joiarodrigues Joia Rodrigues

Em um planeta distante, fora da nossa galáxia, havia um planeta chamado Mesttra. Nesse lugar a magia é considerada normal, juntamente com suas bruxas e seres fantásticos. Ophelia Cimille, herdeira do trono de Lennox, cresceu em meio a intrigas políticas e debaixo da enorme pressão de ser a próxima rainha de um dos reinos mais poderosos que existem. Sua família é alvo de diversos ataques, fazendo com que, além de viver rodeada de diplomatas, ela também crescesse em contato com soldados. Já acostumada com seu jeito de viver, ela conta com a própria capacidade intelectual, dedicando-se para ser uma das melhores rainhas que sua terra natal já viu. Entretanto, uma guerreira a desconcentra totalmente apenas por estar ao seu lado: Lilian Bonervesse. E tudo por conta de um maldito jogo de xadrez.


Romance Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#fantasia #lgbt #romance
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Xeque Mate

A pasta cinza e sem graça cheia de documentos enormes estava nas mãos de Ophelia, que nesse momento se encontrava cansada e sem ânimo para nada. Ela observava o objeto com os papéis pesados, onde quatro relatórios aguardavam ansiosamente a sua leitura para concluir alguns dos mil e um projetos que a elite de Mesttra fazia o tempo todo. Em um suspiro profundo, a princesa tentou esvaziar seus pensamentos cheios de problemas para focar na paisagem por fora dos vidros do carro luxuoso. As árvores passando rápido pela sua visão e o céu nublado a deixaram sonolenta, afinal, faz alguns dias desde que ela não teve uma noite de sono descente. Os quatro carros em volta do seu andavam silenciosamente, todos blindados e cheios de soldados em seu interior, tudo isso para proteger a herdeira do trono. Ela passou o resto da viagem adormecida, aproveitando os poucos minutos de descanso.

Após algumas horas ela chegou em sua alçaria. O som e a luz dos flashes vindos das câmeras a fez abrir os olhos e compreender que havia chegado em seu destino: O Palácio Real de Lennox, lugar onde cresceu e que pretendia proteger ao ser coroada rainha. A enorme fortaleza se encontrava no topo de uma das diversas montanhas espalhadas pelo local, com suas grandes paredes feitas de pedra e aparentando ser bem antiga por fora — o que é verdade, já que o reino existia a mais de cinco mil anos — contudo, o palácio foi sendo modernizado ao longo dos séculos, e o que por fora parecia ser bem antiquado e medieval, na verdade era extremamente refinado por dentro: suas paredes eram brancas e feitas de mármore puro, com enormes colunas detalhadas em dourado; o chão, exageradamente limpo e de coloração esverdeada, fazendo jus a cor típica da família real; em praticamente todos os cômodos não particulares haviam lustres de cristais e esmeraldas, iluminando todo o revestimento perolado das pilastras; o primeiro andar obtinha os cômodos básicos como a cozinha e o salão de baile, junto com os quartos dos seguranças que protegiam o lugar 24 horas por dia; a enorme escadaria no lado esquerdo do hall de entrada levava aos quartos dos empregados, que por serem sortudos possuíam uma vida confortável e tranquila dentro do palácio; e por fim o terceiro andar, que abrigava as suítes dos reis e de seus três filhos.

Ophelia, ainda meio preguiçosa, deu uma pequena espreguiçada e colocou seus saltos verde-musgo novamente antes de ter as portas do carro abertas por algum de seus seguranças. Ela saiu delicadamente, agradecendo ao homem e caminhou em direção a sua casa, fazendo o gesto comum entre todas as famílias poderosas do planeta e expondo seu colar mágico para que a mídia registrasse seu papel na alta sociedade. Seu sorriso reluzente e com dentes perfeitos eram registrados por todos os fotógrafos em sua volta, ansiosos para mais uma matéria sobre os diversos acordos burocráticos da princesa, afinal, ela deveria mostrar ser ótima em suas atividades para que a população ficasse tranquila em relação ao seu futuro reinado.

Não demorou muito tempo para chegar, e logo foi cumprimentar todos que estavam perto de si. Ela sempre teve um ótimo relacionamento com os funcionários, já que muitos deles a viram crescer e a consideravam parte de sua família. Se apressou em subir as enormes escadarias, estando louca para tomar um banho quente e deitar em sua cama, porém ao chegar no corredor do segundo andar ela se encontrou com diversos guerreiros conversando uns com os outros. A loira de madeixas cacheadas tratou de se questionar.

Os homens e mulheres fardados repararam sua presença e trataram de se organizar em duas fileiras, oferecendo espaço para que um homem alto e de cabelos grisalhos caminhasse em sua direção.

— Boa tarde, Vossa Alteza. Espero que sua viagem tenha sido agradável. — Marcos, um dos líderes dos Guardas Terrenos a estendeu a mão, aguardando o mesmo ato da jovem em sua frente.

— Boa tarde, senhor. Ela foi sim, agradeço a sua disposição em oferecer seus militares para garantir minha segurança. — ela retribuiu o gesto do homem, que beijou sua mão de forma elegante e sorriu gentilmente.

— Fico feliz em ouvir isso. Talvez esteja se perguntando o porquê de termos aumentado o número de guardas. — a moça assentiu — Bom, ficamos sabendo que haveria mais um ataque, dessa vez com infiltrados. Pode ser apenas um blefe, mas é sempre bom nos prevenirmos.

Ophelia mexeu a cabeça em resposta, observando os rostos em sua volta. Todos serenos como se um ataque fosse a coisa mais normal do mundo. Ela os analisou, já que eram eles que a protegeriam caso algo mais sério acontecesse. Alguns já eram comuns para ela, outros eram novos.

— Temos novos recrutas por aqui, senhor?

— Não, não. Esses são soldados da área norte do país, mais perto de Tantalumo. Costumam ir para lá com frequência e trocamos a ordem desta vez. Se o ataque for real eles estarão mais preparados já que lidam com esse tipo de gente quase todo dia.

A princesa fez uma leve expressão de desgosto ao ouvir esse nome. Tantalumo era o reino vizinho ao seu, ficando no subterrâneo e obtendo as relíquias do fogo. O lugar em si não era um problema, e sim as gangues que haviam por lá. A família de Ophelia vinha sendo atacada desde que um acordo tinha sido feito pelos dois governos há uns cinco séculos: Lennox oferecia a Guarda Terrena para policiar Tantalumo, e em troca eles lhe pagam com mineração. Essa "segurança" fazia com que os criminosos perdessem vendas e dinheiro vindo de qualquer produto ilegal, resultando na raiva e necessidade de vingança em alguns dos mafiosos do país ao lado. Para a herdeira esse sentimento era pura burrice, já que em anos de luta eles nunca conseguiram nada além de alguns capangas mortos e mais Guardas Terrenos para patrulhar o Reino do Fogo. Ela nunca gostou desse acordo mesmo sabendo da importância dele, e ficava rancorosa sempre que lembrava que futuramente teria que dar continuidade as parcerias com esse lugar. Apesar dos ataques aos seus líderes, Lennox era considerada uma das nações mais poderosos de toda a Mesttra, levando orgulho a todo o seu povo e inveja para diversos líderes de estado.

— Bom, tenho certeza de que eles estão mais do que adequados para o serviço, e agradecemos ao apoio de vocês. Me sinto aliviada ao ver que estão aqui. — Ophelia sorriu de canto, certa de que se não fosse um blefe os infiltrados perderiam de forma trágica para os seus Guardas. Ela não costumava assumir já que sempre viu os soldados como pessoas brutas demais, porém gostava de saber que eles estavam por lá. Se não fosse por isso sua família teria deixado de existir há muito tempo.

A conversa durou mais alguns minutos, onde Marcos explicou alguns pontos estratégicos do palácio e mais alguns detalhes que Ophelia se atentou cuidadosamente, já que conhecimento nunca é demais. Educadamente ela se despediu e se dirigiu aos seus aposentos, onde sua linda cama com aroma de lavanda a aguardava. Após um banho longo e relaxante ela se direcionou para sua escrivaninha para analisar alguns dos documentos pendentes da última reunião que teve, querendo finalizar no mínimo dois deles pra poder descansar com a mente tranquila. Ela tinha esse costume e estava ciente disso, tendo dificuldades para adormecer quando havia muitas tarefas para finalizar, juntamente com sua mania perfeccionista de organizar tudo a qualquer momento. Esse hábito já lhe causou alguns tiques quando mais nova e necessitou fazer terapia, mas nada tão sério que não conseguisse resolver.

Ligou seu notebook em sua playlist intitulada "concentração", onde havia diversas músicas calmas para facilitar na sua memória. Botou Space Song do Beach House para tocar e passou a tarde focada em seu trabalho.

Quando foi ver o relógio estava marcando 18 horas. O céu estava limpo de nuvens, praticamente escuro e com algumas estrelas a mostra, chamando atenção da jovem que se retirou de sua cadeira rotatória e foi para a sacada ao lado de sua cama gigantesca. Caminhou alguns passou e sentiu a brisa leve bater em seu rosto. O ar frio congelava sua espinha e a fazia arrepiar, mas ela não se importava, seu foco estava nas estrelas surgindo lentamente e de forma tímida. Sua mente se esvaziou e ela se deixou levar pela imagem dos pequenos pontos brilhantes espalhados, sendo seu único momento de paz depois de tantos meses em meio ao caos. Ela adorava admirar o céu noturno, sendo uma mania que adquiriu de seu irmão mais velho antes de perde-lo. Sentiu o peito apertar novamente, a saudade lhe tocava a alma e a fez sorrir ao lembrar da imagem do garoto moreno, o único entre os loiros da família. Sua mania de divagar sempre deixou a mais nova confusa, ela adoraria saber em que ele tanto pensava.

Ouviu algumas batidas em sua porta e deu permissão para que a pessoa entrasse. Um de seus camareiros estava a chamando para tomar o café. Silenciosamente a herdeira deu um suspiro pesado, notando que seu momento de paz havia acabado.

Caminhou com passos lentos até o moço que a aguardava e lhe agradeceu, indo em direção as escadas e notando que os diversos guardas ainda estavam ali e em suas posições, exercendo seus papéis de forma exemplar. Desceu os degraus e foi para o salão, encontrando sua família reunida e a esperando para começarem a comer. A mesa estava farta: com bolos, tortas e pães, e o cheiro forte de pudim atiçou o estômago da princesa que sentiu sua barriga roncar. Ela não tinha noção do tamanho de sua fome até ver aquelas delícias, passando a se servir de forma automática sem nem esperar. Estava faminta e não deu ouvidos a ética nesse instante, fazendo com que sua mãe retrucasse:

— Ophelia, não se acostume a se comportar assim. Imagine se a mídia te vê desse jeito? Não vai ser bom para a sua imagem. Mantenha-se limpa, quer que os outros pensem que a herdeira é uma louca que passa fome? Aliás, suas notas em xadrez estão decaindo novamente. Não consegue vencer uma partida sem perder feio pra um competidor profissional? — a princesa revirou os olhos. Não suportava quando sua mãe lhe tratava desta forma. Ela sempre tentou ser a melhor para que sua família se orgulhasse de si, apesar de que jamais havia falado isso em voz alta. Constantemente era cobrada para dar o máximo que podia o tempo inteiro, e ver sua mãe raivosa por algo que de fato manchava seu histórico perfeito a deixava incomodada.

— Mãe, ninguém passa fome em Lennox porque somos uma potência agrícola. E minhas notas não estão tão ruins. Concordo que elas decaíram, mas eu estou na média. A docente é especialista nisso e eu ainda estou aprimorando minhas técnicas com ela.

— Você não deve pensar que terá tudo de mão beijada. Seu boletim é impecável e ver notas baixas em xadrez está deixando ele poluído. Vou ter que trocar sua professora que não está conseguindo lhe ensinar corretamente? — a mãe a ameaçou, sabendo que a filha possuía uma amizade muito forte com a sua tutora, vulgo bibliotecária do palácio.

Ophelia não ousou responder, sabia que essa ameaça não havia sido apenas um blefe. A mãe tinha total capacidade de afasta-la o máximo possível de qualquer pessoa que fosse um "problema" em sua vida. Apenas assentiu silenciosamente e disse que treinaria mais, terminando de se alimentar e partindo para a biblioteca logo em seguida. A sorte é que essa tarefa nunca foi árdua para si, já que jogar com sua melhor amiga de infância está longe de ser desgastante.

Ultrapassou as portas verde-escuras e logo ouviu as vozes quase melodiosas:

— Olá Alteza. — as duas bibliotecárias a cumprimentaram em uníssono.

— Boa tarde. — apertou a mão de ambas e sorriu — Alexandra, quer jogar? — Animada, a herdeira direcionou sua fala apenas para uma delas. Quem viu de longe não notou a empolgação nos dois lados. Alexandra e Ophelia eram grudadas desde que eram crianças e sempre competiam juntas, sendo uma mestra da outra. Foi assim que a princesa aprendeu as melhores jogadas, visto que a amiga foi medalhista de ouro de sua turma no ensino médio e sempre treinava nas horas vagas. Apesar dela não ser a melhor de todos os reinos a jovem era talentosa e extremamente boa no que fazia. Elas eram tão íntimas que a princesa suplicou para que seus pais não a dessem outro professor, o que no final de contas deu super certo.

As duas foram pra um canto entre as enormes prateleiras e colocaram o tabuleiro, iniciando a partida cronometrada e anotando cada jogada.


Jogada 1 – Alex: Peão (e2) para (e4) – 2 segundos

Jogada 2 – Ophe: Peão (e7) para (e5) – 3 segundos

Jogada 3 – Alex: Bispo (f1) para (c4) – 3 segundos

Jogada 4 – Ophe: Cavalo (b8) para (c6) – 4 segundos

Jogada 5 – Alex: Dama (d1) para (h5) – 5 segundos

Jogada 6 – Ophe: Cavalo (g8) para (f6) – 6 segundos

Jogada 7 – Alex: Dama (h5) para (f7) – 2 segundos


— Xeque Mate. — a ruiva sorriu em êxtase, ajeitando seus óculos redondos em seguida e passando suas mãos em seus cabelos lisos.

— Eu te odeio ruivinha. Em quatro lances das brancas. Como você ganhou em quatro lances? — a herdeira estava em choque, nunca conseguindo acreditar no quão boa a amiga e rival nos tabuleiros era. Ela pegou seu bloquinho de notas e analisou com bastante atenção cada movimento, ainda não crendo na sua derrota humilhante.

— Você deixa a abertura fácil demais. Não precisava mover o cavalo pra f6. Se tivesse movido seu peão de g7 pra g6 eu teria perdido um tempo enorme tentando proteger a minha dama, isso que fez você perder. O ponto de f7 é frágil desde sempre porque ele é defendido apenas pelo rei. Minha vida teria se complicado se você tivesse cuidado daquela área.

— A é? — ouviu cada fala da parceira e decidiu desafia-la mais uma vez — Então agora é guerra. Vou ganhar de você nem que seja na base da trapaça. — provocou.

— Vou ter que te denunciar por práticas estelionatárias. — a outra entrou na brincadeira, levantando uma das sobrancelhas e fazendo a cacheada rir em resposta.

Esse momento foi crucial para que elas seguissem com mais oito partidas, onde a herdeira perdeu uma atrás da outra. Estavam cansadas, mas antes de se despedirem a bibliotecária sorriu convencida, prometendo que iria deixar as coisas mais fáceis na próxima vez e causando uma pequena aflição em Ophelia. Ela nunca foi tão ruim em alguma coisa e essa sequência de falhas a fazia se sentir uma fracassada. Alexandra voltou a trabalhar, deixando uma princesa irritada e sem entender como ela era tão ruim comparada a profissional que a treinava desde sempre. Ela estava parada em frente ao jogo, de braços cruzados e com a cara emburrada, pensando em como faria pra derrotar a amiga pelo menos uma vez. Até que ouviu uma risada fraca no fundo. Uma soldada havia analisado toda a cena e riu do quão engraçada a loira parecia ao perder nove vezes.

— Está rindo do quê? — ela falou para a mulher morena e mais alta do que ela, surpresa pela coragem da outra em lhe zombar.

— Estou achando divertida sua feição, apenas isso. — deu de ombros e comentou como quem não quer nada.

Passar a língua na parte interior das bochechas se tornou uma pratica comum para a nobre, e ali não foi diferente. Indagando se a soldada teria capacidade para vence-la em uma jogada — visto que as aulas de estratégia eram ótimas na Academia Militar — Ophelia resolveu convida-la para uma partida.

— Tenho a impressão de que pensa que pode me vencer. Quer tentar?

— Tem certeza? — seu rosto não demonstrou nada, mas por dentro a guerreira mostrou-se perplexa, já que ela aguardava qualquer coisa menos aquela oferta. Seu espírito competitivo a fez aceitar. Não costumava perder em nada e aquele jogo estava na sua zona de conforto.

Se sentou na cadeira e percebeu que a princesa havia guardado o pequeno caderno na qual marcava as jogadas.

— Não vai anotar?

— Isso demanda um pouco mais de tempo, e eu não tenho muito dele agora. Vamos ver se você é realmente boa.

Organizaram peça por peça até que a partida se iniciasse, e cada segundo marcava o otimismo da loira que jurava por tudo que venceria, afinal, ela só perdia para sua tutora, uma profissional na área. Seria fácil vencer.

Após terminar a partida Ophelia se arrependeu de não ter anotado os lances no seu caderninho.

— Bom, vamos ver...38 segundos? — a soldada perguntou olhando para o relógio em seu pulso esquerdo.

Ophelia nem respondeu, apenas continuou encarando o tabuleiro que marcou a derrota mais rápida de sua vida. Somente 2 lances foram o suficiente para que o lado adversário vencesse, e isso durou apenas alguns segundos.

— Está em choque? — a soldada colocou suas duas mãos em baixo de seu queixo e apoiou os cotovelos na mesa, se divertindo enquanto olhava para a herdeira em sua frente.

Demorou poucos segundos até que a sucessora do trono despertasse de seu transe e respondesse, tentando ser humilde e deixando seu lado competitivo de escanteio:

— Assumo que fiquei levemente espantada. Nunca vi um Xeque Mate tão rápido. Você realmente é boa nisso. Aliás, qual seu nome?

— Imagina. Tive apenas sorte de principiante. — sorriu de canto — Me chamo Lilian, é um prazer conhece-la pessoalmente. — lhe estendeu a mão direita.

— É uma honra, Lilian.

11 de Junho de 2021 às 21:06 0 Denunciar Insira Seguir história
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Mesttra
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Um planeta existente em uma galáxia distante demais para ser encontrado e belo demais para ser considerado real. Para os incrédulos esse lugar é uma metáfora para as imaginações fantásticas inventadas pelos seres humanos, mas mal sabem eles que a realidade diz o contrário. Por aqui já houve de tudo, e o globo presenciou histórias que nem o seu próprio povo conhece. Alguns dizem que esses contos nunca existiram, enquanto outros pensam que a verdade morreu junto com povos antigos. Leia mais sobre Mesttra.