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Livia Carvalho


Se tornar o melhor jogador de vôlei. Esse era o objetivo de Hinata Shouyou, é para isso ele tinha que mudar. Treinar arduamente, esse era o seu plano. O amor sempre vem de onde você menos espera, e ele foi atingido. Tão rápido quanto o amor vem ele se vai.E em seu peito só fica o vazio. A partir daí só ha duas opções possíveis: se deixar afundar com a solidão ou se levantar e lutar. Ele focou em seu objetivo, se mudou para o outro lado do globo - fugindo da solidão que o atingira - mas não contava que o amor o atingiria outra vez. " A pior parte de ter seu coração partido não é chorar toda noite e sim o espaço a sua volta. Nada faz sentido, as cores que antes brilhavam não passam de borrões distorcidos. -Eu posso aceitar isso. - pensei um pouco, ela era mais calma que eu, mas quando eu olhava para ela via um brilho suave que iluminava tudo. - Se eu sou o sol, você é a Lua. O apelido saiu meio forçado não tinha um real significado para mim, mas quando vi seus olhos brilhando prometi fazer aquele apelido fazer sentido." Imagine// +18 // Yaoi // Yuri // Sexo // Nudez// Spoiler time-skip. Imagine Hinata Shouyou; Fanfic +18; Harém reverso; Enredo totalmente original; Postada também no Spirit; A historia se passa pós formatura do Hinata, então ela e desenvolvida no periodo de dois anos que o Nana passa aqui no Brasil. Já deixando bem claro contém spoiler do mangá; Boa leitura a todos


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

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Noite estrelada, ou não?

O homem de meia-idade estava no palco, arrumou a peruca para ter certeza que ela não iria escapar no meio da cerimônia. Ele lembrava bem o dia em que aqueles dois alunos,-que hoje finalmente iriam embora da sua escola - causaram o infortúnio em que parte do time de voleibol descobriu o seu segredo mais sujo. E agora finalmente as últimas testemunhas iriam embora. Era isso que ele achava, pois, a fofoca de como a peruca do diretor saiu voando era contada até hoje no vestiário masculino.

Logo após a oradora escolhida pelo terceiro ano-Yachi Hitoka - acabar seu discurso, muitos tinham lágrimas em seus olhos. Afinal, era um final de um ciclo, daqui para frente, muitos não se encontrariam por um bom tempo ou talvez nunca mais se vissem na vida. O medo de não saber pelo que esperar ou do futuro assolava a todos.

- Agora! - o coordenador pedagógico toma a frente. - Iremos entregar os diplomas e as fotos, em ordem alfabética.

Os formandos que deixavam o time de vôlei tiveram que fazer muito esforço para não chorar. O mesmo sentimento de quando seus senpais se formaram, era inevitável não sentir o peito apertando. Tudo mudou do dia para noite mesmo que nas últimas semanas todos estivessem se preparando para isso. No período da tarde tiveram seu último treino como membros da Karasuno.

-Hinata Shoyo. - o ruivo que não se aguentava na cadeira que estava se levantou um pouco apressado e levando a cadeira junto, sentiu o rosto corar e a vergonha o consumir por um instante, mas logo se pôs a andar.

Recebeu os parabéns do diretor e o diploma logo seguiu para a fotógrafo enquanto o próximo era chamado. De volta a cadeira se virou para a fileira atrás dele e encontrou Tsukishima, Yamaguchi e Kageyama rindo, e se limitou a levantar o dedo do meio discretamente.

- Otários. - sussurrou para si e voltou a prestar atenção nos colegas.

Quando a vez de Tobio chegou Shoyo sentiu seu coração acelerar. O moreno era lindo e sempre que tinha oportunidade de olhá-lo ele o encarava incansavelmente, mesmo que ele fosse o único que pudesse tocá-lo e beijá-lo ainda tinha ciúmes de alguns que insistiam em dar em cima dele.

Eles não tinham nada definido. Por parte de Tobio, pois Hinata queria mesmo era anunciar que tinha o coração do moreno. Se envolveram depois do seu primeiro ano, na semana seguinte de quando voltaram do Nacional. E a partir daí a relação só avançou, cada toque era especial, cortadas combinadas, treinos até mais tarde que resultaram em uma noite quente de amasso no quartinho de manutenção da quadra.

A conversa com o treinador da Shiratorizawa ainda estava sem visualizar. Hinata tinha até dois dias para enviar seus documentos para confirmação de sua viagem. Mas seu coração estava dividido, ele amava Tobio com todo seu ser. Se ele pedisse para ficar no Japão ele ficaria e daria um jeito de treinar para ser o mais forte. Por outro lado, o seu subconsciente o avisava que estava colocando seus sonhos em última posição. O conflito que vivia o confundia, mas uma coisa era certa no final da noite teria que conversar com o seu Rei.

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Hinata já tinha se despedido dos colegas de classe, irritado o Tsukki um pouco, chorado com Hitoka, tirando foto com sua família e agora estava na quadra. Se despedindo do lugar que criou tantas memórias boas e felizes, onde amou o vôlei mais ainda, onde evoluiu tanto como jogador quanto pessoa.

Cortava a bola na parede, fazia umas recepções também.

-Boke! - perdeu o tempo da bola enquanto Kageyama entrou no ginásio.

-Oe! - o observou de longe, jogou o casaco com o diploma ao lado, e foi até o carinho, arregaçou as mangas e pegou a bola. Sentiu a bola nas mãos que quase a cobriam por inteiro.

Hinata se colocou no meio da quadra esperando.

Kageyama se preparou, jogou a bola e a acertou no ar com toda sua força. O ruivo se inclinou para a direita, armou a manchete e só deixou a bola encostar no antebraço a direcionando para o centro da quadra, completou o rolamento com um dos joelhos apoiado no chão, os olhos acompanharam a bola cair em um passe A.

Onde a bola bateu estava vermelho e formigando, sempre que pegava o saque do moreno isso acontecia, mas a euforia de ter feito uma recepção perfeita o deixava leve. Um sorriso orgulhoso se desenhou em seu rosto.

-Falou Kageyama, foi bom jogar com você. - passou por debaixo da rede e foi até o maior.

- Também foi bom jogar com você, tangerina. - deu de ombros enquanto enfiou as mãos no bolso da calça.

- Eii. - o ruivo já chegara perto dele, passou as mãos pela cintura dele e o puxou. Os corpos se colaram, o arrepio foi inevitável. - E você gosta da tangerina não é mesmo?

As mãos deslizaram para costas musculosas alisando a pele quente fazendo círculos. Só esse gesto deixava os dois alertas. O sangue começava a esquentar, sempre que estavam juntos era uma explosão de emoções e tesão.

- Talvez. - puxou o menor para o quarto onde guardavam os materiais. O empurrou e trancou a porta.

A sala não tinha luz, somente a luz da lua que incidia pela janela. O ruivo seguiu para a pilha de colchonete, enganchou os pés um no outro se livrando dos tênis, passou a calça pelas coxas malhadas, começou a desabotoar a camisa branca jogando em qualquer lugar. Agora ele estava só com uma cueca boxer vermelha.

O corpo do ruivo mudou ao longo dos anos, no primeiro ano mal tinha músculos, agora o abdômen começava a se definir, os bíceps se consolidaram com a frequência de treinos. Se sentou no colchonete e se apoiou nos braços deixando seu tronco à mostra.

- Tobiooo...- o chamou manhosamente.

- Já estou indo Boke. Sentiu minha falta?- ele acabava de desabotoar a camisa, quando olhou de relance para o ruivo.

A meia luz deixava tudo mais intenso, na opinião de Tobio, o ruivo parecia uma obra de arte viva. Depois do vôlei, beijá-lo era a coisa que ele mais gostava de fazer, gostava de sentir o corpo dele embaixo do seu. Hinata o chamou com o dedo indicador com um sorriso provocador.

Kageyama não pode se segurar, avançou na direção dele. Se deitando sobre ele sentiu o calor de Hinata embaixo dele. Seus lábios procuraram os dele, o beijo era marcante, uma luta pelo comando. O moreno chupou seu lábio inferior antes de se afastar de um fio de saliva que os unia. O ruivo estava ofegante e com as bochechas vermelhas e a boca inchada, ele não resistiu em acariciar com o dedão que logo foi sugado pelo menor.

-Você é tão lindo. - roçou seus narizes com carinho

-Eu sei. - entrelaçou as mãos na nuca dele e o puxou para si.

O ruivo passou as pernas pela cintura do outro e se empurrou contra ele, sentiu contra si o pau que começava a endurecer. Kageyama se sentou levando o menor para seu colo, os beijos desceram para o pescoço, a língua quente e aveludada o enlouquecia. Se movimentou no colo dele, os membros encostando arrancavam gemidos dos dois.

- Tobio, sentiu minha falta mesmo? - terminou de desabotoar a camisa e deslizou pelos ombros largos deles e a jogando em qualquer lugar por ali. Seguiu para o pescoço beijando com cuidado para não deixar marcas.

- Sim, eu senti a sua falta. -as mãos enormes de Tobio apalparam a bunda macia de Shoyo o forçando a sentir o pau duro que já começava a lhe incomodar.

- Também senti sua falta- saiu do colo dele e se ajoelhou em sua frente, abriu o cinto e desabotoou a calça, a cueca box azul-escuro apareceu o pau marcado, sentiu sua boca salivar.

O maior levantou os quadris e o outro puxou com tudo até tirar toda sua roupa.

O membro estava livre, as mãos rápidas o cobriram. Com a destra o movimentaram, sentiu ele pulsar em sua mão, colocou a língua pra prova e o provou, olhou para cima e viu Kageyama com a cabeça jogada para trás.

Enfiando o pau até onde conseguiu na boca, que não chegou até o final. Com o que sobrou usou sua mão, o moreno soltou um gemido, isso só serviu para que menor o chupasse com mais força, o cabelo do menor foi agarrado com certa agressividade que se irritou. Ele se afastou subitamente, não gostava que ditassem o seu ritmo.

- Oe Kageyama eu vou gostar muito de fazer isso, mas do meu jeito, vamos, tire suas mãos da minha cabeça e deixe que faça sozinho sim? - os olhos azuis procuraram os castanhos e neles enxergar aquele brilho de determinação que tinha, ele admitia pra si próprio que sentia um pouco de medo daquele olhar, por isso, tirou sua mão e as colocou ao lado da perna segurando na borda dos colchonetes. - Isso.

O ruivo teve que se segurar para não deixar escapar um bom garoto, sabia que se o outro visse ficaria louco.

Subiu as mãos pelas coxas do outro sentindo a pele macia, os pelinhos estavam arrepiados, o membro repousava na coxa. O pegou movimentou sua mão suavemente o que arrancou gemidos de Tobio, passou a língua pela glande o provando, sentiu o gosto salgado e o abocanhou, tomou cuidado com os dentes. Enquanto os movimentos ficavam mais rápidos a voz do moreno se soltava.

- Hi-Hinataa! É melhor parar, não quero que termine agora. -

O ruivo se afastou com uma careta, não gostava quando era controlado, ele que gostava de mandar. No entanto, sabia que se Tobio gozasse agora, ele levaria uns minutos para se recuperar. Mas Shoyo só parava quando toda sua energia se esvaia. Tobio o puxou para se deitar e tirou sua cueca.

-Eu não tenho camisinha comigo. Uma pena eu ia adoro sentir você me apertando.-

Juntou os membros e ambos gemeram com o contato, pele com pele.

Tão quente e sensível, o pau molhado com saliva escorregava no outro. Gemeram com a fricção, o pau do ruivo já começava a expelir pré-gozo. O líquido transparente melecou tudo de forma gostosa.

Os gemidos dos dois mais intensos. Hinata sentiu a característica queimação em suas pernas e tudo esquentando logo jogou a cabeça pra trás gozando, a porra caiu em seu abdômen que logo se misturou com o de Kageyama.

Colaram as testas por alguns minutos, as respirações ainda desreguladas. Shouyou passou as mãos nas costas musculosas em um carinho. Os corpos quentes e suados estavam juntos e conectados, o ruivo sentia seu sangue começar a esquentar só pelo fato de estar tão perto do outro.

- Kageyama. - chamou sem tentar levantar alarde, mas sabia que depois da próxima frase seria um pouco inevitável. Os olhos azuis encontraram os seus. - Nós precisamos conversar.

Quando o último som deixou sua boca, o outro levantou e se pôs a procurar suas roupas, parecia que um peso havia caído em seus ombros de repente. O ruivo se sentou rápido, tanto que sua cabeça rodou por um instante e precisou fechar os olhos. Quando os abriu novamente o moreno terminava de fechar seu cinto.

- Tem razão... tem algo que eu tenho que falar. - o menor sentia seu coração acelerar. Será que finalmente eles se assumiram, sabia que o relacionamento poderia não ser bem aceito pelos familiares de Tobio, mas os amigos apoiaram, já que uma vez Yamaguchi e Tsukki namoravam.

No começo seria difícil, mas com o tempo tudo ficaria bem. Sua mente já trabalhava o mais rápido possível, criando cenários onde andavam de mãos dadas na rua, saiam para ir ao cinema, treinavam juntos, chegou até imaginar o dia do casamento.

- Esta foi a última vez que isso aconteceu.

A mente de Hinata parecia que ia entrar em colapso. Olhou para Kageyama sem entender, ele foi tirado de um lugar de paz e felicidade e foi jogado em uma simulação de terror. Em choque não conseguia nem raciocinar direito. Ele piscou os olhos e balançou a cabeça antes dela voltar a funcionar.

- O quê? - perguntou chocado

-Isso que você ouviu. - ele terminava de abotoar a camisa branca. - Acabou. Foi divertido enquanto durou.

Não podia ser verdade. Kageyama gostava dele, isso era fato, já pegara o garoto falando seu nome enquanto dormia, se isso não era a maior prova que mexia com o garoto não sabia o que ele sentia de verdade.

- Como assim? Acabou? Assim do nada? - ele se levantou e procurou sua cueca. - Eu pensei que gostasse de mim.

- Bom, pensou errado. - Tobio já estava vestido agora - Eu nunca gostaria dessa sujeira. Eu não sou gay.

O choque bateu forte em Hinata, ele não conseguia identificar o que sentia, os mistos de sentimentos eram demais pra ele.

- E, porque transou comigo? - questionou, se ele não era gay porque continuou o iludindo por tanto tempo.

- Eu só estava entediado. - deu de ombros como se aquilo não tivesse uma grande importância. Aquilo enfureceu Hinata, ele se sentia como um brinquedo que agora fora descartado.

- Ficou entediado por três anos? - a postura agressiva já se formava.

- Sim... Agora que a escola acabou eu posso focar em treinar. E é claro que não nos veremos mais, porque é impossível que um jogador fraco que depende de mim para acertar consiga uma vaga em um time da divisão. - Isso foi o limite pra Hinata que avançou sobre o outro e o segurou pela gola da camisa.

- Como ousa falar isso de mim. - por mais que Shoyo tenha uma grande força, Tobio era mais alto e musculoso, não precisou de muito para empurrar o ruivo no chão. Sentiu o ar escapar de seus pulmões, às costas estavam ardendo pela pancada, por sorte não bateu a cabeça.

- É verdade, além de gay. Você é um fracassado no vôlei. Nunca vai conseguir entrar em um time, o máximo que vai conseguir se tiver sorte e jogar em um desses times de bairro.- se virou deixando e saiu deixando o ruivo jogado no chão.

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A noite está bonita. Foi a primeira coisa que pensei quando eu saí de casa pra ir para a cerimônia de formatura.

Mas agora saindo da quadra eu não pensava que ela estava tão bonita assim.

Meu coração está em pedaços. As lágrimas ainda não começaram, mas eu sabia que quando elas caíssem não pararia tão cedo. Ainda estou anestesiado, não acredito que aquela cena toda aconteceu. Me sinto usado como ele tinha a coragem de falar que não só transou comigo porque estava entediado. Eu o amava e amo. Mas agora sinto muita raiva. Eu sei que nunca conversamos sobre o que tínhamos, mas eu acreditava que meio que estava claro que tínhamos alguma coisa. Pelo menos eu senti que tinha algo.

Eu estou sozinho na rua, e bem solitário. Já é meia-noite, bem tarde. Está tudo vazio, eu podia ter ido com a minha mãe e a Natsu de táxi, mas não, quis ficar pra ver aquele babaca de novo. Acabou que, no final, quem se fodeu fui eu. Ir embora a pé, nem de bicicleta eu vim pra não suar.

A minha casa fica do outro lado da montanha. Eu nunca gostei disso, ficávamos longe de tudo, apesar de amar aquela casa era a localidade que me incomodava. Poucos vizinhos, eu tinha que andar muito até a escola. Mas nunca ousei reclamar, era o único lugar que tínhamos pra morar, antes meus avós que moravam ali, minha mãe era uma mulher que eu tinha muito orgulho.

Ela me criou sozinha sem ajuda de ninguém, meu pai era um sem vergonha que tinha outra família. E sim eu sou um filho fora do casamento, eu e minha irmã. Minha mãe nunca teve nada dele, nem um centavo. Quando era só eu ele ainda vinha nos visitar, mas quando minha mãe engravidou pela segunda vez o negócio ficou complicado. Ele nunca mais apareceu.

Eu perdi as contas de quantas vezes peguei minha mãe chorando porque o dinheiro estava pouco. Na realidade penso que agora entendo um pouco, ela chorava por estar sozinha por ser deixada por quem amava, e também por ter que sustentar duas crianças. Aprendi desde cedo a não reclamar. Além de uma pequena pensão que recebíamos da herança que os pais dela, meus avós, deixaram, minha mãe era costureira. Ela trabalha como costureira para uma grande rede de roupas.

A jornada é intensa, ela trabalha todos os dias exceto no domingo, saí às cinco da manhã e chega às oito, ela sempre faz hora extra. Na esperança de ter um dinheiro a mais. Meu plano era trabalhar para conseguir algum dinheiro, mas ela me proibiu.

Eu diria que uma das maiores metas que eu tenho hoje é dar uma vida melhor pra minha mãe. Eu comecei a jogar vôlei porque quando eu vi o pequeno gigante na televisão eu pensei que ele era livre e voava lindamente. Eu lembro de todos os primeiros toques na bola, a primeira manchete, eu amo vôlei, eu sou viciado nele desde a primeira vez que toquei em uma bola.

Foi inevitável não pesquisar o preço que um jogador profissional ganha, e é por isso que além de eu amar o vôlei, tenho que me tornar o melhor pra dar uma vida melhor para minha mãe.

A brisa da primavera bateu suavemente no meu rosto. Terminei de descer a montanha, a casa ficava alguns metros à frente.

Tirei minha chave do bolso e para não fazer muito pulei a cerquinha branca, sempre quando abria o portão ele rangia e acordava todo mundo. A luz da cozinha ainda está acesa, sei que foi minha mãe que deixou para eu não esbarrar nos móveis quando chegasse.

Abri a porta com o maior cuidado possível, para não fazer barulho. A fechei e rodei a tranca, deixei minha chave lá mesmo. Peguei um copo de água e apaguei a luz da cozinha. Dei uma olhada em minha mãe e Natsu, estavam dormindo pesado já.

Quando finalmente entrei no meu quarto tirei minha roupa e me joguei na cama. Foi automático, as lágrimas desceram. Por que ele me machucou tanto, como ele pode brincar comigo desse jeito. Por que eu me deixei levar por uma pessoa que nunca se mostrou sentimental, ele não me considerou em nenhum momento.

Será que nunca passou pela sua cabeça que era melhor ele se afastar antes de me destruir? Por que ele continuava me beijando, me abraçando se não gostava realmente de mim?

Não sei quanto tempo chorei, só parei quando ficou insuportável de respirar, eu tinha que colocar um travesseiro no rosto, para que minha mãe não ouvisse meus resmungos pelas paredes finas. Senti o catarro tapar o meu nariz, mas eu queria chorar mais.

Limpei meu nariz e olhei para a escrivaninha. Os documentos do intercâmbio, todos assinados pelo treinador Washijo, já tinham a assinatura da minha mãe, só faltava a minha. Eu não assinei por que iria falar para Tobio, me senti mais burro quando me dei conta que se eu tivesse recusado o intercambio por ele, cedo ou tarde teria sido descartado, e ficaria de coração partido e sem melhorar no vôlei.

Não hesitei em assinar meus nomes nas vias. Peguei meu celular e abri o aplicativo de conversas, tinham algumas mensagens do Kenma, Yachi, Aone- que com certeza era vídeo de gatinho, adorávamos compartilhar esses - e finalmente quem me interessava Washijo-sensei. Ele me parabenizou pela formatura, e perguntou se já assinei os papéis.

Okay que agora eram altas horas da madrugada, mas ele podia ver as mensagens quando acordasse né?

Falei que amanhã mesmo iria levar os documentos até ele para autenticar. Em seguida deitei na cama para tentar dormir. Mas é claro que não consegui, me revirei a todo momento.

Na minha cabeça os momentos da última conversa em que eu fui humilhado se repetia constantemente. Quando eu comecei a sentir meu corpo pesado, o céu lá fora começava a mudar de cor.

14 de Maio de 2021 às 22:27 0 Denunciar Insira Seguir história
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