sushinekook Yllana Myller

Isso é apenas uma adaptação todos os créditos vão para Elle Kennedy e Sarina Bowen. Park Jimin nunca descobriu como perdeu seu melhor e mais próximo amigo. Quatro anos atrás, seu tatuado, destemido e impulsivo companheiro desde a infância simplesmente cortou contato. O que aconteceu na última noite daquele acampamento de verão, quando tinham apenas 18 anos, não muda uma verdade simples: Jimim sente saudade de Jungkook. O maior arrependimento de Jeon Jungkook é ter convencido seu amigo extremamente hétero a participar de uma aposta que testou os limites da amizade deles. Agora, prestes a se enfrentarem nos times de hóquei da faculdade, ele finalmente terá a oportunidade de se desculpar. Mas, só de olhar para o seu antigo crush, Jungkook percebe que ainda não conseguiu superar sua paixão adolescente. Jimin esperou bastante tempo pelas respostas sobre o que aconteceu com seu relacionamento com Jungkook, mas, ao se reencontrarem, surgem ainda mais dúvidas. Uma noite de sexo pode estragar uma amizade? Essa e outras questões sobre si mesmos vão ter que ser respondidas quando Jungkook e Jimin se veem como treinadores no mesmo acampamento de hóquei. 𝘗𝘓Á𝘎𝘐𝘖 É 𝘊𝘙𝘐𝘔𝘌 ®𝚃𝙾𝙳𝙾𝚂 𝙾𝚂 𝙳𝙸𝚁𝙴𝙸𝚃𝙾𝚂 𝚁𝙴𝚂𝙴𝚁𝚅𝙰𝙳𝙾𝚂 ┊ ┊ ┊ ┊ ┊ ┊ ɪɴɪᴄɪᴀᴅᴀ: 12/05/2021 ᴛᴇʀᴍɪɴᴀ: ??? Capa por: Aya Westmacott


Romance Todo o público.

#jungkookseokjinmyggayescolaficjikookpjmnamjoonhobiyaioamortaeginanjinkthyoongijiminjjkhoseokjikooktaehyung
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Capítulo 1

⚠️AVISOS⚠️


Homofobia.


Bifobia.


Sexo.(Explícito, se não gosta peço que não leia.)


Machinhos.


Preconceito.


Palavras de baixo calão.


Narrado entre Jungkook e Jimin.


Coloque de lado seu nariz virado e dê uma chance à história dos meninos, você vai se surpreender.


**.**


Jungkook


Abril


A fila do café está um pouco longa, mas sei que não vou me atrasar. Tem semanas em que as coisas simplesmente dão certo.


No fim de semana, meu time de hóquei universitário venceu as duas primeiras partidas dos play-offs, e agora vamos para as semifinais. De alguma maneira tirei sete em um trabalho de história que escrevi num estado de coma induzido pelo cansaço. E meu sexto sentido me diz que o cara na minha frente não vai pedir nada muito complicado. Posso dizer por suas roupas que ele não é muito imaginativo.


Está tudo dando certo para mim. Estou numa boa. O gelo está liso e as lâminas dos patins estão afiadas.


A fila avança e chega a vez do Sem Graça de pedir. "Um café preto. Pequeno."


Viu?


Um minuto depois é a minha vez, mas quando abro a boca para falar, a jovem barista dá um gritinho de fã. "Ai, meu Deus! Jeon Jungkook! Parabéns!"


Eu não sei quem ela é. Mas a jaqueta que estou usando faz de mim um rockstar, pelo menos esta semana. "Valeu, linda. Me vê um expresso duplo?"


"É pra já!" Ela grita meu pedido para a colega, acrescentando: "E capricha! Temos um campeonato pra ganhar!". E adivinha só: ela recusa minha nota de cinco dólares.


Eu a coloco no pote de gorjetas, então me arrasto para fora e me dirijo ao rinque.


Estou com um humor maravilhoso quando entro na sala de projeção das incríveis instalações do time, no campus da Northern Mass. Adoro hóquei. Porra, como amo! Vou me tornar profissional em poucos meses e mal posso esperar.


"Senhoras", cumprimento meus colegas de time enquanto me dirijo ao meu lugar de sempre. As cadeiras estão dispostas em semicírculo, viradas para o enorme telão na frente da sala. São de couro acolchoado. Pois é, o melhor do luxo da primeira divisão.


Olho para Jackson, um dos calouros. "Você tá meio verde, cara." Dou um sorriso. "Sua barriguinha ainda tá doendo?"


Ele me mostra o dedo do meio, mas sem muita vontade. Parece mal pra caramba, o que não me surpreende. Da última vez que o vi, estava bebendo uísque de um jeito que parecia querer fazer a garrafa gozar.


"Cara, você tinha que ter visto ele quando a gente estava voltando pra casa", um aluno do segundo ano chamado Bambam diz. "Só de cuequinha, encoxando a estátua na frente da biblioteca."


Todo mundo em volta começa a rir, incluindo eu - porque, a menos que esteja errado, a estátua em questão é um cavalo de bronze. Eu o chamo de Seabiscuit, mas acho que é só uma homenagem a algum ex-aluno cheio da grana que chegou à equipe olímpica de hipismo uma centena de anos atrás.


"Você tentou montar o Seabiscuit?", pergunto para o calouro, sorrindo.


O rosto dele fica vermelho. "Não", ele diz, sério.


"Sim", Bambam corrige.


A barulheira continua, mas agora estou distraído pelo sorriso disparado na minha direção, cortesia de Kim Taehyung.


Acho que dá para dizer que ele é meu melhor amigo. De todos os caras do time, é aquele de quem sou mais próximo, e a gente até faz coisas juntos fora do hóquei, mas "melhor amigo" não é um termo que costumo usar. Tenho amigos. Uma porrada de amigos, na verdade. Posso dizer honestamente que algum deles me conhece de verdade? Muito provável que não. Mas Taehyung chega bem perto disso.


Reviro os olhos. "Que foi?"


Ele dá de ombros. "Jackson não foi o único que se divertiu ontem à noite." Taehyung baixou a voz, mas nem precisava. O pessoal está ocupado demais tirando sarro de Jackson por causa das brincadeirinhas com o cavalo.


"O que você tá querendo dizer?"


A boca dele se contorce. "Vi você desaparecer com aquele idiota. Vocês ainda não tinham voltado quando a Jennie me arrastou para casa às duas da manhã."


Levanto uma sobrancelha. "E qual é o problema?"


"Nenhum. Só não sabia que você estava convertendo héteros agora."


Taehyung é o único cara do time que sabe da minha vida sexual. Já que sou o único jogador de hóquei gay que conheço, tento ser discreto. Quer dizer, se alguém tocar no assunto, não vou correr para o armário, mas também não vou ficar falando sem motivo.


A verdade é que minha orientação sexual deve ser o segredo mais mal guardado do time. Os caras sabem. O técnico sabe. Eles só não se importam.


Taehyung se importa, mas de um jeito diferente. Ele está pouco se fodendo se gosto de transar com outros homens. Mas o cara se importa comigo. Me disse mais de uma vez que acha que estou desperdiçando a minha vida passando de um encontro anônimo para outro.


"Quem disse que ele é hétero?", pergunto, brincando.


Taehyung parece intrigado. "Sério?"


Levanto uma sobrancelha de novo, o que o faz rir.


A verdade é que eu duvido que o cara da fraternidade com quem fiquei ontem seja gay. No máximo bi, e não vou mentir: foi isso que me atraiu. É mais fácil ficar com aqueles que vão fingir que você não existe na manhã seguinte. Uma noite de diversão sem compromisso, uma chupada, uma trepada, o que quer que a bebida permita que experimentem, e então eles desaparecem. Agem como se não tivessem passado horas sonhando com minhas tatuagens e minha boca no pau deles. Como se não tivessem passado suas mãos ávidas pelo meu corpo inteiro e implorado para eu tocar o deles.


Sair com caras gays é bem mais complicado. Eles podem querer mais. Compromisso. Promessas que não sou capaz de cumprir.


"Calma aí", digo quando me dou conta do que ele acabou de falar. "Como assim a Jennie arrastou você pra casa?"


Taehyung aperta a mandíbula. "Exatamente isso. Ela apareceu na festa e me arrastou." Seu rosto relaxa um pouco. "Mas só estava preocupada comigo. Meu telefone ficou sem bateria, então não respondi a nenhuma das mensagens dela."


Não digo nada. Desisti de tentar fazer Taehyung cair na real quanto a essa garota.


"Eu teria ficado mal pra caramba se ela não tivesse aparecido. Então... é, acho que foi legal da parte dela ter vindo antes disso."


Mordo a língua. Não, não vou me envolver no relacionamento do cara. Só porque Jennie é a mina mais pegajosa, possessiva e doida que já conheci, não tenho o direito de interferir.


"Além disso, sei o que ela acha de eu sair sozinho. Nem devia ter ido..."


"Você não é casado, porra", deixo escapar.


Merda. Isso porque eu ia ficar de bico calado.


Taehyung parece aflito.


Volto atrás depressa. "Desculpa. Ah, esquece que eu disse isso."


Ele suga as bochechas, seus maxilares se apertando como se estivesse triturando os molares. "Não, você tá certo. Que merda. Não sou casado." Ele murmura alguma coisa que eu não consigo entender.


"Quê?"


"Ainda não, eu disse."


"Ainda não?", repito, horrorizado. "Porra, cara, por favor, por favor fala que você não ficou noivo dela."


"Não", ele responde rápido. Então baixa a voz de novo. "Mas ela sempre diz que quer que eu faça o pedido."


Pedido? Isso me deixa arrepiado. Merda, vou ser padrinho do casamento deles. Tenho certeza.


Será que dá para fazer um brinde sem mencionar a noiva?


Por sorte, o treinador O'Connor entra na sala antes que essa conversa maluca faça minha mente girar ainda mais rápido.


Todo mundo fica em silêncio. O treinador é... autoritário. Esquece. Assustador é melhor. Tem quase dois metros, está o tempo todo com a testa franzida e sempre raspa a cabeça - não porque esteja ficando careca, mas porque isso o deixa ainda mais amedrontador.


Ele começa nos lembrando - um a um - do que fizemos de errado no último treino. O que é completamente desnecessário, porque ainda não tive tempo de esquecer as críticas de ontem. Me confundi no faceoff, errei passes sem motivo, perdi um gol fácil. Foi um daqueles treinos merdas em que tudo dá errado, e eu já tinha me comprometido a fazer melhor hoje.


Faltam só mais dois jogos da pós-temporada, o que significa que preciso estar no meu melhor. Tenho que me manter focado. A Northern Mass não vence o campeonato há quinze anos e, como o maior pontuador, estou determinado a conseguir essa vitória antes de me formar.


"Muito bem, vamos lá", o treinador anuncia quando termina de nos dizer como somos péssimos. "Primeiro o jogo entre Rainier e Seattle da semana passada."


Quando a imagem congelada de uma arena universitária aparece no telão, um dos nossos quatro alas esquerdas franze a testa. "Por que vamos começar com Rainier? Vamos jogar com North Dakota."


"Depois focamos em North Dakota. É com a Rainier que estou preocupado."

O treinador toca no laptop em cima da mesa e a imagem na telona descongela. O som da torcida ecoa pela sala.


"Se a gente pegar esses caras na final, temos que estar preparados para sofrer", ele diz, sorrindo. "Quero que vejam esse goleiro. O garoto é atento como um falcão. Precisamos descobrir qual é a fraqueza dele."


Presto atenção no jogo em andamento, me concentrando no goleiro com uniforme preto e laranja segurando o taco. Ele é bom. Seus olhos avaliam o jogo o tempo inteiro, sua luva se fecha quando ele para o disco vindo em sua direção. Ele é rápido. Está sempre alerta.


"Vejam como ele controla o rebote", o treinador ordena quando o time adversário tenta outro gol. "Fluido. Sereno."


Quanto mais vejo, mais desconfortável fico. Não consigo explicar. Não sei por que os pelos na minha nuca estão arrepiados. Mas algo no goleiro dispara meus instintos.


"Ele posiciona o corpo com perfeição." O treinador parece pensativo, quase impressionado.


Também estou impressionado. Eu tinha parado de acompanhar os times da Costa Oeste. Estava ocupado demais concentrado nas equipes na nossa liga, estudando as gravações de seus jogos para encontrar um jeito de vencer. Mas, agora que estamos na pós-temporada, é hora de conhecer os times que podemos enfrentar se chegarmos à final.


Continuo vendo. Continuo estudando. Droga, gosto de como ele joga.


Não, eu conheço o jeito como ele joga.


Me dou conta no exato momento que o treinador diz: "O nome do garoto é...".


Park Jimin.


"... Park Jimin. Está no último ano."


Merda.


Puta merda.


Já não estou mais arrepiado, e sim tremendo. Eu sabia que Jimin estudava na Rainier, mas na temporada passada estava na reserva, e no lugar dele entrou um novato que supostamente era impecável.

Quando ele voltou a ser titular? Não vou mentir - eu costumava stalkear o cara. Mas parei quando comecei a ficar meio obsessivo. Tipo, com certeza ele não queria saber nada da minha vida, não depois que eu fiz a idiotice de estragar nossa amizade.


A memória das minhas atitudes egoístas é como um soco no estômago. Merda. Fui um péssimo amigo. Uma péssima pessoa. Era tão mais fácil lidar com a vergonha quando Jimin estava a milhares de quilômetros de distância, mas agora...


Sinto o medo subir pela garganta. Vou ver o cara em Boston durante as semifinais. Provavelmente vou até jogar contra ele.


Já faz quase quatro anos que a gente não se fala. O que vou dizer para ele? Como você pede desculpa por cortar uma pessoa da sua vida sem nenhuma explicação?


"O jogo dele é perfeito", o treinador diz.


Não, perfeito não. Ele recua rápido demais - isso sempre foi um problema, voltar à rede quando um jogador adversário se aproximava da zona ofensiva, dando a ele um ângulo melhor para o tiro. E confiava demais em suas defesas com o corpo, criando oportunidades de rebote para o ataque.


Tenho que morder os lábios para não dizer isso. Parece... errado, acho. Revelar as falhas de Jimin aos meus colegas. Eu deveria fazer isso, imagino. É a porra do campeonato que está em jogo.


Mas faz anos que não entro no gelo com Jimin. O jogo dele pode ter mudado de nível desde então. Talvez nem tenha mais esses pontos fracos.


Eu, por outro lado, tenho os mesmos pontos fracos de sempre. Continuam lá enquanto olho para o telão. Enquanto assisto a Park Jimin parar outro tiro vertiginoso. Enquanto admiro a precisão graciosa e mortal com que se move.


Minha fraqueza é ele.


**.**



Oiee, espero de verdade que gostem dessa Adaptação, ela é perfeita. Dêem muito amor a ela❤️

Até a próxima beijos e se cuidem😷❤️




14 de Maio de 2021 às 09:09 0 Denunciar Insira Seguir história
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Yllana Myller ♡ Yoongi Utted ♡◌ ꒦꒷꒦꒦꒷꒦꒷꒷꒦꒦꒷꒦ 𝘄𝗲𝗹𝗰𝗼𝗺𝗲l ↳︎ 𝐒𝐇𝐄 / 𝐇𝐄𝐑 Photography: Sem data definitiva de postagens de capítulos. Ele: Quando Jungkook Conheceu Jimin: Sem data definitiva de postagens de capítulos.

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