jeominiee 𝑳𝒆𝒉🌱 💙

O planeta entra colapso após o deslise de um laboratório, liberando um vírus que transforma seus hospedeiros em criaturas mortas famintas por carne humana. Há cinco anos, Jeon Jungkook e Park Jimin, os únicos sobreviventes da cidade de Busan, procuram formas de sobreviverem até o final disso tudo -se é que terá um final -e encontrar outros sobreviventes. E em um fadigado dia, o casal encontra um grupo de sobreviventes de uma cidade distante, alegando que estavam se dirigindo para um local seguro. Fazendo assim, crescer o sentimento de esperança no coração dos dois sobreviventes de Busan. Mas eles não sabiam o quão difícil a viagem seria ou se ao menos existiria "um final feliz" para os dois.


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#gay #lgbt #BTS #Jimin #Jungkook #BoyxBoy #kookmin #Jikook #bangtan
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O começo do fim

Abro meus olhos rapidamente. Com o coração disparado, quase saindo por minha boca. Estava soando frio, com medo, nervoso.


Olho rapidamente para o lado procurando-o e ali encontro. Dormindo serenamente, com seus lábios cheios e entreabertos, ressonando baixo.


Ele ainda estava ali, comigo.


Foi apenas um pesadelo. Park Jimin ainda estava comigo.


Olho para nossos corpos nús e lembro-me da noite anterior. Onde permitimos nos amar.


Queria levá-lo para jantar, comer um hambúrguer bem gorduroso e tomar refrigerante como louco. Depois irmos para casa assistir um filme e ama-lo em nossa cama.


Seria um aniversário de seis anos de namoro perfeito.


Mas a situação atual não nos proporciona nada disso.


Somos sobreviventes de um mundo apocalíptico.


Há 5 anos, o mundo entrava em colapso por conta de um vírus. Esse vírus, por conta de um descaso do laboratório que ele estava sendo estudado, — na capital, seoul — escapou. Fazia com que as pessoas que entrarem em contato direto com ele, mudarem, transformado elas em monstros canibais, atacavam tudo e todos ao seu derredor.


Chamamos essas pessoas transformadas de zumbis.


Pessoas saudáveis, ao terem contato com essas criaturas, — mordidas, arranhões — se transformam também.


Os filmes de terror se tornaram reais naquele momento, os zumbis eram reais, a destruição era nossa nova realidade.


Por sorte eu ainda tenho meu namorado.


Por uma grande ajuda do destino, ou até mesmo sorte, estávamos juntos quando tudo ocorreu. Era nosso aniversário de namoro de um ano.


Tínhamos cabulado as últimas aulas para comemorar nosso aniversário. Errado? Sim, muito.


Fomos direto para o alojamento que dividiamos na faculdade.


— Amor, sabe que é errado o que estamos fazendo, certo? — ele falava manhoso


— É só dessa vez, meu amor. Vai valer a pena — sussurrava contra seu pescoço — Vamos comemorar um pouquinho — falo dando beijos molhados contra seu pescoço


— Jeon... — ele geme baixo


Tudo estava encaminhado para mais uma foda, mas fomos interrompidos por uma ligação.


— Atende, Gguk — Jimin dizia ainda em meu colo


Lembro que revirei fortemente meus olhos e tirei Jimin de meu colo, contra minha vontade, pegando o celular — e sem ao menos olhar quem era — atendendo em seguida.


— Filho, seu pai... Ele...— A voz da minha mãe ecoa em meus ouvidos. Ela sussurrava em um tom temperado de desespero


— Mamãe? O que está acontecendo? — digo preocupado


— Seu pai, todos na rua, todos estão loucos, Jungkook. Seu pai atacou a mim e sua irmã. Ela ficou lá embaixo com ele. Nossa casa foi invadida por mais pessoas, elas estão no mesmo estado que seu pai. Eles- eles... devoraram sua irmã, Gguk. Foi horrível — ela silabava aquilo com um certo alvoroço — Eu consegui me trancar no quarto, mas não sei por quanto tempo a porta irá aguentar, eles estão batendo nela tentando quebrar. Eu estou muito machucada.- batidas altas chegam aos meus ouvidos, indicando a porta do quarto sendo esmurrada — Ele me mordeu, me arranhou. Estou com medo, Kookie. — conseguia ouvir pequenos soluços. Ela estava muito assustada.


Estava começando a hiperventilar. O que estava acontecendo? Eu só havia visto isso em filmes. Não podia ser, não poderia estar acontecendo um ataque zumbi como aqueles cinematográficos. Aquilo não existia, era tudo ficção. Era coisa de cinema.


— E-estou indo, mamãe. Aguente firme!


— Jungkook, venha protegido. Não sei o que está acontecendo fora de casa. — ela me alerta e eu confirmo desligando a ligação


Passo as mãos em meus cabelos e olho para Jimin. Ele estava nervoso, sem saber o que estava acontecendo. E eu estava desesperado.


— O que está acontecendo, Jungkook? — ele pergunta vindo até mim.


— Eu não sei, amor, eu não sei. — o abraço — Temos que ir até minha casa. — ele me olha confuso — Te explico no caminho.


Quando abrimos a porta, nos deparando com o caos, pessoas comendo outras vivas, gritos desesperados, pessoas correndo e chorando.


Droga, é realmente o que eu pensava. Não pode ser real. Não é uma simulação, não é uma brincadeira.


Puxo Jimin rapidamente de volta para o quarto.


— Jungkook, o que está acontecendo? — ele me pergunta desesperado


— Amor, eu acho que estamos dentro de um filme apocalíptico, não é possível! — digo nervoso — se os filmes que assistimos estiverem mesmo certos, estamos vivendo um ataque zumbi. — Começo a rir. Rir de nervoso, de desespero.


Dizendo isso, Jimin gargalha incrédulo e receoso. Isso realmente parece impossível, mas estava lá, diante dos nossos olhos.


Desde aquele dia, o mundo não foi mais o mesmo. Não era só Busan, ou a Coréia. Era o globo inteiro.


Lembro-me de tomarmos coragem — após pegar nossas coisas e colocar tudo em uma mochila — e sair do quarto. Conseguimos ir até a cozinha da universidade e nos armar. Pegamos várias facas, e mais coisas cortantes; pegamos comida, vários enlatados e deixamos coisas também, até porque, não estávamos sozinhos. As facas não nos garantiam nada, mas era o que conseguimos. Mas de uma certeza eu tinha, se tivéssemos êxito para chegar em casa, conseguiríamos armas.


Meu pai era militar e tinha uma grande paixão por armas. Um verdadeiro colecionador.


Fora difícil chegar no estacionamento, quase impossível.


Lembro também que matei alguém pela primeira vez, pois tentaram machucar Jimin. Foi a coisa mais louca que eu fiz, me senti estranhamente insano.


Passando pelas ruas, o caos era mais que nítido. Pessoas mortas, carros batidos, casas quebradas. Haviam lugares impossíveis de serem acessados com o carro.


Após nossa chegada, — depois de uma certa demora, por conta dos caminhos interditados — adentramos a casa. E foi difícil de conter as lágrimas com a cena instalada diante de meus olhos. Pedaços de pessoas ali, em minha sala. Pedaços de minha irmã.


E de minha mãe.


Ela estava na sala, ou seja, tardamos a chegar. Conseguiram acha-la e aparentemente ela lutou por sua sobrevivência.


Presenciei uma das pior cenas da minha vida, minha família morta.


Não pude conter meu desespero, meu choro e os soluços que vinham com ele. Mas Jimin estava lá. Por mim e para mim. Me consolando, mesmo estando tão afetado quanto eu.


Pegamos o necessário, — comida e armamento — deixando minha casa para trás, ou o que restou dela.


Fomos direto para casa de Jimin e por incrível que pareça, ela estava praticamente intacta.


Entramos desesperados passando pelo portão como foguetes, pois algumas "pessoas" estavam vindo em nossa direção. Após adentrar a porta da frente, quase morremos de susto. Um tiro fora disparado em nossa direção.


A mãe de Jimin estava lá, com uma arma. — para ser mais preciso, uma de suas shotguns — A mãe de Jimin nunca fora a mais sã das ideias. Tinha armas por toda casa, por conta do avô de Jimin, que era guerrilheiro.


— MÃE! QUE SUSTO DO CARALHO, PORRA! — Jimin fecha os olhos rapidamente ainda assutado com o tiro deferido em nossa direção


— QUE SUSTO DIGO EU, GAROTO — Ela solta a arma e coloca as mãos no peito — QUER MATAR SUA MÃE DO CORAÇÃO? — corre para abraça-lo — que alívio ver você bem.


— A senhora que quase mata eu e seu genro com um tiro! — Ele dizia rindo — tirando isso e o que está acontecendo lá fora, está tudo perfeito. — diz se soltando do abraço


— Filho! — ela vem em minha direção e me abraça — como você está, meu anjo? — ela se afasta um pouco fitando meu rosto — Andou chorando? Seus olhinhos estão tão inchados. Não se preocupe, anjinho, tudo irá ficar bem. — ela comenta acariciando meu rosto


Senhora Park sempre me tratou como um filho. Sempre disse que eu e Jimin acabaríamos juntos, mesmo sempre nós dois dizendo que éramos só amigos.


— Minha família... Bom... Eles...


— Não precisa dizer mais nada, criança. — ela sorri consoladora, já imaginando o que aconteceu — aqui vocês estão salvos!


E realmente, estávamos a salvo. Parecia que Park Saeron sempre soube o que iria acontecer. Sua casa tinha uma segurança impecável e muitos mantimentos e armamentos. Um abrigo digno de filme.


Ela nos ensinou muitas coisas sobre sobrevivência, como usar as armas. Tudo meio que baseado em filmes e nos ensinamentos de seu pai. E se estamos bem hoje, tudo é graças a ela e seus filmes.


Sobrevivemos nós três juntos durante 3 longos anos. Infelizmente, em um dia normal para a atualidade, ela foi mordida enquanto buscava mantimentos.


Com toda certeza, vê-la se suicidar, fora a coisa mais difícil de todas. Mais difícil ainda que ver minha família naquele estado.


Foram dias escuros, onde eu e Jimin sofremos com a perda de nossa mãe.


Atualmente, ainda vivemos em sua casa, onde é nosso abrigo, o lugar mais seguro de Busan, eu diria.


Estamos juntos, isso é o mais importante. É o primórdio.

30 de Maio de 2021 às 01:47 0 Denunciar Insira Seguir história
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