hav3m3rcy Ana Beatriz

O garoto do cabelo cor de fósforo era muito mais misterioso que Wendy imaginava, a começar por aquela tatuagem de serpente no pulso, que deixava a garota estarrecida e intrigada, afinal, ela parecia incompleta no corpo de Kim Taehyung. Mas o que ela não sabia era que o outro corpo no qual a tatuagem estava contida estava mais perto dela do que ela poderia sequer imaginar.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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Um novo monitor?

— Wendy, você tem que superar, sabe? — Meu melhor amigo começou com aquele sermão terapêutico que ele imaginava me ajudar.

Arqueei as sobrancelhas para ele como quem diz "lá vem" e ele veio mesmo.

Jimin se inclinou na minha direção, sendo espremido pela pequena mesa redonda que nos separava. Eu fitei seus olhos com desdém por trás da lente grossa de seus óculos.

Park Jimin é o típico amigo conselheiro amoroso que sempre sabe exatamente o que você deveria fazer, mesmo sem ter experiência alguma com relacionamentos.

— Você tá ficando rabugenta, o amor rejuvenesce!

— Nossa, muito obrigada por jogar na minha cara que tô gastando dinheiro à toa comprando produtos Ivone. — Rolo os olhos, desmanchando na cadeira da cafeteria na qual eu fazia um trabalho temporário.

— Ei, mas não foi isso que eu disse! — Ele riu abafado com a minha frustração. — Nada contra suas compras compulsivas por produtos de beleza e máscaras com colágeno, até conheço pessoas que são assim também!

— Eu te odeio, Park Jimin — Lancei a ele um olhar furtivo, mas não importa o que ele dissesse, Jimin é tão doce que não consigo ficar realmente brava com ele.

O pior de tudo, é que ele sabe disso, e abusa da minha fraqueza dizendo tudo o que quer sobre mim, até mesmo as coisas que eu não quero ouvir.

E eu só podia ser uma imbecil se não concordasse com ele.

— Até quando você vai ficar presa ao passado, Wendy? — Jimin indagou, o rosto sem sombra alguma de divertimento como segundos antes. Eu suspirei.

— Não estou presa ao passado, Jimin. Estou no processo de aceitação, e você tem que ser paciente comigo. — Reproduzi o que os terapeutas dizem, sem levar muito a sério minhas próprias palavras.

— Quem disse isso? Aquela senhora devota do grupo de terapia que você costumava frequentar? Ela também te disse que o tempo vai curar as feridas? — Eu o olhava com os olhos semicerrados, sem querer admitir que ele estava certo sobre suas suposições. — Pelo amor de Deus! Você sempre está engajada nessas frases clichês motivacionais que não surtem efeito!

Olha quem fala!

Eu dei de ombros com um bico enorme nos lábios por nunca conseguir derrubar os bons argumentos do meu melhor amigo.

— É mais agradável ouvir as frases motivacionais do que a dura realidade que eu fui corna, e ainda por cima, com tudo acobertado pelos meus pais. — Suspirei, brincando com a barra da toalha de mesa.

Jimin colocou uma das mãos sobe a minha, cobrindo-a completamente. Ele a apertou discretamente.

— Eu sei que deve ser difícil pra você porque o embuste foi seu primeiro namorado, mas você só deu azar! Só isso! Tem muito peixe nesse mar!

Não, Jimin ainda não entendia o quanto doía a desilusão com o primeiro amor.

— Sabe o que é? Eu cansei de nadar, Jimin.

— Foi exatamente por isso que eu vim aqui hoje! — Exclamou animado, retirando um cartão de visitas de dentro da mochila e arrastando-o sobre a mesa, dando duas batidinhas com a ponta do dedo indicador ao lado do papel. — Você está cansada de nadar, mas seu melhor amigo é um tritão! Que sorte você tem, certo?

Peguei o cartão com desinteresse lendo "Comi o cu de quem tá lendo" e o fuzilei tão desacreditada e enfurecida, que poderia desossá-lo com um olhar.

Meu melhor amigo riu, enxugando lágrimas invisíveis enquanto eu cerrava os punhos sobre a mesa, me segurando para não espancá-lo no meu local de trabalho.

— Eu sempre quis fazer isso!

— Não achei graça. — Repliquei, jogando o papel idiota contra Park Piadista Jimin. — Você está andando muito com o Jin. — Aleguei, me levantando da mesa já que meu horário de descanso acabava. — Aliás, essa monitoria não vai acabar não? Você não precisa estar focado no TCC?

De descontraída, a expressão do meu melhor amigo passou para preocupada.

— Essa foi minha última semana como monitor na sala de vocês. Precisei sair antes do previsto já que meu TCC não está dando certo. Isolar uma colônia de bactérias é mais difícil do que parece.

— Mas eu nunca disse que é fácil! Estaria blefando se dissesse uma calúnia como essa! — Retirei sua xícara vazia da mesa. — Mas quem será que vai dar monitoria pra minha sala, agora? — Indaguei, deixando transparecer meu descontentamento já que meu melhor amigo tinha deixado o posto de monitor da minha turma na disciplina do Jin.

— Parece que o Taehyung declarou interesse na vaga, mas o Jin parecia meio receoso de aceitar ele... Não entendo o porquê, já que dizem que ele é o melhor aluno de medicina da sala dele.

— Espera aí! Taehyung? O-o de cabelo cor de fósforo? — A notícia foi como um chute na boca do estômago que quase me fez me estirar no chão. Jimin assentiu, franzindo o cenho com a minha pergunta. — Minha nossa senhora do colágeno, tomara Deus que o Jin não aceite ele. — Comentei, olhando para o céu na expectativa de que o grandalhão ouvisse essa minha prece.

— Ué, e por que não? — Meu melhor amigo questionou, parecendo confuso.

— Jimin, ele é o affair que eu tive no grupo de terapia da igreja!

A afirmação o deixou sem chão, e eu, muito envergonhada por ter admitido, recolhi as porcelanas da mesa e me retirei, usando o trabalho como justificativa para esconder minhas bochechas coradas.

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