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karoline kitsune


continuação da fanfic dois mundos, um herói: uma aventura não oficial de analogic inspirado no livro do rezendeevil Quando olhos perolados iluminarem o vento sombrio somente o Herói Duplo poderá abrir o caminho. Estrategista e guerreiro, faces da mesma moeda, devem agir como um só quando o mal os espera. Pelo retorno dos perdidos, em sincronia, em união, ele ergue de novo sua espada desafiando a escuridão. também postada no fanfiction.net, nyah fanfics!, fanfics brasil, wattpad, noveltoon, dreamer, Spirit fanfics e sweek.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#aventura #Naruto #jogo
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7 anéis

voltei mais cedo uhuuuuuu, esse capitúlo vai ser mais longo em comemoração

nessa continuação naruto tem 20 anos e o menma 16


— Naruto! Acorda! Não ouviu o despertador? Naruuuuuuuuuto!


Despertador? Naruto...? Quem é Naruto...? Eita, é verdade. Naruto sou eu! Já estou tão acostumado a ser chamado de LightningFox por causa do meu perfil na internet que até esqueço que esse é o meu nome. Mas porque o volume desse sonho está tão alto? Pera, não é sonho. É minha mãe mesmo...


Não faz muito tempo, mas eu vivi uma aventura que, se eu contar, ninguém acredita. Nem minha família pode saber, senão vão achar que eu pirei de vez! Fui para um evento de games aqui no Rio de Janeiro, onde eu moro, e lá conheci o Hagoromo, que é um velho mago que mais parece uma mistura de Gandalf e Dumbledore. Por causa dele, fui parar no universo do jogo, onde vivi na pele o que eu só via na tela do computador. Enfrentei Aleenas, construí mil coisas e encontrei o Lightning virtual, que é minha versão naquele mundo. Juntos, nós descobrimos que fazemos parte de uma profecia, que fala sobre um Herói Duplo, derrotamos um dragão sinistro que estava ameaçando a colônia do Lightning. Só que, desde que voltei de lá, minha noção de tempo ficou meio... zoada.


— Naruto, se você não levantar agora, nós vamos perder o voo!


Levanto da cama num pulo. Minha mãe falou as palavras mágicas (só que não). O voo! Gente, olha só, vou confessar uma coisa: se tem um negócio que eu curto pra caramba é avião... paradinho, no pátio do aeroporto, só para eu ficar olhando. Ou pode até ser ele lá em cima e eu aqui embaixo. Agora, voar, sentadão naquela poltroninha apertada, com aquelas chacoalhadas que de vez em quando fazem o estômago subir para a boca... Cara, é sinistro. Como ainda não inventaram o teletransporte? E não adianta ninguém me dizer que morrem mais pessoas por causa de ataque de tubarão que em acidentes de avião. Como é que um monte de lata tremendo no céu pode ser seguro? Não tem como, amigo!


— Naruto! É a última vez que eu vou chamar!


Percebo que estava pensando nisso tudo ainda sentado na cama.


— Mas mãe, o voo não é às duas? — grito para ela ouvir da sala, mas minha voz arrastada entrega que estou mais dormindo que acordado.


— Quem disse que é às duas? É às doze, Naruto!


Às doze? Eu tinha entendido que era às duas! Olho minha cara no espelho: tô mais amassado que casaco no fundo da mochila depois de um dia de aula. Nisso que dá ficar fazendo live a manhã inteira...


Olho o relógio: são dez e meia da noite! Tenho meia hora para tomar banho, me arrumar, correr para o aeroporto e... ARGH, voar. Por mais que eu odeie viajar de avião, vou ter que encarar mais um voo hoje. Por causa do meu perfil na internet, fui chamado para um bate-papo com alunos de uma escola no Acre. Game também é cultura, tá vendo?


Não posso deixar a molecada na mão. Fora que é sempre legal sair do Rio de Janeiro e conhecer gente nova em outros cantos do país, né?


— Naruto, você tem dez minutos para estar pronto! Seu pai vai levar a gente até o aeroporto. Tô cronometrando! E seu tempo começa... agora! — avisa minha mãe, parecendo até uma apresentadora desses programas doidos de TV.


Saio correndo feito louco, passo condicionador em vez de xampu durante o banho, e claro que o sabonete fica pulando na minha mão. Em vez de passar gel no cabelo, acabo usando espuma de barbear, sem perceber . Caramba, tá dando tudo errado! E é óbvio que só reparo que estou com um pé de meia de cada cor quando entro no carro com meus pais. Nem volto para trocar, senão minha mãe me mata!


— Naruto, vai dar tudo certo. Quando o avião decolar, você já sabe: fecha os olhos...


— E pensa no jogo, num gramado verdinho e 3D, com um rio correndo 3D... — respondo logo. É uma técnica mundialmente conhecida, gente, eu juro!


— Isso mesmo! Vai te acalmar — recomenda meu pai, que desta vez não vai poder ir junto.


No aeroporto, enquanto tiro fotos com uma galera que segue meu perfil, minha mãe faz o check-in e despacha nossa bagagem. Logo depois, já estamos caminhando para o avião. Nunca deixei de viajar para lugar algum por causa deste, digamos, pequeno temor. Tudo bem, vai... deste medo gigantesco, absoluto, imenso, estrondos! Mas quando entro na tal da aeronave começo a observar tudo. Principalmente os comissários de bordo. Qualquer sinal pode ser um alerta. Quando demonstram como usar a máscara de oxigênio e ficam dando muita ênfase no assunto... Bem, isso já me preocupa. E quando falam que o assento flutua em caso de pouso forçado na água?


Entre a decolagem e a aterrissagem normalmente chego ao meu recorde de trinta e cinco pedidos para que não caia e vinte e cinco desejos. Peço tão rápido que meu cérebro nem consegue acompanhar as palavras e misturo todas as frases! Feliz é o Lightning virtual, que não precisa passar por nada disso. E o Hagoromo, que vai aonde quer só usando chakra . Esse aí, sim, sabe viver!


Pensar nos meus amigos do jogo e nas aventuras que vivemos há pouco tempo acaba me distraindo um tanto. Mas já se passaram dez minutos desde a decolagem e o sinalzinho do cinto de segurança ainda não apagou. Vinte minutos. Pego alguma coisa para ler. Leio o folheto de instruções de segurança uma vez. Duas. Nove. A verdade é que nunca saio da primeira linha quando estou nervoso e, mesmo lendo e relendo o folheto, não entendo nada! Minha mãe percebe que eu estou um pouco... digamos... tenso, e pega minha mão.


— Meu filho, que mão suada! Fica tranquilo. Pelo menos hoje não está chovendo, né? — diz ela, tentando me acalmar.


Sim, ainda tem essa. Toda vez que preciso andar de avião, acho que o mundo aponta para minha cara e diz: "Ah, vou rir um pouco desse garoto hoje!" Mano, sempre cai um pé-d'água quando eu chego em um aeroporto! Se você que que chova na sua cidade, já sabe: é só me chamar para uma visita. Quem mora perto do aeroporto pode ir preparando um bote salva-vidas pra sair de casa!


— Verdade, mãe! Pelo menos isso, né? — respondo, tentando me acalmar também.


Eu sei. Errei feio, errei rude. Se tem uma coisa que os games e o kurama me ensinaram é: nunca cante vitória antes da hora. Ás vezes você está lá sua vida inteira cheia de energia e o outro cara só tem um porcento de vida, mas ele vai e te dá um golpe ninja. E pronto! Você morre e nem ver de onde veio o socão especial na sua fuça. Então o que acontece neste momento? É claro, começa a chover!


— Ai, cara. Mãe, tá chovendo! Esse negócio vai começar a balançar! — Minha mão começa a suar ainda mais.


— Calma, Naruto! É só uma chuvinha. Não tá relampejando nem na...


Não dá nem tempo de ela terminar a frase. Um trovãozão sinistro faz aquele estouro, e um relâmpago corta o céu. E o monte de lata já está tremendo e sacolejando.


Olho para fora tentando enxergar uma pontinha de céu preto naquele mundaréu de nuvem rosa. Cara! Uma luz muito forte quase me cega. Acho que minha mãe não viu. Não era um relâmpago. Era uma luz forte... Como se o sol estivesse caindo na terra. Como se o réveillon de copacabana estivesse acontecendo bem na minha frente. Peraí, da última vez que isso aconteceu...


Viro para o lado e cutuco minha mãe:


— Você viu isso? Olha ali, mãe! — digo, desesperado, apontando para a luz que quase me cegou há um segundo.


Ela olha pela janelinha do avião e...


— Viu, eu não disse que era uma chuvinha? O céu já tá ficando limpo!


Não é possível. Será que é coisa da minha cabeça? Será que a altitude me deixou malucão? Eu tenho certeza de que vi aquela luz do lado de fora do avião! Mas quando olho de novo, vejo que minha mãe tem razão: a chuva parou e as nuvens estão sumindo. Será que aquela luz era um reccado do Hagoromo ou do Lightning virtual? Será que não dava para esperar a gente aterrissar? Se o Hagoromo, também conhecido como Gandalf Toscão da Grifinória, me fez passar por esse susto todo, ele vai se ver comigo, ah, se vai! Isso não se faz, mexer com quem tá quieto — e tem pavor de voar!


Fecho os olhos e acho que dou uma cochilada de leve. Na minha cabeça surgem imagens de um lugar que não conheço. Escadarias, corredores... Volto à realidade com os comissários levantando das poltronas e começando a oferecer o serviço de bordo. Peço um suco de maçã e fico mais calmo, mas totalmente encafifado.


Minha mãe, tranquilona, passa o resto do voo conversando comigo, para me distrair. Verdade seja dita: depois de muito sacolejo, da chuva, dos raios e trovões, a viagem até que agora está calminha. Tento ler o folheto de segurança mais cinco vezes e consigo chegar na terceira linha! Dá pra ver que estou mesmo mais calmo!


Finalmente chegamos ao Acre. É um domingão de lua minguante na cidade. Aqui se come muita batata, e ouvi dizer que é uma delícia — é um tubérculo com uma casca meio beje, para quem não sabe. Não vejo a hora de provar! Como o evento na esola é só na segunda-feira, só precisamos ir para o hotel, deixar as malas e dar uma volta na cidade. Pelas redes sociais, combinei um encontrinho com a turma daqui que acompanha o canal — eu acho que sou o único maluco que faz isso as 1 da manhã, mas as pessoas que forem são piores ainda. Quando o Kurama soube dessa maluquice ele riu da minha cara e disse que eu seria assaltado e morreria e não acreditou muito em mim mas a foto que vou postar com o horário vai deixar ele maluco kkkkk. Tá tudo no esquema. Agora só vou pensar no próximo voo na segunda-feira à noite!


O hotel fica bem perto de um lago, e a recepção é bastante iluminada. Estamos no balcão assinando aquele monte de papel quando um cara me chama pelo nome:


— Naruto Namikaze Uzumaki Senju?


Caraca, só quem me chama assim é minha mãe, e quando tá bem brava comigo!


— Sou eu. Tudo bem, cara? — respondo, ainda meio assustado em ouvir meu nome completo.


— Em nome do hotel, gostaríamos de dar a você um upgrade de quarto. Estou vendo aqui... A reserva de vocês era um quarto duplo... Mas a suíte presidencial, com um quarto anexo, está disponível — diz o sujeito, enquanto minha mãe e eu trocamos um olhar. O homem se vira para o outro moço do balcão.


— Você pode fazer o upgrade e conduzi-los para o novo quarto, por favor?


Dou uma olhada bem dada no maluco. Ele não está usando o uniforme dos funcionários do hotel. É baixinho, está de terno e óculos escuros. Acabo me lembrando daquele filme com o Will Smith, em que ele corre atrás de uns ETS muito loucos, sabe? Passa na televisão o tempo todo. Fico pensando em como seria se o baixinho da recepção caçasse aliens no filme e deixo escapar uma risada.


— Algum problema, sr. Uzumaki? — pergunta o figura, enquanto minha mãe me fuzila com o olhar. Pô, gente, desculpa! Foi só uma risada!


— Não, cara, tudo beleza. Valeu mesmo pela mudança de quarto. Você sempre usa óculos escuros aqui dentro? — Vixe, escapou!


O nanico, bem sério, me responde:


— Sim, eu tenho fotofobia. Procure o que é pela internet.


Sabe quado você quer cavar um buraco no chão e se esconder de vergonha? Que mancada! Esse cara agora vai mandar todo mundo cuspir na nossa comida!


Pegamos o elevador, minha mãe e eu, e as luzes piscam. Tipo quando vai faltar luz e a lâmpada da sala dá aquela tremida? Bem assim.


— Isso deve ser o maluco da recepção zoando com a nossa cara, mãe. — Depois do que eu disse, né?


— Naruto, você tem que pensar antes de falar. Assim parece que eu e seu pai não te demos educação!


Mães: de onde elas vêm? Por que falam sempre as mesmas coisas? Por que sempre têm razão? Não perca, nesta sexta-feira, no Globo Repórter!


Chegamos na tal suíte presidencial. Gente! Dava para abrigar umas dez famílias dentro. Até agora não entendi porque melhoraram o nosso quarto, mas, né? De cavalo dado e de suíte trocada não se olham os dentes nem o tamanho da cama!


— Filho, vou ligar pro seu pai e pro seu irmão e avisar que já estamos instalados e que tá tudo bem, viu? Cuidado pra não se perder no quarto — brinca mamãe, também impressionada com o luxo da suíte.


Quando ela vira as costas e vai para o quarto anexo, é claro que faço o que qualquer um faria: pego distância, corro e me jogo na cama! Ah, de vez em quando é bom fazer essas bobagens. Quem nunca?


Epa. Peraí. Este quarto tá tremendo. Saca terremoto, tremor de terra? Eu sei que no Brasil não tem muito disso, mas rola no Chile e nos Estados Unidos o tempo todo. Dei um pulão e juro para vocês, de verdade, que a parede se mexeu. Não, eu não tô doido! A parede se mexeu e tá se mexendo! Parece que tem alguém... esticando o quarto. É isso! A suíte tá ficando maior... E menor... O teto tá lá no alto...E agora tá baixinho! Ai, bati a cabeça! Gente, isso não pode ser verdade. Não pode ser real! Cadê a minha mãe?


— Mãe! Onde você tá?!


— No anexo, Naruto! No telefone com seu pai! — responde ela, com um berro.


— Tá tudo bem aí? — pergunto, com cuidado para não criar pânico no recinto!


— Tá, sim. Vai tomando seu banho pra gente sair pra comer alguma coisa.


Peraí. No anexo tá tudo bem. Isso tá acontecendo só aqui, no meu quarto. Só comigo. Será que é um recado do Hagoromo... Mas por que ele ainda não apareceu? Mano do céu, o que tá acontecendo? Agora as cores estão mudando... Tá tudo vermelho... Agora azul...


As paredes estão esticando... E agora tá vindo uma luz... A mesma luz de quando eu estava no avião! Caraca, se juntassem uns cinco sóis não daria essa luz... Cadê meus óculos escuros? Não consigo ver mais nada! Tô ficando cego!


Ei, peraí, cadê minha mão? Meu pé tá sumindo! Ai, gente... Vai começar tudo de novo!

30 de Maio de 2021 às 02:29 0 Denunciar Insira Seguir história
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