quinjinzinho Ellie

"Dois homens em busca de um canapé. Você não sabe o que é um canapé? Não tem problema, eles também não."


Fanfiction Bandas/Cantores Todo o público.

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A idealização do Canapé


Dia 1

O rosto do Namjoon ainda estava muito vermelho, mesmo com a luz apagada eu conseguia ver isso. Apoiei minhas mãos novamente sobre o colchão e me inclinei para beijar sua testa enquanto ele murmurava por conta do desconforto.

— Tudo bem? — Perguntei baixinho e sai com cuidado de cima do seu corpo.

— Sim. — Respondeu ainda ofegante.

Sorri com a afirmativa e busquei meu celular na mesinha ao lado da cama.

— A gente tem umas quatro horas para dormir. — Alertei assim que chequei o alarme.

— Que droga, Seokjin, como eu vou dar aula desse jeito?

— A culpa é sua! Eu já estava quase indo dormir! — Elevei o tom de voz e me virei para encara-lo. — Você que ficou se esfregando em mim.

— Eu só queria carinho! — Declarou indignado.

— Carinho com o meu pau, só se for. — Resmunguei rindo e vendo ele fazer o mesmo.

— Certo, vamos dormir, vai ser um dia longo. — Namjoon me abraçou e deu um beijo em minha bochecha. — Boa noite, amor.

— Boa noite, Joonie. — Suspirei ao me sentir acolhido e levei minha mão até seus fios loiros, acariciando enquanto tentávamos pegar no sono.

No dia seguinte eu teria que enfrentar no mínimo oito turmas com cerca de trinta adolescentes, mas meu cérebro parecia não entender a dimensão do problema. Meus olhos negavam a se fechar e comecei a me desesperar quando ouvi passarinhos cantando do lado de fora. O teto de madeira escura estalava todas vezes que eu achava que conseguiria me entregar a um sono digno de Morfeus, achei que ficaria exausto após transar com o Namjoon, mas meu corpo não dava nenhum sinal de cansaço, pensei em ver se ele aguentava de novo, mas meu marido parecia dormir tão profundamente que me senti culpado em cogitar a ideia.

Minha mente não parava um segundo, ela realmente estava muito empenhada em me manter acordado, e para isso ela apelou para uma incógnita diabólica que me atormentaria pelo resto da semana.

— Joonie... — O chamei baixinho ouvindo-o resmungar em resposta. — O que é um canapé?

— Caralho, Seokjin, me deixa dormir. — Murmurou escondendo o rosto na curva do meu pescoço.

Ri baixinho com sua reação. Namjoon deveria estar com muito sono mesmo para falar um palavrão.

— É sério, Namjoon, eu não consigo dormir! O que é um canapé?

— Não é de comer? — Sugeriu com a voz rouca.

— Não, não é, eu tenho certeza!

— Eu não sei, amor, quem é formado em história aqui é você. — Namjoon me puxou mais para perto e começou a acariciar minhas costas. — Agora dorme, meu bebê.

— Tudo bem... — Suspirei fechando os olhos apertado. — Namjoon... Você nunca ouviu falar nessa palavra sem ser no sentido de comida?

— Amor, pesquisa no Google se você quer tanto assim saber.

— Você sabe que eu não posso... — Comentei baixinho.

— Meu deus, essa não é mais uma das sagas “Kim Seokjin, o historiador que não se rende as ferramentas contemporâneas” é? — O tom dele demonstrava o desânimo.

— É... — Respondi baixinho. — Mas juro que essa não vai durar tanto quanto a das batatas inglesas.

Mesmo depois de três anos juntos, Namjoon ainda não havia se acostumado totalmente com minhas crises de perguntas aleatórias, as vezes ficávamos semanas buscando a resposta em livros e eu transformava algo simples como “O que significa “Fuck”?” em uma verdadeira jornada epopeica. Aliás, significa “Fornication Under Consent of the King” caso você esteja se perguntando.

No fundo ele gostava, sempre gostamos de passar tempo juntos, como se morar na mesma casa e dar aulas na mesma escola não fosse o suficiente.

Mas no momento eu realmente tinha um mistério não solucionado em minhas mãos.

***

Namjoon e eu estávamos na sala dos professores, ele estava preparando algumas contas para passar no próximo período enquanto eu fazia o café na térmica.

Ele ficava tão fofo mexendo na calculadora que eu até havia começado a gostar dos barulhinhos que ela fazia. As pessoas achavam engraçado um professor de história casado com um professor de matemática, mas isso era a coisa mais comum do mundo.

Quando eu estava no ensino médio eu já havia percebido que professores só se relacionam entre si, e curiosamente, com alguém da área totalmente oposta à sua. Eu já entrei na faculdade de história sabendo que ganharia pouco, teria tendinite em algum momento da vida e que acabaria casado com alguém de exatas, então quando entrei na diretória e esbarrei no novo professor de matemática que me perguntou onde era a sala 2-B, deixei escapar um “Ah, então é você” e começamos a sair na semana seguinte.

Na verdade, professores de física sempre fizeram mais meu tipo, mas eu jamais deixaria o Namjoon saber disso.

— Amor, eu lembrei da onde eu já tinha escutado a palavra “Canapé”. — Avisei animado enquanto sentava na sua frente.

— É mesmo, querido? Onde? — Ele suspirou sabendo que estava encurralado.

— Eu acho que quando eu era adolescente eu li um livro que tinha na descrição que no quarto havia vários moveis e entre eles um canapé.

— Bem, isso é um grande avanço. — Sorriu e largou os papéis. — Fim do mistério então?

— Não, agora eu sei que canapé é um móvel, mas não sei como ele é, eu apenas filtrei minhas possibilidades.

Namjoon rolou os olhos e começou a recolher suas coisas da mesa assim que o sinal tocou.

***

Dia 2

Namjoon e eu estávamos no mercado fazendo as compras do mês, podia parecer perda de tempo estar nós dois juntos, mas da última vez que deixei ele sozinho, ele confundiu amaciante com água sanitária. Felizmente meu marido era muito útil fazendo as contas de cabeça e empurrando o carrinho, pedir qualquer coisa dele no mercado fora essas duas coisas ele declarava como “desvio de função”.

— Jinnie, o que a gente vai jantar hoje? — Questionou enquanto empurrava o carrinho atrás de mim.

— Não sei, amor, o que você quer comer?

— Queria comer pizza...

— Tudo bem, eu faço. — Declarei enquanto pegava um pacote de macarrão e riscava na lista.

— Eu vou ver se acho o meu suco de pêssego, ok?

— Vai lá, amor.

Ele saiu do corredor e eu continuei observando se havia mais algum item da lista na prateleira, até uma embalagem me chamar atenção.

— Namjoon! — O chamei e ouvi o barulho do carrinho vindo correndo de volta em minha direção.

— O que foi? — Perguntou assustado.

— Olha isso.

Entreguei para ele o pacote onde dentro estavam uma espécie de massas folheadas em um formato que parecia um barquinho. Namjoon arrumou os óculos e começou a rir assim que conseguiu ler o rótulo: Canapés.

— Amor, eles estão me perseguindo! — Joguei o pacote para dentro do carrinho.

— Eu falei que era de comer! — Namjoon continuava rindo e leu a receita na parte da embalagem. — Olha, da para comer com patê ou usar qualquer outro recheio. Eu estava certo.

— Enfia o canapé no seu-

— Hey, hey, mais respeito com o seu marido. — Passou o braço sobre o meu ombro e voltou a empurrar o carrinho. — Esse não é o canapé certo, não é?

— Não... — Suspirei dramaticamente encostando a cabeça em seu ombro.

— Nós vamos achar ele, amor, eu prometo.

***

Entramos na casa e deixei as sacolas sobre o banco de madeira que ficava na entrada, sempre odiei guardar as compras e Namjoon era muito melhor em organização do que eu. Eu estava com muita preguiça de cozinhar, então liguei para a pizzaria e preparei os canapés enquanto a comida não chegava.

— Amor, você lembra em qual livro você leu sobre o canapé? — Namjoon estava escorado no balcão da cozinha comendo um canapé – o que não me interessa-. — Talvez pelo contexto da história a gente consiga descobrir o que é.

— Eu acho, mas não tenho certeza, que foi Metamorfose do Franz Kafka. — Semicerrei os olhos e girei a taça de vinho em minha mão.

— Você leu Metamorfose, uma história onde o protagonista vira uma barata gigante sem explicação alguma, e o que está te incomodando é o que é um canapé? — Riu soprado deixando clara sua indignação.

— Sim. — Respondi tomando um gole do vinho. — E em nenhum momento na versão alemã o livro diz que o Gregor era uma barata, foi um erro de tradução. Kafka descreveu como “um inseto monstruoso” para que cada leitor imaginasse a criatura que lhe causava mais repulsa.

— Eu gosto muito desse livro, o ápice dele é o primeiro parágrafo, tudo que vem depois é simplesmente a reação da casa perante o ocorrido, é uma quebra de expectativas bem grande. — Declara arrumando os óculos. — Qual a mensagem que você tirou com o final?

— Acho que o importante nem é o final, e é justamente esse o propósito da história, toda a relação da família com a transformação do Gregor mostra como eles o viam como o ganha pão da casa, e depois que ele perde essa utilidade ele se torna um peso, uma vergonha que deve ser escondida. Isso é uma boa metáfora para- Namjoon, eu notei o que você está tentando fazer! — Larguei a taça e me aproximei dele. — Você está tentando me distrair, mas não vai conseguir.

— Quer um canapé? — Sorriu travesso levando o aperitivo até minha boca.

***

Dia 3

Dormi apenas quatro horas novamente. Entrei na sala sem dizer uma palavra e larguei minhas coisas sobre minha mesa, peguei um marcador em parei em frente ao quadro branco e escrevi a seguinte frase:

O que é um “Canapé”?”

— Dou três pontos extras para quem souber a resposta.

Me sentei na minha cadeira e vi os alunos se encarando confusos. Era proibido trazer celular para a sala, então eu sabia que as respostas seriam o que eles de fato achavam que era.

Acho que eles já estavam acostumados comigo não sendo um professor convencional, eu gostava de trazer para a sala curiosidades que pareciam aleatórias.

— Professor Kim. — Um aluno da fileira do meio levantou a mão.

— Diga.

— Não é um salgadinho de festa?

***

Logo o período do Namjoon ia acabar, então eu estava no corredor o espiando pela porta enquanto dava uma aula sobre plano cartesiano. Você sabe que é apaixonado por uma pessoa quando você se vê admirando até a forma que ela traça linhas retas.

O sinal tocou e esperei todos alunos saírem da sala antes de entrar e fechar a porto.

— Oi, bebê. — Namjoon selou nossos lábios rapidamente.

— Como está sendo o seu dia, Joonie? — Questionei o abraçando por trás quando ele se virou para apagar o quadro.

— Bom, mas as vezes eu me odeio por ter escolhido uma profissão onde as pessoas acham que em uma multiplicação com dois números negativos o resultado também é negativo. — Suspirou e acabei rindo.

— Você se casou com alguém que não sabe matemática básica, como se sente sobre isso? — Dei um beijinho em seu ombro, ainda me negando a solta-lo.

— Eu nem gosto de pensar nisso. — Riu e se livrou do abraço. — Mas você sabe o que dizem de professores de história...

— Não? — Minha expressão de tornou confusa com a frase.

— Só eles para nos aturar. — Namjoon sorriu e acariciou minha bochecha.

— Você acabou de inventar isso! — Reclamei rindo.

— Sim, mas acho que é verdade e vou espalhar entre os outros professores de matemática até isso ser uma regra incontestável.

— Você sabe o que falam de professores de matemática? — Perguntei em um tom baixo e o puxei pela gravata.

— Não. — Encarou meus lábios e levou as mãos até minha cintura. — O que vocês falam da gente?

— Opa. — O professor de literatura fechou a porta assim que viu a gente. — Desculpa, eu volto mais tarde.

Empurrei o Namjoon e comecei a rir da reação do nosso amigo, acho que ele já estava acostumado a encontrar nós dois escondidos em algum canto da escola. Hoseok era muito próximo da gente, tanto que foi nosso padrinho no casamento, porque quando você é professor sua vida é assim: você se casa com professores, fica amigo de professores, odeia outros professores. Não vejo a hora em que vão fazer um Grey’s anatomy versão licenciatura.

— Amor, o Hoseok! — Namjoon juntou as coisas sobre a mesa e saiu correndo da sala, me puxando junto com ele.

No inicio não entendi o que ele queria, mas depois notei que se existia um homem capaz de responder minha pergunta, esse homem era Hoseok, o professor de literatura.

— Hoseok! — O chamei e bati a porta da sala em que ele ia entrar, o fazendo dar um pulinho pelo susto.

— Seokjin, você está bem?

— Não, eu não estou. — Falei rindo e arrumando minha postura. — Hobi, eu só tenho uma pergunta para você: o que é um canapé?

— É uma torradinha que você coloca patê dentro.

***

Dia 4

Era meu dia de “folga”, então eu estava na mesa da cozinha corrigindo alguns trabalhos quando ouvi Namjoon chegando em casa.

— Puta que pariu, Seokjin, tira essa merda daqui! — Xingou após bater o dedinho no móvel que ficava na entrada.

— Você sabe que eu não posso, se minha avó vier aqui e ver alguma coisa fora do lugar ela me mata.

Meus avôs amavam eu e o Namjoon, era por isso que eles haviam dado uma das propriedades deles de presente de casamento. No inicio eu achava a casa um cenário digno de filme de terror, os móveis eram todos em uma madeira escura e a parede tinha um papel de parede que dependendo de onde você olhava, pareciam rostos, meio perturbador, mas a gente se acostumou.

— Tudo bem... — Namjoon suspirou e se sentou na minha frente.

— Meu maridinho atrapalhado. — Sorri buscando sua mão sobre a mesa e acariciando seus dedos.

— Olhando pelo lado bom: não existe nenhuma possibilidade dos nossos filhos herdarem isso de mim.

— Isso é verdade, mas você sabe que eu não ia me importar se eles tivessem suas covinhas. — Me levantei da minha cadeira e ele sorriu com o elogio. — Sabe, amor... — Comecei a frase e apertei seus ombros, o vendo relaxar um pouco. — A história do canapé-

— Não, Jinnie, por favor, não começa com isso agora. — Ele riu rolando os olhos e se levantou indo em direção à sala.

— Namjoon, eu estou falado sério! — Parei em sua frente e o abracei. — Essa história do canapé me fez pensar que existem milhares de palavras que provavelmente eu nunca vou saber o significado ou sequer que elas existem. Isso não te assusta?

— Tem muitas coisas que me assustam, isso nunca foi uma delas. — Declarou me abraçando de volta e suspirando próximo ao meu pescoço.

— Eu queria saber palavras melhores para descrever o quanto e como eu te amo. — O apertei contra o meu corpo e selei nossos lábios demoradamente.

— “Eu te amo” está bom. — Sorriu enquanto enfiava suas mãos por debaixo da minha camiseta.

— Não, é pouco.

***

Dia 5

Era sábado, cinco da tarde e eu e Namjoon estávamos abraçados na cama quando ele surgiu com um tópico muito interessante: nós estávamos sofrendo com a idealização do canapé.

— Parece até uma teoria de Platão. — Comentei rindo. — “A idealização do canapé”, “O mundo dos canapés”, “A alegoria do canapé”-

— Ok, Seokjin, eu já entendi. — Ele riu e deu um tapinha na minha coxa. — Mas pensa, nós estamos colocando tanta expectativa no canapé, o que vai acontecer quando a gente descobrir o que ele é?

— Eu não sei... — Suspirei e acariciei seu braço que estava sobre minha cintura. — E se o canapé for, sei lá... Um sinônimo para estante?

— Pode ser uma escrivaninha também.

— Ou uma penteadeira...

— Quem sabe um suporte para casacos.

— Amor... Isso foi muito bom... — O elogiei em um tom sério e ele me apertou mais contra o seu corpo.

— Eu te amo, mesmo você sendo totalmente doidinho.

— Obrigado. — Sorri me aconchegando em seus braços. — A gente parece um canapé.

— O que? — Namjoon riu parecendo meio confuso.

— Você é a casquinha e eu sou o recheio.

— Esse ainda não é o canapé que você quer. — Ele beijou meu ombro.

— Se a gente descobrir o que ele é devíamos comprar um. — Me virei e passei os dedos por seu cabelo. — Será que a gente consegue transar em cima dele?

— Seokjin!

— O que foi? Foi uma jornada em dupla, nada mais justo que a gente comemorar juntos.

— Que romântico...

— Canapé... — Falei pausadamente. — Será que vem do francês?

— Deve ser, ou latim.

— Parece mais francês.

— Você tem razão.

***

Dia 6

Estávamos dentro do carro em direção à uma loja de móveis. Namjoon me convenceu que não estaríamos trapaceando se perguntássemos do canapé e o vendedor mostrasse qual era.

— Eu juro que se a gente conseguir, eu vou abrir o vinho que o seu pai deu para gente ano passado. — Namjoon declarou enquanto abria a janela do carro.

— Vai ser o final de uma saga. — Ri ainda focado na estrada.

— Da para fazer um livro.

— Dois homens em busca de um canapé. Você não sabe o que é um canapé? Não tem problema, eles também não. — Brinquei imitando uma voz de narrador, fazendo nós dois começar a rir.

Chegamos na loja e segurei a mão do Namjoon com força. O local, como esperado, era cheio de móveis, todos que já sabíamos o nome, nenhum que parecesse um canapé -mesmo que eu não soubesse como ele deveria parecer-.

— Boa tarde, nós gostaríamos de comprar um canapé. — Namjoon se dirigiu educadamente até uma vendedora.

— Como? — Encarou nós dois com uma expressão confusa.

— Um canapé...

— E o que seria isso?

***

— Amor, chega, eu desisto. — Namjoon entrou em casa e se jogou no banco que ficava na entrada.

— Eu também. — Suspirei me sentando ao seu lado. — Hey, o que você está fazendo? — Perguntei quando o vi pegando o celular no bolso.

— Ok, google, o que é um canapé? — Ele soltou o botão para que o site fizesse uma pesquisa por voz.

— Pequena fatia de pão sobre a qual se colocam iguarias variadas. — A voz robótica respondeu rapidamente.

— É um sinal... — Encostei a cabeça em seu ombro.

— Seokjin, eu nunca mais quero ouvir a palavra “Canapé” nessa casa, de acordo?

— De acordo.

***

Dia 574

Minha avó me explicava alegremente como ela havia preparado cada um dos potes de geleia que ela tinha trazido. Namjoon estava com uma colher colocando a geleia de morango em um -aquilo que não deve ser nomeado-.

— Eu tenho que ir, se cuidem, meus amores. — Minha avó sorriu e passou a mão pelo meu cabelo, indo até o Namjoon e apertando as bochechas dele.

Ele foi em direção á porta e eu a acompanhei.

— Seokjin, você precisa fazer uma limpeza nessa casa, olha o tanto de teia de aranha nesse canapé! — Ela apontou para o banco de madeira e saiu pela porta.

Namjoon caminhou lentamente até onde eu estava e ficamos nós dois olhando para O Canapé.

O canapé era um banco de madeira com um estofado em um tecido bege e o encosto era um talhado cheio de curvas.

Namjoon foi o primeiro a sentar no Canapé.

Já eu chutei o Canapé.

— Eu te odeio. — Foi o que ele falou para mim antes de enfiar um canapé na boca enquanto escorava o braço no Canapé.

— Eu também. — Suspirei me sentado ao seu lado. — A gente vai colocar fogo nisso, não é?

— Por favor.

15 de Maio de 2021 às 00:10 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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Ellie History lover, sensitive painter and mediocre writer. Taejin, Namjin e Sope shipper 솝. "Qual seria o sentido em ter minha existência inteira contida em um único ser?"

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