patykastanno Patricia Kastanno

[Jikook • Jungkook Top • Jimin Bottom • Romance • Drama • Barriga de Aluguel • Adultério • Longfic] Park Jimin é um rapaz recém-formado que após ser rejeitado numa agência, consegue um emprego numa lanchonete como atendente, porém seu cheiro de ômega lúpus é chamativo demais e o faz ser despedido. Diante disso, um estranho que observava a situação lhe faz uma proposta de emprego inusitada: ser uma barriga de aluguel para um casal de amigos seus que desejam ter um filhote. Jimin fica temeroso à princípio, mas decide aceitar e conhece Jeon Jungkook, um alfa lúpus belo e sedutor e sua esposa, Jeon Jieun, uma linda e delicada beta. No entanto, durante a gestação, na qual Jungkook se dispõe em ajudar o pai de seu filhote, as coisas parecem fugir do controle dos três envolvidos, que não contavam com imprevistos emocionais pelo caminho.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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Capítulo I - Desafios e Perigo à Vista (Reescrito)



Notas Iniciais:


Olá, sejam bem vindos à essa história que tanto queria postar logo, pois é um plot antigo que acabei deixando de lado, mas que eu amo ♥

Bom, abaixo seguem algumas observações:
* Tradução do título: Romance de Aluguel;
* Trilha sonora: The pain that kills you too de Solar Fake;
* Narrada em terceira pessoa;
* Focada no ship Jikook e com menção à Jungkook e IU, portanto se não gosta, NÃO LEIA;
* Universo alternativo ABO e suas respectivas características;
* Pode se considerar um trio amoroso e com temática em gravidez/barriga de aluguel;
* Conteúdo sensível para menores de dezoito aninhos;
* Postagem semanal;
* Plágio é crime, então não copie ou adapte essa fic;
* Postada em Wattpad, Nyah e Spirit;

Agora que já estão cientes de tudo, vamos começar.
Espero que gostem, boa leitura!


***


Capítulo I - Desafios e Perigo à Vista


O movimento de carros e pedestres na grande Seul era um desafio e tanto para o recém chegado de Busan pela segunda vez, Park Jimin. Sendo apenas um ômega lúpus de dezenove anos, que se encontrava sozinho, na busca por uma vida melhor que onde nasceu, o rapaz não poderia estar mais intimidado em retornar.

Apesar de eufórico com os edifícios, o rio Han e a tecnologia da capital coreana, o loirinho não estava ainda tão habituado aos desafios que aquela vida urbana traria e dentre eles, estava o mais importante: conseguir um emprego para seguir a carreira de seus sonhos.

Com a pasta abraçada contra o peito, Park sorriu largamente, avistando a fachada da imponente agência onde faria sua primeira tentativa. Cruzando a faixa de travessia e conseguindo enfim se desvencilhar do tumulto de transeuntes, o jovem vislumbrou mais de perto o prédio.

Era alto, envidraçado e com um destacado letreiro dourado, logo na fachada: Pop Entertainment. Vulgo, uma das empresas gerenciadoras de artistas mais renomadas da atualidade, de onde grandes nomes da TV, música, teatro e dança saíam.

Exatamente o objetivo que o moço torcia para conseguir, após anos de estudo e treinos exaustivos em sua faculdade. A vaga, que iria alavancá-lo para os grandes palcos da Coréia e do mundo, ao lado de tantos outros dançarinos e coreógrafos famosos.

E motivado por seus pensamentos, o mesmo caminhou enfim para a entrada, onde se dispunham dois guardas alfa de bons metros de altura, que o examinaram de cima a baixo, antes de se aprumarem, o olhando com minúcia e conquanto...

- O que deseja, rapaz? - foi a pergunta lançada pelo brutamontes de fios alinhados por gel.

- Eu... vim saber se... estão convocando dançarinos para a agência. - elucidou tímido, ganhando a atenção desconfiada da dupla.

- Teremos de revistar você. - o segundo indivíduo não tardou em detalhar ao menor, que mesmo acuado, assentiu em gesto de cabeça ao protocolo de segurança, que possivelmente existia para evitar a entrada não autorizada das tais sasaengs.

E sob algumas apalpadas e um detector de metais inspecionando toda a estrutura corpórea do loiro, o alfa robusto enfim o liberou, indicando em aceno que fosse até um balcão de mármore escuro próximo, onde se dispunham duas funcionárias betas. As mesmas, que prontamente fitaram Jimin, o recepcionando.

- Bom dia, em quê posso ajudar? - a ruiva com óculos de grau, foi a primeira à proferir, polida.

- Bom dia, eu... vim para saber se há vagas para dançarinos aqui. - explicou outra vez, unindo as mãos com nervosismo.

- Claro. Vou chamar a responsável para vir falar com você. - comunicou a dócil recepcionista, que não tardou em acionar seu telefone, falando com alguém brevemente e logo se voltando ao mais novo, em meio sorriso. - Pode aguardar na sala à sua esquerda. A senhora Lee está vindo. - completou educada e sob um agradecimento silencioso, o mais novo se sentou nos assentos dispostos na referida salinha de espera.

Esta, que contava com diversas fotos e pôsteres em murais de seus idols. Os quais o loirinho olhou com admiração, sob flashes em palcos, shows, ensaios fotográficos e programas de TV. Todos pareciam tão perfeitos, lindos e talentosos, que por um instante, sentiu-se inseguro em estar ali.

Não era carismático, nem possuinte de atributos impressionantes em sua aparência. Teve muitos problemas de sobrepeso, autoestima e confiança quando adolescente e até o presente momento, ainda não se sentia tão exímio, se levasse em consideração que não tinha nada de especial para se destacar, como pálpebras duplas, altura chamativa ou rosto em formato fino.

Suas curvas sinuosas, coxas grossas e mãos miúdas, traziam-lhe uma delicadeza típica de ômegas. E se adicionada aos traços angelicais, bochechas infantis e nariz pequeno, denunciavam por completo sua classe, sem precisar dizê-la.

Por essa razão, Jimin sempre se empenhou em conseguir seu melhor nos movimentos de sua dança. Com a grande paixão que tinha pela arte desde cedo, não foi difícil encantar à todos com sua desenvoltura. Horas e horas à fio de repetições, sem dúvidas valeram a pena para o tornar o exemplar formando de sua turma, com um histórico excelente.

Elogios de seus professores também eram comuns e com o talento natural, obviamente atraiu por consequência colegas invejosos, que o tentaram prejudicar e incontáveis alfas e betas machos, que o assediavam, mas que por sorte, conseguiu se livrar.

Talvez exatamente por esse motivo, não tenha conseguido desenvolver um interesse genuíno por algum rapaz em seus anos no ensino superior. Sendo de um gene recessivo raro, o lúpus sofria constante bullying, culminando em seu temor por relacionamentos.

Queria apenas um beta ou alfa que o amasse e cuidasse. Mas numa sociedade onde ômegas machos eram cinco por cento da população e ômegas lúpus, cerca de um por cento, ficava mais e mais evidente que seria custoso encontrar um amor que não o chamasse de "aberração".

- Garoto. - uma voz firme rompeu os pensamentos de Park, o trazendo à realidade, onde vislumbrou a figura de uma beta de meia idade, portando uma combinação de roupa de dança do ventre, lhe encarando da porta.

E de imediato, o ômega se levantou, reverenciando a mais velha, que parecia o analisar com seus olhos grandes e bem delineados por maquiagem.

- Qual o seu nome? - afiada como uma Katana, a morena questionou.

- Park Jimin, senhora. - respondeu o menor, aprumando a postura.

- Você é dançarino? - tornou ela com seriedade.

- Sim. Me formei à um mês na Universidade Nacional de Artes da Coréia e estou em busca de uma oportunidade. - esmiuçou o loiro, apressando-se em retirar da pasta seu currículo e diplomas, cuidadosamente organizados. Os quais a beta apanhou, lendo com calma.

- Dança contemporânea. - leu a mulher em voz alta. - De Busan, dezenove anos e... notas impressionantes. - elogiou compenetrada e Park estancou maravilhado.

- O-obrigado. - agradeceu sem jeito e logo...

- E qual é a sua classe? - a interrogativa veio assim que as orbes escuras se ergueram dos papéis e todo o entusiasmo anterior do rapaz esvaiu, dando lugar à apreensão.

Mas com a mulher à espera de sua resposta, o ômega não teve escolha, senão revelar.

- Ômega lúpus, senhora. - verbalizou baixo, não ousando fitar o olhar da beta, contudo...

- Bom, sinto em lhe dizer, mas... as turmas de trainees ômegas estão lotadas e não aceitamos machos. - a fala carregada de profissionalismo partiu da mais velha, murchando todas as expectativas do rapaz.

Era óbvio que o real motivo daquela recusa, não era por sua classe e sim por seu gênero biológico. E sob a amarga constatação do fato, Jimin saiu da agência que tanto ansiava conseguir uma vaga, cabisbaixo. Sentia-se chateado por desmerecerem nitidamente suas habilidades, unicamente pelo mero detalhe de ser um garoto. Isso não estava certo.

Mas sabendo que sua opinião não poderia mudar o mundo injusto que vivia, o loirinho se resignou em continuar sua procura por empregos na metrópole, levando seus vários currículos e diploma para todas as agências que havia se comprometido à tentar.

Entretanto, para seu desânimo... ao fim da tarde de inverno, somente a pasta vazia e decepção, eram o que carregava o lúpus, sem ter conseguido mais que testes, para logo depois ser dispensado pela mesma razão sempre: ser um macho.

E com nada mais que alguns wons no bolso, sua tristeza era pesada demais para ser sustentada até o apartamento, que estava hospedado e por isso, desabou as pernas doloridas num banco público, afastado de toda a multidão apressada, que retornava para seus lares.

Os trabalhadores plenos em suas ocupações e com salários garantidos. Algo que Park invejou naquele começo de noite, com os olhos marejados e as dores musculares o assolando.

- Aigoo. O que vou fazer agora? - perguntou-se angustiado, fazendo os cálculos mentais de suas atuais despesas que se resumiam em aluguel, comida e cópias impressas, mas que... eram financiadas pelas economias que seus pais lhe deram, quando saiu de Busan.

O dinheiro iria acabar eventualmente e precisava com urgência de um emprego ou estaria de fato, encrencado. E mediante o turbilhão de dilemas internos, Jimin nem sequer notou a silhueta de um alfa se achegando perto de si naquele banco, até que...

- Um rapaz tão bonito como você, não devia chorar. - adulou o timbre masculino, o surpreendendo.

- U-uh? - num sobressalto, o dançarino colocou a mão sobre o peito acelerado, se distanciando levemente do sujeito. Este, que sem o mais novo notar, reaproximou-se sinuoso e...

- Você está bem? - inquiriu o dono de voz áspera, exibindo uma fileira de dentes amarelados.

- E-estou. - redarguiu, secando as lágrimas com as costas das mãos, todavia...

- Não é o que parece, lindo ômega. - murmurou o mais velho, tocando a face do Park em gesto despretensioso de limpar uma gota transparente próxima dos lábios alheios. - Diga-me, precisa de ajuda? - emendou prestativo.

E sob certa desconfiança, o loirinho hesitou em responder, tentando se afastar do alfa. Este, que o permitiu se distanciar dessa vez e logo sorriu manso.

- Não precisa ficar com medo. - o homem prosseguiu insistente e rondando os olhos enrugados sobre a pasta que o rapaz carregava, ele alargou o sorriso. - Vejo que está procurando emprego. - observou e o loiro permaneceu calado.

Ao seu redor, haviam apenas árvores e infelizmente, nenhuma pessoa que pudesse o ajudar. Estando perante um alfa, o menor sabia que correr ou reagir não seriam as opções mais sábias e por isso, restava-lhe tentar escapulir de forma sutil, no entanto...

- Qual a sua habilidade? - o ar de riso no indivíduo, trazia certo desconforto ao loiro, que novamente tentou se afastar do banco, mas quando sentiu a ponta do objeto debaixo de si, soube que estava encurralado.

- E-eu... não tenho nenhuma. - arriscou desconversar, recebendo uma gargalhada estridente do alfa. Este, que possuía o odor de nicotina conforme falava, denunciando seu hábito de fumo.

- Você quer um emprego, não quer?! Só posso te ajudar, se me disser. Vamos lá, o que você faz? - persistiu o moreno e diante de um inocente relampejo de esperança que aquela poderia ser uma real oportunidade, Jimin baixou a guarda.

- E-eu... d-danço. - balbuciou tímido, sob o olhar incisivo do mais velho.

Este, que após um curto silêncio e uma expressão enigmática, levantou-se do banco abrupto, estendendo a mão cheia de calos na direção do rapaz, que piscou aturdido.

- Posso lhe apresentar à um amigo. Ele é dono de um estabelecimento e estão contratando exatamente para dançarinos. - ofertou cordial e sob a tutela do olhar sobre si, Jimin temeu.

Deveria aceitar? Porém em sua atual situação, talvez fosse o certo à fazer e com isso...

- Está bem. - concordou segurando a mão gélida do homem, que logo sorriu mínimo.

- Vamos lá. - convocou sucinto e rumando numa determinada direção, Park o acompanhou, não muito confortável com as mãos de ambos ainda unidas, por todo aquele trajeto que os direcionava à uma parte de subúrbios da capital.

E passando por entre os vários estabelecimentos, em maioria já fechados, Jimin teve um mal pressentimento quando viu que o homem o conduzia para um beco, logo ao fim da calçada de pouca movimentação e alguns moradores de rua.

- F-fica muito longe? - ousou perguntar, mordiscando o lábio em nervosia.

- Ah não, estamos perto. - vocalizou o alfa, sem nunca soltar a palma agora também gelada do dançarino.

E sob mais passos para dentro do beco, uma placa luminosa se destacou, entre a já demasiada escuridão do início das sete horas da noite. O estabelecimento em questão, era um sobrado em lajotas pintadas de preto, com precárias condições, logo ao lado da dita placa, no alto da edificação: uma boate.

E os dizeres em neon irritante aos olhos, ilustravam "Red Hot Pepper", algo para ser traduzido por "Pimenta Quente Vermelha". E sob a leitura, da qual Park já estava prestes à fazer careta, debochando mentalmente do mal gosto daquele desenho de uma pimenta em formato fálico, foi justamente quando pararam diante do tal lugar, que a graça ficou de lado.

- Por que paramos? - o loiro inquiriu, vendo que o alfa finalmente abandonou sua palma, mas apenas para virar-se para si, lhe sorrindo com sátira.

- Oras, porque chegamos ao nosso destino. - a frase cheia de escárnio, junto do apontar do cidadão, fizeram o menor gelar em descrença.

Não poderia ser ali. Não poderia ter sido trazido para uma boate. Tinha de ser brincadeira. Porém encarando o semblante de puro humor do mais alto, o rapaz não teve dúvidas de que era de fato, a verdade. E conquanto...

- N-não... eu não vou... trabalhar aí. - negou em aceno frenético.

- Você não quer um emprego, rapaz?! Aqui é um bom começo. Tem clientes todo dia, salário certo e você fará o que faz: dançar. E não posso negar, vou adorar ser um de seus espectadores quando estiver peladinho, dançando no palco. - o riso malicioso e perverso enojou ao mais novo, que se afastou com gana.

- N-não quero. - reiterou lacrimoso. - E-eu... vou embora. - ditou prestes à dar as costas ao sujeito, contudo...

- Ah, ômega... por que vai tão cedo?! Você nem mesmo entrou, para ver como é. Pode acabar gostando. - quis persuadir o moreno, segurando os ombros tensos do mais baixo.

Este, que novamente se desvencilhou do contato e fez menção em correr, porém foi detido pela segunda vez. E diferente da primeira, o alfa o havia puxado com violência pelos cabelos, colando o corpo bruto atrás de si, com riso esdrúxulo.

- Escute, seu merdinha: você acha que conseguirá coisa melhor que isso?! Hum? - começou o pavoroso homem. - Com esse corpinho, a melhor oportunidade que vai ter, será dar sua bundinha empinada para alguém. Estou de fato te ajudando à não morrer de fome. O que me diz? - incitou sujo.

- N-nunca vou me submeter à isso. Me solte! - exclamou entre dentes, tentando em vão, forças os braços para fora do aperto exercido, porém sem sucesso.

O alfa era maior e consideravelmente mais forte, apesar da idade. Jimin estava perdido, acusava sua mente apavorada. Num lugar onde não tinha conhecidos, tampouco parentes e apenas a escuridão e uma boate à sua frente. Como poderia se livrar?

Céus... não queria ser abusado, muito menos morrer.

E com preces chorosas e o corpo agora, sendo arrastado forçosamente para a direção da porta da boate, uma salvação veio. Ou melhor, um alfa de estatura mediana e fios coloridos de verde claro, que surgiu de algum canto do céu ou apenas uma gloriosa coincidência.

- Solte ele, seu estúpido! - foi o que disse aquele novo alfa desconhecido.


***


Notas Finais:


E aí, curtiram esse começo? Se sim, só deixar seu comentário aqui registrado, obrigada.

Bom, quero fazer uma observação mega importante:
* Meu agradecimento mais que especial para capista @Yoonminishot e projeto @TopJKProject pelas capas wattpad e essa, além do banner que ficaram tão lindinhos e perfeitos para a fanfic, muito obrigada ♥

Era isso. Um beijão pra vocês e obrigada por ler até aqui, ayo.

10 de Outubro de 2021 às 00:31 0 Denunciar Insira Seguir história
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Leia o próximo capítulo Capítulo II - Uma Proposta Fortuita (Reescrito)

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