nanisenpai Nani Senpai

A tradução literal da palavra japonesa “Mienai” é “Invisível”. E sentimentos são invisíveis. Sakura estava farta de sofrimento, mas não conseguia deixar de senti-lo, pois amava incondicionalmente Sasuke até quando aqueles sentimentos invisíveis brotaram, cresceram e enraizaram pelo desertor, o frio e calculista, além de invencível que um dia foi vencido, Uchiha Itachi. E a partir daí o que era invisível tornou-se visível e palpável. Então passaram a haver dois homens em seu coração. Um platônico, outro infactível. Ambos insuportavelmente dolorosos, mas, que ainda assim, agarrava-se com todas as suas forças, porque eram as únicas coisas que lhe restaram, contudo, ela jamais poderia imaginar que não era a única a sofrer por aquele amor. UN / Universo Ninja / 18+ / ItaSaku / SasuSaku / ItaSakuSasu / Triângulo Amoroso / Insinuação NaruSaku.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

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NOTAS DO AUTOR:

~*Yo, Minna!

Segue minha primeira ItaSaku! Como queria que fosse importante para vocês, escolhi lançar primeiro no UN! Espero que gostem!

Vou passar algumas observações, ok?

A fanfic será inteiramente em terceira pessoa e as frases iniciais de todos os capítulos que estão em negrito e itálico são trechos de músicas que deixarei o nome e intérprete nas notas finais! Apesar do trecho da letra ter muito a ver com o capítulo, não é necessário conhecer a música.

O capítulo realmente começa a partir do "[...]" seguinte e a cada "[...]" posterior será quebra de linha. Certo?

Quanto a história, se passa depois do primeiro episódio de Naruto Shippuden em que o Time Kakashi, junto de Sai, vão em missão com o intuito de encontrar e trazer Sasuke para a Vila.

E um detalhe importante que quero deixar bem claro: essa fanfic é ItaSaku, SasuSaku e ItaSakuSasu, sim tem triângulo amoroso, além de uma insinuação de NaruSaku nos próximos 3 capítulos. Se não gostam, não leiam, porque se vão prosseguir com a leitura, exijo respeito. Não quero hate em nenhum dos personagens ou shipp, está bem?

É isso! Apreciem sem moderação!

Boa leitura!*~

Obs¹: Os personagens não me pertencem, são obra do Kishimoto, apenas o enredo criado aqui é de minha autoria, portanto, não plagiem!

Obs²: Esta fanfic já está postada no Social Spirit pelo login NaniSenpai e será atualizada com frequência aqui até que se iguale a lá. Em todas as notas finais deixarei o dia da próxima postagem.

Obs.³: MIENAI terá no total 17 capítulos + uma introdução para a segunda temporada, ficando no total 18 capítulos.

[…]

Kimi ni deau tame?

Soretomo mada minai dareka no hitori no tame

E tudo isso só por conhecê-lo?

Ou isto é para os olhos de alguém que eu ainda não vi?

Kaze wo wakete yuku

Dream Scape

Seguirei em frente, cortando os ventos

Panorama dos sonhos.

[…]

Sakura acordou naquele dia estranhamente aflita e nervosa. De início não deu importância, afinal desde que há algum tempo encontrou Sasuke em um dos esconderijos do Orochimaru e o presenciou tentar matar Naruto sem hesitar, vêm tendo pesadelos quase que diariamente, acordando em estado lastimável: lágrimas escorrendo por suas bochechas deliberadamente e o coração apertado e aflito. Contudo, aquelas sensações perturbadoras não se arrastavam por mais de três horas pós-despertar e, naquele dia, parecia que quanto mais tempo se passava, mais intensas elas ficavam.

— O que houve, Sakura?!

Yamanaka Ino, amiga de longa data e de grande confiança, invadiu sua sala sem cerimônia. Por mais que trabalhasse no hospital, Sakura tinha regras rígidas de privacidade quando estava em sua sala, exigindo que quando a porta estivesse fechada batessem para entrar, pois odiava o modo como se assustava com entradas bruscas. Sempre em alerta; uma consequência de perceber o quanto Sasuke ia longe pelo seu objetivo.

— Quantas vezes tenho que dizer que, se a porta está fechada, deve bater antes de entrar?

Sakura ralhou devolvendo a Kunai, que sacou de imediato para se defender, ao coldre lateral da coxa. Respirou fundo com os olhos fechados e levou a mão no ombro, o massageando. A ignorância tornou-se sua amiga e, sem hesitar, a usava em seu benefício. Ignorou a careta de Ino, o olhar preocupado e a boca ameaçando soltar repreensões por seu descuido com a própria saúde ao se sobrecarregar com o trabalho contínuo, já que fazia um pouco mais de 96 horas que prolongou seu último plantão.

— Não bati porque pretendia ter alguma coisa para te chantagear ao te pegar no flagra se masturbando depois que aquele bonitão te chamou para sair, mas vejo que criei expectativas altas demais. — A Yamanaka rebateu em desgosto e fechou a porta, adentrando a sala. — Você está horrível.

— E você não está diferente. — Sakura acusou, pegando seu jaleco no encosto da cadeira. Colocou-o em silêncio, claramente alheia ao olhar revolto em sua direção.

— Não é como se estivéssemos sob as mesmas circunstâncias. Acabei de prestar apoio em uma cirurgia de risco com um dos piores cirurgiões deste hospital, ou seja, trabalhei por mim e por aquele inútil para que o paciente não viesse a falecer, mas e você? — Ino espalmou o ar num sinal de que ela devesse se calar: — Não quero ouvir o que tem a dizer porque já sei de cor e salteado todas as suas justificativas. Acontece que você já está errada em estar aqui por mais de 48 horas seguidas. Qual o seu problema, Sakura? Já faz dois meses que está vivendo com imprudência desse jeito!

— Por acaso isso é uma discussão? — sem peso de ânimo refutou, finalmente a encarando. Os olhos esmeraldinos cansados miraram-na por um pouco mais do que o normal antes de se desviar para a prancheta que pegou em cima da mesa — Preciso ir, tenho uma cirurgia daqui a pouco. Ah, e parabéns pelo desempenho. Estou orgulhosa de você.

Ino abaixou a cabeça, enfurecida, e suas mãos inconscientemente se fecharam em punhos cerrados. Não reagiu até que Sakura estivesse em seu alcance e, quando a Médica-Nin passou por si, a segurou pelo braço e a encarou de cabeça erguida e peito estufado.

— Seu nível de chakra está perigosamente baixo. Se insistir em realizar a cirurgia, vou delatá-la à Hokage por irresponsabilidade. — A ameaçou e Sakura, sem ter a confiança abalada, puxou o braço bruscamente.

— Faça isso, mas lembre-se de que sou a única esperança daquele paciente. Ninguém conhece o quadro dele como eu e se, mesmo tendo meu conhecimento e desempenho, corro o risco de não o salvar, quem o salvará?

A justificativa foi acima do plausível. Ino sabia que Sakura acompanhava aquele paciente por um pouco mais de duas semanas porque o estado dele era gravíssimo; um Ninja que passou mais de seis meses sendo frequentemente torturado de todas as maneiras possíveis antes de finalmente conseguir ser resgatado.

A loira tinha seus belos olhos azuis marejados em lágrimas contidas. A impotência de ver sua melhor amiga, pouco a pouco, acabar com a própria vida, a fazia se sentir péssima. Era ainda mais doloroso ver o modo como Sakura arquitetava justificativas indiscutíveis para acobertar os transtornos psicológicos que desenvolveu desde que voltou da missão com o Time Kakashi, depois de encontrar Sasuke, negligenciando-se de modo ostensivo. Sabia que ela tinha frequentes crises de pânico, ansiedade, paranoia, depressão, esquizofrenia e obsessão compulsiva, por mais que sempre que tocava no assunto negasse.

No início ela parecia bem, apesar de se apoiar bastante na companhia do Naruto e do Kakashi, mas então Naruto foi enviado para uma missão duas semanas depois que voltaram e, Kakashi, depois de ficar hospitalizado por quase um mês, foi enviado para outra Vila em missão diplomática. Então Sakura meio que ficou perdida. Duas semanas depois mergulhou de cabeça no trabalho, iniciando sua trajetória irresponsável, muito provável para se impedir de lidar com o que o encontro com Sasuke e a ausência do Naruto e do Kakashi lhe causaram.

Sem ter outra opção, Ino tirou do bolso do jaleco a pílula de reposição de chakra mais potente que tinha e pegou a mão da Sakura, a deixando com receio sobre a palma feminina.

— Ao menos tome isso. Se desmaiar, não será porque te deixei fazer uma cirurgia sem chakra.

Sakura sorriu minimamente ao ver Ino forçar um sorriso. Sabia que havia passado por cima do próprio orgulho ao permiti-la ir para a cirurgia e nem sempre conseguia tal feito, por isso fechou a mão sobre a pílula e assentiu.

— Obrigada.

— Não me agradeça ainda. Precisa sobreviver a cirurgia para que meu gesto seja considerado uma ajuda. — Ino resmungou e a soltou, a observando abrir a porta e sair. Respirou fundo e soltou uma lufada de ar, abraçando-se: — O que está fazendo com sua vida, testuda?

[…]

Uchiha Itachi, o prodígio do Clã Uchiha que assassinou todos os seus integrantes, abrindo exceção apenas para seu irmão caçula, e membro da organização criminosa mais temida, Akatsuki, observava à distância através das janelas abertas Sakura andar pelos corredores do hospital distraidamente enquanto lia o que tinha em sua prancheta. Fazia três meses que, secretamente, vigiava com afinco Haruno Sakura, ex-integrante do Time 7, ex-colega de equipe do seu irmão e a atual segunda melhor Médica-Nin do mundo.

O Uchiha franziu o cenho ao assistir Sakura levantar a cabeça e olhar para a paisagem fora da janela, abaixando minimamente a prancheta. Os olhos dela procuravam algo na direção em que ele estava e, mesmo confiante de que ocultava muito bem sua assinatura de chakra, se abaixou para se esconder entre as folhagens da árvore. A observou se aproximar da janela, apoiar a mão livre no parapeito e manter o olhar fixo em sua direção. Ficou um pouco mais de um minuto parada, até voltar a seguir o caminho que pretendia, para a ala cirúrgica, fazendo Itachi estreitar os olhos na direção dela.

Adiantado e nada surpreso, já que sabia o nível militar da pessoa que vigiava, o Nukenin se levantou e virou para trás empunhando sua Kunai a tempo de se defender do ataque surpresa massivo. As lâminas chocaram-se com agressividade, causando faíscas, e logo Haruno Sakura e Uchiha Itachi estavam frente a frente.

O coração dela quase pulou boca afora quando identificou as vestes de um membro da Akatsuki; o manto negro com nuvens vermelhas o cobrindo dos pés à boca e o chapéu de palha na cabeça escondendo o rosto. Ela estreitou os olhos e se abaixou furtivamente um pouco para reconhecê-lo e, quando as esmeraldas varreram o rosto alvo, os cabelos e olhos igualmente negros e a expressão facial estoica, engatou a respiração com a epifania inviável demais para ser considerada.

— Sasuke… -kun? — aquele nome escorregou por sua língua antes de seu autocontrole freá-lo.

Ela recuou, se aproveitando do Chakra para potencializar o afastamento, e afrouxou o aperto sobre a Kunai, o observando privá-la de olhá-lo nos olhos, os fechando e calmamente tirando o chapéu.

Os fios negros eram longos demais… e, sem qualquer sombra para esconder todos os detalhes do rosto, notou também duas linhas de expressão abaixo dos olhos novamente abertos que a fitavam com intensidade, como marcas de olheiras, ainda que a pele não tivesse uma tonalidade mais escura.

Sasuke não poderia mudar tanto em tão pouco tempo. Era impossível. Tinha certeza.

Um dia, Naruto lhe disse que quando eram mais novos, na última vez que lutou com Sasuke antes de ele partir, o Uchiha caçula usou algum poder, que posteriormente descobriram ter como fonte o selo amaldiçoado que Orochimaru lhe deu, que modificou a aparência do ex-colega de Time; a pele ficou mais escura, haviam selos distribuídos por seu corpo, o cabelo estava longo, irreconhecível, e haviam asas em formato de duas grandes mãos em suas costas.

Entretanto, a pele do ser à sua frente era tão alva que os raios solares potencializavam a claridade. E, também, por que Sasuke entraria para a maior organização criminosa? Não ouviu nenhum rumor de ele ter tal ambição, pois, apesar de ansiar por poder, tinha planos de não servir a ninguém.

Algo estava errado, mas seus olhos se recusavam a deixar aquela figura familiar, ao mesmo tempo que estranha. E o que mais afligia seu coração, era que ele não se deu ao trabalho de negar ou ao menos confirmar se era quem ela achava que era. A cada segundo sentia as batidas erráticas acelerarem mais e mais e então, a resposta veio, não com palavras, mas com evidências…

Os olhos negros, fixos nos seus, se transformaram em carmesim, com três vírgulas negras contínuas em cada olho ligadas por um círculo ao redor das pupilas.

Sharingan…? — proferiu, sua mente tentava a todo custo absorver o raciocínio.

E, de repente, todas aquelas diferenças e evidências, tornaram-se uma resposta: outro membro do Clã Uchiha. Outro sobrevivente. O outro irmão.

O coração, traído pela esperança de ver aquele que aparecia em seus sonhos enquanto acordada e em pesadelos enquanto dormia, se foi, dando espaço a sentimentos contraditórios, negativos e irracional que exigiam justiça; ele foi o homem que desgraçou todo um Clã; que traiu sua Vila; que destruiu a possibilidade de Sasuke ser feliz e viver normalmente e que o transformou num vingador obcecado depois de torturá-lo física e psicologicamente.

A impotência a envolveu, aquela dor de vê-lo no hospital inconsciente, tudo aquilo a abraçava, destroçando mais uma vez seu coração ferido.

Num ímpeto, ela voou para cima dele novamente, mirando a Kunai no pescoço, mas, mais uma vez, ele se defendeu com precisão e pouco esforço. Faíscas iluminaram as lâminas que separavam os dois rostos; o feminino tenso, o masculino inexpressivo.

E ela não pôde evitar outra palpitação do coração quando, por milésimos de segundos, seus olhos involuntariamente estudaram novamente o rosto dele, tão parecido com o do irmão e dono de seu coração. Até mesmo prendeu a respiração. Levou algum tempo para se recuperar e mais algum para reagir com cautela, limitando-se a enxergá-lo como um oponente qualquer, porque tudo o que sentia era repulsa e raiva e aquilo a estava deixando irracional.

— O que faz aqui, desertor?! — Sakura questionou entredentes, forçando a Kunai para fazê-lo recuar. As esmeraldas baixas para evitar ser pega pelo poderoso Sharingan, causou uma pequena curva no fim da linha reta nos lábios de Itachi, que apesar da expressão séria e intimidadora, parecia zombar de si.

— Prevenindo-se contra meu Dōjutsu? Sábio da sua parte, Kunoichi. — A seriedade mordaz invadiu os tímpanos dela, lhe arrepiando o corpo gradativamente.

Ela forçou a Kunai, o obrigando, em um único movimento, pular em outro galho para fugir do corte que pretendia lhe infligir.

Ainda com os olhos baixos, controlando a curiosidade de olhá-lo nos olhos, Sakura observou Itachi se endireitar e pousar a mão sobre a abertura do manto negro com nuvens vermelhas. Ele aparentava ser inabalável, mesmo que o tivesse pego de surpresa, e isso a fez ranger os dentes de raiva. Talvez pelo cansaço, custou-lhe um pouco de chakra para abordá-lo repentinamente e, ainda assim, não havia sido na velocidade que contava atingir. Esperava ao menos arrancar dele uma expressão surpresa pelo feito, mas Itachi se mostrou tão inexpressivo quanto o irmão caçula, que jamais pestanejava diante do inimigo.

— Seu Genjutsu não será eficaz comigo. — Afirmou, confiante. Empunhou ainda mais firme a Kunai, posicionando-se defensivamente.

Depois de voltar daquele encontro desastrosamente falho, treinou arduamente dia após dia seu corpo e sua mente, fortalecendo sua resistência contra Genjutsu, assim se houvesse um0 próximo encontro e Sasuke tentasse atingi-la com o Sharingan, estaria preparada.

Itachi estreitou levemente os olhos, os lábios formaram uma linha reta e a cabeça entornou levemente. Sua austeridade causava calafrios em sua oponente audaciosa que, mesmo com medo, o enfrentava bravamente, sem fraquejar em nenhum instante.

— Não se preocupe. Não vim aqui para lutar.

— Então veio para quê?

O silêncio perdurou enquanto ele a encarava e ela encarava a boca dele. Sakura esperava que fosse hostil, mas não havia hostilidade nenhuma sendo emanada dele; estava inexpressivo, impossibilitando-a de lê-lo e prevê-lo.

— Buscá-la. — Itachi respondeu, direto, a observando esboçar sua confusão através do cenho róseo franzido e olhos esmeraldinos trêmulos.

Sakura apertou um pouco mais o cabo de sua Kunai e, inconscientemente, recuou um passo. Em seu interior, freava as perguntas que surgiam uma após a outra e o medo proeminente se espalhando por seu coração.

“Então era isso.”, se confortava, ainda que aquela afirmação, resposta de sua dúvida de mais cedo sobre o motivo de ter passado o dia inteiro aflita e nervosa, deixasse-na em caos. Por um lado, não estava enlouquecendo com aquele pressentimento de que algo ruim estava prestes a acontecer, por outro, havia um membro da Akatsuki afirmando que veio ao seu encontro para buscá-la.

— Por quê?

Se limitou a perguntar, calculando em sua mente todas as possibilidades estratégicas de um ataque repentino que poderia sofrer. Dificilmente sofreria um ataque tão óbvio de frente. Seria pela esquerda? Pela direita? Por baixo? Cima? Com um Bunshin ou com o verdadeiro?

— Não vou atacá-la, se é o que pensa que vou fazer. — O Uchiha garantiu, a observando se precaver.

— Responda minha pergunta! — exigiu, os olhos quase alcançaram os olhos dele por um impulso de encarar seu oponente, mas, por sorte, conseguiu se controlar antes, mantendo o olhar até, no máximo, a altura da boca.

— Deixarei que resolva todas as pendências que têm e então voltarei para buscá-la.

A fala dele a fez engatar a respiração. Não respondeu sua pergunta e ainda deixou claro que tinha pleno conhecimento do que ela fazia e pretendia fazer, provando que estava sendo vigiada há algum tempo.

Organizar seus pensamentos estava ficando cada vez mais difícil. A racionalidade ameaçava abandoná-la.

As mãos começaram a tremer e as pernas a ficarem moles. A adrenalina corria à solta por suas veias, alarmando seu corpo conforme os olhos nublavam com inúmeras cenas de confrontos entre eles no caso de contrariá-lo hostilmente, atacando-o para criar uma distração que permitisse uma tentativa de fuga. As possibilidades que calculou eram ruins, não poderia se dar ao luxo de pagar para ver, não nas condições em que estava.

— E se eu não for? — petulante, questionou.

Mordeu o interior da bochecha vendo-o imóvel.

Algum tempo se passou e Sakura já imaginava outras mil e umas situações recorrentes de qualquer alternativa que não fosse ter que ficar parada, aguardando a morte buscá-la, e, em todas elas, estava na pior. Pouco chakra, fadiga, limite emocional, tudo em seu corpo gritava que estava em desvantagem. Como enfrentaria um Akatsuki naquelas condições?!

Poderia causar um alarde para chamar a atenção, mas estavam próximos de um hospital e não de um prédio militar.

Seria possível contar com a sorte de algum ANBU ou policial patrulhar próximo dali? Não, seria imprudente contar com a sorte, até porque estavam na área do jardim do hospital e dificilmente havia patrulha por ali.

“Droga. Ele pensou em tudo.”, praguejou, mordendo o lábio inferior e sentindo o gosto de ferro se juntar à sua saliva.

— Konoha e seus habitantes sofrerão em consequência da sua recusa e… de qualquer forma, vou levá-la comigo.

Ela engoliu a seco e sentiu o coração ameaçar pular boca afora. A imagem de Itachi se transformou em uma sombra negra e, em seguida, desfez-se em inúmeros corvos que sobrevoaram ao seu redor.

Mantenha sigilo. Matarei qualquer um que souber ou descobrir que voltarei para buscá-la.”

A voz ecoou pela floresta quando os corvos voaram ao alto, saindo de seu campo de visão.

[…]

NOTAS FINAIS:

O trecho do início do capítulo é da música: Dream Scape – Yuki Kajiura.

Sharingan – Olho copiador giratório.

Dōjutsu – Técnica visual.

Kunoichi – Ninja do sexo feminino.

Genjutsu – Técnica ilusória.

Meu intuito era mostrar como o encontro do Time 7 com o Sasuke afetou a Sakura, portanto já aviso que verão muito ele ser citado no decorrer da fanfic, porque esse foi o estopim para Sakura passar por uma transformação e amadurecimento. E claro, a partir daí, em minha fanfic, mudarei o rumo da história original, adaptando-a aos meus planos!

Gostaram? Espero que sim! Tentei aproximar as personalidades o máximo possível, caso eu não tenha conseguido me avisem tá? rsrs

Que tal conversarmos sobre este capítulo? Por que acham que Itachi veio para buscá-la?

Contem-me tudo e não me escondam nada!

PRÓXIMO CAPÍTULO: Abnegação.

DATA DE POSTAGEM: 16/05/2021.

Até a próxima!*~

16 de Maio de 2021 às 02:23 0 Denunciar Insira Seguir história
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