evy-xx Evy Maze

[CONCLUÍDA] Park jimin e Jeon jungkook, viviam um amor adolescente intenso. Apaixonados, eram destinados um ao outro, como almas gêmeas. Porém, acabaram sendo separados contra a própria vontade, sendo assim, mantidos longe um do outro, por dez anos. Afastados, uma grande reviravolta acontece, e apenas uma promessa permanece. "A promessa do amor". Jeon jungkook, em meio ao desespero, jura o seu amor a Park Jimin no último segundo ainda juntos, dizendo assim, que o esperaria, independente do tempo. Mas o tempo passa, e a realidade é outra. Seria possível, manter um amor a distância, e sem um mísero contato por tanto tempo? Seria possível reatar um relacionamento interrompido da maneira mais brusca possível? O destino funciona da maneira dele, em um sentido único, e cabe somente a ele, cumprir o que já havia escrito anteriormente.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

#bangtan #bts #tempo #amor #destino #jungkook #jimin #Jikook
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Amor

O amor várias vezes pode ser complicado, e muitas das vezes, seguimos por caminhos onde sequer gostaríamos de seguir.

A história a seguir é contada a partir de uma separação.

A dor, será sentida, porém, o amor também.

Dois corpos, onde apenas uma alma era nutrida.

A força, foi impulsionada ali, e de nada podiam fazer, eram jovens. Viviam à mercê da vida, e tinham que cumprir regras.

Os preconceitos vividos no dia a dia eram muitos, e machucavam, provocando feridas profundas, porém nada doía mais do que a negação do próprio sangue, tendo assim, um romance vivido às escondidas, claro, até certo dia.

— Eu estou a ponto de enlouquecer!

Jeon Jungkook esbravejou, caminhando de um lado a outro.

Park Jimin, um jovem brilhante, foi obrigado a viver sua adolescência em outro país.

Viveu por anos sozinho, e estranhamente, encontrou paz no modo de vida.

Tinha saudades, óbvio, mas estava seguindo seu futuro, longe de todos os que podiam o julgar mal, ou até lhe fazer mal.

Jeon Jungkook também viveu sozinho. Não na maior parte do tempo, ele odiava a solidão. Mas buscou em amigos e amores a paz que um dia sentiu nos braços daquele que lhe foi tirado à força.

Ele também seguiu sua vida e conquistou sua carreira.

Sentia saudades, óbvio, ele não se esqueceu da promessa um dia sequer. Queria e pedia, todos os dias, tanto ao amanhecer, quanto ao anoitecer, que se amor voltasse.

O queria de volta.

E ele havia voltado.

Parece ironia, mas sua vida, depois de tantos anos lhe dando rasteiras doloridas, havia lhe presenteado.

Seu jimin havia retornado, e naquele momento, ele se sentia o homem mais feliz do mundo.

Foram dez anos. E todo esse tempo, ambos tentaram seguir em frente, mesmo que, no fundo, não quisessem.

E jungkook era o mais eufórico com tudo isso. Sentia seu corpo nervoso, e o coração acelerado. O sentimento e o amor, que ainda permaneciam quentes no peito, emanava ainda mais com a certeza de que sim, ele havia retornado.

E como o bobo apaixonado que sempre foi, estava feliz, alegre! Seu mochi estava de volta, e ele agora podia o amar novamente, em paz.

— Garoto fica calmo. — Jin tentava acalmar os ânimos do melhor amigo, mas parecia não surtir efeito algum.

— Eu preciso ir até ele, hyung! Ou eu tenho certeza que morro de agonia.

— Deixa de drama. — Jin o olhou. — E você só pode ter enlouquecido jungkook! Você não vai a lugar algum. Eu não vou deixar!

— Hyung entenda, é o meu jimin! Sabe quanto tempo eu o esperei? O pai dele o levou de mim, hyung. A forca! Você mesmo sabe... Ele nos separou, levou Jimin para longe de mim, e agora que está de volta, livre, e eu preciso dizer a ele que eu o esperei como o prometi.

— Faz anos jungkook, anos! O que você acha que irá acontecer? Vocês não são mais os adolescentes apaixonados com quinze anos. Vocês são adultos agora!

— Hyung, eu o amo! — falou com a certeza que batia junto a seu coração. — Amor ninguém controla, não. Eu sempre o amei, e ele me pediu para esperá-lo, no dia em que estava indo embora, no meio daquele aeroporto, ele me pediu hyung... — Suspirou com as lembranças. — ele me pediu isso em meio às lágrimas e o desespero, e eu cumpri... Eu o esperei, e agora irei buscá-lo.

Seokjin tentava, mas de nada adiantava. Seu melhor amigo era teimoso, e com isso nada o impedia de fazer o que lhe dava na telha.

Ele sabia sobre Jimin e seu retorno. Soube até mesmo antes que jungkook, numa daquelas postagens de redes sociais da empresa de moda, anunciando os novos modelos. Mas ele não conseguia ficar feliz com aquilo. Não porque tinha ciúmes ou algo do tipo, era porque temia ver o melhor amigo sofrendo tudo novamente.

Ele e somente ele, sabia tudo o que Jungkook havia passado com o afastamento forçado.

Foram dias de sofrimento, quase como um luto. O garoto sorridente e apaixonado, havia se tornado um garoto frio, e sem esperanças. E em meio a tantos amigos, somente Kim seokjin, havia permanecido ao seu lado.

— Você pode falar com taehyung? Jimin irá fazer uma campanha para a empresa dele, e eu preciso estar lá.

— Você quer mesmo isso, kook? — Jin o fitou sério, mergulhado no olhar desesperado do outro. — Você sabe que pode dar errado, e eu não irei admitir te ver chorar novamente por isso.

— Pode dar certo também, hyung. — tocou os ombros do melhor amigo, e era possível entender seu olhar de súplica. — Eu preciso do meu mochi de volta.

Jin suspirou cansado. Não iria conseguir tirar essa ideia da cabeça dura do amigo, muito menos o fazer esquecer, então o que lhe sobrava de alternativa, era somente o ajudar.

— Ok, falarei com taehyung. — Disse por fim, aceitando a derrota.

Jungkook abriu um sorriso, o maior que havia dado em anos, e o abraçou.

— Obrigado, hyung.

— Mas — Seokjin disse e Jungkook o soltou devagar, o olhando. — Eu irei com você... Se Jimin não quiser sequer te olhar, você desiste disso na mesma hora, estamos entendidos?

Jungkook pensou por breves momentos, e assentiu.

Sabia que era arriscado demais, pois quando fazia um trato com seokjin, era realmente levado a sério, mas era seu jimin, o seu amor, tinha certeza que tudo sairia bem.

[...]

Park Jimin estava de volta.

Seu retorno deu início depois da morte de seu pai.

O drama vivido por eles, era algo que fez com que Jimin o odiasse por anos.

Seu próprio pai havia o mandado embora para fora do país, por causa de sua descoberta dramática, de que o próprio filho, era gay.

Foi o pior dia da vida de Jimin, sem dúvidas.

Ele ainda lembra-se da dor e do desespero vivido aquele dia.

Da vergonha e do medo.

Jimin havia sido tirado à força dos braços do único homem no qual já havia amado, e ainda teve o desprazer de ouvir seu próprio pai falar que aquele relacionamento era a pior sujeira a ser feita para dá-lo desgosto, e ver o filho junto a outro homem, era nojento.

A voz do park mais velho ainda ecoava vezes acima de vezes, na cabeça do filho.

E ficava ainda mais alta, a cada vez que park jimin, se envolvia ou apenas tentava se envolver, com outro alguém.

Sentia-se culpado.

Não podia, nem deveria, mas se sentia culpado.

Mas também tinha total noção de que se tinha realmente um culpado daquele drama, e o culpado era seu pai.

O mesmo que o obrigou a ir, chegou ao ponto de dizer que o filho apenas estava curioso sobre os homens, e que logo passaria, acharia uma boa moça para casar-se e formar uma família de verdade.

Era patético, mas ele sempre dizia o quanto o garoto era ingênuo demais para a vida adulta.

E talvez park até fosse, era somente um adolescente. Ele tinha sim, suas incertezas, e problemas, mas aquilo não era uma fase de dúvida, Park era gay. Querendo seu pai ou não, aquilo não mudaria, ele amava jungkook.

Mas Jimin começou mesmo a odiá-lo, no momento em que mesmo longe, em outro país, o homem que sempre o chamou de filho, lhe repudiou, e o proibiu de ter vínculos familiares com qualquer um que tivesse o sobrenome Park.

Eram inúmeras também, as ofensas na qual ele tinha o prazer de ditar ao pequeno. Dizia que Jimin não era um homem de verdade, e sim um garoto fraco, com problemas psicológicos, e muito, muito errado.

Jimin odiava tanto aquilo, mas mesmo assim acatou. Amava o namorado, e teve que o deixá-lo; Partiu com o coração quebrado, vendo o do outro já despedaçado, apenas para seguir os costumes e respeitos, obedecendo sempre às ordens de seu pai.

Em outro país, pensava em jungkook todos os dias, ao menos durante os dois primeiros anos.

Em Nova York, conheceu gente nova, e até se aventurou em alguns romances, mas seu coração apenas a um pertencia.

No terceiro ano morando fora, tentou esquecê-lo, e até chegou a achar que havia conseguido, mas a dor e a lembrança sempre retornavam, mesmo demorando. Voltavam em sua mente, com a imagem do sorriso bonito na boca desenhada, das mãos grandes o tocando e apertando, e de todas as palavras e juras de amor que foram ditas um ao outro.

Lembrava-se da promessa feita no último momento, no meio do aeroporto, com seu pai o puxando pelo braço para entrar à força naquele avião, e isso o maltratava muito. Pensava que seria melhor esquecer-se de uma só vez jungkook e todo o seu encanto, mas nunca conseguia, não adiantava.

Dez anos depois, estava de volta em Seul. Formado em dança, e com sua carreira como modelo, nas alturas.

Iria participar de um dos desfiles de moda mais esperado do momento, no país, onde a marca italiana Gucci, faria parceria com a marca coreana, Vante, na qual estava sendo contratado como modelo temporário, e isso só o deixava mais feliz.

Assim que chegou a Seul, notou que o lugar tinha um leve cheiro de saudade, misturado ao cheiro de família, e amor.

Pensou em jungkook assim que pisou em solo coreano, o que foi inevitável de controlar, e sentiu saudade no mesmo momento.

Retornou logo após a morte do pai, que havia partido há alguns meses, e o tinha abalado muito, mas também o livrava do peso, enfim estava livre para ser ele mesmo.

Ele agora podia ir e voltar para onde quisesse com quem quisesse do jeito que quisesse.

Estava feliz acima das circunstâncias, e não se sentia mais culpado por nada.

As pessoas que visse park ali, na rua, poderiam até achá-lo louco. Estava atento a tudo, apaixonando-se a cada segundo, ou a cada vez que olhava ao redor da grande cidade, e via a imensidão que o pertencia; ouvia as vozes ao redor, e sorria, reconhecendo o seu idioma natal, teve então novamente a certeza, estava de volta.

— Com licença. — tocou o ombro de uma das recepcionistas do grande hotel que acabava de entrar — Poderia me dizer onde encontro, Park Jihyo?

— Qual o nome do senhor? — a recepcionista perguntou, olhando o computador logo à frente.

— Park jimin.

A moça abriu os olhos no mesmo instante que ouviu o nome. Pareceu enfim reconhecer quem estava à sua frente, e logo se atentou em endireitar a postura.

— Seja bem-vindo, senhor Park. Sua irmã já está ao seu aguardo. Queira me acompanhar, por favor.

Jimin sorriu, e a seguiu, deixando suas grandes malas em seu carro.

Seria somente uma visita rápida.

Três batidas foram dadas no quarto que ficava no último andar, na cobertura luxuosa que pertencia a sua irmã, igualmente a todo o hotel, e logo a porta foi aberta, e a pequena garota, de olhos grandes e cabelos arrepiados foi vista.

— Você demorou tanto que peguei no sono. — resmungou a garota, deixando a porta aberta para que o irmão entrasse, caminhando até o sofá, e se jogando ali, onde antes, dormia profundamente.

— Desculpa maninha. — sorriu e viu a garota abrir os braços, o chamando.

Jimin se jogou em cima dela, recebendo o aperto quente dos braços magros, e a apertando de volta, cheio de saudade.

— Você não cresceu nadinha irmã.

— Analisou-a. — Onde está a mamãe?

— Viajando, talvez. — deu de ombros.

— Depois da morte do papai, ela vive por aí gastando dinheiro.

Jimin riu, e viu sua irmã bocejar.

— Vim apenas buscar a chave do meu apartamento, preciso ir, tenho uma reunião com Kim Taehyung hoje.

Jihyo se levantou preguiçosamente, e caminhou até seu quarto. Buscou entre suas joias, que estavam bagunçadas, a chave que havia guardado para seu irmão.

Havia o comprado um apartamento.

Enquanto a irmã ainda não voltava, Jimin se aproximou da grande janela que havia no centro da sala, e observou Seul, que já escurecia, e se tornava bastante iluminada.

Novamente pensou nele, e Jimin já estava se praguejando por isso.

Porque jungkook não saía de seus pensamentos? Fazia tanto tempo. Talvez ele nem lembrasse mais de si, talvez nem se lembrasse da promessa, ou do amor que sentiam.

Jimin havia tentado ao máximo esquecer a tal promessa, mas era praticamente impossível.

Era amor, e amor não dá para esquecer.

Todas às vezes que se envolvia com uma nova pessoa, ele se lembrava dos olhos negros, grandes e redondos, derrubando lágrimas incansavelmente, em meio a soluços e juras de amor, no meio do aeroporto, o puxando par si, implorando para não o deixar; e Jimin se lembrava da dor, da saudade. Lembrava-se bem dele, e do amor que ainda sentia em si.

— Aqui. — foi puxado de volta a realidade, vendo sua irmã com a chave nas mãos. — É todo seu.

— Como vai à empresa? — buscou a chave, e a guardou no bolso.

— Mamãe está pensando em vendê-la. Namjoon está fazendo um bom trabalho, e talvez a Park company, passe a ser Kim.

— Namjoon? Acho que não o conheço ainda.

— Talvez o conheça no almoço de domingo, ele e mamãe se tornaram grandes amigos.

— Ok. Então te vejo no domingo, certo? — perguntou e viu a irmã sonolenta assentir. Deixou um beijo sobre os cabelos escuros e bagunçados da garota e a olhou nos olhos — Estava morrendo de saudade.

— Se cuida, oppa. — ela deu um sorriso, tão bonito que o fazia lembrar-se da mãe. — Eu também estava morrendo de saudade...

Jimin se despediu da irmã mais nova, retornou para o centro da recepção, e viu algumas pessoas o olhando.

Talvez estivessem lembrando quem ele era afinal. O filho dos Park's. Ou apenas tivessem o comparando com a irmã mais nova, que mesmo tão desleixada e preguiçosa, aos vinte e dois anos, já era dona do maior hotel de Seul.

Continuou andando, e com um sorriso simpático, agradeceu ao manobrista do hotel, quando teve seu carro de volta.

As ruas movimentadas e iluminadas foram ficando cada vez mais frequentes, e só quando o seu GPS avisou o bairro no qual estava entrando, viu que se tratava do centro de Seul, Gangnam-gu.

Sua irmã havia comprado um apartamento, em um dos bairros mais famosos da cidade, e ele nem se admirou com aquilo.

Quando parou em um dos tantos arranha-céus que havia ali, no qual a cobertura o pertencia, ficou impressionado com o exagero.

— Se não tivesse exageros, não seria Jihyo. — Comentou consigo mesmo, sorrindo para o lugar.

Cumprimentou um dos porteiros que estava ali, e informou seu nome, no qual o rapaz que estava já o esperava. Sabendo que se tratava do novo dono, o porteiro se apressou em ajudá-lo com as malas, e se surpreendeu quando recebeu um sorriso e um agradecimento pela ajuda.

Geralmente, as pessoas do prédio nem o olhavam direito.

Jimin sempre teve esse diferencial de seu pai. Aprendeu a tratar bem qualquer que fosse ser humano, sem olhar raça, cor ou o sobrenome.

Depois que o homem se foi, Jimin viu que estava sozinho no meio daquela enorme cobertura, e aproveitou para olhar ao redor.

As grandes janelas, totalizando três em toda a sala, o dava praticamente a visão de toda a cidade.

Chutou os sapatos para o canto, e arrastou a mala para o meio da sala, abrindo-a ali mesmo e dali escolheu qual seria a roupa que usaria para a tal reunião com o taehyung, seu chefe.

[...]

Seokjin digitava mensagens animadas, respondia o rapaz no qual havia conhecido há pouco tempo, e vinha mantendo uma espécie de relação.

Era como se o rapaz estivesse apaixonado, e tivesse encontrado seu príncipe encantado.

Jungkook ao lado sorria toda vez que o amigo suspirava. Estava rabiscando uma das folhas de seu caderno principal, atrás de criar um dos tantos desenhos que complementavam sua empresa e marca a espera de uma resposta ou sinal positivo, vindo de Seokjin.

— Nada ainda? — Perguntou a Seokjin, talvez pela décima vez.

Seokjin bufou e revirou os olhos, parando de digitar por um momento apenas para encará-lo.

— Tae é muito ocupado kook, as coisas não são assim, elas demoram.

— Estamos esperando há três horas, hyung. E se fôssemos lá? Não seria mais fácil?

Jungkook ergueu o corpo, pronto para sair, puxando o melhor amigo pelo pulso.

— Está doido? Ele disse que tinha uma reunião importante hoje. Você vai esperar. — Jin o puxou de volta para se sentar. — Aquieta o cu.

— Mas hyung, jimin é um dos contratados dele, talvez esteja nessa reunião também...

— Jungkook não pira! — deu uma tapa leve na testa do outro, e o encarou — Se ele estiver lá, é a trabalho. O que pretende fazer, atrapalhar? Vocês terão todo o tempo do mundo, agora aquieta a bunda ai e espera.

Emburrado, Jungkook bufou e voltou a rabiscar, agora com raiva, o papel.

Passou-se mais de uma hora, e ele já mastigava a ponta do lápis, nervoso, com os dedos batendo em um ritmo acelerado.

— Será que ele se lembra de mim, Hyung? Será que ele me esperou, assim como eu o esperei?

— Não sei jungkook. Ouvi que ele namorou enquanto estava fora. — Jin o respondeu sem tirar os olhos do celular. — Assim como você, né?

— É, mas... Ele ainda pode me amar, não é?

— Kook, eu estou preocupado. — Jin largou o celular e olhou para o amigo que parecia muito nervoso. — Você não pode cobrar dele nada disso... E se ele te der uma resposta negativa? — Jungkook abriu a boca, mas nenhuma resposta deu. Jin o observou e percebeu os olhos nervosos procurando uma resposta. — Eu realmente tenho medo de como você possa ficar kook. — Lamentou e tocou o ombro esquerdo do mais novo.

— Você acha que ele me negaria hyung? — Encarou Seokjin que permaneceu calado. — Mas... Nós juramos! — Pareceu um pouco assustado. — Eu lembro que ele prometeu voltar para mim, e pediu que eu o esperasse...

— Mas até você tentou esquecer ele, kook. Eu me lembro dos relacionamentos frustrados que você teve, e até o noivado com a Yeri.

— Mas eu vi que em nenhum eu senti amor, como foi com ele, hyung... Sei que pode parecer uma paixão platônica adolescente, e até clichê demais, mas o jimin foi a única pessoa na qual eu amei, e amo! Não sei o que faço se não puder tê-lo de volta.

O celular do maior tocou, e ambos se assustaram. O nome "Taetae" picou na tela, e Jungkook ficou nervoso no mesmo momento.

Jin fez um gesto com a mão para que ele ficasse quieto, e atendeu a ligação.

Oi Jinie, você me ligou?

— Oi Taetae, liguei sim.

— Desculpa por não ter atendido, estava em reunião com os novos modelos contratados.

— Ah sim... Então, foi por isso que eu te liguei. Soube que irá contratar Park Jimin por uma temporada, não é?

— Ah, sim. Aquele garoto é perfeito, Jinie. Trará muita visibilidade à minha marca.

— Não tenho dúvidas disso, mas então... Eu te liguei, para falar de outro assunto. O jungkook me pediu para falar com você, na verdade.

Jin estava envergonhado, e jungkook apreensivo, era a única chance que tinham.

— Jungkook? Eu já não o vejo há algum tempo, o que ele quer falar comigo? E porque ele mesmo não me ligou?

— Ele ficou com vergonha...

— Vergonha? — Taehyung sorriu — O que ele está aprontando, Jinie?

— Então. — Seokjin também sorriu e olhou para o mais novo ao seu lado, que permanecia nervoso. — Você sabe que ele é um dos maiores fãs e consumidor da sua marca, não é? Então ele quer saber se você não o permitiria fotografar algumas peças com os modelos desta campanha para você...

— Fotografar?

— É, lembra, ele é formado em fotografia também, e tira ótimas fotos... Disse que não irá te cobrar nada, e quer fazer isso para demonstrar o quanto gosta muito de você e da marca.

Gostar de mim? Jin, vocês sabem que eu tenho o hoseok não sabem? Ele é ciumento demais...

— Sim, bobo, não é neste sentido. Ele quer apenas participar, sabe como jungkook é com as tuas peças, Taetae... Ele é seu maior fã!

Jungkook ao lado revirou os olhos fazendo jin sorrir ainda mais. Não era mentira, Jungkook realmente amava as peças de taehyung, mas para ele, o que importava naquela ligação era apenas um fato.

Conseguir ver park jimin.

Ok, peça para ele me ligar, está bem? Estou com saudade de vocês, seus ingratos. Vamos marcar para sair!

— Ok. Te mando uma mensagem, e a gente marca, está bem? Um beijo, Taetae.

— Beijão.

A ligação foi encerrada, e Jungkook o olhou apreensivo.

— Ele disse que ok, pediu para que você o ligasse.

Jungkook sorriu, e faltou sair dando cambalhotas pelo chão da sala de tão feliz. Ele pulava e gritava, enquanto Seokjin segurava a risada, vendo toda aquela alegria.

Jungkook iria ver Jimin, finalmente iria ver o seu mochi.

[...]

Tédio era o que resumia jimin.

Jogado no meio da sala de sua cobertura, encarava o céu pela grande janela.

Ele não sabia o que fazer, ou quem procurar, até que a lembrança veio à mente, e uma luz quase brilhou acima de sua cabeça.

Caçou o celular por toda a sala, até o encontrar jogado atrás do sofá.

Desbloqueou o aparelho, e abriu seu Twitter.

A aba de notificações estava lotada, milhares de pessoas o seguiam e a caixa de mensagem ultrapassava cem.

Clicou na busca, e digitou o nome no qual não procurava a tempo.

"Min Yoongi".

Achou vários, mas nenhum era o que procurava. Tentou buscar na memória, de alguns meses atrás, onde por mero destino, esbarrou com o conhecido em Nova York.

Yoongi havia ido à Nova York em uma viagem de negócios, fechava com algum artista, numa parceria musical, no qual surpreendeu Jimin, saber que ele havia se tornado produtor, já que não era a carreira em que ele dizia querer seguir quando adolescentes. Ele queria ser pianista.

No encontro, yoongi disse para procurá-lo quando estivesse em Seul, para que saíssem juntos, e até passou seu contato, mas tolo como park é não se lembrou de salvar o número, então estava de mãos vazias, apenas tentando se recordar do nome da empresa, na qual yoongi era dono.

— Min yoongi... Puta merda, eu não consigo lembrar! — bufou e se jogou novamente no chão.

Olhou o teto, e depois inclinou a cabeça para trás, observando uma nuvem passar no céu.

Lembrou-se do Google, no qual sempre o salvava quando tinha dúvida de algo, ou apenas queria pesquisar.

Sentou e cruzou as pernas, em posição de índio. Desbloqueou novamente o celular e abriu a página de pesquisa, digitando o que queria achar.

"Min Yoongi, produtor musical".

Clicou em buscar, e no mesmo instante o rosto pálido de Yoongi apareceu na tela, sorrindo. E abaixo a escrita:

"Min yoongi, 27 anos, produtor musical, fundador e proprietário da Genius Lab, ".

Jimin se surpreendeu em como aquilo era rápido em achar informações de vidas alheias, e até temeu o que acharia, caso buscasse o próprio nome.

Viu o telefone para contato da empresa, e logo clicou, sendo direcionado imediatamente para a chamada.

Três toques, e uma moça atendeu.

— Genius lab, boa noite. Em que posso ajudar?

— Ah, boa noite. Sou park jimin, procuro por min yoongi.

— O senhor min está indisponível no momento.

— Você pode avisá-lo da ligação? Ele pediu para que eu o ligasse.

— Park Jimin, não é isso?

— Sim.

— Só um instante. Irei verificar.

A ligação ficou muda, e por longos segundos Jimin apenas olhou para um ponto cego a sua frente, até ouvir uma movimentação do outro lado da linha, e a voz familiar ecoar do outro lado.

— Jimin-ah?

— Suga-hyung! Desculpe estar te ligando a essa hora.

— Não se preocupe, não está atrapalhando. Tudo bem?

— Tudo sim, hyung. Obrigado por perguntar...

— Que nada, mas então, a que devo a honra da sua ligação?

— Bom, eu estou em Seul... Cheguei hoje, e você me pediu para te procurar quando retornasse...

— Está no tédio, não é?

O outro riu, e Jimin assentiu fazendo bico, mesmo que estivesse somente ele, na imensidão daquela cobertura.

Sim... Quer dizer, eu não conheço muita gente aqui. Já faz dez anos...

Dez anos. — Yoongi pareceu se recordar — Bom, estou terminando alguns trabalhos agora, mas estará livre às dez?

Sim!

— Este é seu número?

Jimin assentiu novamente.

Sim.

— Certo, te mandarei uma mensagem, e você me enviará o seu endereço ok? Te pego às dez.

— Ok hyung, até mais tarde...

A ligação foi encerrada, e Jimin sorriu.

Olhou as horas, e ainda marcava seis da noite.

Foi até seu quarto, e abriu as malas que ainda estavam jogadas no chão do closet.

Começou a organizar as roupas nas prateleiras e cabides, e depois de uma hora e meia, deixou tudo em ordem, já deixando separada a roupa na qual usaria para sair com seu colega.

[...]

— Acho que irei pintar o cabelo, o que acham de loiro?

— Você já pintou de loiro uma vez Jin-oppa, e ficou lindo.

— Obrigado lisa, e você kook o que acha?

— Concordo com minha maninha.

— Bagunçou os cabelos da garota mais nova, recebendo um tapa na mão. — Você fica bem de loiro, aliás, fica bem com qualquer cor.

— Isso é verdade. — Jin sorriu os olhando. — Eu sou perfeito.

Jungkook sorriu, e olhou para a irmã, que sorriu toda boba para o celular.

— O que tanto tem nesse celular, que está te deixando igual ao coringa, uh?

A garota o olhou e fez uma careta, antes de se ajeitar sobre o grande sofá da sala, e o mostrar a tela do próprio celular.

— Yoongi-oppa quer sair mais tarde, então chamei a jennie-ah para ir conosco.

— Yoongi? O produtor? — a garota assentiu. — Está ficando com ele?

Quem me dera, somos apenas amigos...

— Hm. — o irmão olhou novamente para o celular e viu a foto do contato onde Yoongi sorriu, mostrando parcialmente a gengiva. — Ele não é ex do tae? — Perguntou a Jin, que apenas balançou a cabeça assentindo.

— Ele disse que vai levar um amigo que chegou hoje em Seul, talvez seja o namorado dele, não sei.

— Que seja. — Jungkook deu de ombros e olhou a irmã. — Só tome cuidado, ok?

— Você fala como se eu não tivesse vinte e um anos, oppa.

— Será sempre uma garotinha. — sorriu. — Mesmo que uma garotinha bem endiabrada.

Lalisa revirou os olhos, fazendo o irmão sorrir. Seokjin do outro lado da sala ficou de pé e guardou o celular no bolso.

— Bom, eu já vou indo. — Avisou.

— Já? — Lalisa fez bico, sem nem perceber.

— Já minha florzinha. Tenho um encontro hoje.

— Com o tal namjoon? Tome cuidado. — Jungkook avisou. Parecia ser uma mania sua, pedir para que as pessoas tomassem cuidado.

— Eu não sou sua maninha kook. — mandou um beijinho, e lalisa sorriu. — Tenho vinte e oito anos, preciso achar a tampa da minha panela, antes que as rugas a afaste de mim.

— Até parece, você pode ter oitenta anos, hyung. Sempre estará com essa mesma aparência... Mas vem cá, você acha que sua tampa será o namjoon? Aquele cara esnobe?

— Fique aí com a sua inveja, que vou para minha humilde residência, melhorar a minha beleza esplêndida, para mais tarde, se é que é possível — Jin disse simples, olhando para ele.

— Humilde? — jungkook riu. — Até parece que a porra daquela mansão, é humilde.

— É igual à sua, seu burguês safado.

Jin disse sorrindo e abanou as mãos, se despedindo. Lalisa ficou de pé e levou o amigo até a porta de casa, enquanto Jungkook permanecia deitado no sofá, fazendo o que mais amava fazer, nada.

[...]

A campainha tocou duas vezes, e Jimin correu, enquanto abotoava a camisa vermelha de seda que usava.

Fechou os últimos dois botões, e destravou a porta, sorrindo quando viu Yoongi logo ali.

— Nossa. — Yoongi o olhou de cima a baixo. — Está lindo Jiminie.

— Você também hyung, entre. — Saiu da frente, e o deu passagem. — Já estou terminando, está bem?

— Sem pressa.

Jimin ofereceu o sofá para Yoongi sentar, e correu para o quarto, buscando seus sapatos de marca, para calça-los, e assim finalizar seu look.

— Para onde iremos?

House Beer, conhece? — Jimin negou, o fazendo sorrir. — É um bar, fica aqui perto.

— Ok, vamos?

— Certo, deixa só eu avisar a uma amiga, que já estamos indo. Ela irá nos encontrar lá.

Jimin assentiu, e buscou a carteira, abrindo a porta para que ele e Yoongi saíssem.

No bar, a música não era tão alta, mas havia muitas pessoas circulando por todo o lugar.

Jimin e Yoongi já bebiam e conversavam alegremente, lembrando-se do passado, e sorrindo das vergonhas.

— Aquele dia em que você teve que nadar pelado. — Jimin fez uma pausa na fala, somente para rir. — a sua bunda branca chegava a tremer de frio.

— Não me lembre disso. — Yoongi abanava as mãos, gargalhando alto. — Lembro que fiquei com meu primeiro garoto naquele dia, talvez minha bunda branca tenha até me ajudado.

Os dois gargalharam alto, e Jimin até secou algumas lágrimas que escorriam no canto dos olhos.

— Era a melhor época, hyung. — Jimin falou mais calmo, agora sentindo saudade, justamente da época em que podia amar jungkook.

— Era mesmo. Pena que você foi embora sem nem avisar. O que aconteceu naquela época para você ter sumido repentinamente?

— Meu pai. — deu de ombros. — Ele descobriu que eu era gay na época, e surtou então me mandou para outro país.

— Surtado. — Yoongi negou sorrindo — Lembro que você até namorava, não era? Aquele garoto magrelo, que parecia viver assustado com os olhos grandes saltando na cara...

— O jungkook. É... a gente namorava...

— Você terminou com ele naquela época? Porque viviam tão grudados que pareciam que iam casar, e viver para sempre como aqueles filmes clichês, mas depois que foi embora o garoto também sumiu ninguém na escola entendeu nada.

— Fomos obrigados a terminar, hyung. — se lamentou. — Mas eu nem sei como ele ficou naquela época... Nem sei como ele está hoje, também. A gente não manteve contato nenhum.

Yoongi assentiu, e olhou para a entrada do bar. Viu às duas garotas que entravam de braços dados e sorriu.

Acenou para ambas, para que o vissem, fazendo Jimin virar para prestar atenção.

Lalisa sorriu, e caminhou puxando Jennie, até estarem sentadas à mesa, junto a eles.

— Vocês demoraram muito. — Yoongi reclamou, fazendo a garota dá-lo um beijinho na bochecha.

— Desculpa, oppa, a culpa é da jennie-ah, que demorou fazendo maquiagem.

— Minha? Até parece que você também não demorou três anos para escolher um vestido.

Às duas sorriram, e então olharam para o garoto loiro ao lado.

— Lalisa, jennie, esse é Jimin.

Às duas o cumprimentaram, e os olhos de Jimin, observaram a maior.

— Lalisa? — olhou bem para a garota e então lembrou. — Jeon lalisa?

Ela o olhou, e estranhou, para só depois de alguns segundos o encarando, abrir os olhos grandes, que eram tão familiares.

— Park jimin?

A garota sorriu grande, enquanto Jimin assentiu. Fazia anos, e quando Jimin a viu pela última vez, a garota era só uma pirralha.

— Meu deus, quanto tempo! — Lalisa exclamou alto.

— Dez anos... — Jimin sorriu.

— Vocês se conhecem? — Yoongi perguntou e os olhou, junto à jennie que não entendia nada.

— Jimin era meu cunhado, oppa.

— Seu cunhado? — Yoongi faltou berrar. — Você tem um irmão?

— Tenho, Jimin namorou o jungkook, há bastante tempo atrás.

— jungkook, o assustado que estávamos falando?

Jimin sorriu assentindo, fazendo Yoongi abrir a boca, em espanto.

— Meu deus, que mundo pequeno...

— Não, é? Como você está, jimin-oppa?

— Estou bem, retornei hoje à Coreia, mas vim a trabalho... Fui contratado como modelo da Vante.

Aquela informação era irrelevante, e até desnecessária, mas para Jimin, quanto mais pessoas soubessem que ele desfilaria para a marca Vante, era melhor.

Vante só tinha estrelas, o que significava que ele podia se tornar uma também.

— Da Vante? — Jennie cobriu a boca com a mão. — Eu amo aquela marca, e soube que terá uma parceria com a Gucci, é verdade?

Jimin assentiu, se sentindo nas nuvens.

— Sim, e serei um dos modelos que irão desfilar. — Ressaltou.

— Meu ex é o dono. — Yoongi disse dando de ombros. — Não curto muito.

— Isso é porque você tem dor de cotovelo, hyung. Vante é a melhor marca coreana que tem. — Jimin disse sorrindo, vendo Yoongi revirar a cara, não concordando.

A garota mais nova o olhou, em admiração. Jimin sorriu para ela, em seguida para lalisa, doido para perguntar o que queria.

— É... E como vai seu irmão, lalisa?

— Me chame apenas por lisa, oppa. — a garota sorriu simpática. — e ele vai bem. O kook conseguiu abrir a própria empresa. — A garota falou orgulhosa.

— Mesmo?

— Sim. — ela assentiu — Uma empresa de designers. A perfect strokes, o nome é ridículo, mas faz muito sucesso.

— Nossa... — Jimin sorriu bobo, imaginando o quão bonito, adulto e responsável, Jungkook poderia estar.

Ele lembrava apenas do garoto apaixonado de dezesseis anos, totalmente bobo que conheceu.

O garoto que ele foi e era apaixonado, e por um momento sentiu medo, de o quão diferente Jungkook poderia estar.

Será que jungkook ainda se lembrava dele?

— Você quer ver uma foto dele? — lisa perguntou ao ex-cunhado.

O coração de Jimin acelerou. Lalisa sorriu e tirou o celular da bolsa.

Jimin engoliu em seco, e assentiu.

Yoongi e Jennie também olhavam atentos para o celular de Lalisa, à espera da foto.

— Aqui. — ela virou a tela, e no mesmo momento Jimin teve certeza que seu coração errou uma ou talvez duas batidas.

Era ele ali, bonito, forte, completamente diferente, mas estranhamente igual.

Sorria na foto, abraçando a irmã, e Jimin quase suspirou ao ver o sorriso de coelho que tanto amava e ama do mesmo jeitinho que sempre foi.

Era ele ali, era o seu bunny. E estava lindo.

— Ele está lindo. — Comentou baixo ainda vidrado na foto.

Jennie o encarou e em seguida sorriu. Olhou para Yoongi e o viu negar com a cabeça. Ambos estavam olhando a cara de bobo apaixonado que Jimin estava, e chegava até ser fofinho.

— Ele fala muito de você. — Lisa guardou o celular, e olhou para Jimin. — Comenta sobre como você é especial e bonito...

Ela sabia bem o quanto o irmão amava o outro, mas tinha medo de o ver sofrer de novo.

Ela era muito nova na época, tinha onze anos apenas, quando viu o irmão ser arrancado da vida do outro, e ter o seu amor levado para longe, apenas por serem dois garotos que se amavam.

Apenas por serem dois homens juntos.

Lisa, mesmo nova, não gostava de ver o irmão sofrer todos os dias, durante meses, e até depois de anos, ainda sofria. Ela o viu tentar esquecer. O viu tentar até firmar um compromisso mais sério com Yeri, uma moça bonita, educada, e inteligente. E jurava para si mesma que daria muito certo aquela relação, mas jungkook ainda amava muito jimin, e ela tinha certeza que ele ainda amava muito jimin, nos dias atuais também, então o irmão findou o compromisso, e voltou à espera de anos, pelo garoto que o prometeu voltar.

E veja bem, ele voltou.

Mas ainda a deixava aflita pensar no que seria dali para frente. Será que o Park havia voltado para seu irmão? Ou tudo não passou apenas de um amor adolescente, que no fim, nem amor era?... Aquilo sim, a incomodava. A dúvida.

— De mim? — Jimin a encarou.

— Sim, Jungkook gostava muito de você, oppa...

Gostava? — Jimin falou baixo. Pensou no porquê da frase estava no passado.

Será que Jungkook já havia mesmo lhe esquecido? Talvez fosse tarde, realmente.

Talvez já tivesse perdido o seu bunny há dez anos atrás, e sequer tivesse percebido.

A noite se estendeu assim, Lisa e Jimin conversaram um pouco, mas a garota não falou muito sobre o irmão. Afinal, não sabia se era o certo a se fazer.

Se Jimin e Jungkook tivessem de ficar juntos, o destino iria trabalhar, para uni-los, não ela.

Mas ela já tinha a certeza de que ele já estava trabalhando.

Beberam, sorriram, e Lisa até se declarou - parcialmente inconsciente e bêbada. - para a melhor amiga.

Disse o quão grande era o seu amor e como ela admirava jennie, mas igualmente a todos daquela mesa, talvez jennie nem se lembrasse no dia seguinte. Talvez.

[...]

Cinco dias se passaram, e enfim, o dia das fotos dos modelos da Vante, havia chegado.

Taehyung foi claro com Jungkook quando informou que as fotos seriam um promocional e precisavam ser ao nível profissional.

Jungkook até mesmo mostrou-lhe alguns de seus trabalhos da faculdade, e até uns que havia feito por puro prazer, e Taehyung até se surpreendeu.

Conhecia o outro ainda tão pouco, por terem se tornado amigos há apenas alguns meses, e nem imaginava o real motivo por ter jeon ali, fazendo questão de tirar as fotos, sem cobrar um mísero won.

— Eu vou com você. — Jin apareceu em seu quarto, vestido com uma roupa bonita.

— Quem convidou? — o amigo brincou, arrumando pela milésima vez, o cabelo.

— Ninguém. — deu de ombros. — Eu não preciso de convite, sou Kim seokjin, o dono do rosto mais bonito do mundo, tenho passe livre para ir onde quiser.

Jungkook riu, e olhou a roupa que vestia novamente. Estava nervoso por finalmente ter a chance de ver o seu mochi de novo, e queria estar impecável quando isso acontecesse.

— Como está minha roupa, hyung? — virou-se para o amigo.

— Ótima. Vamos? — jin o respondeu de olho no celular.

— Tem certeza? — o olhou e esfregou a mão na calça, estava suando pelas mãos.

— Tenho kook, está lindo. — sorriu para o amigo, e o abraçou. — Jimin irá cair para trás quando te ver, tenho certeza.

— Talvez eu caia primeiro. — Jungkook sorriu se sentindo ainda mais nervoso. Enfim iria encontrar o seu amor.

— Qualquer coisa eu seguro. — Jin piscou e puxou o melhor amigo pelo braço. — Agora vamos logo.

[...]

Jimin passava as mãos pelas peças separadas em seu nome. Sorria bobo, tocando-as e se encantando com os detalhes. Vante era a maior marca coreana. Conhecida mundialmente, e era usada pelos maiores nomes do mundo. Ser modelo da marca era como ter um sonho realizado.

— Senhor Park? — ouviu uma voz feminina o chamar, e se virou, para olhar quem era. — Com licença, sou Dahyun, sua maquiadora.

— Oh, entre, entre! — Jimin sorriu, vendo a moça bonita de pele pálida, se curvar educadamente, com uma grande maleta em mãos.

Ela ajeitou a maleta ao lado, na bancada, e ajeitou as luzes que ficavam presas ao grande espelho do pequeno camarim.

Jimin sorriu e a ajudou, não se importando que aquilo não fosse parte de seu trabalho.

— As fotos começaram em breve senhor Park... Podemos começar?

A voz da garota era baixa, e falha, ela estava tão envergonhada. A presença de um modelo Internacional a intimidava. Park jimin era o mais bonito ali, e ela não conseguia sequer o olhar por mais que cinco segundos, e o pior, teria que fazer uma maquiagem completa naquele rosto perfeito.

Oh deus, ela estava tão nervosa que temia cair dura ali mesmo, no meio do camarim.

— Claro. — Jimin sorriu, e a garota, acanhada, o indicou à cadeira.

Olhou a maquiadora abrir a grande mala, e se surpreendeu com o tanto de produto que havia ali.

— Nós usaremos tudo isso? — ele estava realmente surpreso.

— Oh, não. — sorriu. — Sua pele é muito boa... Então usarei pouca coisa.

Jimin sorriu assentindo, ainda olhando a diversidade de coisas ali.

Viu a moça pegar um pincel, e se ajeitou melhor na cadeira, fechando os olhos, ficando bem quietinho, para não a atrapalhar.

A maquiagem foi rápida e leve, Jimin se olhou no espelho e a pele parecia porcelana, nunca tinha visto-a tão perfeita.

Dahyun o observava, logo atrás, apreensiva com o resultado.

— Ficou ótima! Meu deus, a pele está perfeita!

Ela sorriu, sentindo o peso da responsabilidade diminuir, por ter feito um bom trabalho.

— Eles usam muitos flashes, mas não se preocupe, sua pele sairá perfeita...

Jimin sorriu para a garota, e a abraçou por impulso, era algo comum no país onde modelava. Dahyun a princípio se assustou, mas retribuiu.

— Obrigado! Ficou muito boa.

Ele estava se sentindo tão feliz, eram as fotos da vida dele. Fotos para a Vante, e isso estava o deixando elétrico.

A maquiadora se despediu, e saiu da sala, dando-lhe privacidade para enfim vestir as roupas da marca.

Jimin pegou a primeira peça e sorriu ainda mais.

Era a hora de ser o modelo que nasceu para ser.

[...]

Jungkook estava nervoso, talvez mais do que simplesmente nervoso, ele estava tremendo.

Com a câmera em mãos, andava pelos corredores da grande empresa, sendo seguido por seu melhor amigo, que atraía olhares, por onde passava.

— Acho que pensam que você é algum modelo novo, hyung. — Jungkook comentou baixo.

— Não duvido. — jin sorriu.

— Você devia tirar umas fotos também, começar uma carreira como modelo, você é muito bonito. Ficaria rico.

— Eu já sou rico, kook — Respondeu sorrindo. — Mas já pensei sobre isso, mas você sabe que eu gosto mesmo é de gastronomia, e graças a Deus, é o ramo da minha família.

— É aqui, hyung! — Jungkook parou em frente a grande porta do estúdio. — meu deus que nervoso!

— Você precisa se acalmar ou as fotos ficarão todas tremidas, daí você vai apanhar do Taetae, e não vai ver o seu jimin.

— Misericórdia. — Jungkook olhou feio para o amigo que ria de sua cara. — Vai, abre você!

Respirou fundo, e viu Jin abrir a porta.

Olharam ao redor, e muitos modelos passeavam por todo o lugar. Alguns corriam para terminar algum reparo na roupa ou maquiagem, e outros apenas esperavam a hora das fotos.

Jungkook procurou por Jimin, mas não o achou.

— Ah, Você chegou! — Kim taehyung apareceu. Vestido em um terno perfeito sobre o corpo, num tom azul bebê. Abraçou seokjin, e em seguida jungkook.

— Onde serão feitas as fotos? — Jungkook perguntou.

E por mais que Jungkook estivesse ali para encontrar com o seu pequeno, ele queria fazer um trabalho excelente com as fotos da Vante.

Porque convenhamos aquilo iria levar o seu nome, como assinatura, então faria bem feito, receberia reconhecimento.

— Ali. — Tae apontou, já caminhando e sendo seguidos por ambos.

Jungkook olhava atento ao redor, mas a julgar que fazia dez anos que não o via, temia não reconhecer mais o seu pequeno.

— Os primeiros modelos já estão prontos?

Taehyung perguntou à assistente, que assentiu.

A moça buscou um grupo de garotas e as apresentou.

Jungkook retirou a câmera da bolsa que carregava, e calmamente, a ajustou para tirar as melhores fotos.

Ajustou a luz, as posições e as lentes. Tirava fotos atrás de fotos, e não via o seu pequeno aparecer.

Cerca de uma hora já havia se passado, e modelos e mais modelos eram fotografados.

Jungkook olhava constantemente ao redor, e se frustrava todas às vezes, não o achando.

— Onde estão os internacionais? — tae berrou no meio do estúdio.

— Já estão vindo, senhor. — a assistente falou logo ao lado, dando um leve susto em Taehyung. — Estavam tirando fotos no outro estúdio, mas já estão vindo...

Jungkook ouviu, e sentiu uma tristeza enorme. Será que não seria aquele o dia do reencontro?

Olhou para uma porta que tinha no canto, e cerca de nove modelos passaram por ela.

— Acabaram todos os nacionais? — ele perguntou a taehyung que assentiu.

Os modelos que entraram eram de uma grande diversidade internacional. Havia pretos, pardos, amarelos, índios... Todos de diversas nacionalidades. Todos juntos e misturados, fazendo os olhos de Jungkook brilhar com as diferentes belezas e a imaginação de como faria as fotos.

E então, no final da fila, arrumando a roupa que usava totalmente alheio, estava ele.

Jungkook estava tão perdido em seus devaneios e desespero, que nem notou o loiro que arrumava a roupa que vestia logo atrás, no fim da fila.

— Você acha melhor primeiro a foto em grupo, ou individual? — Taehyung o perguntou.

— Melhor em grupo, fica mais fácil. — Jungkook falou regulando a lente.

Taehyung assentiu, e falou com eles em um inglês perfeito. Juntou os internacionais aos nacionais, e pediu para que se posicionassem.

Jungkook abaixou a cabeça para limpar a lente da câmera recém-ajustada, e nem notou seokjin lá no canto, pálido e de boca aberta, o olhando assustado.

Todos os modelos se ajeitaram logo à frente, se misturando.

Eles sorriam olhando o fotógrafo, e foi quando Jungkook ergueu o rosto sorrindo para eles, vendo todas as belezas misturadas, e pronto para fotografá-las, que ele viu a beleza que lhe era tão única.

O seu jimin.

O sorriso de coelho foi morrendo gradualmente, ao mesmo momento em que seus olhos constatavam que era sim, o dia do reencontro.

E Jimin estava igual. Paralisado.

Ambos se encaravam, como se o fantasma do passado estivesse bem ali, logo à frente.

E, na verdade, estava. Diferente, um pouco mais velho, e maduro, bonito como sempre foi, e assustador, como no dia do adeus.

— Está tudo bem, jungkook? — ouviu a voz lhe chamar e olhou para taehyung, assentindo devagar. Voltou seus olhos para o garoto pequeno de cabelo loiro, bem ali, a sua frente, e suspirou, ainda sem acreditar.

— Ok, vamos lá! — Taehyung gritou pela milésima vez, os preparando.

Jimin sorriu nervoso e tentou se concentrar no que havia ido fazer.

Estava ali a trabalho, e precisava ser profissional, mesmo sabendo que era difícil.

Respirou fundo, sentindo o coração acelerar, e quase sair pela boca, quando se voltou para a lente da câmera, sabendo que seu bunny estava logo ali atrás, a passos de distância.

O flash era forte, e ele tentava ao máximo parecer tranquilo e não estragar nada. Agradeceu aos céus por conseguir ser profissional e se sair bem em esconder o desespero.

Ele havia olhado-o, talvez houvesse se lembrado de si?

Será que ele ainda lembrava?

Jimin mal conseguia organizar seus pensamentos, que o outro já aparecia em meio a eles.

Sua cabeça estava uma loucura.

Quando todos se separaram, Jimin temeu não ter forças suficientes nas pernas para retornar ao camarim, mas felizmente conseguiu retornar, e se quer o olhou de volta, estava tão assustado, tão nervoso, que se olhasse para jungkook, poderia até colapsar.

Talvez não mais que o pobre jungkook. O garoto mal sabia o que fazer, ou o que pensar. Depois que viu o seu mochi, percebeu que ele nem o olhou muito.

Mesmo continuando a fotografar todos, seus olhos só miravam o sorriso bonito de Jimin, e ele nem o olhou mais.

Talvez Jimin não tivesse o reconhecido ou talvez apenas não tivesse gostado do que viu depois de anos.

Mas ele nem havia mudado tanto assim. Tinha alguns músculos no corpo, e o cabelo estava bastante grande, e algumas tatuagens pintavam a pele da mão e subia por todo o braço direito, indo pelo ombro, e provavelmente se perdendo nas costas.

Mas era somente isso, ele ainda era o mesmo por dentro, ainda era o bunny que ele adorava beijar e se agarrar, o bunny que na primeira vez na qual fizeram amor, ainda tão jovens, disseram o famoso e clichê "eu te amo" junto.

Ainda era ele ali, o homem que jurou o esperar, e que ainda o esperava.

O homem que o amou e amava muito.

Tentou afastar a dor e os pensamentos, se concentrando nas pessoas de outros países e continentes tão bonitas, à sua frente, que chegava a fazer sua lente brilhar.

Foram várias e várias pessoas, e novamente seu coração acelerou.

Seu pequeno retornou, agora sendo somente eles ali, um de frente para o outro.

Jimin se acanhou ao olhá-lo novamente. Estava tremendo.

Sorriu para a câmera do modo mais estranho possível, e até Kim Taehyung estranhou.

Conhecia o modelo internacional a algum tempo, de algumas campanhas para outras marcas, e já o tinha visto em desfiles de grandes marcas, e ele sempre foi tão solto, tão dinâmico e natural.

— Está tudo bem Jimin? — Não conseguiu se conter. Era até preocupante não ver o garoto com o seu sorriso tão único que o deixava tão adorável, no rosto, ou a postura intimidadora, que tanto o deixava atraente aos olhos de quem via, estando tão estranho.

— Oh, está sim, Taehyung-ssi. — se curvou educadamente, e respirou fundo. Talvez estivesse com cara de bobo ali, sendo que jungkook sequer parecia mudar a feição com sua presença. Ele parecia não se importar.

Sorriu para a câmera, de modo espontâneo, e Jungkook quis avançar nele. Aquilo estava o matando de saudade.

Foram poses, e mais poses. Apenas o flash e as pessoas ao redor eram ouvidas; mas para eles, o silêncio só era quebrado pelo ritmo dos corações acelerados, que mesmo sem saberem, batiam no mesmo ritmo, parecendo que ambos, eram apenas um.

Quando o flash parou, e Kim Taehyung, mais uma vez gritou, ele sabia que havia terminado.

Mas e então, o que iria fazer?

Seokjin correu até o melhor amigo, que estava parado, encarando o outro que do outro lado da sala, estava de cabeça baixa, pensando em como reagir ou fugir.

— Você está bem? — Jungkook o olhou, com os olhos assustados, e assentiu. — Tem certeza kook?

— É ele hyung, é ele! — jin sorriu o amigo ainda era o mesmo de uma década atrás. Totalmente apaixonado.

— Você realmente ainda o ama? — Perguntou de modo sincero.

— Talvez mais do que a mim mesmo, hyung... É surreal.

Jungkook olhou novamente para o canto do estúdio, e viu que Jimin o olhava, mas desviou o olhar assim que foi pego no flagra.

Jungkook sorriu ao perceber também, e mais uma vez quis avançar até ele, e o abraçar da maneira mais forte possível, matando toda a saudade.

— O que está esperando? Vai lá! — jin o encorajou.

— O que eu falo hyung?

— Se vira! Você espera por isso há dez anos kook, e não me deixa dormir a dois dias de tanto falar sobre, agora vai lá, deixa o teu coração responder essa pergunta.

Jungkook o encarou, e encontrou toda a coragem que lhe faltava, no olhar de apoio do melhor amigo.

Assentiu e respirou fundo.

Era a hora.

Deu três passos e seu coração acelerou mais dois, e a respiração se descompensou. Jimin o olhou, e ele quase pensou que iria enfartar, seu corpo parecia querer colapsar, de tanto que tremia.

Para Jimin, tudo acontecia em câmera lenta. Pensou em correr, fugir; mas qual seria o intuito? Ele estava nervoso, e ficou cem vezes mais, quando viu que Jungkook andava de modo estranho em sua direção.

Novamente as pernas tremeram, e ele teve a certeza que iria desabar ali mesmo.

Menos de dois metros os separavam, quando Jungkook cessou os passos e o encarou. Jimin engoliu em seco, e Jungkook reparou melhor no rosto mais velho do outro.

As bochechas gordas ainda estavam lá, mas o maxilar estava mais delineado, másculo. Os olhos estavam mais bonitos, e as pequenas mãos, se enroscavam na barra da camisa, ainda bem gordinhas.

Ele o olhou nos olhos e sorriu. Ali, parado, apenas sorriu.

Um ato tão simples, mas que fazia tanta diferença para o menor.

Para Jimin, aquele sorriso lhe dizia que Jungkook havia lhe reconhecido. Estava estampado com saudade, e Jimin soube que ali era realmente o seu bunny a sorrir.

Estava de volta.

Tomou coragem e deu dois passos à frente, Jungkook o olhou e deu mais um.

Pararam frente a frente, e ainda em silêncio, se olharam.

Era estranho, mas, ao mesmo tempo, também era bom. Sentiam que o destino estava bem ali, ao lado, segurando ambos pela corda vermelha que os cercavam, que estava totalmente embolada e cheia de nó, mas que enfim havia juntado novamente as pontas, sem que partisse.

Jimin suspirou e olhou os olhos escuros do outro, sentindo a vontade enorme de abraçá-lo. Jungkook, por sua vez, engoliu em seco, sentindo o nó que havia se formado em sua garganta, e não ficou somente na vontade, o abraçou da maneira mais forte e apertada que podia, ainda sem falar nada, apenas sentindo.

Naquele abraço era possível sentir todos os anos de afastamento os acertar em cheio. A saudade, a raiva, o desgosto e o amor, tudo estava ali, se misturando.

Jungkook o apertou, e apenas respirou fundo, inalando o cheiro que já não era mais o mesmo, mas se tornava o seu favorito aquele instante, fazendo jimin se arrepiar, e o segurar com mais força, deixando uma lágrima impertinente rolar, manchando seu rosto, e lavando todos os anos de afastamento, de forma sutil, deixando apenas o real presente ali, o que realmente importava-lhe.

Passaram minutos assim, e quem os via de fora daquele abraço mudo, até estranhava. Dois homens, o que já não era nada comum de se ver daquela maneira, se abraçando em silêncio, enquanto um apertava os olhos e os braços de forma forte, parecendo querer provar para si mesmo que aquilo era real, o outro apenas chorava, retribuindo o aperto, como se estivesse matando - de forma literal - a saudade.

Jungkook se afastou minimamente, ainda o segurando perto, e o encarou, procurando seus olhos, de forma sincera, e se aliviou por perceber que era o olhar de Jimin ali, do seu jimin de uma década atrás.

Mochi? — era como se ele quisesse provas de que era real. Ele tinha medo de que tudo não passasse de um surto seu.

O coração de Jimin errou outras tantas batidas e ele quase cogitou ligar para o socorro.

Era realmente jungkook ali?

O seu jungkook?

O que ele amou e ainda amava, depois de anos, era ele?

Bunny... — Respondeu erguendo a mão e tocando o rosto do outro.

Jungkook sentiu os dedos em sua bochecha, e chorou naquele momento. E diferente de Jimin, foram lágrimas fortes, em uma quantidade absurda, que lavava toda a frustração e saudade de si, levando embora toda a incerteza que um dia teve, junto a toda solidão e dor.

Jin correu até Taehyung, e o explicou de modo rápido o que aquilo significava. Taehyung como sempre emotivo e fraco para um bom e velho clichê quis chorar quando soube. Observou o casal abraçado em meio a lágrimas, e sem querer lembrou-se do passado.

Ele já havia sofrido com o abandono, mas diferente do casal à frente, o dele foi opcional. Foi deixado para trás, sem uma mísera explicação.

Foi até eles, junto à Jin, e em silêncio, os guiou até o camarim onde antes Jimin estava, para que ali, eles pudessem ter a privacidade que mereciam ter.

Jungkook e Jimin andavam em silêncio, sem tirar os olhos um do outro, fazendo Taehyung suspirar e Seokjin sorrir aflito, num mix de medo e felicidade compartilhada.

Queria ver o melhor amigo sorrir novamente, do jeito que somente com jimin ele sorria, e pedia internamente, que Jimin quisesse o mesmo que si, e não o fizesse mais chorar, mesmo que não tivesse culpa alguma das lágrimas do passado.

Foram deixados sozinhos, um de frente ao outro dentro daquele camarim, e o silêncio tomou conta de todo o local.

Era tão surreal que aquilo estava mesmo acontecendo. Ambos se olhavam, e temiam até piscar e constatar que aquilo não estivesse acontecendo.

Jimin se arrastou até o sofá no canto do camarim, e Jungkook fez o mesmo. Sentados lado a lado, continuaram em silêncio.

Jimin batucava os dedos no próprio joelho pensando no que fazer, ou dizer, enquanto Jungkook apertava os dedos no jeans que usava, esperando o outro ter uma atitude, pois se partisse de si, tinha a certeza que não conseguiria dizer sequer uma frase completa, sem que gaguejasse ao menos umas cinco vezes no meio.

Ele havia esperado tanto por isso, e agora estava nervoso, ao ponto da própria voz e consistência o abandonar descaradamente.

— Você... — Jimin começou, e quase que imediatamente jungkook o olhou, com o coração já começando a acelerar novamente. — Está bem?

Jungkook apenas assentiu, suspirando ao ver o outro fazer o mesmo.

Jimin o olhava intensamente, mas não falou mais nada.

Jungkook percebeu quando o outro mordeu o lábio inferior, e viu que Jimin ainda mantinha a mesma mania de quando ficava nervoso com algo, ou alguém.

— Jiminie. — ele buscou a mão do outro, e sentiu uma nova lágrima descer por sua bochecha sem permissão, quando os dedos curtos automaticamente, foram entrelaçados aos seus.

Jimin sorriu e se aproximou, quase juntando os joelhos, e limpou a lágrima do rosto bonito do outro e o olhou nos olhos.

— É você mesmo? — ainda não acreditava. Jungkook assentiu mais uma vez, sorrindo. — Dez anos... — sussurrou.

— e-eu te esperei. — Jungkook o avisou. Parecia desesperado para que Jimin o entendesse logo, afinal, aquele foi o propósito que o levou até ali.

Jimin sorriu ao ouvir aquilo. Ele havia realmente o esperado? Havia realmente cumprido com a promessa? Ele ainda lembrava-se da promessa?

— Bunny... — agarrou o outro, juntando os corpos em um novo abraço — Senti tanto a sua falta!

— Você voltou? Voltou... para mim?

Jimin se afastou e o olhou, a visão estava embaçada, devido a todas as lágrimas.

— Você ainda me quer? — Perguntou e viu o outro assentindo rápido, o tocando no rosto. — Eu pensei que já tinha te perdido... — foi verdadeiro.

— Nunca. — balançou a cabeça para os lados. — Eu te esperei... Eu tentei te esquecer, porque pensei que já tinha te perdido, mas porra... Eu te amo tanto, que não consegui.

Jimin sorriu de modo engraçado ao ouvir aquilo do outro, e o tocou no rosto também, matando a saudade daquela pele.

— Eu... Eu também amo kook...

Jungkook sorriu, esfregando as mãos nas bochechas do outro, afastando as lágrimas dali, vendo que novas desciam logo em seguida.

Estavam chorando de maneira descontrolada.

Jimin o segurou, com às duas mãos no rosto e sorriu. Seu bunny sempre foi assim, chorão.

Chorava por qualquer coisa, até por besteiras. Jimin não gostava de vê-lo chorar, mas achava que ele ficava lindo com a ponta do nariz vermelhinha, que chegava a ser fofo.

— Eu te amo bunny. — juntou os lábios em um selar súbito, sentindo o próprio corpo tremer com a sensação.

Sentiu a respiração do outro bater contra sua pele, e as mãos grandes o segurarem firmes.

Jungkook sorriu, e o trouxe para mais perto, fazendo o tronco do outro bater contra o seu.

O beijo ainda era casto. Um selinho.

Suspiraram quando, gradualmente, a familiaridade voltava.

Iniciaram um movimento leve, sentindo o gosto e apreciando a textura dos lábios que era beijado.

Jimin suspirou ainda mais quando sentiu a língua afoita de Jungkook encontrar com a sua.

Rapidamente um beijo cheio de saudade se iniciou.

Estavam ofegantes, choravam e amavam. Jungkook se assustou um pouco quando sentiu que ligeiramente as pernas grossas de jimin se encaixaram sobre suas coxas, ficando assim, sentado em seu colo e o viu abraçando forte pelo pescoço, adentrando seus cabelos com os dedos pequenos e suspirando alto ao puxar de leve.

Estava matando a saudade.

Então, permaneceram se amando e chorando, ali no meio do beijo. Eles choravam por sentir saudade, por terem novamente um ao outro, e por toda a espera chegar ao fim.

— Eu te amo tanto... — jungkook sorriu e o encarou. — Te amo muito. — afastou de modo afoito os cabelos de jimin, observando o rosto que sempre amou, sorrindo para si, fazendo os olhos sumirem, se tornando apenas dois risquinhos. — Você voltou mesmo para mim!

— Foi essa a nossa promessa, não foi?

Jungkook assentiu, e o beijou novamente. Estava tão feliz. Tinha novamente o seu pequeno de volta, o tinha ali, em seus braços - mais especificamente em seu colo -, o beijando. Sentia que podia novamente o amar, tocar, beijar, e ninguém o impediria mais.

Por um bom tempo, foram beijos e mais beijos. Jimin pouco se importou que ainda estava sobre o colo do outro, vestido numa das roupas da campanha, só queria dar todos os beijos possíveis em seu amado.

Lembrava-se de como era estar nos braços do mais alto, e de como ele sempre o abraçava forte, todas às vezes que faziam amor, mas agora, os braços estavam visivelmente maiores, e o corpo de jungkook exalava uma masculinidade forte, que o fazia tremer, mesmo que o momento não fosse o mais apropriado.

Batidas foram ouvidas na porta, e antes de sair do colo do outro, Jimin ainda deu um último selar nos lábios finos e vermelhos, sorrindo no processo. Foi até a porta, e secou as bochechas antes de abri-la.

— É... O jungkook?

Jimin olhou o garoto alto a sua frente, e só então se lembrou dele. Era o amigo grudento do seu kookie que ele sempre implicou na escola.

— Pode entrar. — sorriu para o outro, e o deu passagem.

Jin entrou, e encontrou o melhor amigo no sofá, sentado, sorrindo tão grande que assustava, com os olhos e a boca inchados e vermelhos.

— Está tudo bem? — intercalou o olhar de um para o outro.

— Está sim, hyung, melhor impossível. — Jeon respondeu, todo apaixonado.

Seokjin retribuiu o sorriso, e tocou os ombros do amigo. Era bom o ver daquele jeito, feliz.

— Eu já vou, está bem? Namjoon irá passar aqui.

Jimin lembrou-se do nome que sua irmã havia dito, mas não falou nada, apenas ouviu os dois conversarem, sem se intrometer.

— Ok, mas cuidado, ok? — Jin rolou os olhos e se virou para Jimin.

— É bom te ter de volta. — Jimin sorriu o olhando. — Cuida do kook. — foi quase como uma súplica, e Jimin entendeu. Ele cuidaria do outro. — fico feliz por vocês.

Kim seokjin disse e saiu, e novamente apenas os dois ficaram naquela sala.

Para ambos ainda era estranho. Eles se conheciam, mas a estranheza do tempo, infelizmente estava presente.

— Eu... Eu vou para casa. — Jimin disse subitamente. Sabia que talvez pegasse mal, mas queria tanto que jungkook fosse consigo.

— Posso te acompanhar? — Jungkook ficou de pé, fazendo o coraçãozinho de Jimin pular no peito, de tão feliz. — posso te deixar em casa?

Jimin sorriu e assentiu, era óbvio que ele permitiria.

Jimin se trocou, enquanto Jungkook foi até Taehyung, se desculpar pelo ocorrido.

O mais velho pouco se importou, e disse que torcia para que ele e Jimin se acertassem logo, adorava um bom romance gay, e a história dos dois parecia muito bonita.

Jungkook poderia até ter perguntado sobre como Taehyung sabia tudo aquilo, sobre sua história com Jimin, mas lembrou de Seokjin e de sua língua solta, e assim já tinha a resposta antes mesmo da pergunta.

Fecharam uma data para a entrega das fotos, e mesmo taehyung insistindo muito, Jungkook negou um pagamento.

Jimin saiu do camarim, vestido em uma calça justa preta, e uma camisa branca, com um, sobretudo por cima.

Jungkook suspirou em como ele estava ainda mais bonito agora, e sorriu quando o viu se aproximar, de modo tímido, até parar ao seu lado.

Despediram-se de taehyung e seguiram até o estacionamento.

— Você... Você está lindo. — Jungkook não resistiu e soltou o elogio, vendo as bochechas do menor ganharem um tom avermelhado.

Dentro do SUV branco de Jimin, Jungkook dirigia até o endereço que Jimin o tinha passado, e se surpreendeu quando parou em frente a um arranha-céu totalmente espelhado.

— É aqui?

— Sim. — Jimin retirou o cinto, mas permaneceu dentro do carro. Afinal era seu carro.

Jungkook pensou em beijá-lo mais uma vez, afinal era o homem o qual amou e ainda amava então os beijos eram os melhores, mas ficou envergonhado, e não sabia mais se podia. Soltou o cinto de segurança também e estava pronto para ir atrás de um táxi para levá-lo para a casa.

— Você... Hm, quer subir? — Jimin perguntou baixo, quase se afundando no banco de vergonha.

Jungkook o olhou rápido e viu os olhinhos que sempre sonhou e amou olhando para si. Sorriu quando percebeu o tom de pele rosado do outro, e sabia que provavelmente estava do mesmo jeito que Jimin, envergonhado.

Mas mesmo sentindo essa súbita vergonha, assentiu. Sorriu sem mostrar os dentes para o outro, e ligou novamente o carro.

Entraram pela garagem, e estacionaram na vaga, a qual tinha o sobrenome de Jimin.

Subiram em silêncio até o último andar, e o nervosismo já era quase palpável.

Jimin estava nervoso, e ficou ainda mais nervoso quando sentiu as mãos trêmulas errar três vezes seguidas a senha da porta.

Bufou, e respirou fundo. Jungkook o observou de costas, e sem pensar duas vezes, o tocou na cintura, o segurando firme, e apenas encostando a boca na nuca no menor, deixando um beijo.

Jimin fechou os olhos, e novamente respirou fundo. Sabia que Jungkook estava igualmente nervoso, mas era incrível como ambos eram a paz um do outro.

Tentou novamente a senha da tranca, e desta vez conseguiu.

Jungkook se afastou um pouco, e entrou logo depois de Jimin.

Olhou ao redor e se surpreendeu com o lugar.

Era enorme, e a sua parte favorita do lugar já eram as grandes janelas que davam a vista de toda a cidade, mesmo não tendo visto o resto do lugar ainda.

Jimin o observou, e retirou os sapatos, vendo que Jungkook também fazia o mesmo.

Jungkook caminhou até o centro da sala, e viu Jimin ir até à cozinha, que tinha visão de onde estava.

— Você, quer beber algo? — o loiro perguntou o fitando. Jungkook apenas assentiu, engolindo em seco novamente.

Jimin buscou uma garrafa de vinho, e duas taças num dos armários.

Jungkook timidamente foi até lá e sentou num dos bancos que ficava próximo à ilha.

Observava jimin, e admirava. Viu quando o outro o olhou por baixo e sorriu sem jeito. Para ele era até prazeroso olhar Jimin e ver como ele estava bonito, e maduro. Viu o olhar que tanto gostava de receber antigamente, e que ainda parecia o mesmo.

Sob o olhar do outro, Jimin abriu a garrafa e serviu as taças. Deixou a garrafa aberta no mármore, e arrastou às duas taças por ali, parando somente para entregar a de jungkook.

— O lugar é lindo. — Jungkook disse ao pegar a taça. Estava gradualmente se sentindo mais à vontade.

— Obrigado. — Jimin respondeu e sentou ao lado dele. — Eu encontrei com sua irmã... Ela te disse?

— Lalisa? Não...

— Foi, a encontrei em um bar. Nós fomos com Yoongi, eles são bastante amigos, ela até bebeu conosco... — ele dizia tudo de forma baixa. Ainda estava envergonhado.

— Ah, eu lembro que ela me contou sobre Yoongi levar um amigo que havia chegado a Seul. Era você? — Jimin assentiu sorrindo — Ela falou que poderia ser um namorado dele...

— Namorado? — Jimin negou ainda sorrindo. — Eu e o hyung somos colegas.

— Ah... — Jungkook mesmo sem querer, sentiu alívio. — Entendo.

— E você? — Jimin bebeu um pouco de vinho, nervoso.

— Eu? — Jungkook também bebeu o olhando.

— Você namora? — perguntou o que queria perguntar desde o início, mas não sabia se tinha coragem de ouvir a resposta.

— Estava noivo... — Jungkook sorriu e bebeu um pouco mais do seu vinho. — Mas acabou.

— Porque acabou? — Jimin verdadeiramente queria saber.

Por você... — foi verdadeiro, surpreendendo o outro. — eu... Eu tentei te esquecer, mas não dava. Eu não amava a Yeri, eu sempre amei você.

— Eu também... Tentei te esquecer, sabe... Tentei mesmo. Mas acho que o destino fez alguma coisa conosco, que não adianta, nunca esquecemos.

Jimin bebeu um pouco do vinho, enquanto Jungkook o observava.

Colocou a taça sobre a mesa, e o encarou.

Jungkook bebeu todo o líquido de uma vez, parecendo intimidado, e colocou a taça sobre o mármore, se levantando.

Jimin o seguiu com o olhar até o ter parado, de frente a si. Respirou fundo e subiu os olhos, fitando profundamente os do outro.

— O destino nos quer juntos, amor... Sempre foi assim. — Jungkook falou baixo, com um sorrisinho no rosto.

Jimin sorriu, e sem pensar, o agarrou pela cintura, vendo Jungkook se aproximar, até o segurava pelo rosto, juntando a boca na dele novamente aquela noite, iniciando um beijo calmo.

Suspiraram juntos, e pela primeira vez em dez anos, se entregaram totalmente sem medos ou inseguranças.

Jungkook foi quem pediu passagem com a língua novamente, e naquele momento já estava afoito, e tendo concepção disto, Jimin não demorou em cedê-lo passagem.

O beijo gostoso foi iniciado, e as mãos se apertavam em todo lugar, matando a saudade do toque, e do corpo.

Aquilo era tão comum para ambos, que mesmo depois de anos, tinham o mesmo ritmo. O encaixe, o movimento das bocas, os suspiros, tudo era como se fossem feitos em um proporcional onde só funcionaria de um para o outro.

Jungkook levou as mãos para a cintura do menor de modo eufórico, e o ergueu com força, o colocando sentado sobre a ilha, e afastando as taças com cuidado.

As pernas de Jimin, rapidamente procuraram o encaixe do outro, e logo acharam, ficando assim encaixadas na sobre a cintura do maior, o trazendo para bem perto de si.

As mãos tocavam todo o corpo, e não demorou em adentrar a camisa leve que Jungkook usava. Tocou sem vergonha os músculos do abdômen, que antes não tinha ali, e gemeu inconsciente contra a boca do outro, sentindo seu corpo esquentar rápido.

Jungkook agarrou a barra da camisa do menor, e a ergueu, passando os dedos por toda a barriga lisa, o beijando com toda a sua vontade, já sentindo seu corpo despertar e esquentar no mesmo ritmo.

Jimin foi quem tirou a própria camisa, jogando em algum lugar da cozinha, e aproveitou para puxar a de jungkook também, para despi-lo rápido.

Você também tem uma tatuagem... — Jungkook quebrou o beijo e comentou, tocando devagar a gravura que Jimin tinha em letras grandes e rudes, na costela.

Foi em um momento difícil...

Jungkook a observou por mais alguns segundos, e sorriu ao ver a sua mão tatuada, contrastar com aquilo.

Beijou a tatuagem do outro, mesmo sabendo o real significado da palavra, e entendendo que, no fundo, ela era para si, beijou com carinho, e retornou para os lábios grandes.

Estavam tão afoitos, e cheios de saudade, que assim que os troncos nus se chocaram um contra o outro, pela primeira vez em anos, gemeram alto, e despertos.

Jimin agarrou o pescoço do outro com força, o abraçando, e girou as pernas com mais força em torno da cintura.

Jungkook o segurou pelas coxas, e o ergueu, o levando para a sala, caminhando até o sofá, e o deitando ali, posicionando seu corpo sobre o do outro.

As mãos pequenas tocavam o peito e o abdômen, com tanta devoção e adoração, que Jungkook já gemia sem controle contra a boca do outro com apenas aquilo.

Desceu os beijos, não satisfeito somente com o gosto doce dos lábios fartos do park, e foi em direção ao pescoço, beijando ali, sem o marcar, apenas passando a língua, subindo até a orelha, para respirar fundo e descer novamente.

Jimin ergueu o corpo de leve, e sentiu o que não sentia há muito tempo. Jungkook estava duro, grande e com vontade dele, como Jimin sempre o sentiu na adolescência.

Não se conteve e sorriu com a lembrança, fazendo a atenção do outro ser toda para si.

— O que quer fazer? — Jungkook o perguntou sorrindo. A voz grave e baixa, cheia de tesão fazia Jimin tremer.

Eu quero fazer amor com você. — disse e o beijou. — Quero te sentir, e te tocar bunny... Como fazíamos antigamente.

Jungkook sorriu e assentiu. Voltando os beijos para o pescoço, mas dessa vez com calma.

Passou a língua por todo o lugar, e devagar, desceu. Beijou o pescoço, a clavícula, o tronco... Sempre sentindo a pele leitosa e macia, sobre a boca, segurando a euforia que sentia dentro do peito ao saber que finalmente faria amor de novo com quem sempre amou, depois de anos.

Os beijos foram trilhados até o início da calça justa de jimin.

Sem uma permissão verbal, Jungkook apenas encontrou a certeza no olhar ansioso do outro para retirá-la.

Abriu-a devagar, e a retirou do corpo dele sem muito esforço, vendo as coxas fartas que sempre amou.

Beijou devagar cada uma quando já estavam livres, e viu o seu amor somente com uma cueca de tecido escuro, o cobrindo.

— Você é perfeito. — sussurrou distribuindo mais beijos pelas coxas do outro, sempre subindo para onde mais sentia vontade. — Perfeito...

Jimin tremeu ao ouvir e sentir o outro, e logo levou as mãos até os cabelos compridos dele, os puxando devagar.

A boca de jungkook trilhava o caminho favorito. Mordeu logo abaixo do umbigo, e levou os dedos compridos para o início da cueca.

Jimin sorriu e esperou o que sempre gostou em jungkook, a iniciativa.

O maior retirou a cueca sem cerimônias e sorriu satisfeito quando o membro do outro saltou em sua direção, quase batendo em seu rosto.

— Lindo. — comentou sorrindo e segurou o outro pela base.

Jimin gemeu surpreso, quando sem aviso, Jungkook o pôs na boca.

Iniciou os movimentos rápidos, fazendo o outro tremer, literalmente, ao ser engolido com tanta devoção e vontade.

— Jung... — gemeu e puxou com um pouco mais de força os cabelos do outro, para que fosse mais devagar. — Calma...

Era preciso ou Jimin não iria aguentar sequer mais alguns segundos.

Tinha saudade, e principalmente do amor que fazia com jungkook, era quente.

Aproveitou que o outro o soltou, e em um movimento rápido se ergueu.

— Deita. — pediu sorrindo, sabia que o outro gostava de ordens.

Jungkook que estava embriagado na imagem e gosto do outro, assentiu com um sorriso no rosto. Deitou-se no tapete fofo da sala de jimin, e já retirava a própria calça no processo.

— Volto já.

Jimin sorriu e caminhou até o próprio quarto. Caçou em suas coisas o que queria e era necessário e foi até o banheiro.

Enquanto aguardava o retorno do outro, Jungkook se viu perdido ali.

Estava mesmo prestes a fazer amor com Jimin?

Depois de anos, iria mesmo fazer aquilo?

Seu peito batia tão forte que ele temia ter um ataque antes mesmo de tocar novamente Jimin.

Observou a noite através da janela, e se perdeu na imensidão do céu escuro que brilhava com a presença da lua e das estrelas.

Jungkook ficou observando a noite durante vários e vários minutos, até ouvir passos sendo dedos atrás dele. Ergueu o olhar e viu Jimin parado logo ali. Vestia um roupão azul-marinho, e sua pele reluzia ainda mais. Os cabelos loiros estavam bagunçados, e os lábios carregavam um sorriso calmo e bonito.

— Quer tomar um banho comigo? — Jimin perguntou-lhe, fazendo as bochechas voltarem a ficar levemente vermelhas.

Jungkook observou por mais alguns segundos a imagem perfeita do seu amado e assentiu.

Ergueu-se do chão, e se aproximou do outro.

Jimin mais uma vez se sentiu nervoso, ainda era tão estranha a sensação de ter jungkook ali bem perto.

Sentiu o toque suave do outro em seu ombro, e viu o roupão que vestia descer por ali. Jungkook se inclinou e deixou um beijo delicado, fazendo Jimin suspirar.

As mãos pequenas se apertaram ao corpo maior e uma vontade tremenda de chorar o consumiu.

Jungkook reparou naquilo e cessou os beijos, logo segurando o rosto gordinho com ambas as mãos, encarando-o de forma apreensiva.

— O que foi meu anjo? — perguntou baixo.

Jimin mais uma vez suspirou e o encarou. Tinha os olhos marejados e o coração acelerado. Ainda não acreditava que realmente era jungkook ali, mas se realmente fosse, tinha apenas um medo que o fazia querer recuar.

— Depois disso — falou ainda mais baixo, quase em um sussurro. — Você vai partir?

Jungkook ouviu a pergunta e viu o modo aflito em que seu pequeno estava. Aproximou-se ainda mais do outro e selou a testa com alguns fios claros.

— Eu nunca mais vou ficar longe de você. — falou de maneira calma e baixa. — Eu quero ficar com você, para sempre!

— Você promete? — o outro se agarrou com força, apoiando a cabeça no peito dele.

— Eu prometo. — deixou outro beijo na testa do menor e agarrou ambas as mãos menores, juntando com as suas. — Eu te quero até depois do fim, amor.

— Não teremos fim, Jung. — Jimin garantiu. — Eu sempre vou te encontrar.

Jungkook sorriu e assentiu.

Era uma coisa deles, desde a adolescência.

Prometeram que aquilo nunca chegaria ao fim, mesmo que não desse certo.

Sempre iriam voltar, e independente de como ou quando, iriam se encontrar e se amar.

— Vamos tomar um banho. — Jungkook falou e ainda com as mãos juntas, iniciou uma caminhada até a suíte de Jimin.

Surpreendeu-se em como tudo ali era lindo, mas deixou para apreciar melhor depois. Tinha seu pequeno anjo de cabelos cor de milho logo ali, à espera dele.

Então foi breve em tirar o roupão que cobria o corpo magro de Jimin com delicadeza, e logo se despiu também.

Entraram juntos debaixo da água quente que escorria pelo chuveiro, e ali, fizeram amor pela primeira vez, depois de anos.

Os sons dos estalos dos beijos calmos e gentis de Jeon sobre a nuca do outro, se misturavam com os gemidos baixos e manhoso de park.

Suas mãos estavam apoiadas e coladas no Box transparente e embaçado, assim como seu tronco, que tinha os braços fortes o enlaçando pelo meio.

Sentia jungkook o preencher da maneira mais genuína e perfeita que pudera, com amor.

Sonhou tanto com aquilo, mas em nenhuma das vezes se lembrava de ser tão bom.

Talvez fosse à saudade, ou talvez o amor estivesse mais forte, vivo.

Não sabia o porquê, mas tinha certeza que até aquela noite, aquela havia sido a vez mais intensa em que faziam amor.

O engraçado para Jimin era que ainda se sentia tão ligado ao outro, que chegava a assustar. Ao mesmo tempo em que sentiu o seu amor se derramar dentro de si, ele mesmo explodiu.

Vieram juntos, ao mesmo tempo.

Jungkook apertava fortes as mãos na cintura fina e clara, afundando os dedos ali, deixando sua marca, enquanto respirava com dificuldade e proferia ao pé do ouvido do outro, o quanto o amava.

Jimin apenas ouvia e nutria o seu coração desesperado. Aos poucos sentia a paz retornar em sua vida, e junto a ela a clareza.

Tinha o seu homem de volta.

E foi assim que prosseguiram com a noite apaixonada. Fizeram amor outras vezes. Na sala, no quarto, ao ar livre, sob o luar... Estavam se amando, e aproveitavam tudo o que podiam, com o medo ainda presente de tudo acabar novamente.

Amaram-se tanto naquela noite, que toda a cobertura parecia quente. Cheirava a sexo e amor, misturados. Tinha cheiro de jimin e jungkook, o que combinava muito.

Quando se sentiram cansados, deitaram em frente às grandes janelas, observando o fim da noite, e sentindo no peito que a cada segundos, se amavam cada vez mais.

Estavam grudados, e mesmo em toda a certeza, ainda pareciam ter medo de se afastarem e não pertencerem um ao outro mais.

Naquela noite, jungkook não voltou para seu apartamento, e no dia seguinte foi agraciado com um amanhecer gostoso, recebendo carinhos, e finalizando com um sexo gostoso, e lento, em meio a beijos e juras de amor.

À tarde, Jimin lembrou que teria o tal almoço com a família, e fez questão de levar jungkook, sabendo que sua mãe e irmã sempre o adoraram no tempo em que namoravam, com exceção apenas do pai, que infelizmente já não estava mais ali.

Tentou o emprestar uma roupa, mas sorriu quando viu que as pernas grossas do outro ficavam apertadas demais nos jeans colados que tinha, e as bermudas um pouco curtas, então decidiram ir até à casa do outro, que descobriu ser dividida com Lalisa e os pais.

Jungkook até tinha um apartamento só para si, mas depois do fim do noivado com Yeri, decidiu vender e voltar a morar com os pais.

Mas era como se morasse sozinho, pois seu quarto era praticamente um apartamento por dentro, com exceção de uma cozinha, pois não cozinhava nada, então essa parte não o fazia questão.

Assim que Jungkook entrou com Jimin ao seu lado, lalisa os recebeu com um abraço, sorrindo tanto quanto o irmão.

O pai o recebeu bem também, mas a mãe nem tanto, estava emburrada.

Ela viu o filho sofrer e chorar muito por aquele que estava ao seu lado, e temia que tudo retornasse.

— Mãe... — Jungkook segurou a mão da mulher pequena e a beijou. Estavam um pouco afastados dos demais — Eu o amo...

— Você sofreu muito, meu filho.

— Eu sinto muito por isso, senhora Jeon. — Jimin se intrometeu, parando ao lado de Jungkook — Mas eu também sofri... Eu não fui embora porque quis... E eu também o amo muito. — sorriu para Jungkook. — Eu não o esqueci sequer por um dia, durante dez anos... Sei que deve me odiar, e não tiro a sua razão... Mas foi o meu pai que me obrigou a ir, eu não queria deixá-lo, mas tive que deixá-lo...

A mulher olhou o rapaz logo à frente e viu os olhos marejados de lágrimas. Respirou fundo, estava pensativa.

Sabia que o filho realmente amava o rapaz. E estranhamente, sentiu que as palavras de Park eram verdadeiras.

Ela suspirou vendo o rapaz de cabeça baixa a frente, e abriu os braços, cedendo o lado mãe dentro de si, que queria apenas o bem do filho, e se ele achava que aquele era o bem para si, o apoiaria nas escolhas.

Jimin sorriu, e caminhou devagar e acuado até a mulher. Parou de frente aos braços abertos, e sentiu o aperto materno.

— Não faça mais meu filho chorar jimin-ssi. Eu te peço isso como mãe... É horrível ver um filho sofrer, ainda mais por amor. — ela falou baixo, ainda o abraçando.

— Eu prometo à senhora, eu irei amar e cuidar dele todos os dias, até depois do fim.

Lalisa, Jungkook e seu pai assistiam tudo ao fundo, sorrindo como bobos, apreciando a reconciliação entre genro e sogra.

Depois de todo o momento emotivo, Jungkook foi com Jimin até seu quarto, para trocar de roupas.

— Eu posso te chamar de namorado, agora que sua mãe não me odeia mais? — Jimin perguntou olhando os livros que Jungkook tinha em sua estante.

— Pode me chamar do que quiser amor. — Jeon virou-o e beijou os lábios fartos, que o fazia se apaixonar toda vez que beijava. — Eu vou te chamar de meu mochi... Namorado.

Meu bunny. — Jimin sorriu contra a boca do outro. — Meu namorado.

Abraçaram-se forte no meio do quarto, enquanto as bocas se aproveitavam mais uma vez.

Estavam envoltos aos prazeres que sentiam um com o outro, mas batidas na porta os fizeram separar as bocas, e se afastarem devagar.

— Com licença. — Era Lalisa, com uma bandeja nas mãos. — Mamãe mandou para vocês.

Jungkook pegou a bandeja com lanches da mão da irmã, e a agradeceu. Lalisa olhou para Jimin, e sorriu.

— Eu sabia que ficariam juntos, novamente. — ela comentou olhando-o — Eu vi o seu olhar e seu sorriso quando viu a foto do kook.

Espero que faça meu irmão muito feliz jimin-oppa.

— Eu farei lalisa. — Jimin ficou de pé e a abraçou, deixando um beijo sobre os cabelos escuros dela. — minha cunhadinha.

A garota riu, e pediu licença logo em seguida, os deixando sozinhos e dando privacidade ao casal.

— Acho que toda a sua família não me odeia mais... — Jimin comentou sentando na cama do outro. — Mas eu só acho mesmo.

— Eles nunca te odiaram. — Jungkook buscou o copo com suco e a torrada com geleia que lalisa havia entregado, e estendeu para o outro. — Coma um pouco, irei trocar de roupa.

Jimin assentiu pegando o que lhe foi oferecido, e o viu comer a torrada que tinha nas mãos, e beber todo o suco de uma vez só.

Jeon vestiu-se rápido, e quando voltou o olhar ao pequeno, Jimin sorria.

— Você está com o corpo lindo.

— Eu já não tinha? — perguntou se debruçando no outro.

Jimin sorriu e devolveu o copo - já vazio - a bandeja, antes de ter jungkook sobre seu corpo.

— Você tinha, mas agora está bem melhor. — respondeu com o rosto a milímetros de distância do outro. — Está uma delícia. — sorriu sapeca e deixou um beijo na boca bem desenhada.

Jungkook gargalhou e o prendeu na cama. O atacou com muitos beijinhos, e só quando já estavam sem fôlego, é que se organizaram para descer.

Despediram-se de toda a família Jeon, e seguiram caminho para o próximo local, o almoço da família Park.

[...]

Entraram de mãos dadas, e alguns dos empregados que andavam pela sala grande, olharam para os dois.

Jungkook sentiu medo, e lembrou-se do que aconteceu a última vez que esteve ali. Jimin também sentiu o mesmo, já que para ele havia sido a última vez também, mas diferente de Jeon, não se encolheu ou quis sair correndo. Ergueu-se, e se encorajou segurando a mão do outro de maneira forte, o fazendo olhar para seu rosto.

— Está tudo bem, amor. — sorriu e beijou os lábios finos.

Jungkook assentiu ainda nervoso e continuaram a andar até a parte de trás da casa, onde ficava a piscina e toda a área de lazer.

Senhora Park e Jihyo estavam sentadas na grande mesa que havia ali, conversavam e sorriam, enquanto um rapaz alto, vestindo uma bermuda e camisa folgada, falava algo, mexendo na churrasqueira, de costas para ambos.

Jihyo foi a primeira a ver Jimin, e correu, sorrindo quando viu o irmão. O abraçou forte e olhou jungkook ao lado.

— Voltaram? — Perguntou animada.

— A gente nunca terminou, maninha.

A garota sorriu ainda mais, e estendeu os braços para Jungkook, que foi apertado pela cunhada pequena com força.

— Seja bem-vindo de novo, oppa.

Ele sorriu e a abraçou também. Olhou para frente, e viu que a mãe de Jimin vinha caminhando devagar, enquanto o rapaz que antes mexia na churrasqueira, agora os olhava.

— Meu chimmy. — a mulher abraçou forte Jimin, o fazendo arfar por conta da força. — Quanto tempo, meu amor!

— Mamãe. — ele sorriu, e a abraçou de volta. — Senti tanto a sua falta...

— Como está mudado. — o tocou no rosto. — Seu pai nunca me permitiu te visitar meu amor... Eu sinto muito — lamentou-se.

— Está tudo bem, mamãe. — sorriu, enquanto a mais velha acariciava sua bochecha. — Lembra-se de Jungkook, não é?

A mulher olhou para o lado, e demorou alguns segundos olhando-o. Assim que percebeu quem de fato era, se assustou ao reconhecer o garoto. Automaticamente lembrou-se do falecido marido puxando o jovem para fora do quarto de Jimin, depois de flagrá-los juntos, o tratando com rudeza e o levando para rua sem roupas.

Lembrava-se de ver o garoto chorando junto há jimin aquele dia, e ela nada pode fazer, ou sairia machucada também pelo mesmo monstro que escolheu compartilhar a vida e ter uma família.

— Jungkook... — ela sussurrou e tocou o rosto do moreno com cuidado. — garoto Jeon...

Os olhos da mulher encheram-se de lágrimas em instantâneo, e Jungkook foi puxado para um abraço apertado.

— Me desculpe por tudo criança. — a mulher chorou no ombro de Jungkook, implorando seu perdão. — Me desculpe por não impedi-lo... Ele te machucou tanto e eu não pude fazer nada, me desculpe, por favor, desculpe...

— Está tudo bem, senhora Park. — Jungkook a abraçou em retorno, sentindo seus próprios olhos marejados. Jimin enxugou uma lágrima que desceu por sua bochecha, tendo também as recordações ruins daquela época. — Ele não conseguiu nos separar, é isso que importa.

— Seja bem-vindo de volta. — ela sorriu em meio às lágrimas para o garoto que assentiu. — Venham, sentem-se conosco.

Os levou até a mesa, e Jimin olhou o rapaz sorridente que estava ali parado, e sorriu ao ver as covinhas fofas de enfeitavam o rosto másculo.

Já Jungkook o conhecia bem, e sabia que aquele era o cara que vinha fazendo seu melhor amigo suspirar pelos cantos, todo apaixonado.

— Jimin, esse é namjoon. Kim namjoon.

Jimin sorriu para o rapaz alto, e apertou sua mão, o cumprimentando.

Namjoon olhou para Jungkook, com o mesmo sorriso, mas no mesmo instante morreu. Jungkook também não o retribuiu de maneira tão natural que havia sido com todos, então apenas foi educado e o cumprimentou sério.

Não era muito fã do tal Kim.

— Olá Namjoon. — falou sério, apertando educadamente a mão do maior.

— Olá Jungkook. — Namjoon sorriu desta vez sem mostrar os dentes, e Jimin percebeu o clima entre os dois.

— Vocês já se conhecem? — Jimin perguntou olhando o namorado.

— Sim, Namjoon é um amigo de Seokjin.

— Na verdade, somos namorados. — Namjoon sorriu para ambos, mas com deboche para Jeon — Eu o convidei para vir, mas ele tinha um compromisso no restaurante dos pais, então não pode comparecer.

— Namorado? Desde quando? — Jungkook perguntou com uma carranca na face.

— Há uma semana, seu melhor amigo não o contou?

Jungkook negou e viu Kim sorrir mais uma vez. Pensou no porque o melhor amigo, não ter o contado sobre aquilo, mas talvez o ranço mútuo que criaram um do outro, fosse à resposta.

Jungkook já havia ouvido muitas histórias do Kim, e lido também, já que ele vez ou outra estava em revista e sites de fofocas, sempre com um novo relacionamento. Temia assim como Jin temeu por si, que no fim daquilo, o outro saísse machucado, por isso deixava claro que não gostava do outro, seria mais fácil para quebrar a cara dele, caso o coração de Seokjin fosse machucado.

— Bem, vamos sentar e comer o churrasco maravilhoso que namjoon-ssi está fazendo.

Senhora Park fez com que todos se sentassem, e mesmo com o certo clima estranho, entre os dois mais altos, almoçaram civilizadamente.

No fim, Jimin e Jungkook retornaram para a cobertura com vista para o céu.

— Não entendo o porquê o Jin não me contou sobre o namoro dele...

Jungkook sentou sobre o sofá grande de Jimin, e tirou o celular do bolso.

— Talvez porque ele saiba que você não vai com a cara do Namjoon? — Jimin sentou em seu colo, tirando o celular das mãos dele, e o beijando. — Eu vi como você o olhou.

— Eu realmente não gosto dele... É que ele não é de namorar e respeitar, e é meio esnobe, você não acha?

— Eu o achei muito simpático e educado, kook. Talvez se você der uma chance a ele, verá isso também.

— Será que Jin não me contou por isso? Eu não brigaria com ele poxa...

Jungkook fez um bico, e Jimin quase mordeu de tão fofo.

— Não sei.

— Vou ligar para ele.

Pegou o celular, enquanto Jimin se ajeitava em seu colo, deitando a cabeça em seu ombro, o abraçando pela cintura.

— Oi kook.

— Jin, por que não me contou que estava namorando?

— Vish...

— Por que Seokjin?

— Porque você o odeia?! Você nem tenta gostar dele...

— Eu não o odeio... Só não ia com a cara.

— Não ia ou não vai?

Não ia, eu vou apoiar vocês poxa...

— Vai?

— É claro que eu vou, seu idiota!

— Ta. Ok kook, me desculpa.

Tudo bem, mas não me esconda mais nada, entendeu? Eu sou o seu Best Friend!

— Vish, está bem Best friend, foi mal. — seokjin riu, e até jimin que estava ao lado ouviu. — Eu te amo idiota.

— Também amo. Tchau.

Jungkook encerrou a chamada, e ouviu seu pequeno sorrir em seu colo.

— Eu te disse, não disse? Ele achava que você odiava o namjoon-hyung.

— Namjoon-hyung? — fez uma caretinha para Jimin. — Mas eu não o odeio...

Jimin sorriu, e assentiu, se agarrando ainda mais a ele.

— Sei...

[...]

As fotos da campanha estavam espalhadas por todo o canto.

O rosto bonito de Jimin - assim como os outros - era bastante comentado na internet e em todo lugar.

Depois de toda a repercussão, e o desfile bem-sucedido, Jimin era constantemente contatado, para fazer campanhas e até propagandas, nacionais e internacionais.

— Eu nunca fui tão bem reconhecido, kookie. — se jogou ao lado do namorado na cama. — Eu estou tão feliz.

Já estavam juntos há alguns meses.

Jungkook sorriu e o puxou pela cintura, o trazendo para perto.

— Eu fico verdadeiramente feliz por você, meu bem. — Beijou os lábios que amava e sorriu. — Eu consegui separar as passagens para Paris.

— Então você vai mesmo comigo? — Jimin praticamente pulou na cama, feliz.

— É claro que vou, quero ver o mais novo modelo Dior, fotografar.

— E a sua empresa?

— Yugyeom tomará conta. Já deixei avisado a ele.

— Então quer dizer que eu vou poder te beijar em frente à torre Eiffel?

— U-hum. — Jungkook confirmou o puxando novamente. — Lá, e em qualquer outro lugar do mundo!

— Ah, eu sou o homem mais feliz do mundo! — Jimin caiu sorrindo sobre o outro e o encheu de beijos por todo o rosto. — Obrigado, bebê.

— Eu faria tudo para ver esse sorriso lindo todos os dias, meu anjo.

— Você já faz. — Jimin beijou os lábios do maior e sorriu ainda juntinho. — Eu te amo.

— Eu também te amo pequeno.

[...]

— Você nunca andou de avião? — Jimin perguntou sorrindo, vendo o namorado ao lado, batendo as pernas nervosas de modo tremido.

Jungkook somente negou rápido, e o olhou meio desesperado.

— Troca de lugar comigo? Eu não quero estar na janela se isso aqui cair.

— Deixa de ser bobo, kookie. O avião não vai cair. — disse e soltou o cinto do namorado em seguida o seu. — Mas vem, troca comigo, seu medroso.

Ficou de pé e viu Jeon praticamente pular para o outro acento.

Na hora em que o avião decolou, Jimin tinha certeza que ficaria com um dedo quebrado ao fim do voo.

Jungkook apertava tanto a sua mão de forma descontrolada, que chegou a reclamar umas duas vezes da dor.

Quando pousou, nunca viu seu moreno ficar tão tranquilo e feliz. Jungkook poderia sair pulando de alegria pelo meio do aeroporto somente por o avião não ter caído, mesmo tendo quase morrido do coração duas vezes, durante tubulações.

— Meu inglês é péssimo, e eu não falo francês... — avisou a Jimin. — Como vamos nos virar?

— Tudo bem, deixa comigo, anjo. — Jimin sorriu e pediu um táxi com a mão — excusez-moi, êtes-vous libre?

O taxista assentiu sorrindo e desceu para ajudá-lo com as malas. Jungkook ficou boquiaberto com o francês perfeito de Jimin, e o encarou.

— Desde quando você fala francês?

— Ah, eu estudei vários idiomas bebê... Sei francês, italiano, inglês, um pouco de espanhol e português.

— Mesmo? — o outro assentiu. — Então como diz "estou com fome" em italiano?

ho fame. — disse simples e entrou no táxi.

— Só isso? — Jungkook perguntou indignado, entrando no táxi também. — E como pergunta se tem camisinha e lubrificante?

Jimin gargalhou no carro.

— em italiano?

— Sim, e, hm, espanhol também!

Mi scusi, hai un preservativo e un lubrificante? — Jimin falou rindo e fez uma pausa para lembrar-se do espanhol. — Disculpe, tiene condón y lubricante? — desta vez gargalhou.

— Woah...! — Jungkook abriu os olhos e a boca, surpreso. — Podemos ir aonde quisermos que dificuldade não teremos!

— Camisinha e lubrificante são essenciais. — Jimin falou rindo, e nem reparavam na paisagem de Paris ao lado de fora, de tão envolto e alegre que estavam, um com o outro.

Ao chegar ao hotel, foram bem recepcionados, e encaminhados à suíte que haviam reservado, com visão privilegiada da torre.

Jimin logo foi tomar um banho, e Jungkook aproveitou para separar as coisas que trouxera na mala, e guardou uma em especial no canto, para que Jimin não a visse ainda.

Logo entrou no banheiro também, e tomou um banho relaxante com o seu amor.

Ficaram o restinho de tarde no quarto, deitados, observando o entardecer.

Quando a noite prevaleceu, decidiram turistar. Então se arrumaram, e de mãos dadas, saíram para conhecer a famosa Paris.

Chegaram à torre, e viram todo o espaço lotado.

A maioria das pessoas no local, estavam em casais e pareciam apaixonados, e outras, apenas observavam a beleza do lugar.

Ficaram alguns minutos e até tiraram a famosa e tão clichê foto em frente ao ponto turístico, juntos.

Depois daquilo, decidiram ir jantar.

A parte difícil disto, foi a escolha do restaurante. Mas no fim, Jeon ganhou, levando Jimin a um restaurante no qual pesquisou bem, e que ficava em um terraço, com total visão de Paris anoitecida.

Subiram para o local, e até aproveitaram o elevador vazio para trocar alguns beijos.

Quando chegaram ao terraço, Jimin estranhou o lugar totalmente vazio, e apenas uma mesa no centro, estava organizada e à espera de ambos.

Olhou para Jungkook e o viu sorrir todo orgulhoso. Olhou novamente para o local e então entendeu o que estava acontecendo ali.

— Você...?

— Só para nós. — Jungkook sorriu e pôs a mão na cintura do namorado, começando a caminhar junto a ele.

Puxou a cadeira para que Jimin sentasse e sorriu junto a ele, quando recebeu uma tapinha leve na mão, em aviso de que não precisava daquilo.

O garçom se aproximou e apresentou o cardápio em inglês, assim como Jungkook havia pedido na reserva.

Pediram os jantares, e estavam tomando vinho, enquanto aguardavam.

— Esse lugar é lindo. — Jimin suspirou olhando ao redor. — Temos que vir aqui mais vezes.

— Nós viremos. — Jungkook sorriu e engoliu o nó em sua garganta, assim que seus dedos adentraram o bolso de sua calça. — Jimin...

Chamou a atenção do outro para si, e se sentiu ainda mais nervoso quando teve. Buscou a mão pequena do namorado, e puxou para mais perto a cadeira em que estava sentado.

— Você... Hm, você gosta de mim, certo?

— Que pergunta besta, kookie. Eu te amo. — Jimin sorriu, acariciando a mão maior que a sua. — Amo demais.

— Eu também te amo... Sabe disso, não é?

— Kookie, é claro que sei, bebê. — O olhou nos olhos. — O que houve?

— Jimin... Sabe, eu te esperei muito. — ficou de pé subitamente e retirou a mão do bolso. — e-eu te amei por anos, e ainda te amo... E quero te amar muito ainda.

Jimin o encarou sem entender, e focou-se na mão de Jungkook, quando ali viu uma caixinha azul-marinho.

— E-Eu... É, hm... Você... — Jungkook se embolou todo ao ficar de joelhos erguendo a caixinha. Olhou Jimin nos olhos e sentiu que começava a suar frio. — V-você... Hm, você q-quer-

— Sim! — Jimin o respondeu abrindo o maior sorriso.

— Sim? — Jeon abriu os olhos em espanto. — Minha nossa... — respirou fundo sorrindo também.

— Eu quero me casar com você, kookie. Nesta, e em todas as nossas vidas... Era isso que ia perguntar, né? — Jimin pareceu incerto.

Jungkook sorriu assentindo, e respirou com mais calma. Abriu a caixinha e de lá retirou duas alianças finas de ouro branco.

Respirou com mais calma, e enfim perguntou devidamente.

— Então... Você aceita se casar comigo?

Jimin sorriu e assentiu o olhando.

— É claro que eu aceito, amor. Tudo o que mais quero na vida é casar com você.

Jungkook se ergueu, com um sorriso tão grande quanto o de Jimin.

— Eu sou o homem mais feliz desse mundo! — Jungkook disse, avançando contra a boca de Jimin.

— Seremos senhores park ou jeon? — Jimin perguntou sorrindo ainda bobo.

— Seremos park e jeon. — respondeu — O jeon do park. — encaixou devagar a aliança na mão esquerda do namorado, e o entregou a outra.

O park do jeon. — Jimin encaixou a aliança no dedo anelar do — agora noivo - e a beijou. — Eu te amo tanto, bunny.

Eu te amo muito, mochi. — Jungkook beijou a aliança de Jimin e em seguida beijou os lábios carnudos. — Amo demais!

Então aquela noite ficou marcada para a vida.

Foi à noite em que o destino agiu, e da forma dele, única, uniu mais uma vez os apaixonados.

Nos dias de hoje, jimin sempre conta essa mesma história no almoço de domingo, ou até mesmo no natal.

É sempre assim, Jungkook senta ao seu lado, o fazendo sempre um carinho gostoso, enquanto os filhos os escutam.

Haviam formado uma linda família.

Adotaram um casal de irmãos que foram abandonados no Japão que na primeira visita feita ao orfanato, se apaixonaram pelas crianças.

De início a certidão das crianças permanecia apenas com o sobrenome de Jeon, já que haviam conseguido a guarda dos filhos como se fossem somente um.

As leis não permitiam um casal homoafetivo em registro como pais.

Depois de anos, e lutas, Jimin também entrou no registro de seus filhos.

Agora, comemorando os vinte e cinco anos de casados, Park Jeon Jiwoo, uma garota de dezessete anos e Park Jeon Jineun, um garoto de dezoito, os presenteavam com um vídeo surpresa como presente, onde fotos e vídeos de jimin modelo, e jeon desenhando, passavam na TV.

— Me lembro dessa campanha, amor — Jeon falou ao lado do marido. — Você chegou atrasado para as fotos. — sorriu ao recordar-se da juventude ao lado do amado.

— Mas eu fui o mais bonito. — Jimin falou analisando as fotos que passavam. — Mesmo chegando suado e descabelado, eu fui o mais comentado.

— Você sempre foi o mais bonito, pai. — Jiwoo falou sorrindo para ele. — O mais bonito de todos!

— Já, já o papai vai começar a reclamar que ninguém o ama... — Jineun respondeu olhando para Jungkook em puro deboche.

— Vocês são dois ingratos mesmo, não é? Eu que comprava chocolate escondido para vocês quando criança! Deviam me achar o pai mais bonito de todos. — Jungkook apontou, claramente fingindo indignação.

— Aish, kook. Deixe as crianças em paz, daqui a pouco vão começar a te chamar de velho por isso.

— Eu não sou velho, estou com cinquenta anos ainda.

— cinquenta é velho, kook. — Jimin sorriu abraçando o marido pela cintura. — Mas é um velhinho lindo e gostoso, isso é o que importa.

— Eca. — Jineun falou ficando de pé. — Eu que não vou ficar aqui para ver vocês dois de chamego depois de velhos.

— Eu também não. — Jiwoo ficou de pé e foi até eles. — Feliz vinte e cinco anos de casados, papai kook — deu um beijo na testa de jungkook. — E papai chimmy. — Deu um beijo na testa de Jimin. — Eu amo muito vocês!

— Eu também amo! — Jineun gritou do topo da escada.

— Também amamos vocês, meus amores. — Jimin abraçou a filha.

— Amamos muito. Obrigado por serem as pestinhas mais chatas do mundo. — Jeon falou abraçando a filha junto ao marido e riu. — mas que nos fazem muito felizes.

Ouviram passos rápidos serem dados, e logo mais um par de braços os abraçou. Jineun sorriu e no fim deixou beijos nas bochechas dos dois pais.

— Meus velhos merecem tudo! — o garoto disse.

— Velho é o seu futuro. — Jeon disse ainda abraçado aos demais. — Orelhudo! — implicou com o filho

— Narigudo! — o garoto retrucou.

— Vocês querem parar? — Jiwoo falou agarrada a Jimin. — Dois animais!

— Está vendo? Isso ela aprendeu com você, mochi. — soltou os demais do abraço longo, vendo a cara de deboche da filha. — É igualzinha a você!

— Ela é perfeita! Jineun também. São minhas duas abobrinhas perfeitas.

— Ai pai, esse apelido não. — Jiwoo lamentou. — É péssimo, já somos adultos.

— Adultos? — Jungkook sorriu junto a Jimin. — São dois pivetes, isso sim.

— E vocês dois velhos! — Jineun falou sorrindo junto à irmã.

Jimin buscou o chinelo, junto à jungkook e viu os dois jovens correrem escada acima, gargalhando.

Negaram sorrindo e se aconchegaram no sofá espaçoso da casa. Jimin se aninhou como sempre fazia com o outro e o olhou.

— Somos uma família feliz... — Disse e selou os lábios do marido, ouvindo novamente os filhos reclamarem do andar de cima. — VÃO À MERDA!

Jungkook gargalhou ouvindo a risada besta dos filhos e logo a de Jimin se misturou. Aproximou-se, e o beijando novamente, dessa vez sentindo a felicidade acalmar seu peito, e a certeza que no fim teve.

— Sim, somos uma família feliz.

♡ FIM ♡

16 de Maio de 2021 às 01:05 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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Evy Maze Frágil, inconsistente e ficwriter boiola 💙

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