yoshidadeku Yoshidadeku

||Entre o bem e a pessoa que você ama, qual você escolheria?|| Vocês já viram demônios saindo do inferno para viver na Terra e até mesmo o próprio Diabo se arriscando em fazer essa proeza em busca de aventura e emoções. Mas e um anjo saindo do céu? Anjos são seres divinos, iluminados, bondosos e fiéis...mas até que ponto? Cada ser, seja humano, anjo ou demônio, tem sua fraqueza, certo? Porém aquele anjo em particular tinha uma única missão ao ser levado a Terra, seria algo fácil se ele não tivesse conhecido sua "pedra no caminho". Um anjo e um humano incrédulo que duvidaria da existência da própria sombra se não a visse com os próprios olhos, se encontrariam para mudar a história. O anjo conseguiria purificar o incrédulo pecador? Ou o pecador conseguiria corromper o inocente anjo? Jungkook: Humano ??? Jimin: Anjo


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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Prólogo

- Exorcisamus te, omnis immundus spiritus, omnis satanica potestas, omnis incursio infernalis adiversarli, omnis congregatio et secta diabolica, ergo, draco maledicte, eclisia tuam securi tibi facias, liberate servire, the rogamus audio nos.

- Está vendo filme de exorcismo de novo, Namjoon? - Jungkook surgiu na sala de estar da mansão vendo o irmão no sofá.

A tela da televisão enorme fazia refletir sua luz por todo o cômodo escuro, fazendo Jungkook se lembrar de um cinema. Kim Namjoon, um homem grande e muito atraente de cabelos castanhos,estava jogado no sofá comendo pipoca de chocolate como se nada mais importasse. Ele nem se deu ao trabalho de encarar o irmão atrás dele.

- O que tem? Eu gosto disso, ok? Não é só porque você não acredita que todo mundo tem que pensar da mesma forma.

Jungkook revirou os olhos ajeitando a as abotoaduras do terno extremamente caro.

- Você deveria arranjar o que fazer. Não é saudável ficar o dia todo deitado assistindo a programa de tv e comendo porcaria.

Desta vez Namjoon ergueu o olhar para o outro.

- Irmão, me insulte, mas não insulte a minha comida. E você fala de mim mas até parece que o seu "emprego" - ele fez aspas com os dedos melados. - é de se orgulhar. Ser dono de um clube gay de strippers...

As abotoaduras foram abandonadas por um Jungkook irritado ao ouvir o comentário do irmão mais velho. Namjoon ergueu as mãos em defesa própria.

- Ok, boate gay está bom o suficiente para você?

- É uma casa de festas, Namjoon, não importa se é para gays ou héteros, não muda o conteúdo. Só não use esse termo pejorativo e vulgar para se referir a ela como se quisesse me ofender.

Namjoon deu ombros jogando uma pipoca contra o smoking de Jungkook que desviou da comida como quem desvia de uma bomba.

- Foda-se, é uma boate e tem striptease então é o que é. Não entendo o seu drama quando eu falo isso. E além do mais você parece um manequim de loja cara vestindo isso.

- Obrigado. - Jungkook revirou os olhos. - Já você, não precisa se vestir adequadamente, não é? Fala do meu trabalho mas ser traficante de drogas também não é de se admirar.

Esta frase pareceu despertar as emoções de Namjoon, o homem ajoelhou no sofá deixando a pipoca de lado e se debruçou na cabeceira do móvel. O olhar dele era complacente.

- Hilário você criticar meu trabalho, eu ganho mais dinheiro do que você.

- Ah é, irmão? Se a Dionysius é tão inútil, porque você a usa para traficar suas mercadorias?

Os olhos de Namjoon se arregalaram, Jungkook apostou que ele não esperava por isso. Ele desviou o olhar fazendo um expressão inocente.

- Eu não fiz isso.

- Não? Então por que peguei aquele seu garotinho que usa como aviãozinho, vendendo drogas nos fundos da boate ontem? - Namjoon encarou ele surpreso. - Como é mesmo o nome dele? Ah é, Félix, não é mesmo? Quantos anos ele tem? Ele é só um garoto, Namjoon.

- Ele tem dezoito anos, pode ter cara de bebê mas ele não é, já é um adulto e sabe o que tem que fazer para ganhar dinheiro. Ao contrário de você. Você também tem cara de bebê mas tem vinte e seis anos. Além do mais ele não usa, só as vende para mim, mas nunca experimentou.

- E como você sabe disso? Ele vende, então eu duvido que nunca tenha usado. Chega, fala para ele passar na Dionysius hoje a noite.

Jungkook puxou a barra do smoking deixando o tecido perfeitamente liso e impecável no corpo em forma.

- Ei. - Namjoon pulou do sofá. - O quer dizer? Não pode roubar meu funcionário, você fez a mesma coisa com o Hoseok e agora o cara virou...

Namjoon não terminou a frase fazendo Jungkook parar e olhar para ele. Hoseok era sempre um tabu entre eles.

- Virou o que? Vamos, fale de uma vez. Um stripper da minha boate decadente e pecaminosa? Pelo menos lá ele não corre o risco de ser preso como quando estava com você.

- Besteira, meu cartel é muito poderoso para ser desmantelado tão facilmente assim e você sabe. Jung Hoseok poderia estar rico do meu lado se você não tivesse arrancado ele de mim.

O silêncio reinou no recinto por alguns intermináveis segundos enquanto os dois irmãos encaravam um ao outro. Jungkook caminhou até Namjoon e tocou o ombro do irmão suspirando.

- Namjoon, seja sincero, isso está além do lado profissional e mais para o lado pessoal. Nunca superou o fato de Hoseok ter escolhido a mim ao envés de você.

Apesar da voz de Jungkook não carregar nenhum insulto, também não carregava cumplicidade. Ele estava pouco se importando pelo fato do irmão ficar abalado com isso. Mas ele gostava de Namjoon, porém gostava de Hoseok de uma forma diferente.

- Não tem nada haver. - Namjoon sorriu fraco. - Eu nunca vi o Hoseok de outra forma. Ele sempre foi só meu empregado, mas ele era importante para os meus negócios, sabe quanto tempo leva para alguém adquirir a experiência dele? Levaria anos para moldar o Félix e o tornar um segundo Hoseok.

Com duas batidinhas no ombro de Namjoon, Jungkook deu as costas para o irmão abrindo a porta para sair.

- É melhor arranjar outra pessoa para tutoriar, Félix não será mais seu pupilo.

Com isso ele fechou a porta saindo para a noite fria de Manhattan. O carro esportivo muito caro apitou quando seu controle foi ativado. Jungkook se sentou no banco do motorista inalando aquele cheiro de novo que vinha do interior do veículo. Ele tinha acabado chegar da concesionaria e nem havia sido estreado ainda. Com a euforia de carro novo, Jungkook acelerou em alta velocidade até o centro de Manhattan em direção a boate.

- Sr.Jeon, eu estaciono o carro para o senhor. - um homem veio correndo até Jungkook assim que ele desceu do carro na frente da boate. - Ele é novo? Muito bonito, meu Deus, que carro perfeito.

Jungkook sorriu vendo o homem impressionado e jogou a chave do carro para ele.

- Vai dar uma volta. Mas quero ele aqui daqui a duas horas, tenho compromisso. E não arranhe por favor.

O homem arregalou os olhos encarando a chave nas próprias mãos sem acreditar.

- M-Mas, senhor, eu não posso largar o meu posto.

- É mesmo? Quem é o chefe aqui? Se o chefe deixou, não vejo porque recusar.

Com olhos brilhantes o homem apertou a chave nas mãos e agradeceu ao patrão quase beijando-lhe os pés. Jungkook deu ombros entrando na boate como a rainha da Inglaterra em uma sorveteria. Não poderia dizer que faltou o tapete vermelho, porque ele estava lá. Divino e muito limpo apesar do tanto de gente no ambiente.

A música dançante fazia o coração das pessoas baterem em seu ritmo e seus corpos balançarem se esfregando e curtindo enquanto bebiam até se esqueceram dos próprios nomes. A música não parou quando Jungkook entrou, pelo contrário, um novo ritmo quente e específico começou a tocar. Era como a marcha de entrada para uma noiva, só que sem o melodrama.

Um pequeno e discreto sorriso se formou nos lábios de Jungkook vendo as pessoas gritarem seu nome e assobiarem comemorando sua chegada. Ele balançou a cabeça sabendo exatamente quem planejava isso. Os dançarinos mostravam seus corpos em suas minúsculas peças de roupa, enquanto dançavam no palco. As pessoas, homens e mulheres curtiam seus pecados.

Jungkook foi direto ao bar pegar um martini seco e virou na boca fazendo careta em seguida. O palco se iluminou e outra música começou revelando a figura que faria uma dança especial. Todos aplaudiam porque adoravam aquele show. Um homem com poucos músculos e incrivelmente sexy surgiu segurando um chicote nas mãos. Ele dançou hipnotizando a platéia mas seus olhos não saiam dos de Jungkook. O chicote estalou na beirada do palco diversas vezes fazendo todos gritarem ainda mais. Jungkook permanecia sem expressão observando que a pessoa em questão estava vestindo asas de anjo e auréola no topo da cabeça. Ao final do show as pessoas gritavam o nome artístico do dançarino.

- J-HOPE! J-HOPE! J-HOPE!

A multidão insandessida se calou e o dançarino veio saltitante abraçar Jungkook que já estava no terceiro martini.

- Jungkook, o que achou, hum? Eu fiz tudo dedicado a você.

Jungkook observou ele dos pés a cabeça mantendo um pouco de distância e rosnou puxando as asas de anjo falsas para o chão. Hoseok se assustou.

- O que você...?

- Eu já disse para não usar esse tipo de fantasia na minha boate, Hoseok.

- Mas... é só um anjinho? Que mal há nisso? Só porque você não acredita em anjos ou demônios, quer dizer que ninguém pode se divertir?

Essa era a segunda vez que ele ouvia isso no dia. Jungkook pegou mais um martini e o bebeu direto queimando a garganta sem dizer nada.

- Se fosse um demônio você aceitaria? - Hoseok tentou.

- Não.

A resposta era dura contra as intenções de Hoseok e feria-lhe os sentimentos.

- Não é justo, eu fiz por você e você está me tratando assim. Saiba que as pessoas amaram e é isso que importa.

Jungkook semisserou os olhos curvando a cabeça para o lado em alguns centímetros e essa posição só era assumida quando ele estava com raiva. Hoseok se encolheu. Jungkook socou o copo no balcão.

- A boate é minha, então ou você faz o que eu mando, ou vai embora para sempre.

Com esta ameaça direta ele passou por Hoseok trombando no ombro dele fazendo o homem se desequilibrar.

- Jungkook, espera. - Hoseok segurou o braço dele. - Me desculpa, eu vou tirar a fantasia agora e isso nunca mais vai se repetir eu juro.

Jungkook sorriu internamente satisfeito, ele estava acostumado a ser obedecido e temido o tempo todo. Então não se curvaria diante de nenhum ser existente na terra. Ele acariciou o rosto de Hoseok com as mãos grandes e puxou o homem para mais perto. O barman que enchia o copo de outra pessoas, espiou o casal de lado aproveitando para olhar o corpo de Hoseok não de perto.

- Bom menino. - Jungkook tomou os lábios de Hoseok ferozmente em um beijo que o garoto se entregou e depois o soltou. - Não levante a voz para mim novamente ou será a última vez. Tenha uma boa noite.

Jungkook deu um selinho rápido em Hoseok e saiu andando até a saída da Dionysius com pressa. Aquela tinha sido uma visita rápida como todas as outras, só para avaliar o progresso e a gestão de Hoseok ele tinha algo mais urgente para fazer.

- Te vejo amanhã? - Hoseok gritou por cima do barulho de música eletrônica. Jungkook indicou que não entendeu. - Eu perguntei se te vejo amanhã? É amanhã o show beneficente para a instituição de crianças com câncer, lembra?

A memória de Jungkook brilhou por um segundo, se não fosse por Hoseok ele teria esquecido um evento tão importante. Ele acenou concordando sem deixar transparecer que havia esquecido e finalmente saiu da boate.

15 de Maio de 2021 às 20:49 0 Denunciar Insira Seguir história
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