hope_kim Hope Kim

❝ Exilado pelas suas decisões, Jeon Jungkook passou a viver seus últimos dias na verdadeira solidão. Com uma maldição em seu corpo, fora obrigado a vagar pelo mundo atrás de sua outra alma solitária. Mal percebeu quando os dias se tornaram meses, e os meses se tornaram anos... Até que em 1805, na Suécia, uma pequena faísca de esperança se acende. Park Jimin, um pintor renomado, arrogante e egoísta esconde um passado sombrio que, ao receber uma visita de um ser extremamente peculiar com uma proposta um tanto duvidosa, passou a ter a vida virada ao avesso. Com uma canção, duas almas predestinados se encontraram sob a luz das estrelas. ❞ ✨Capa feita por: @nhpjct ✍ Betagem por: @ChiaMunck pelo Projeto Filhos Do Sol no Twitter (@/filhosdosol_)


Fanfiction Bandas/Cantores Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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Chapter I.

Park caminhava pelas ruas de Estocolmo à procura do Museu Vasa¹. Já que finalmente teria um de seus quadros expostos em um dos museus mais renomados de toda a Suécia.

Enquanto seguia seu caminho sentia vários olhares sobre si. As notícias sempre se espalharam rápido em sua parte da cidade, as pessoas sempre se reuniam todas as tardes para um bom café da tarde, e de vez em quando, para espalhar seus conhecimentos da vida alheia, ou seja, uma boa fofoca.

Estava tão distraído em sua própria mente que nem percebeu já encontrar-se em frente ao museu. A grande estrutura, em contraste ao crepúsculo do anoitecer, era uma bela visão para qualquer um que tirasse alguns segundos para a admirar. Ele poderia passar horas contemplando, perdeu as contas de quantas vezes imaginou estar ali dentro, e não como freguês ou um admirador, mas sim um vendedor. Tudo ainda parecia um sonho.

Sem que percebesse, um jovem aparentemente da mesma idade de Jimin se aproximou com um sorriso discreto nos lábios.

— Boa tarde, Senhor Park! — Park o olhou de cima a baixo. Um serviçal. O seu comprador realmente era alguém muito dedicado, ao exigir que o jovem o esperasse lá fora. — Estarei a sua disposição durante toda a noite. Se desejar algo, não hesite em chamar!

Um sorriso agradecido adornou o rosto delicado de Jimin e, sem que precisasse proferir, o serviçal o guiou para dentro. O caminho por dentro dos corredores levemente cheios foi silencioso, mas não se tornou um incômodo para o ruivo, que admirava as obras nas paredes brancas e seus detalhes em ouro puro, ele gostava de passar o tempo admirando as formas de cada pintor em suas obras, passou por mais de 10 obras diferentes, desde romantismo ao realismo, eram como pessoas, aparências e histórias diferentes, só que em forma de pinturas.

— Chegamos, Senhor Park. — Disse o serviçal quando parou em frente a uma grande porta de madeira, a empurrando com força. — Se precisar, chame pelo nome Yoongi.

— Obrigado. — Agradeceu rápido antes de entrar no grande salão cheio de pessoas da mais alta sociedade. Um suspiro escapou de seus lábios grossos, não sabia lidar com pessoas em geral, mas agora isso se tornaria necessário para seguir com sua carreira.

O seu olhar percorreu cada centímetro daquela sala, as paredes banhadas de verdadeiras obras-primas, o calor subiu até seu rosto em imaginar que logo uma de suas queridas obras estaria exposta para que todos vissem.

— Park Jimin? — Uma voz soou atrás do ruivo, e ao se virar e olhar o dono da voz grave ele sentiu seu coração acelerar.

— K-Kim Taehyung? — Sua voz vacilou levando um certo rubor para as bochechas cheinhas. Odiava gaguejar, ou mostrar qualquer fraqueza.

— Então o senhor me conhece... realmente impressionante. — O olhar de Kim viajou por todo o corpo de Park admirado pela roupa clara detalhada em prata, e ao chegar em seu rosto ruborizado, ele sorriu sem mostrar os dentes. — O senhor é realmente belo.

O ruivo realmente não esperava a presença de Kim Taehyung em um evento que, comparado aos demais, era tão pequeno e insignificante. Seu olhar ainda estava fixo no sorriso de Kim, ainda não acreditava que ele havia o reconhecido.

Como alguém tão insignificante pode chegar aos seus ouvidos? - Park se questionou mentalmente.

— Obrigado. — Ele respondeu ao retomar aos sentidos e, desta vez, sem gaguejar. Não era por ter uma de suas grandes inspirações falando consigo que faria alarde. — O Senhor também é muito belo.

— Pode me chamar de Taehyung. — Inclinou levemente a cabeça enquanto estudava cada expressão de Park. Uma avaliação indireta.

— Chame-me de Jimin. — Respondeu com um sorriso contido, não falharia agora em mostrar modos e classe.

— Certo, Jimin. — Ergueu a taça até os lábios e bebericou ainda sem tirar o olhar do ruivo. — Me disseram que iria fechar contrato com Lee JongSuk, me diga... essa informação é verídica?

— Creio decepcioná-lo, mas a obra já foi vendida para o Senhor Lee. — Seu sorriso cresceu levando a uma risada nasal de Kim.

— Gostei de você, Jimin. Você tem potencial. — Seu sorriso cresceu, enfim mostrando todos seus dentes.

— Obrigado, Taehyung. Um elogio desses vindo de alguém como você... — Seu sorriso cresceu. — ... é realmente algo grandioso.

— Conte comigo para qualquer coisa que desejar, Senhor Park. — Deu um passo para trás. — Você sabe onde me encontrar, infelizmente tenho de me retirar, tenho outros compromissos.

— Certo, logo o relógio tocará e a Cinderella deve partir. — Uma jogada arriscada, mas não havia chegado onde estava sem arriscar, só de lembrar-se dos milhares de contratos arriscados que talvez não lhe gerassem lucros, o fazia sorrir.

— Espero te ver logo. — Disse antes de sair com um sorriso esculpido no rosto moreno.


-闇~*'¯¨'*·光~


Park fez o que fazia de melhor, bajular possíveis compradores e agir com toda a gentileza que seu rosto delicado exalava. As horas se passaram e o evento enfim terminou, o ruivo, animado para ir para a casa, se despediu dos visitantes em busca de conselhos e seguiu rumo a mesma porta por onde havia entrado horas atrás.

— O senhor gostaria de uma carruagem? — Yoongi questionou ao vê-lo empurrar com dificuldade a grande porta.

— Não precisa, obrigado. — Sorriu pequeno para o serviçal e seguiu pelo corredor agora deserto. Um gemido escapou de sua garganta, suas pernas doíam pelas tantas horas que ficou sentado. Ele precisava de uma longa noite de sono.

Em poucos minutos ele já sentia a brisa fria de Estocolmo acariciar seus fios vermelhos que balançavam ao vento. Sem muito enrolar começou a andar para sua casa, que não era muito longe do museu. Pelas ruas estreitas pela qual passava a iluminação era pouca, pois os lampiões não davam conta de as iluminarem perfeitamente, muitos o julgavam por andar tão tarde nas ruas e ainda, sozinho.

Um alto som estridente ecoou pelas ruas escuras e desertas de Estocolmo e, involuntariamente, seu olhar repousou sob o grande Relógio da Catedral, outro grande ponto turístico da cidade. Um sorriso surgiu no seu rosto ao ver as poucas janelas abertas se fecharem, o toque de recolher finalmente havia começado.

Meia noite...

Essa, com certeza, era a hora favorita de Jimin, sem relinchares, sem gritaria e nem vozes. Somente o balançar das árvores e o cantar dos grilos. A hipótese de ficar sozinho nas ruas em plena meia-noite fazia seu coração palpitar de ansiedade.

Consequentemente, ele se lembrou de sua juventude, a época em que possuía amigos, quando fugia de casa para correr pelas ruas desertas. Um sorriso nostálgico adornou seus lábios. Não podia negar querer viver eternamente aquelas memórias, mas não podia.

Longos minutos se passaram e finalmente havia chegado em seu quarteirão. A calmaria ainda se fazia presente, juntamente ao bom humor de Park. Quando chegou ao portão enferrujado, ele olhou para o céu em uma despedida silenciosa, a Lua havia se tornado sua única amiga.

Até logo, minha companheira.

— Só um dia, se eu pudesse ficar com você. Só um dia, se eu pudesse segurar suas mãos. — Uma voz aveludada ecoou distante pela rua de Park. Pela primeira vez, havia alguém consigo depois do toque de recolher.

A voz cantarolava calmamente quase como se tivesse medo de que a melodia chegasse ao fim. Um arrepio subiu pelo corpo do ruivo, não só pela voz ser bela, mas pelo pressentimento ruim que sentia em seu baixo ventre.

Silenciosamente, ele sacou a chave do portão e a enfiou delicadamente na fechadura, em poucos segundos ele já caminhava pelo seu quintal.

Seja lá quem seja esse louco, prefiro não saber. - Refletiu.

Antes que pudesse chegar à porta de sua casa e destrancá-la, seu pulso foi circulado por uma mão grande e fria o segurando com firmeza. Assustado, Park procurou por alguma solução, mesmo que gritasse era provável que ninguém pudesse resgatá-lo a tempo, já que o senhor podia a qualquer segundo o matar.

— Você... — A voz aveludada proferiu lentamente e em um sussurro, mesmo que fosse corroído pela curiosidade, não ousou olhar, mesmo que odiasse admitir, estava apavorado. — Não deveria estar aqui.

17 de Agosto de 2021 às 10:45 0 Denunciar Insira Seguir história
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