jungluah Luana Souza

Gulf tinha a vida que queria, simples, bagunçada e exatamente como ele escolhia viver, porém o destino colocou em seu caminho um homem cheio de regras e disciplinas. Poderia um romance surgir entre o menino guiado pelo mundo e o homem centrado? Conheça a história de Mew e Gulf de uma forma que você nunca viu. Daria certo uma louca e quente aventura entre o Boss e o Bitch se tornar algo mais?...


Fanfiction Seriados/Doramas/Novelas Para maiores de 18 apenas.

#pwp #Mew #Gulf #MeweGulf # #waanjai #bl #boyslove #boyeboys #Tharnetype
12
1.1mil VISUALIZAÇÕES
Completa
tempo de leitura
AA Compartilhar

Cap 1

Gulf on


Todas as pessoas tem sonhos grandes e batalham por eles, eu não sou diferente de ninguém.


Vim de uma família boa, minha mãe e muito carinhosa e atenciosa, meu pai apesar de calado e um grande pai, sempre esteve lá quando precisei.


Quando eu tinha 14 anos me sentei na mesa de jantar e disse aos meus pais que era gay.


Minha mãe foi compreensiva como sempre, meu pai saiu e casa sem dizer uma palavra, mas quando acordei de madrugada ele estava na sala lendo um livro.


Vi ele jogar o livro sobre a mesinha de centro da sala.


_ Isso é uma besteira gigante! Ele exclamou se levantando.


Quando me viu parou por um tempo depois abriu os braços.


Corri e o abracei, quando olhei sobre seu ombro na capa do livro descartado dizia:


" Como apoiar seu filho gay".


Eu comecei a rir feito louco, era para estamos chorando e curtindo o momento de pai e filho, mas a leitura de meu pai me fez rir.


_Pai! Falei ainda rindo.


_ Não diga nada fedelho eu ainda posso tirar seu vídeo game.


Então como eu disse sou um cara normal, tendo sonhos normais até minha vida cruzar com a dele.


Apesar de ter bons pais, não somos de uma família rica, então tenho que me virar para pagar minha faculdade e meus estudos.


Tenho um emprego de meio expediente durante a semana e mais dois no fim de semana.


É uma loucura sim, mas eu posso dar conta, bom eu podia até a minha vida sofrer um giro de 360 graus.


Bom eu tô falando e falando e não dizendo nada realmente, então vou começar de novo.


Sou Gulf, tenho 20 anos e faço ciências contábeis na universidade e dou conta disso e mais três empregos, meu pai é mecânico e minha mãe enfermeira aposentada, e baba nas horas vagas.


Sai da casa dos meus pais para frequentar a faculdade e apesar de ter uma bolsa completa ainda tenho que pagar aluguel, comida e gastos com água etc...


Então os três empregos que me deram um pouco mais que um salário me ajudam nisso.


Porém minhas notas começaram a cair e com ajuda do meu orientador resolvi procurar um emprego que me mantivesse sem precisar me desgastar tanto, foi aí que a loucura aconteceu.


Ainda me lembro como se fosse hoje, fui até a sede principal de uma das maiores empresas de contabilidade do país, teria uma entrevista para trabalhar como oficeboy lá então cheguei na hora marcada, porém um pequeno tornado me atropelou assim que entrei pelas portas duplas.


Minha bolsa caiu no chão e meu celular se espatifou por todos os lados, mas fiquei muito mais preocupado com o pequeno que também estava no chão me olhando assustado.


Fui até ele para ver se estava tudo bem, mas um outra voz infantil chamou minha atenção.


_ Hooo Blue o papai vai te matar.


Me virei e vi uma linda menina olhando o pequeno com desaprovação.


Me virei de volta para o menino e ele estava a ponto de chorar, fui até ele e vi um pequeno ralado em seu joelho.


_ Ei! Tá tudo bem! Olha não foi nada! Vou te mostrar um truque ok!


O menino me olhou com lágrimas nos olhos e concordou.


Peguei minha bolsa e tirei de lá uma caixa de curativos do homem de ferro, tirei um e coloquei delicadamente sobre o machucado dele.


Sorri bagunçando seus cabelos e o ajudei a ficar de pé.


_ Pronto não vai mais doer e o Pai de vocês não vai brigar eu prometo!


Levantei meu dedinho no ar e as duas crianças riram.


_ Ele vai ver esse curativo aí e o P acha mesmo que ele não vai brigar?


A menina disse e me olhou de uma forma debochada.


Aquela pequena devia ter no máximo uns sete anos, mas era muito inteligente.


_ Se ele falar alguma coisa diga que foi um moço estabanado que esbarrou em vocês e para pedir desculpas colocou isso aí.


A menina me olhou por um tempo, mas foi a voz do menino que nos chamou a atenção.


_Bigada moçu tabalada!


Tanto eu quanto a menina caímos na risada.


_ É estabanado Energúmeno! A menina disse pegando a mão do pequeno.


O menino fez um bico enorme e soltou a mão da menina cruzando os braços no peito.


_ Não so um legume, eu não gosto de legume.


Me segurei para não rir de novo e a manina balançou a cabeça e revirou os olhos.


_ Haaa como é difícil carregar o peso de ser a irmã inteligente.


Nesse momento eu não pude mais segurar a minha risada, aquelas duas criaturinhas eram encantadoras.


Mas no meio de toda a confusão percebi que o guarda da entrada do prédio não se moveu em nenhum momento para nos ajudar, ou saber o que estava acontecendo, então entendi porque.


Quando me despedi das crianças e cada um ia seguir seu caminha, avistamos um homem alto vestido em um terno caro e um olhar reprovador.


Um arrepio passou por toda a minha coluna e fiquei paralizado diante do homem.


_ Vocês dois vamos conversar e você. Ele disse apontando para mim. _ Siga me.


Eu estava hipnotizado e acabei o seguindo sem dizer nada assim como as duas crianças.


Entramos no elevador e ele apertou no botão do décimo andar e quando as portas se fecharam que eu acordei do que estava fazendo.


Sem encarar o homem eu limpei a garganta e falei.


_ Hum senhor! Eu... Eu tenho uma entrevista no terceiro andar então...


Falei levando a mão ao painel do elevador, mas uma mão segurou a minha rapidamente me impedindo de apertar o botão.


Me afastei rapidamente quase me fundindo com a parede.


_Voces dois eu disse para não sair da minha sala. É tão difícil obedecer uma ordem?


As duas crianças se encolheram no canto do elevador e baixaram a cabeça.


Eu queria dizer aquele homem que eles eram apenas crianças, mas estava mudo com sua presença.


_ Você veio aqui em busca de emprego certo?


Ele se dirigiu a mim, levantei meu olhar e o encarei.


_ Sim senhor, no terceiro andar.


Apontei para os números mostrando que já estávamos no sexto.


_ E qual vaga procura?


Eu queria mandar ele ir a merda, pois não fiz nada de mais além de ser mais gentil que ele com os filhos.


Mas as crianças estavam ali então tentei ser o mais cortez possível.


_Oficiboy senhor! Falei tentando soar educado.


_Hum! E qual era o seu salário pretendido?


Suspirei tentando manter a calma.


_ Isso é realmente nescessário senhor? Eu estou atrasado e se não voltar a agora não terei salário nenhum.


Falei já exasperado, foi aí que o elevador abriu no décimo andar.


_ Não se preocupe com isso, eu tenho uma proposta de emprego pra você.


Depois de dizer isso ele saiu do elevador e ficou esperando que eu e as crianças fizemos o mesmo.


Eu o segui porque não acreditava mais que seria levado a sério na Intervista que eu estava quase 20 minutos atrasado.


Passamos por um corredor cheio de salas até o final, aonde existia uma enorme porta de madeira com a placa.


"Senhor Supasit, Presidente".


Mas que porra! Aquele homem era o diretor da empresa? Talvez eu realmente vá ter um emprego hum?!


_Senhorita Mimi por favor não quero ser incomodado agora, vou resolver um assunto e depois sair para almoçar ok!


A moça sentada em uma mesa na frente da sala sorriu de uma forma exagerada e balançou a cabeça.


_ Tudo bem senhor, farei as ligações nescessarios.


O homem a minha frente nem agradeceu, apenas seguiu adiante e abriu as portas deixando eu e as crianças passarmos.


Lá dentro eu pude ver o luxo de sua sala, mas em um canto uma pequena mesa cheia de papéis e lápis de cor e alguns brinquedos no chão deixavam o lugar mais agradável, pelo menos pra mim.


_ Qual o seu nome?


Ele em perguntou me assustando.


_ Humm desculpa, meu nome é Gulf senhor.


_ Muito bem Gulf, como você pode ver eu estou tendo problemas com esses dois ali.


Falou apontando para as crianças sentadas no tapete fingindo brincar.


_ Não estou tendo sorte com babas então preciso de alguém com mais pulso e que contro lê os dois.


Me virei para ele com a boca aberta.


_ O senhor quer que eu seja baba dos seus filhos?


Falei sem acreditar.


Ele se sentiu e me olhou sério.


_ Você tem jeito, eu pude ver isso no corredor lá em baixo. Eu pago dois salários pra você.


Eu fiquei lá parado ainda olhando para ele.


_ Você estuda a noite certo? Claro que sim, se veio em busca da vaga de oficeboy. Bom, te ofereço o seguinte, três salário, casa com direito a água, luz, internet, tv a cabo e alimentação.


Minha boca caiu aberta novamente, aquele homem deveria estar mesmo desesperado.


_ Você pode ficar na minha casa, trabalha de segunda a sábado, domingo é seu dia de folga, pode fazer o que quiser, se por acaso precisar de você nos domingos avisarei com antecedência e pagarei um valor a mais. Então o que você me diz?


É claro que vocês sabem o que eu disse né? Qual é são três salários e não vou ter gasto nenhum a não ser transporte e alimentação no campus.


Vou poder ajudar meus pais e ainda juntar uma grana pra terminar a faculdade bem.


Então saímos de lá e fomos até um restaurante, posso dizer que o senhor Supasit não sabe nada sobre crianças de 5 e 7 anos, essas eram as idades dos irmãos.


Blue era um menino cheio de energia e com dificuldade na fala, kristal era uma menina inteligente e sagas, devo dizer que tinha muito do pai.


O restaurante escolhido era um cheio de frescuras e frio.


Eu fingi não me sentir bem no ambiente então acabamos no Subway do shopping.


Não sei quem estava mais feliz, eu as crianças ou o pai deles que apesar de ter feito careta quando chegamos lá, comeu um lanche gigante em dois minutos.


Depois do almoço o senhor Supasit me levou com as crianças para pegar algumas coisas no meu dormitório e fomos conhecer a casa.


Eu mal tinha passado pela entrada e já não gostava do lugar.


O jardim estava mal cuidado e quase morto, a entrada era fria e sem graça, a casa era praticamente toda branca, sem cor, sem vida.


Nem parecia que moravam crianças ali.


Não vou nem descrever o luxo que a casa tinha, mas faltava cor, faltava vida.


Bom meu primeiro dia de trabalho foi razoavelmente fácil, conheceu a senhora que cuidava da cozinha e a moça que cuidava da limpeza da casa e todas foram muito gentis comigo.


Com blue foi fácil lidar, apesar dos problemas de dicção e a timidez estrema, ele era um menino fofo e fácil de lidar, foi com Kristal que tive problemas.


Primeiro a menina tem sete anos e um quarto lotado de livros e coisas estranha que ela chamou de experimentos científicos, segundo tudo o que eu sugeria para que nós fizessemos ela dizia que era coisa de bebê.


Com uma semana na casa notei algumas coisas que me deixaram realmente preocupado com aquela família.


Primeiro o Senhor Supasit nunca estava em casa, quando estava não dirigia nem duas palavras aos filhos, segundo o pequeno Blue tinha medo de tudo e era extremamente inseguro sobre si e tudo ao seu redor e Kristal jamais soube o que era ser uma criança.


Eu podia simplesmente fazer o meu trabalho que era me importar, mas se fosse assim não seria eu.


Eu vou trazer um pouco de felicidade pra vida dessas crianças ou não me chamo Gulf.


E no caminho vou saber mais sobre o meu chefe gostoso, porque se não fosse assim não seria eu...


15 de Maio de 2021 às 08:59 0 Denunciar Insira Seguir história
4
Leia o próximo capítulo Cap 2

Comente algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~

Você está gostando da leitura?

Ei! Ainda faltam 11 capítulos restantes nesta história.
Para continuar lendo, por favor, faça login ou cadastre-se. É grátis!