angelclark Angel Clark

Ele é Jimin, ela é Atena. Ele é libra, ela é Áries. Ele é indeciso, ela é assertiva. Ele é calmo, ela é impulsiva. Ele é controlado, ela é descontrolada. Ele é um romântico incurável, ela é cética no amor. Ele é idealista, ela realista. Ele era um príncipe, ela era uma princesa Agora ele é um rei, ela uma rainha. A combinação é boa porque exatamente por serem opostos, eles se complementam. Tem química, porém tudo pra dar errado. Apesar da atração, Atena precisa tomar cuidado para não machucar os sentimentos de Jimin, que é mais romântico e sensível. (OBRA CONCLUÍDA)


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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É apenas uma aliança política

"Justamente por serem opostos – Áries é um signo de fogo regido por Marte; Libra, um signo de ar regido por Vênus –, a atração é intensa. Superdiferentes, se complementam, ajudam-se, aprendem um com o outro. Enquanto Áries é mais esquentadinho, Libra coloca panos quentes e age na diplomacia. Enquanto Libra é indeciso, Áries é assertivo. Se Áries é impulsivo, Libra pondera. A combinação é boa, tem química e tudo para dar certo. Mas Áries precisa tomar cuidado para não machucar os sentimentos de Libra, que é mais romântico e sensível."

Atena = Áries|| Jimin= Libra







Nascimento = 1.705

Reino de Ártemis × Reino de Dolarion

Qual seria a melhor forma de falar sobre eu mesma? Bom, se eufizerum breve resumo da minha vida, ele seria assim:

Atena Lawford, princesa de Ártemis, herdeira do reino e prometida para Park Jimin desde nosso nascimento da mesma forma que ele foi prometido à mim.

Em um grande golpe de azar, somos prometidos um para o outro quando eu nasci. Sim, um grande golpe de azar e vocês já vão entender o porquê casar com ele é um azar.

A Z A R

Filha única na linhagem de sucessão do trono de Ártemis, portanto, quando meu pai não estiver mais apto para ficar à frente dos assuntos do reino, a coroa seria passada a minha cabeça tornando-me rainha. Porém, entretanto, todavia; eu teria que me casar antes e cumprir a tradição monarca. Tal perspectiva não me assustava. Muito pelo contrário, eu lido com isso com muita naturalidade, para mim casamentos não passam de uniões políticas. Na verdade, eu não vejo a hora de me casar logo pra tomar a frente do meu reino e corrigir alguns erros que meu pai comete como rei ao meu ver.

Investiria muito mais em direcionar novos recursos para a confecção de novas armas, investir melhor nos exércitos do reino, investir melhor na formação de mais soldados, assim estaríamos melhor preparados e equipados em caso de uma provável guerra, afinal o perigo pode estar onde nós menos esperamos.

Eu também investiria na educação do povo de Ártemis, muitos não são alfabetizados.

O único problema é que o príncipe, a quem eu sou prometida, não passa de um idiota sonhador, um verdadeiro banana. Lembro-me como se fosse ontem o dia que sua família veio passar alguns dias em meu castelo. Nós dois tínhamos dez anos quando nos vimos pela primeira vez.

Nós dois sabíamos de tudo, de toda a história, toda a tradição, sabíamos que éramos prometidos um ao outro e por mais que eu fosse nova demais, eu sempre lidei com isso com muita naturalidade. Isso nunca me assustou, mas ele... Bem, eu não diria o mesmo.

— É com ela que eu irei me casar? Eu achei que as princesas fossem mais bonitas. — O pequeno príncipe fitou-me de cima abaixo e fitou o rei de Dolarion, seu pai, em seguida.

— Sim, meu filho. — respondeu o rei de Dolarion.

— Eu não quero casar com ela! — gritou o pequeno príncipe rechonchudo. — Ela é feia! — gritou e eu abri minha boca incrédula com o que eu ouvi. Seus pais, no entanto, ficaram chocados e com os olhos arregalados.

— Que isso! Modos, Jimin! — disse a rainha, sua mãe.

— E você é gordo! — Não deixei barato e lhe retruquei. Foi mais forte que eu. — Rechonchudo e ainda por cima tem as mãos pequenas demais pra alguém da sua idade!

Fui tão infantil quanto ele, afinal, éramos apenas crianças. Crianças geralmente são sinceras e falam mesmo tudo que pensam. Esse era o nosso caso.

— Atena, mas que petulância! Tenha modos, minha filha! — minha mãe repreendeu-me.

— Feiosa! — retorquiu ele.

Nossos pais estavam espantados, mal sabiam o que fazer. Minha mãe estava crente que assim que nos víssemos iríamos nos tornar "amiguinhos", porém aconteceu exatamente o contrário.

— Baixinho! — gritei.

A família real Park iria passar uma semana em meu castelo, porém passaram apenas três dias. Eu diria que foram os piores três dias já passados em minha curta vida. Nem parecia que Jimin tinha sangue real, ele era estupidamente mal educado comigo, era insolente, retrucava tudo o que eu dizia, me xingava e me botava apelidos constrangedores... Era insuportável. Ele era o demônio em forma de criança... Nos dias que passou aqui, até rato na minha cama ele colocou enquanto eu dormia. Ele era uma peste – não que eu fosse diferente.

Afinal, eu também não era flor que se cheire, nos dias que ele ficou aqui, joguei propositalmente uma bola de tênis cheia de pedras em seu nariz, praticamente surrei ele com vários tapas, lhe acertei com uma bola na cabeça, fiz engolir neve quando ele começava a inventar apelidos constrangedores ao meu respeito e meu apelido preferido que ele adorava me chamar era: "estagiária de satanás", entre tantos outros, esse era o seu predileto.

Eu tinha vários outros apelidos que ele criou para me constranger quando era criança, entre eles: "rabugenta, megera, encapetada, capiroto em ação, banguela, cobra, monstrenga, Boi da cara preta, espanta bebês, espantadora de assombração, anticristo, A Besta, demônia, bruxa, surtada, etc e etc..." e no final eu batia nele porque eu detestava esses apelidos. No final, como sempre fui um pouquinho explosiva desde criança, eu batia nele e por isso era sempre a mesma coisa, ele chorava e chamava sua mãe porque não aguentava apanhar de mim.

Sempre fui uma garota explosiva e com sérias dificuldades em manter autocontrole, eu tento trabalhar esse meu lado, mas parece impossível e Jimin não ajudava nenhum pouco.

Passávamos o desjejum, almoço, jantar inteiro trocando farpas infantis na frente de nossos pais, deixando-os assustados conosco. Jimin era um garotinho tolo, chato e insuportavelmente ridículo pra ser apenas uma criança.

Quando nós dois fizemos quinze anos, no ano de 1720, eu e minha familia fomos ao reino de Dolarion, reino da Família real Park. Ao chegar lá, vi que Jimin tinha ficado mais bonito, porém mais idiota e patético também.

À medida que ele passava a ficar mais bonito, ele ficava mais idiota e patético também.

Jogamos uma partida de xadrez juntos e seus assuntos eram estupidamente fúteis. Por Deus, ele acredita em amor verdadeiro! Eu o ridicularizava tanto por isso.

Amor verdadeiro? Pelo amor de Deus!

Ele me contou sua opinião sobre a história de que ele teria que se casar comigo. Ele não concordava com o fato de ter sido prometido a mim. Já eu, sempre respeitei a tradição monarca.

Se eu pudesse trocar de noivo, eu trocaria sem pensar duas vezes, mas como é uma tradição, o que eu poderia fazer? Respeitar. Eu não concordava também, mas eu respeitava.

— Xeque-mate. — eu disse, assim que tampei o caminho do rei negro. Colocando-o em ameaça de captura.

— Suas estratégias são bem pensadas, princesa. — disse Jimin, ainda desacreditado. — A senhorita é perspicaz e pessoas perspicazes geralmente possuem um grande ego. — Acabou de me chamar de egocêntrica. — Uma coisa que me intriga é porquê que você não parece assustada com o fato de ter que se casar comigo praticamente obrigada. Nós não queremos nos casar e estamos sendo obrigados a isso. — disse ele, entrando no mesmo assunto pela décima quarta vez.

Ele era chato e insistente. Já era a décima quarta vez que ele tentava insistir na idéia de criar um plano para fugir da tradição.

— Ah, por favor, Jimin... — Revirei os olhos, cansada daquele mesmo assunto, mas como eu estava trabalhando meu autocontrole, eu não seria deselegante. — Somos monarcas. Nosso casamento não passa de uma aliança entre reinos. Aliança política, entendeu? E eu entendo e respeito muito isso.

— Casamentos são uniões para uma vida toda! Deveríamos nos casar apenas porque nos amamos e não por uma estúpida "aliança política".

— Está tudo bem? — Nossos pais apareceram na biblioteca do castelo, onde eu e Jimin jogávamos o xadrez.

— Meu Deus... — murmurei incrédula, fitando o príncipe. Ignorei completamente nossos pais alí. — Se você continuar com esse pensamento mesquinho e egoísta, você irá arruinar meu reino!

— O que foi que disse?! — Jimin franziu o cenho, incrédulo.

— Isso mesmo que você ouviu! Estou farta desse assunto! Aliás, eu gostaria de saber o nome da sua amante, alteza. — eu disse, na frente de nossos pais que presenciavam nossa discussão incrédulos. Certamente, os pais de Jimin não deveriam estar cientes de seu romance proibido com outra.

— Amante, Jimin? — Sua mãe o fitou e Jimin pareceu nervoso. — Que amante?

— Mas que... Garota, você me paga! — Jimin me olhou seriamente e eu sorri. — Que calúnia! — Ficou completamente vermelho. — Será que ninguém me entende?! Será que o que eu digo é algo absurdo?! — Começou a surtar. — Não é possível que você não acredita em casamentos por amor!

Assim que ele disse isso, não consegui me conter e comecei a rir em sua cara mesmo. Rir alto. Aquilo só podia ser uma piada. Por Deus, que banana! Ele acredita em amor verdadeiro! Eu estava prometida em me casar com um homem fraco que acredita em histórias ilusórias e fictícias de amor. Isso era para rir ou chorar?

Que mundo que esse ser vive?

— Amor? Quem está falando de amor aqui?! — Continuei rindo. — Olha, francamente, você é um idiota. Francamente, meus pais poderiam me arranjar um noivo menos imbecil.

Minha frase deixou meus pais e os pais de Jimin espantados. Jimin então parecia que iria ter um infarto de tão vermelho que ele estava com aquele assunto, realmente estava exaltado.

— Não é possível que você seja um homem tão banana! — esbravejei. — Meu pai, eu não quero me casar com esse homem fraco! Manipulável por historinhas de contos de fadas! Vergonhoso!

— Minha mãe, eu não quero me casar com uma mulher egocêntrica, fria, calculista e diabólica! — disse Jimin, deixando-me incrédula com tantos elogios.

— Nossa, obrigada! — Sorri.

— Uma metida e arrogante!

— Curiosidade minha, príncipe, sua amante é uma plebéia? — Comecei a rir. — Uma plebeia jovem sonhadora e burra que acredita em contos de fadas?

— Eu não vou ficar aqui ouvindo isso! — Jimin levantou-se e saiu enraivecido da biblioteca.

Aquele... Agh! — Pensei irritada em meu quarto quando lembrei-me daquele dia patético.

— Petulante. — vociferei, irritada. — Inferno!

Estava irritada e por quê eu lembrei de todos esses momentos? Bem, porque justamente hoje eu irei revê-lo depois de cinco anos que ele não passa um tempo em meu castelo.

Eu já tinha o encontrado eventualmente nesse período, entretanto foi eventualmente e como foi eventualmente em jantares, eventos, reuniões, sendo assim em eventos como esses eu não precisava conviver com ele o tempo inteiro, eu conseguia simplesmente ignorar sua presença, diferentemente dessa e nas vezes que ele passava semanas em meu castelo ou eu no dele.

Às vezes minha família ia para Dolarion passar algumas semanas e outras sua família vinha para Ártemis fazer o mesmo, justamente para obrigar eu e Jimin a convivermos juntos.

E hoje eu acordei irritada por causa dele. Porque eu teria que aturá-lo e tentar não esganá-lo, o que será muito difícil porque toda vez que eu o encontro, eu fico com vontade de espancá-lo.

Eu não me conformava em ter que me casar com um homem idiota feito Jimin. Ele seria o rei mais banana da história. Um príncipe que acredita em "amor verdadeiro", por Deus!

Agora eu tinha vinte anos, estávamos no exato ano de 1725. Meus pensamentos sobre casamentos arranjados não mudaram. Eu sou uma mulher realista, tenho o pé no chão, não me deixo manipular por simples histórias populares onde a mocinha tem um patético final feliz.

Não conseguia acreditar que eu teria que casar-me com um homem tão inferior à mim como ele. O fato dele acreditar em "amor verdadeiro" só mostra o quão patético ele é.

Não é difícil imaginar o tipo de mulher que atrairia sua atenção. Qualquer idiota sonhadora, que vive no mundo da lua, provavelmente uma sonsa por aí, com certeza é uma plebéia. Se ele sonhava em casar por amor, certamente ele não iria estar envolvido com uma garota de sangue nobre.

Eu só raciocinei.

Hoje novamente minha família receberia a família real Park. Assim que o som das trombetas do castelo se fez audível, fui rapidamente em direção a entrada do castelo, pois estava atrasada para receber a família do meu noivo imbecil. Meus pais já estavam na frente da entrada do castelo conversando com meus futuros sogros para fazer o "comitê de boas vindas" e Jimin estava lá.

Fiz como manda o figurino e posicionei-me ao lado de minha mãe, de frente para Jimin, que eu não podia negar que estava apresentável apesar de ser um idiota.

Minha cara fechada, era impossível disfarçar meu descontentamento em revê-lo. Ele também não parecia tão feliz quando me viu, aliás estávamos ambos carrancudos.

Ao ficar de frente com ele, respirei fundo e acabei por sentir a fragrância de seu aroma invadindo meus pulmões como um sopro. Confesso que o príncipe era cheiroso, mas ele não precisava saber que eu tinha essa positiva opinião sobre ele. Não mesmo.

— Príncipe. — Fiz reverência educadamente.

—Satan. — respondeu a reverência, me zombando e eu respirei fundo para não socá-lo. Era por isso que eu não o suportava. Ele deu uma risada da cara que eu fiz e voltou a ficar ereto. — Está atrasada, princesa. — disse ele, depois de tantos anos notei que sua voz ficou mais firme, mais grave desde a última vez que eu o encontrei quando tinha voz de mariquinha.

— E você está bem vestido, finalmente. — rebati, cedendo-lhe um sorriso cínico.

— E você até que não está tão medonha hoje, meus parabéns! — disse ele, sorrindo, respirei fundo e Fechei o punho. Eu iria voltar aos velhos tempos quando eu quebrava a cara dele toda vez que ele me tirava do sério.

— Curiosidade minha, você ainda continua sendo manipulado por histórias medíocres de contos de fadas? — Sorri. — Ou pior, continua sonhando que um dia ainda se casará por amor?

— Se eu for me casar com você com certeza por amor que não será! — Me cedeu um sorriso cínico e eu fiquei com vontade de quebrar seus dentes.

— Fico feliz! Aliviada, na verdade. Sinceramente, não sei o que é pior. Porque o Jimin no estado normal é um completo imbecil insolente, agora o Jimin apaixonado? Céus, deve ser insuportável!

— Pelo visto, você continua a mesma surucucu de sempre. — disse ele, agora com cara fechada, e eu dei uma risada. — Jararaca. — sussurrou.

— Eu não digo o mesmo! — Sorri. — Você conseguiu decair ainda mais, coitado... Ficou ainda mais retardado. — sussurrei a última palavra para que nossas famílias não escutassem.

— E você continua a mesma... — Parou no meio da frase e respirou fundo.

— E então, você ainda continua com a plebéia iludida? — perguntei e sorri.

— Com todo respeito, estagiária do Satan, mas isso não é da sua conta.

— Colocar "com todo respeito" à frente de uma frase grosseira, não faz dela menos desrespeitosa. — Continuei sorrindo.

Nessa estadia que Jimin iria fazer aqui, seria nesse período que eu iria noivar com ele e só depois casariamos, mas isso só depois. O que eu espero que demore bastante.

Depois de vinte anos, ele continua o mesmo imbecil de sempre. Francamente.

— Na verdade, alteza... — Sorriu, se colocou ao meu lado e o meu sorriso cessou. — Eu não tenho respeito nenhum por você.

O encarei com desprezo, revirei os olhos e entrei pra dentro o desprezando.

Pessoas como ele devem ser desprezadamente ignoradas.



17 de Maio de 2021 às 04:40 0 Denunciar Insira Seguir história
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