decamartinz Deca Martinz

"Jamais Vu" Dic.: Jamais vu é o oposto do déjà vu. Em vez de sentir que algo já foi visto, o jamais vu é a sensação de que algo familiar é totalmente desconhecido. Quando se perde o reconhecimento dos pequenos gestos, não podemos discerni-los quando alguém os dispõe a nós sem esperar nada em troca, apenas pelo simples modo de ser. Hoseok desaprendeu a reconhecer estes gestos, até Kim Taehyung cruzar seu caminho. Capa por: @sixteendsgs *Esta obra não aceita adaptações. *Conteúdo adulto.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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Capítulo 1

Jung Hoseok

— Jung, eu já disse a você: Eu não acho que estou pronto pra isso. Nós já tivemos essa conversa antes. – Yoongi me encara com sua feição nitidamente exausta.

— Yoon, eu não entendo, você aceitou o noivado. Tudo bem que depois disso você não se empolgou para mais nada enquanto eu estava começando a organizar nosso casamento, mas eu achei que isso fosse porque você não liga muito pra esse tipo de coisa. – Digo encarando-o em nossa cama.

— Mas é justamente disso que eu ‘tô falando, Seok. Eu sinto que não vai dar certo justamente porque não estou empolgado. Isso não está correto. Eu deveria estar animado, afinal, a gente ia se casar. – Ele diz e meu peito se aperta.

Ia? É sério Yoongi? – Me sento em nossa cama.

— Seok… – Ele tenta se aproximar.

— Não precisa continuar. Eu ‘tô tentando aceitar, ‘tô fazendo um esforço do caralho ‘pra aceitar que você desistiu de casar comigo porque não ‘tá “animado o bastante”. – Me levanto e caminho pelo quarto.

— Hoseok, você sabe que não é só por isso. – Ele respira fundo e eu sinto vontade de quebrar alguma coisa.

Eu amava Yoongi. Esse infeliz entrou na minha vida de um jeito tão sorrateiro, que quando dei por mim, eu estava completamente apaixonado. O bastante para pedi-lo em casamento. O bastante para continuar me questionando porque eu simplesmente não o mandei embora de uma vez desde que me disse que queria adiar tudo.

— Até um mês atrás, você dizia me amar, você me fez seu! Você me fez sentir que valia a pena comprar a porra de um bracelete pra te pedir em casamento porque sempre achou anéis de noivado uma coisa brega. Eu me dediquei! Eu fiz tudo o que eu pude. O que aconteceu para que você olhasse na minha cara agora e decidisse que eu não era importante o bastante? – respiro fundo.

— Porra Hoseok! – Sua voz se eleva. — Eu não disse nada disso! Eu pedi pra adiarmos essa coisa toda de casamento, cerimônia e tudo mais porque eu não ‘tô pronto. Não sou esse tipo de cara, eu achei que pudesse ser, mas quando a ficha começou a cair, vi que não era justo. Nem comigo e nem com você.

Ele caminha em minha direção.

— Eu te conheço, Seok. Você quer mais. Você merece mais e eu não sou capaz de te dar o que é digno. É por isso que... – ele me encara e eu sei o que vem. — É por isso que a gente precisa parar por aqui. – Sua voz sai baixa, mas firme o suficiente para que eu saiba que não é uma dúvida.

— Yoon... – A primeira lágrima molha meu rosto. — A gente não precisa fazer tudo do meu jeito. Podemos encontrar um meio termo entre as coisas. – Seguro sua mão sempre fria, mas que eu sempre gostei. Eu gostava da frieza dele. Até agora.

— Seok, por favor. A gente precisa parar enquanto isso ainda é saudável para nós dois. Não é certo que você deixe de querer as coisas por minha causa e eu por você. Não vai nos fazer feliz. – Se afasta me dando a certeza do vazio que começou a se formar em mim.

— Eu vou dormir no quarto de hóspedes hoje. Amanhã cedo eu começo a empacotar minhas coisas, Seok. Me desculpa por não conseguir fazer isso, mas eu realmente acho que é o melhor pra nós dois.

E é assim que ele sai do nosso quarto, onde havia nossa cama, onde eu me sentia seguro, onde eu achei que era amado, mas pelo visto, amor não é o bastante. Provavelmente nunca será.

O toque de chamada em meu celular me desperta dos devaneios. É quase nove da noite e eu ainda não saí do escritório. Tem sido assim desde que me separei. Eu me dedico ao trabalho na tentativa de permanecer com minha mente ocupada o bastante para não entrar em questionamentos quanto ao fracasso da minha relação.

Ao olhar o visor, um suspiro me escapa. O nome de Jin junto a careta aparece em meu visor e eu sei que vem um sermão. Tem sido assim nos últimos meses. É irritante quando seus amigos decidem bancar os “babás”.

Sim Jin hyung. Tento manter a tranquilidade.

Não vem com essa de “Jin hyung” que eu te conheço, Hoseok. Sai desse escritório agora. Hoje é sexta-feira, o expediente termina mais cedo. São nove horas da noite e você ainda ‘tá enfiado aí. Eu amo nossa empresa, mas nem eu acho isso saudável.

Ele despeja de uma vez, como esperado.

Jin, eu estou bem. Estava apenas tendo um momento de descanso antes de ir embora. – Acaricio minha têmpora na tentativa de aliviar a dor de cabeça que começa a dar sinal.

E onde já se viu descansar no escritório, Hoseok? Você pensa que eu não sei das suas “horas extras” completamente desnecessárias nos últimos meses? Eu sei muito bem que você fica na empresa até tarde, que enche a cara de rum e dorme nesse maldito sofá. Eu não ‘tô brincando quando digo que você com essa sua “persona de fossa” ‘tá me deixando preocupado, e ao Namjoon também. O que é Joonie? – Ouço sua voz se afastar do aparelho. É claro que eu vou! Ele vai ficar sabendo agora, ué. Se eu tivesse perguntado, você sabe que ele ia enrolar mais ainda.

“Droga.”

Jin hyung. – Chamo sua atenção. Do que você tá falando com Namjoon?

Decido começar a juntar as minhas coisas para encarar a volta para casa.

Ah sim. Então, na segunda-feira seu novo assistente começa a trabalhar com você. Não adianta questionar. Já está feito, eu e Hwasa fizemos a entrevista, analisamos o perfil. Ele foi uma indicação do Jimin, então isso evitou boa parte da burocracia.

Mas, Seokjin...

Não tem “mas”, Hoseok. E é “Jin hyung”. Já está feito. Eu te disse para contratar um novo assistente desde que promovemos o Jungkook, e você me enrolou. Eu não tenho a paciência do Namjoon e você sabe disso. Na segunda ele começa e é bom que não teste mais a minha paciência, Jung Hoseok, porque do contrário, eu faço a Hwasa te colocar de férias por 30 dias. Você sabe que eu faço.

Pelo tom, consigo imaginar nitidamente a expressão irritada de Jin e decido não questionar. Eu ‘tô cansado demais e mesmo que eu não queira um assistente, é melhor aceitar isso. Ou então, ele realmente me põe de férias e isso é a última coisa que quero: 30 dias enfiado no apartamento que eu e Yoongi tínhamos começado a morar.

Tá bom, hyung, eu não vou contrariar. Inclusive, estou arrumando minhas coisas para ir para casa, tudo bem? – Suspiro pegando minha bolsa e as chaves.

Apago tudo e tranco minha sala.

Ótimo. Vou mandar dividir suas férias então.

Mas...

Não é para agora, seu chato, estou apenas pensando. – Ele diz e consigo ouvir o barulho das panelas caindo.

Namjoon ‘tá na cozinha de novo hyung? – Sorrio.

Eu pedi para ele pôr a mesa. Pedimos pizza, mas o Namjoon tem algum problema com a nossa cozinha. Eu acho que ela não gosta dele, não é possível. – Suspira.

Ainda bem que ele é um excelente advogado. – Brinco.

Verdade. Podia ser só um pouco menos atrapalhado… Namjoon do céu, se você quebrar essa taça do jogo novo, eu vou te sufocar com o travesseiro enquanto você dorme! – Sua fala afastada me faz rir.

Jinnie foi sem querer. Ainda ‘tá falando com ele? – A voz de meu amigo se torna mais próxima.

Caminho pelo corredor escuro, iluminado apenas pela luz do hall do elevador.

Vem pra cá! A gente pediu pizza. – Namjoon diz agora ao telefone.

Obrigado, mas já estou saindo daqui. Vou pra casa tomar um banho e descansar. Ao que parece, terei que redistribuir meu trabalho a partir de segunda-feira. Brinco enquanto espero o elevador.

Desculpe, você sabe que foi inevitável.

Sim, eu sei. Era isso ou férias forçadas. – Brinco. Estou entrando no elevador, provavelmente a chamada ficará ruim.

Tudo bem, vai lá. Descanse no fim de semana. Nos vemos na segunda.

Ok Nam. Bom fim de semana ‘pra vocês.

Encerro a ligação e encosto no fundo do elevador, buscando alguma disposição para dirigir.

No estacionamento, guardo minhas coisas no carro e me posiciono no banco do motorista.

O caminho até o apartamento é tranquilo. Decidi parar em uma loja de conveniência, comprando algumas porções de lámen para o fim de semana e algumas garrafas de soju.

Adquiri esse péssimo hábito. Eu perdi o ânimo de cozinhar uma refeição completa, afinal, cozinhar para um não é muito animador. Minutos depois, entro em casa com minhas compras para o fim de semana e mais uma vez, me sinto um bosta.

“É possível odiar objetos inanimados?”

Pois eu odeio.

Odeio o quanto esse apartamento tem muito de quem eu era quando ainda o tinha. Odeio esse tapete azul. Odeio o cubículo que Yoongi chamava de quarto de hóspedes e dormiu uma última noite antes de recolher suas roupas e sair da minha vida da mesma maneira que entrou, sorrateiramente.

Acima de tudo, eu passei a odiar nossa cama. Ela se tornou o lugar mais detestável desta casa. Ela tem o cheiro dele impregnado, e isso me proporciona uma noite horrível, onde eu durmo sentindo seu perfume e acordo com a certeza de que ele havia ido embora.

Por isso, faço o que posso para evitá-la, tomando um banho rápido, colocando um moletom e ficando pela sala.

Entre porções de lámen da loja de conveniência e garrafas de Soju, eu adormeço. Fazendo dessa, a minha rotina do fim de semana.

15 de Maio de 2021 às 20:49 0 Denunciar Insira Seguir história
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