tipo de trabalho era muito pesado para uma criança, fazendo com que seu cérebro se sobrecarregasse. Mesmo com dor, não tinha coragem de negar o pedido a seu pai.

Eu—eu não vejo nada — sua voz saiu falha e hesitante.

Como assim não vê nada? Sua mente decidiu não trabalhar hoje? — Kwan respondeu, um pouco alterado.

Na verdade ela trabalhou sim, papai, mas eu apenas não vi acontecer o que o senhor queria...os Park pareciam...bem.

Isso significa que temos que trabalhar mais duro no nosso plano, entendeu? Tem que haver algo muito errado para isso não dar certo e eu não vou permitir que falhemos.

Yoongi estava de cabeça baixa e não sabia o que responder, sentiu que a culpa do plano possivelmente não dar certo era sua, mas não sabia o porquê, já que seu pai não o havia contado qual era exatamente o plano, usando-o apenas como uma experiência de laboratório.

Naquela noite, Min Kwan voltou para a sua outra família, deixando o pequeno Min em casa treinando os novos golpes de luta que ele havia aprendido. Enquanto isso acontecia, sua mãe o observava de longe e temia pelo futuro do filho. Ela não previa nada como ele, mas era a única pessoa que o amava de verdade e que temia por sua segurança.

Mas o destino de Yoongi já estava traçado. Entretanto, dessa vez, ele não conseguia prever.


2021


— Corredor 12, quarta prateleira...? — Diz Lalisa, com dúvida.

— Errado, esse é o corredor de romances. — Responde a senhora da biblioteca, séria.

— Então onde eu coloco todos esses livros?

— No corredor 15, Lalisa, e essa é a última vez que te ensino — disse a senhora revirando os olhos e fazendo a garota se encolher em uma pequena reverência e sair com o amontoado de livros em direção ao corredor correto.

Seus passos eram rápidos e logo a pequena já estava se esticando como um gato entre as prateleiras mais altas para tentar colocar todos os livros na ordem correta.

A biblioteca da faculdade era algo sagrado para a instituição e para os próprios alunos, assim, quem se prestava a trabalhar lá sabia da dor de cabeça que teria no fim de todo o expediente.

— Você tem sorte dela te deixar com a parte da biblioteca que não são os livros acadêmicos, a organização das coleções de anatomia ou a seção de direito penal que te mandaria para o hospital com enxaqueca todos os dias. — O tom baixo e irônico de Yoongi nunca falhava em fazer Lisa rir, mesmo quando essa já estava prestes a explodir.

— Não sei como você aguenta fazer isso todos os dias, Yoongi. Estou aqui faz uma semana e quero sair correndo, enquanto você está aqui há meses e parece sempre tão pleno.

— O segredo, minha cara —, pega um dos livros de sua mão e coloca no lugar mais alto facilitando a vida da garota — É que eu peço ajuda para as pessoas certas, pergunte para mim da próxima vez.

Lança uma piscadinha em sua direção e dá meia volta para seu posto com os livros que ele sabia que iriam para a pessoa certa.

Yoongi nunca teve tanto anseio em fazer uma faculdade e muito menos engenharia da computação, mas aos 19 anos e com uma missão em suas costas desde os oito, essa era sua única opção. Não pode dizer que odiava, já que sempre foi extremamente inteligente e centrado nos seus objetivos, então poderia acrescentar esse diploma em seu currículo por mais que não tivesse a intenção de ingressar nesse mercado.

Mas sua mente não trabalhava apenas em seu curso, nos últimos meses vinha pesquisando tudo o que podia sobre arquitetura, desde os primeiros arquitetos até toda a história da arte. Não entenda mal, ele não tinha interesse na arquitetura em si, mas sim em um arquiteto: um futuro arquiteto.

Todos os dias, às 13:20, começava o horário de almoço de alguns cursos. Assim, nesse tempo, as portas da biblioteca se abriam e o cheiro de perfume importado (francês, com certeza), passeava entre os corredores junto com o som de uma risadinha baixa.

Yoongi já sabia exatamente quem tinha chegado ao espaço.

Park Jimin era o caçula da família Park. Sim, a mesma que seu pai o ensinou a sentir repulsa. Seus cabelos pretos sempre penteados e sua roupa, sempre bem passada, contrastavam com as roupas de couro ou jeans e os cabelos cor de menta de Yoongi.

O promissor futuro arquiteto praticamente morava naquela biblioteca lendo livros e mais livros sobre o seu curso, o que fazia o mais velho rir, pois ele mesmo sequer pegou um único livro de lá, mesmo trabalhando no lugar a meses.

Suas habilidades especiais (ele não gostava de chamar de poderes) nunca lhe ajudaram em nada, como todos que pensam sobre ler mentes e o futuro imaginariam, pois haviam regras bem específicas que demoraram anos para serem compreendidas. Estas estão anotadas em um caderno que não sai, e nunca sairá de seu quarto.

Ver o futuro era difícil e lhe cobrava muito esforço e força vital. Nas vezes em que seu pai o obrigava a ver o futuro, sentia seu corpo inteiro parar de funcionar e jurava que seu cérebro derretia dentro de sua cabeça, fazendo com que ele conseguisse ver apenas flashes em determinados momentos.

Ler mentes era um assunto mais complicado. Yoongi não era capaz de ler a mente de desconhecidos, apenas de pessoas que criavam vínculo com ele: familiar e amoroso. Quanto maior esse vínculo, mais a pessoa se entrega para ele. Assim, se essa entrega for total, sua capacidade de ler sua mente avança para o poder de controlá-la, sendo um caminho sem volta.

Havia, ainda, uma segunda opção: convencer a pessoa a deixá-lo ler sua mente ou até controlá-la, mas essa não era uma opção tão viável.

E era aí que entrava a missão a qual foi treinado por anos. Seu pai, junto de sua outra família perseguiam a família Park durante anos, até que uma notícia útil e um tanto “simples” facilitara tudo: o caçula da família queria ingressar na faculdade de Daegu. Assim, Yoongi foi obrigado a entrar na faculdade um ano antes, por ser mais velho.

Além disso, outro fator fez seu pai ficar mais curioso e achar aquela situação mais promissora: Jimin esteve em um relacionamento por alguns meses antes do mesmo terminar. E era um relacionamento com um garoto: e seu filho era um garoto.

Yoongi não foi contra o plano quando lhe foi contado, disse que faria o que fosse preciso pela missão, mas na realidade ele também gostava de garotos (apenas não podia deixar que seu pai soubesse em hipótese alguma). Ele faria Park Jimin se apaixonar perdidamente por ele e isso seria o suficiente para ter total controle de sua mente se quisesse, tendo esse controle o obrigaria a fazer sua família perder toda sua fortuna, fortuna essa que Yoongi tinha certeza que era de trabalhos sujos e imorais.

Passou esses meses trabalhando na biblioteca apenas observando o mais novo, o encarando de longe e soltando risadinhas baixas quando seus olhares se encontravam. Sabia que Jimin havia lhe notado e, agora, estava na hora de pôr a segunda parte do seu plano em prática: o primeiro diálogo.

— Norman Foster...ele projetou a cúpula de Reichtag, não foi? — Yoongi se curvou atrás do garoto que lia um livro que lhe foi deixado propositalmente em cima da mesa para que ele lesse, um que Yoongi havia dado uma rápida lida antes que ele chegasse.

— Achei que você fosse da área de computação. — Jimin sorriu levemente, voltando sua atenção para o livro após o pequeno susto que a chegada repentina do outro garoto lhe causou. — Mas você está certo sobre Norman, aliás sou um grande fã de seus projetos. — Yoongi também sabia disso.

— Como você sabe que sou da computação?

— Já te vi saindo do prédio algumas vezes, o meu não fica tão longe então sempre passo em frente — faz uma pausa — e o seu cabelo é bem fácil de reconhecer...

Yoongi conseguia ver o sorriso de canto na boca do garoto, que ainda estava com a cabeça abaixada tentando se concentrar no livro. Decide, então, puxar uma cadeira para seu lado e roubar a atenção do garoto para si.

— E eu sempre te vejo aqui devorando livro atrás de livro como se as aulas não rendessem nem um pouquinho.

— E não rendem. — Jimin ri e encara o garoto que está com o cotovelo apoiado na mesa e sua cabeça tombada na mão. — Eu não aprendo as coisas com facilidade, então as aulas não rendem nem 40% pra mim.

— Eu poderia te ajudar. — A frase fez Jimin rir ainda mais aberto mostrando seus dentes brancos e alinhados. Por um segundo, Yoongi até se pegou pensando que o garoto tinha um sorriso realmente bonito. — Do que está rindo? Estou falando sério.

— E o que uma pessoa de engenharia da computação pode fazer por uma pessoa de arquitetura?

— Eu passo tanto tempo aqui dentro que já memorizei cada palavra de todos os livros de arquitetura! — Jimin dessa vez soltou uma gargalhada contida para não fazer muito barulho, mas mesmo assim acabou chamando a atenção da velha bibliotecária que olhou para eles pedindo silêncio — ok, estou brincando, eu apenas gostei de ver você rir, seu sorriso é bonito.

Foi uma cantada descarada e Yoongi sabia disso. Não estava nos seus planos ir por esse caminho logo no começo, mas a frase saiu quase que por impulso fazendo ambos caírem em um breve silêncio mortal. Yoongi podia jurar que viu as bochechas do mais novo ficarem rosadas, será que ele realmente caiu na cantada barata?

— Bem, já que é brincadeira então acho que fiquei sem tutor... — aquele era um sinal verde, Jimin realmente estava dando brecha para o seu papo e essa não era a hora de voltar atrás.

— Olha, eu brinquei sobre os livros, mas o meu pai é arquiteto. Não sou como ele, por isso segui na área da computação, mas acompanho ele em seu trabalho desde que nasci praticamente. Além disso, o curso de arquitetura cobra muito cálculo e nisso eu sou realmente bom.

— Por que você quer me ajudar? — Seu tom agora era neutro e sua voz estava mais baixa.

— Não sei, te vejo aqui tantas vezes quebrando a cabeça nesses livros sozinhos, então talvez você apenas precise de uma companhia para quebrar a cabeça com você também, e aliás, inflaria o ego do meu pai saber que o filho dele estava se interessando em arquitetura ao ponto de ajudar alguém.

— Gostei do seu ponto...hum... — Diz Jimin, pensativo.

— Ah, Yoongi. Min Yoongi — disse estendendo a mão.

— Muito prazer, Yoongi-ssi.

— Por favor me chame só de Yoongi, ou de hyung se você quiser...

— Oh, entendi... meu nome é Jimin. Park Jimin, mas também me chame só de Jimin.

Yoongi pode perceber que o garoto ficou levemente envergonhado e sem reação por ele querer ser tratado com um honorífico de tal intimidade, mas o Min achou necessário já começar a quebrar essa barreira entre eles se ele quiser que as coisas se acelerem.

— Amanhã não conseguirei vir para a faculdade, mas depois de amanhã eu adoraria começar a ser o seu apoio moral e de cálculo.

— Tudo bem então, depois de amanhã nós nos vemos.

Jimin levantou de sua cadeira e estava pronto para ir quando sentiu seu braço ser agarrado levemente o que fez com que um arrepio o percorresse da cabeça aos pés.

— Sabe, ajudaria muito se você me dissesse exatamente o que você está estudando. — Yoongi passava a mão na nuca enquanto perguntava algo óbvio que quase deixou passar.

— Oh, certo, estou aprendendo muitas coisas na verdade, mas o que está me matando é uma parte sobre gestão de projetos...você conhece?

— Ah sim conheço, sim. Meu pai já falou muito sobre isso, pode ficar tranquilo.

— Ai, que ótimo! Assim fico mais tranquilo, até depois de amanhã, Yoongi — Jimin abriu um grande sorriso e acenou enquanto saía do prédio.

Yoongi tinha seu motivo para faltar na aula no dia seguinte e Park Jimin era seu motivo. Seu pai não era arquiteto e ele só sabia algumas coisas que leu para impressionar o garoto e agora tinha um dia para aprender tudo sobre gestão de projetos...ou seja lá o que fosse isso.

A primeira interação entre eles foi melhor do que ele poderia imaginar. A troca de sorrisos e ter convencido o garoto a ser ajudado foi praticamente um sonho para Yoongi, mas havia algo pinicando na sua cabeça...poderia ser os primeiros sinais de que estava conseguindo entrar na mente dele, ou também poderia ser ele mesmo se martirizando por realmente ter achado o sorriso de Jimin bonito.

8 de Junho de 2021 às 22:45 0 Denunciar Insira Seguir história
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