samuel-cruz Samuel Cruz

A trama narra a história de Julian Jay-Smith, um jovem de 23 anos que arruma um emprego de camareiro em um hotel afastado da sua cidade, situado na floresta Oak Forest. A história é contada a partir do ponto de vista do camareiro, explorando os acontecimentos que ele vivencia no hotel, andando sobre a linha tênue entre realidade e insanidade.


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ABSORÇÃO

Ventava muito aquela noite, o vento batia nas folhas dos carvalhos e aquilo causava um efeito ensurdecedor, eu tinha acabado de me sentar na cama, senti-me aliviado, foi uma longa e cansativa viagem.

Lembro-me que me sentia feliz por me estabilizar de fato, agora eu trabalhava, não era um trabalho tão difícil, porém exigia-se muita disciplina, coisa que sempre tive desde que me dou por gente.

Desde o pequeno espaço no jornal, até a visita presencial de reconhecimento, me senti um pouco nervoso, mas sinceramente, contive isso muito bem. O hotel era realmente maior que o pequeno anúncio no canto do jornal, como era de se esperar. Assemelhava-se muito com arquitetura moderna, entretanto tinha um ar um pouco revivalista.

O Sr. La Motta nos recebeu simpaticamente, ele era responsável por apresentar todo o hotel aos hóspedes mais importantes, e consequentemente a novos funcionários também. Ele já era um homem idoso quando o conheci. Logo em seguida, ele nos conduziu por todo o hotel, apresentou-nos o saguão principal, que era enorme e belíssimo, ele tinha um lustre de cristal bem no centro do teto, que também era gigante. Depois subimos um lance de escadas que parecia não acabar nunca.

Os quartos ficavam nos andares superiores, não tão distanciados, nem muito perto, a distância perfeita para manter a privacidade de todos. Eram também, sempre paralelos, em todos os andares. Em cima de todos os quartos de hóspedes, ficavam os quartos dos funcionários, que eram praticamente iguais aos dos hóspedes, porém a porta era de cor preta, um preto cintilante, muito bonito.

Por fim, no último andar, ficava o escritório do Gerente Robinson e seus aposentos. O Sr. La Motta nos disse que o Ger.Robinson era praticamente o dono do hotel, já que o detentor dele nunca aparecera, nem mesmo o Sr. La Motta o viu, em tantos anos servindo no hotel. Haviam rumores entre os funcionários de que o hotel era da mulher de um figurão dinamarquês, que acabou falecendo e seu marido obteve, então, as posses que a mulher detinha. O Ger.Robinson nunca deu uma palavra sobre o assunto com seus funcionários.

Esqueci de mencionar também que, a cozinha ficava no subterrâneo, e o restaurante era um salão do lado do saguão.

O Sr. La Motta mostrou os nossos quartos, e nos pediu para descansarmos, que começaríamos no dia seguinte. O quarto não era tão grande, entretanto o quê um mero camareiro poderia exigir? Um quarto 5 estrelas? Não. Eu estava conformadom. Desfiz a mala, coloquei todas as minhas roupas no pequeno armário velho. Trouxe comigo uma foto da minha mãe, ela tinha insistido para eu ir para o hotel. Ela disse que ficaria bem com Dóris cuidando dela. Não queria ter deixado ela assim, mas minha irmã sempre cuidou muito bem dela. Isso me confortou.

Havia um relógio na cômoda que fazia muito barulho, tirei as pilhas e coloquei-o na gaveta. Ao anoitecer começou a ventar bastante, eu fechei a janela e me sentei na cama, mas o vendaval era tão forte que mesmo com as janelas fechadas dava para ouvir claramente. Fiz minhas preces e me deitei, dormi minutos depois.





7 de Junho de 2021 às 19:10 0 Denunciar Insira Seguir história
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