cosmosphoria Lana V

Após ter a sua sexualidade exposta, Jeon Jungkook, o cantor sul-coreano mundialmente famoso, decide, orgulhosamente, enfrentar a mídia e confirmar todos os boatos. Buscando rebater os comentários negativos, ele anuncia um novo álbum com um conceito um tanto ousado, expressivo, que grite liberdade para amar e ser amado, só que para conseguir gravar o vídeo da música título, ele precisa de um dançarino que expresse todos esses sentimentos, um modelo ideal de autonomia e amor próprio. Alguém intenso. Jungkook só não contava que o dançarino que escolheria, lhe daria tanta dor de cabeça. "Apenas mantenha os olhos focados em mim e suas mãos longe do meu corpo. Seja um bom garoto e aprecie o show." Long-fic || Erótica || +18


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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Prologue

O barulho do sino da porta, ecoa por todo o restaurante, anunciando a entrada de alguém pela milésima vez, e eu me afundo ainda mais na cadeira, tentando entender como um local tão pequeno e simples, pode ser tão movimentado. Apenas vinte minutos que estávamos ali e eu já havia perdido a conta de quantas pessoas entraram e saíram daquele lugar.

— Tem certeza que foi uma boa ideia virmos comer aqui, hyung? — Finjo estar lendo o cardápio enquanto uso-o para tampar meu rosto. Apenas uma tentativa idiota de me esconder para não ser reconhecido, já que nossos pedidos haviam sido entregues minutos atrás.

— Relaxa Gguk, o pessoal está muito ocupado comendo pra prestar atenção na nossa mesa. — Hoseok indica com a cabeça para que eu olhe ao meu redor, e quando o faço, percebo que realmente todos estão distraídos demais para me notarem aqui.

A maioria degusta de seus pratos calmamente enquanto conversam com suas companhias.

Em frente ao balcão, uma garotinha puxa a barra da blusa de seu pai efusivamente, implorando para que ele lhe compre doces. A mãe se agacha ao lado da pequena para lhe repreender, dando um beijinho em sua testa e obtendo como resposta, um bico emburrado da menor. Um pouco mais ao lado, um senhor de cabelos branquinhos observa a cena sorrindo, e quando a garçonete lhe entrega o pedido, ele a agradece com um caloroso aceno de cabeça. O sorriso ainda estampado em seus lábios, faz com que pequenas ruguinhas causadas pelo tempo, tomem os cantos de seus olhos, o que torna tudo ainda mais fofo.

Mas é em uma das primeiras fileiras de mesas próximas à entrada, que algo me chama a atenção. Sentadas lado a lado, um casal de jovens mulheres dividem uma taça enorme de sorvete, completamente absortas ao que acontece em sua volta.

As duas se entreolham apaixonadas, enquanto a de cabelos longos e rosados move seu corpo no ritmo da música que ecoa pelo ambiente, criando uma atmosfera agradável e dando ao mesmo, um toque mais familiar.

Em gestos desengonçados, ela movimenta os ombros em uma dança singular, que tira sorrisos da outra. A de cabelos negros e curtos, por sua vez, eleva a sua colher no ar para recompensar sua parceira com uma quantidade generosa da sobremesa que estão partilhando, o que torna difícil para que ela abocanhe todo o conteúdo que lhe foi dado e faz o sorvete vazar pelos cantos de sua boca. A morena então, não perde tempo em selar os lábios da namorada que estão sujos com calda de morango, limpando-os em seguida com seus polegares.

É como se não dividissem apenas a sobremesa, mas também um mundo só delas, as duas nem parecem notar alguns poucos olhares estranhos que são lançados até a mesa que ocupam, porque para ambas, o importante é o amor que sentem e o momento em si.

E quando uma delas lança um olhar em minha direção, acabo percebendo estar tempo demais as observando e desvio o olhar rapidamente, assustado. E só então noto que a música que toca ao fundo é Begin, umas das canções do meu último álbum, e isso faz com que eu me orgulhe de ser quem sou e ter feito a escolha que fiz, pois sei que foi a escolha certa.

Meus pensamentos são interrompidos quando Hoseok toma o cardápio das minhas mãos, o que me faz recolocar a máscara cirúrgica sobre o rosto num impulso e unir as sobrancelhas em confusão.

— Se você continuar agindo feito um doido desse jeito, secando as pessoas com o olhar, aí sim vão te notar. — É o que ele diz. — Relaxa um pouco, sai do modo Jungshook e curte o momento. Desse jeito sua comida vai esfriar. Na sua frente está o melhor bibimbap da região, não desperdice. Anda, experimente!

Suas sobrancelhas se arqueiam quando ele aponta os chopsticks em direção ao meu prato, indicando que eu comece logo a comer. Porém, quando pego uma porção de vegetais e os levo a boca, ele solta uma gargalhada estrondosa que me faz entrar em choque outra vez.

— Shhh ... — Namjoon o repreende dando um cascudo em sua cabeça. — Será que não dá pra você ser menos escandaloso? Desse jeito é você quem vai chamar a atenção de todo mundo para nossa mesa. Temos que ser os mais cuidadosos possíveis para não expor o Jungkook.

— Aish, quem vai chamar atenção de alguém aqui, é ele mesmo! — O outro rebate de boca cheia enquanto massageia o local onde o punho de nosso empresário o acertou em cheio.

— Quem em sã consciência come com uma máscara na boca? Huh?

Noto então o que estava prestes a fazer e coço a nuca, desconcertado. Namjoon me encara com o semblante sério e antes de voltar a comer, diz:

— E você Jungkook, comece a agir feito uma pessoa normal. Estamos bem escondidos aqui no fundo do restaurante, mas se continuar parecendo que saiu de um hospício, vai fazer com que todo mundo estranhe suas atitudes. Não faça com que eu me arrependa de ter aceitado essa ideia maluca de vocês dois, ok?

Retiro a máscara do rosto e deixo-a repousada em meu colo, então finalmente provo uma porção do bibimbap, constatando que meu amigo estava realmente certo ao exaltá-lo. Tomo como nota mental o fato de que não posso me esquecer de elogiar e agradecer a quem o preparou.

Penso então em como nunca fui apresentado a esse lugar antes e rapidamente a resposta me vem em mente.

A fama as vezes nos priva de muitas coisas.

Não que eu esteja reclamando, amo o que faço e batalhei muito para chegar onde estou hoje, vivo pela minha música e não me arrependo disso, mas ser uma figura pública, nos impede de viver coisas simples, e a simplicidade, muitas vezes faz falta.

Hmm, isso aqui está realmente muito bom. — Murmuro extasiado enquanto saboreio a comida de forma apressada, como se aquele fosse o último prato de bibimbap da minha vida.

Percebo as feições relaxadas dos meus hyungs e sorrio ao notar a alegria em seus olhos, imaginando o quão aliviados estão por me verem comendo bem depois de semanas negando as refeições.

Já faz um mês desde que minha sexualidade foi exposta para o mundo.

Não tenho vergonha do que sou, não rotulo pessoas por nada, muito menos pelas suas preferências, mas ser um cantor mundialmente conhecido, acaba gerando muitas coisas e influenciando em tantas outras.

E desde então, tudo tem se tornado uma bagunça em minha mente.

Todos sabemos que a Coréia é um país conservador e ainda carrega em si, a ideia de que casais homoafetivos não podem ser bem vistos perante a sociedade. Imaginem então o baque que não foi quando assumi publicamente minha bissexualidade.

A princípio, tive medo, pensei que minha carreira estaria arruinada por conta do preconceito ridículo e da homofobia que infelizmente, ainda nos cerca, mas tamanha foi minha surpresa ao saber que tal confissão aumentou mais ainda minha visibilidade, não só pelos países onde a homossexualidade já é mais aceita, como também aqui na Ásia.

Muitos atribuíram isso a minha provável sorte de ter uma carreira de sucesso e fama mundial. E enquanto alguns haters dizem que apenas o fiz para chamar atenção, às pessoas que curtem meu trabalho, me elogiaram por eu ter tomado tal atitude em um momento tão delicado, onde tenho recebido algumas críticas negativas pelo último álbum lançado.

"Jeon Jungkook é apenas mais um rostinho bonito fazendo canções para adolescentes com os hormônios à flor da pele".

Foi essa a frase que me fez entristecer, e então as outras coisas vieram em seguida e logo meu castelo de cartas desabou. Uma grande estrutura desmoronando em segundos e levando consigo a pouca confiança que eu ainda possuía, porque o que eles não sabem, é que por detrás dessa máscara de cantor bem-sucedido, existe um homem completamente inseguro, que morre de medo de fazer escolhas erradas e prejudicar as pessoas que ama.

Foi então que percebi que minha verdadeira sorte, é ter uma equipe fantástica. Sou rodeado pelos profissionais mais experientes, inteligentes e prestativos, e melhor ainda, é poder chamá-los de amigos. O segredo do meu sucesso, está bem aqui a minha frente, nesses dois homens que me apoiam e me ajudam a crescer a cada dia. Está na empresa onde sou rodeado por uma família incrível, porque é isso que somos. Desde Namjoon, que dirige toda a minha carreira, até Hana, a encarregada de deixar meu camarim abastecido e limpo, o que faz com muito prazer e amor. Todos eles são especiais, todos eles são parte de mim e tem uma parte importante na construção de Jeon Jungkook.

Porque a estrada é longa, e sem eles, eu já teria cansado e desistido nos primeiros passos.

Naquela manhã, quando acordei e vi meu nome estampado na primeira página da Dispatch e em todos os jornais e revistas, entrei em desespero. A primeira pessoa a qual pensei em pedir ajuda, foi Namjoon, e foi ele quem abriu meus olhos para minha realidade e me fez escolher agir da maneira certa, me assumir.

Mas antes de dizer que fiz isso por todos eles, porque sei que as pessoas que amo depositam em mim a confiança que nem mesmo eu possuo, tenho que confessar ter feito essa escolha, primeiramente por mim.

Não posso querer passar uma imagem de algo que não sou, e esse sou eu.

Porque antes de ser Jeon Jungkook, o cantor mundialmente famoso, eu sou Jeon Jungkook, o homem que gosta de homens e mulheres e não vê mal nenhum nisso.

Eu não poderia tentar passar verdade alguma ao meu público enquanto eu mesmo vivesse uma grande mentira.

Não digo que foi fácil, porque não foi. A imprensa caiu em cima de mim como pombos se amontoam em uma briga por alimento. Namjoon e Yoongi tomaram para si, grande parte das intromissões dos repórteres, os telefones não paravam de tocar e então resolvemos que uma coletiva de imprensa deveria ser agendada. E foi lá que me pronunciei sobre todos os boatos, confirmando cada um deles.

E com a mesma postura que entrei diante aquele mar de câmeras e microfones, permaneci e me despedi. Entrando e saindo de suas presenças de cabeça erguida, mesmo porque eu não tenho nada do que me envergonhar.

Amar não é um erro, errados são aqueles que vêem mal em um sentimento tão lindo e puro. E talvez, seja esse o maior erro do ser humano, culpar e julgar o próximo quando a sujeira está no próprio ato em si.

Todas as formas de amor são válidas, desde que se sinta verdadeiramente e naturalmente. E foi isso o que eu disse, e é isso que eu defendo.

Quero que minha música alcance o mundo não apenas como dito naquela crítica, quero que ela leve a mensagem que todos precisam ouvir, e não apenas o que querem. E enquanto eu cantar, quero que cada nota, chegue aos ouvidos das pessoas com amor, espalhando esse sentimento por todos os lugares que se possa alcançar.

E foi baseado nisso que Yoongi, Namjoon e Hoseok resolveram unir o útil ao agradável.

Há uma semana e meia, anunciamos a criação de um álbum completamente diferente de todos os que lançamos até hoje. Mais ousado, expressivo, que grite o que sou e o que quero: liberdade, ser livre para amar e ser amado. E pra isso, precisamos de um rosto que carregue em si toda essa independência, pois a mensagem que quero e preciso passar, não pode ser feita apenas por mim. É preciso de mais alguém para dar um toque de ousadia a tudo isso. Um modelo ideal de autonomia e amor próprio.

Alguém intenso.

Alguém que expresse todo esse sentir com a dança. Porque a música é uma representação da alma, e a dança é uma extensão de tudo isso, onde o nosso interior alcança o mundo inferior com os movimentos do corpo.

Desde os mais simples gestos até os movimentos mais trabalhados, a dança consegue repassar a quem assiste, tudo aquilo que se sente e pensa, sem que nem ao menos seja necessário abrir a boca e proferir palavra alguma. E é isso que queremos captar, a representação dos sentimentos através do pensar e do agir.

Por isso hoje estamos aqui, a procura de um dançarino que vai me acompanhar nessa nova turnê e me ajudar a transmitir toda essa ideia do novo álbum.

Mas precisamos agir com cautela. Tudo ainda está muito recente e meu nome continua circulando pelas manchetes, e a última coisa que posso fazer, é andar exposto por aí e correr o risco de ser flagrado por algum paparazzi. Nem sei como Namjoon aceitou a ideia louca de Hoseok de virmos até Hongdae, mas segundo nosso querido amigo e coreógrafo é aqui, nas ruas movimentadas do bairro mais famoso de Seul, que encontraremos o dançarino perfeito.

Mas ao contrário do que ele disse, já estamos há duas horas andando como loucos e até agora não encontramos nada que tenha nos surpreendido.

Claro, Hongdae tem muitos dançarinos talentosos — isso não posso negar —, porém, nenhum deles tem a segurança e a essência que buscamos.

— E agora? O que vamos fazer? — É Namjoon quem pergunta, já que eu e Hoseok estamos ocupados demais raspando o que sobrou dos nossos pratos.

Acabo de engolir a comida e uso o dorso de uma das mãos para limpar os lábios, repousando a outra sobre a barriga estufada enquanto relaxo completamente sobre o encosto da cadeira.

— Eu acho que comi demais. — É o que digo depois de soltar o ar pela boca, verificando meu celular em seguida e notando algumas mensagens de Hyoyeon. — Deveríamos ir embora, Hyo noona já me mandou quinhentas mensagens perguntando onde estamos. Se ela descobrir que estamos no meio de Hongdae sem segurança nenhuma, vai acabar arrancando os nossos olhos.

— Não, não, não. Ninguém vai a lugar nenhum! — Hoseok teima. — Eu prometi que encontraríamos o dançarino perfeito aqui, e é o que vamos fazer!

— Mas Hoseok, nós já andamos esse bairro quase todo e não encontramos nada. — Namjoon verbaliza enquanto se levanta para ir embora. — Acho melhor usarmos a ideia do SeHo e anunciarmos uma audição amanhã pela manhã. Aposto minha alma que as portas da Moonchild vão lotar de dançarinos interessados em trabalhar com o Jungkook.

Nós o seguimos e enquanto Namjoon paga pelo nosso consumo, eu faço o que me prometi mais cedo. Agradeço a senhora simpática pelo bibimbap maravilhoso e prometo voltar mais vezes. Ao notar que sou eu ali, ela fica eufórica, mas eu a peço calmamente que não deixe que ninguém mais perceba. Ela concorda e me elogia pela escolha que fiz um mês atrás.

Segundo ela, o filho é meu fã e ficou mais apaixonado ainda pelo meu trabalho quando me assumi bi, pois ele também é. Peço então a ela um papel e caneta e pergunto o nome de seu filho, deixando para ele um autógrafo com uma mensagem de agradecimento pelo apoio e pedindo para que ele nunca se envergonhe de ser quem é. Ela me agradece curvando o corpo repetidas vezes e eu imito seu ato, me despedindo alegremente da mesma junto aos meus amigos.

Arrumo a máscara novamente na altura do nariz e ajeito meu bucket hat sobre a cabeça, de modo que ele cubra parte dos meus olhos.

E antes de abandonarmos o pequeno e aconchegante estabelecimento, dou uma última olhada ao casal de garotas de mais cedo. Elas parecem saber quem sou e apenas acenam felizes com suas cabeças, ato este, repetido por mim.

E quando saímos pela porta de vidro, não é nenhuma novidade ver que ao invés de seguir em direção ao carro, Hoseok nos puxa pelo braço na direção oposta, sem um pingo de preocupação e muito menos cautela.

— Eu prometi a vocês um dançarino e eu vou encontrá-lo aqui. — Seu tom de voz é firme e determinado. — Eu sou o coreógrafo do Jungkook e sei que aqui em Hongdae temos ótimos dançarinos, nós só precisamos procurar mais um pouco. Afinal, foi aqui que J-Hope nasceu para o mundo.

Namjoon e eu nos entreolhamos e vejo-o revirar os olhos e elevar os ombros demonstrando desistência. Jung Hoseok consegue ser muito insistente quando quer, e não sou eu quem vou contrariá-lo.

[...]

— Nós estamos andando em círculos. — Namjoon reclama ao notar que estamos passando pelo mesmo local pela terceira vez. — Daqui a pouco abriremos um buraco no asfalto e vamos parar no núcleo da terra.

Meu amigo se arrasta até um banco e senta, dobrando uma das pernas e a apoiando sobre o joelho, retira o tênis e começa a massagear o pé por cima da meia, retorcendo a face em dor. Aproveito a pausa para tomar um pouco de água.

— Sério Hoseok, eu estou cansado e meus pés estão doendo. — Ele completa ao ver o outro apenas dar de ombros.

— Da próxima vez, lembre-se de vir com sapatos mais confortáveis. — O outro responde.

— Da próxima vez, me lembre de não dar ouvidos as suas ideias malucas. — Namjoon relaxa sobre o banco, as pernas esticadas e os braços apoiados sobre o encosto de madeira.

E então, eles iniciam uma pequena discussão. Algo habitual quando se trata de Namjoon e Hoseok e seus pensamentos divergentes, que sempre terminam em alguns minutos de caras fechadas, bicos enormes e apostas sem sentido. Mas no fim, as diferenças dos dois torna tudo mais equilibrado, e é isso que faz dessa união, perfeita.

Deixando em segundo plano o bate-boca ao meu lado e focando na visão ao meu redor, percebo que já escureceu e as luzes dos postes acesos dão vida as ruas de Hongdae. As lojas agora são iluminadas pelos letreiros coloridos e chamativos, dando ao bairro uma imagem totalmente diferente da que vimos pela manhã. A atmosfera calma e divertida dá lugar a luxúria e agitação de uma sexta-feira à noite, onde os tênis confortáveis são trocados pelos saltos exuberantes, os moletons casuais pelas roupas brilhantes e espalhafatosas, e os pequenos grupos de dança viram amontoados de pessoas curtindo os sons diversificados. Quase uma balada a céu aberto.

E dentre toda essa agitação, algo chama a minha atenção. Um grupo grande de pessoas mais à frente, parece se divertir ao som de uma das minhas músicas, despertando minha curiosidade. Caminho devagar até eles e tento me esgueirar por entre os corpos que pulam eufóricos até ter uma boa visão do que acontece, mas escondido o suficiente para que alguém se dê conta da minha presença.

No meio da roda, um homem de cabelos espetados e coloridos dança junto a uma mulher loira de corpo esguio. Decido ficar ali ao ver minha música alegrando alguém pela segunda vez no dia. O sincronismo e a sensualidade dos dois, me deixa vidrado em seus passos até o fim da performance.

Quando a música acaba, o casal é ovacionado por gritos e palmas do público, que são logo interrompidos quando um outro homem surge em meio aos dois. Ele dá leves batidinhas em seu microfone para testá-lo e agradece aos dançarinos antes que eles se afastem. E em minutos, toda a atenção se volta apenas para ele.

— Está meio frio aqui, o que acham de esquentarem a noite comigo? — Tudo que posso ver do mesmo, são suas costas largas, mas posso imaginar o sorriso de aprovação em seus lábios ao receber mais uma onda de gritos entusiasmados.

A batida animada, é trocada por algo mais sensual e ele anda em passos lentos até o outro lado. A calça de couro preta está tão justa ao corpo que eu chego a me perguntar como ele consegue andar tão livremente sem que ela rasgue. O tronco largo está coberto por uma regata vazada, expondo as laterais do mesmo e deixando os braços musculosos a vista.

Ele vai em direção a um homem de cabelos castanhos e sussurra algo em seu ouvido, eles trocam algumas palavras até que o outro pendura sua câmera no pescoço e some no meio do povo logo em seguida.

Quando o animador se vira em minha direção, meus olhos se voltam para o Wang escrito em letras enormes e extravagantes em seu boné.

— Quem aqui está pronto para assistir o nosso Baby J? — Os gritos se tornam mais altos e ensurdecedores e quando cessam ele volta a falar com um biquinho nos lábios. — Pena que ele ainda não está pronto para vocês.

Uma confusão de "aaas" desapontados é ouvida em meio à multidão que noto estar maior, e então ele continua:

— Sei que muitos vieram de longe para ver isso aqui pegar fogo, e prometo que isso vai acontecer logo. Mas enquanto Baby J se apronta, que tal assistirmos mais algumas performances? Quem sabe o papai Wang aqui não resolve sensualizar pra vocês também, huh?

Rolo os olhos ao ouvir tal coisa e encaro mais uma vez o nome reluzente em seu boné, tão previsível.

Alguns longos minutos se passam enquanto algumas pessoas dançam algum tipo de dança sensual, escolhendo pessoas aleatórias da plateia para receberem os seus toques nada discretos. Wang também se apresenta, mas ao invés de agir como os outros, ele caminha até a pequena mesa de som improvisada e toma para si o loiro que a manuseava, arriscando até a dar no outro, um beijo nada convencional ao fim de seu show, trocando com este, um olhar íntimo e recebendo de sua vítima um sorriso tímido e jovial.

Sinto um par de mãos apertarem meus ombros e me viro em um sobressalto, dando de cara com Hoseok. Respiro fundo, aliviado, e só então me dou conta de que havia me esquecido completamente dos dois. Ele se posiciona ao meu lado direito e sorri ao ver o casal que dança ali no meio.

Minha orelha esquerda arde com um tapa que recebo no local, e não me sinto nada surpreso ao encontrar Namjoon ali. Essa mania de dar tapas na orelha e na cabeça das pessoas ainda vai deixar alguém surdo ou — segundo minha avó— louco.

— Você está louco? — Ele se altera. — Você sumiu e nós ficamos te procurando feito dois idiotas. Quando é que você vai criar um pouquinho de juízo nessa cabeça oca, hein?

Abaixo minimamente a máscara cirúrgica do rosto e inclino a cabeça em sua direção para respondê-lo, porque o barulho ao nosso redor se tornou mais alto, dificultando um pouco a comunicação.

— Me desculpe, hyung. Eu me distraí com a dança. — Sua atenção se volta por um momento em observar os corpos que se movimentam sensualmente no centro do círculo, e então vira para mim novamente.

— Já está ficando tarde. — É o que diz.

— É Gguk, vamos embora. — Ouço Hoseok dizer e fico surpreso ao vê-lo concordar com Namjoon. Ele coça a nuca e sem me encarar, diz o que me faz entender o porquê de tal decisão.

Minha sunshine ligou para o Jonnie, e eu acho que estamos meio que encrencados.

Ele segreda a última palavra como se confessasse para si mesmo o fato de que a Hyoyeon vai arrancar o nosso coro quando voltarmos.

— Eu já disse pra não chamar a minha irmã assim. E ela não é sua. — Namjoon resmunga e recebe o dedo do meio de Hoseok como resposta.

— Nós não vamos a lugar nenhum. — Eu dito com certa firmeza na voz, atraindo o olhar questionador de Namjoon e a feição animada de Hoseok para mim. — Quero ver quem é esse tal de Baby J. — Confesso.

— Hmm, Baby J? — A expressão de Hoseok se torna vaga, como se ele buscasse em sua mente algo que se relacionasse ao nome citado. — Eu acho que já ouvi falar dela...

Dele. — Somos interrompidos por um homem baixinho e careca que nos olha por sobre os ombros. — É ele. O melhor dançarino de Hongdae. Tem até um canal no youtube, vocês nunca viram?

Meio surpresos pela intromissão inesperada, nós apenas balançamos a cabeça em negativa.

— Céus. Em que mundo vocês vivem? — O estranho dá de ombros, indignado. Mas antes que possamos desviar a atenção, ele descruza os braços e pula em nossa frente. O baixinho suspende o braço direito e o flexiona, exibindo o grande Baby J tatuado em seu bíceps. Em seguida, relaxa a postura e ergue a mão em que os dedos de unhas pintadas de verde limão seguram um copo da mesma cor. — Ele é o Deus da dança, e eu espero que dessa vez ele me escolha. Apesar de ele quase nunca chamar alguém da plateia pra dançar, mas quando acontece, uau! E dessa vez serei eu.

Ele não diz mais nada, apenas beija a tatuagem esquisita e some em meio à multidão. Namjoon está segurando o riso e Hoseok já está rindo quando diz:

— Ok, vamos ver o tal Baby J, quem sabe não seja ele o dançarino que o Jungkook está procurando. Ele pode até tatuar o nome Baby J no... — Eu o interrompo antes que ele diga alguma besteira e apenas peço pra que fiquem em silêncio.

E quando a voz de Wang volta a ressoar pelos autofalantes, sinto os olhares e sorrisos divertidos de Namjoon e Hoseok voltados para mim, o que faz minhas bochechas arderem.

— Espero que todos tenham trago os lencinhos, porque a partir de agora o choro é livre e sem limites. E vocês sabem que de tristeza aqui, ninguém vai chorar. — Namjoon pigarreia e Hoseok ri esganiçado. — Papai Wang sai de cena, mas deixa vocês aos cuidados de Baby J!

O moreno abaixa o microfone e se posiciona ao lado do loiro de mais cedo, e junto a eles está o de cabelos castanhos, que agora tem sua câmera em mãos, pronto para filmar o que quer que vá acontecer ali.

As pessoas abrem caminho e então ele aparece.

E como se sua presença repelisse o oxigênio, respirar se torna difícil e o silêncio toma conta do local. O único som que pode se ouvir, é o baque oco dos pés da cadeira que ele trouxe consigo se fixando ao chão, bem no ponto central do "palco improvisado".

Ele apoia uma das pernas sob o assento e se curva para ajeitar o coturno de couro preto. Em seguida, desliza as mãos bem devagar pela perna torneada, como se soubesse o que tal lentidão causa aos espectadores e gostasse disso. Os dedos curtos delineando uma subida demorada por cima da meia calça arrastão, a única peça que impede os dígitos de entrarem em contato diretamente com a pele alva e bonita.

Ergue o tronco e continua a tracejar o caminho pelas coxas, cintura, tronco, nuca, até chegar aos cabelos, onde os dedos adentram os fios alaranjados. E com os olhos fechados, ele puxa a franja para trás, inclinando levemente a cabeça e deixando a testa bonita a vista por alguns segundos. Quando suas pálpebras voltam a se abrir, seu olhar avaliativo percorre o local a procura de algo, mas quando começa a andar e examinar as pessoas que o assistem percebo que na verdade, ele está em busca de alguém.

Ele caminha graciosamente com passadas calmas e precisas, os olhos felinos encarando alguns rostos, e por um momento, tenho a impressão de que nossos olhares se conectam, mas afasto o pensamento rapidamente pois sei que isso seria quase impossível, já que para que tal coisa acontecesse ele teria de me encontrar por entre três fileiras de pessoas que estão postas à minha frente, o que dificulta que sua visão se foque em mim da mesma forma como a minha está completamente congelada em sua figura.

E quando essas pessoas a minha frente começam a se afastar e eu tenho a visão de um baixinho careca de braços cruzados e cara emburrada em minha direção, percebo que Baby J está parado a minha frente. Um sorriso bonito dança no canto de seus lábios e ele estende para mim a mão onde os dedos estão ornamentados por diversos anéis.

Mas eu não movo um dedo sequer, porque no exato momento que o tenho tão próximo a mim, meu cérebro foca apenas em capturar cada detalhe de seus traços tão delicados e convidativos, e eu entro em total conflito.

Metade de mim quer aceitar seu convite e descobrir quais sensações ele pode me proporcionar, já a outra metade, está com receio de que isso dê errado, afinal, muitas pessoas estão ali pra assistir sua performance, e isso pode fazer com que todo o meu "disfarce" vá por água abaixo em questão de segundos.

Como se entendesse completamente a confusão de pensamentos que enchem minha mente de perguntas sem respostas, Namjoon encosta levemente o seu braço no meu, me fazendo sair do transe para olhá-lo, e eu recebo o "você é burro ou se faz?" mudo que sai de seus lábios como um incentivo para fazer com que minha mão alcance a do dançarino a minha frente, e minhas pernas comecem a se mover.

Nós caminhamos até a cadeira, ele pede para que eu me sente e eu o obedeço sem pestanejar. Sinto minhas palmas suarem ao ter seu olhar predador sobre mim e às seco em minha calça, deixando que minhas mãos repousem sob o jeans escuro apenas por não saber o que fazer com elas. E naquele momento, toda a experiência que tenho em cantar para multidões, se esvai, e nada parece ser capaz de me livrar do nervosismo por estar diante dele.

Ele contorna a cadeira e se posiciona em minhas costas, o calor de seus dedos apertando meus ombros, refletem em pequenas ondas elétricas que me revivem em cada partícula, e quando ele se inclina até que seus lábios alcancem minha orelha, sinto todos os pelos do meu corpo se arrepiarem e fecho os olhos.

— Não precisa tirar a máscara se não quiser. Apenas mantenha os olhos focados em mim e suas mãos longe do meu corpo. — Ele sussurra com a voz doce e provocativa e eu apenas assinto fraco. Seus dedos deslizam pelos meus braços até alcançarem meus pulsos, onde ele segura firmemente. O ato faz com que seu corpo se incline ainda mais sobre o meu, e eu prendo o ar quando nossos rostos ficam colados e ele pressiona sua bochecha na minha, roçando-as devagar e me fazendo sentir a maciez de sua pele. — Seja um bom garoto e aprecie o show.

Quando ele se afasta, sua ausência parece se tornar palpável, tamanha a falta que se faz presente no momento em que seu calor se esvai e a temperatura do meu corpo parece cair ao limite mínimo de 35 ºC, onde o raciocínio se torna lento e eu me sinto quase incapaz de julgar o que está acontecendo, então apenas me entrego e deixo que a visão de seu corpo se movendo sensualmente ao som de Would You Mind de Janet Jackson seja o meu foco. E eu não pretendo perder nenhum movimento sequer, quero que minha mente capture cada fragmento dos poucos minutos onde o terei dançando para mim.

Porque por mais que estejamos rodeados por uma multidão de olhos curiosos e extasiados em vê-lo dançar, é para mim que sua atenção está voltada.

Da mesma forma como um caçador calcula cada passo dado para atrair e abater sua presa, seus movimentos parecem ser estudados e controlados para me destruir, e eu sinto como se já estivesse preso em sua armadilha.

Estou estático enquanto ele está se movimentando de forma deliciosamente indecente apenas alguns metros à minha frente. Ele engatinha mais para perto e estica as pernas, girando em um movimento rápido que o faz ficar de costas para mim. Sentado sobre suas pernas, ele me encara por sobre os ombros e levanta a camisa social, deixando o quadril à vista. Seu sorriso se alarga ao perceber que meu olhar cai automaticamente para sua bunda farta, e ele aproveita para provocar, puxando o pequeno short de lycra preto mais para cima e cavando-o quase como uma calcinha. Sinto minha respiração fraquejar e meu peito doer ao trabalhar os músculos em um sobe e desce dificultoso para que o ar continue a circular, e isso me obrigada a ter que abaixar um pouco a máscara até que meu nariz esteja livre para inspirar ar puro aos pulmões, que ardem com a força com o qual eu o faço.

Quando ele fica novamente de frente para mim, suas expressões faciais são deliciosamente sedutoras, e seus gestos simulam de forma devassa cada verso da música, me fazendo respirar fundo para esquecer o calor que começa a se concentrar na região da minha virilha ao vê-lo simular algumas estocadas.

É só uma dança Jungkook, não fique tão animado, você não quer ficar de frente para tantas pessoas com uma ereção no meio das pernas. Seria no mínimo, vergonhoso.

É o que penso, mas parece que Baby J lê minhas expressões, escolhendo ir contra cada pensamento meu quando desabotoa a camisa e se aproxima, colocando uma mão em cada lado da minha cabeça e puxando meu rosto para perto do seu abdômen nu. Tão perto, que posso sentir minha respiração se chocar contra a derme fina e macia que define cada músculo, e ele contrai um pouco o abdômen ao sentir o calor o atingir. Quando seu corpo se afasta novamente, eu solto um palavrão, dando graças aos deuses pela música e os gritos abafarem qualquer palavra dita. Ele rodeia a cadeira mantendo o contato visual, e ao alcançar o outro lado, num gesto inesperado, ele estica um pouco a perna direita no ar e desce lentamente até estar sentado em meu colo, de frente para mim.

Afasto as mãos em reflexo ao me lembrar do seu pedido para não o tocar, mas ele agarra minha destra e a força na base de sua coluna, em um pedido mudo para que eu o segure firme ali e eu acato a ordem. E é nesse momento que eu me sinto totalmente perdido, porque quando sua bunda se choca contra minha intimidade e ele começa a rebolar em meu colo, eu fico atônito. Minha vontade é só de socar sua cara linda por estar se divertindo com meu desespero, e correr dali. Ele parece adorar o fato de ter alguém tão vulnerável a si em suas mãos, e eu estranhamente pareço gostar da sensação de quase ser devorado por seu olhar tão intenso.

Intenso.

Como se uma luz se acendesse em minha mente e abrisse meu leque visual, eu retomo a consciência e percebo que estou frente a frente com o que vim buscar. Baby J tem todas as atribuições que procuramos em nosso dançarino.

E é com esse pensamento, que noto que a música já acabou e que o ruivo já não está mais em meu colo, mas sim junto ao cara da câmera que entrega para ele uma garrafinha de água e uma toalhinha de rosto.

Me levanto calmamente e tento caminhar o mais natural possível, tentando não demonstrar o quão destruído ele havia me deixado apenas com sua dança, e ao me aproximar dos meus amigos — que não havia notado até agora, estarem na primeira fileira — sou impedido pelo baixinho careca de mais cedo, que parece estar muito furioso. Ele se coloca entre nós e não diz nada, apenas suga o canudinho colorido por um tempo irritantemente longo, fazendo um barulho exagerado que anuncia a ausência de líquido ali, enquanto seus olhos me fuzilam dos pés à cabeça. Em seguida, ele apenas sai da minha frente, batendo os pés de forma engraçada e exagerada contra o piso asfaltado, ainda com a cabeça erguida para que possa manter o contato visual. E mais uma vez some em meio ao aglomerado de gente.

— Ele é estranho. — Eu digo e dou de ombros.

— E eu o entendo. Depois dessa apresentação, eu juro pra vocês que tatuaria Baby J até na minha bunda. — Hoseok assume, recebendo um olhar reprovador de Namjoon.

Eles me encaram com os olhares esperançosos e então anuncio:

— É... Eu acho que achamos nosso dançarino.

— Sim, mas agora precisamos descobrir em que raios de lugar ele se enfiou. — Hoseok aponta para o local onde eu estava há minutos e eu olho, notando a ausência do ruivo.

— E lá vamos nós mais uma vez. — Namjoon resmunga e revira os olhos, e nós saímos dali.

[...]

Depois de mais algum tempo andando e ouvindo os murmuros de Namjoon por isso, conseguimos encontrar o cara de cabelos castanhos que pareceu filmar toda a performance de Baby J. Ele está encostado em uma Kombi anos sessenta toda decorada ao estilo hippie, as pernas cruzadas enquanto ele toma alguns goles de sua coca. Ao seu lado, é possível ler Worldwide Handsome em letras grandes e garrafais.

— Não era ele quem estava o tempo todo com o dançarino? — Hoseok pergunta e eu apenas confirmo com um meneio. — Vamos lá falar com ele então.

E quando ele faz menção de andar em direção ao cara, eu puxo seu braço.

— Só não diz que eu sou eu, sabe? — Ele ri com minha tentativa de pedir que ele não revele minha identidade e apenas concorda.

— Vamos antes que ele resolva entrar nessa Kombi estilo Janis Joplin e ir embora. — Pelo tom de voz de Namjoon sua paciência já se esvaiu, e as únicas coisas que ele deseja agora, são sua banheira e seus livros de filosofia.

Ao nos aproximarmos, o homem parece notar, mas não move um músculo sequer. Hoseok se posiciona frente a ele e sorri, mas o outro apenas eleva o olhar, passando por mim, Namjoon e parando em Hoseok.

— Olá, boa noite. Nós somos... — Antes que possa concluir sua frase, meu amigo é interrompido.

— JIMIN, ESTÃO PROCURANDO VOCÊ. — O mais alto berra, voltando sua atenção ao canudo e sugando o líquido com tédio.

Segundos depois o ruivo surge, agora vestido com uma blusa de moletom cinza, calça jeans de lavagem clara e com alguns rasgos nos joelho, e nos pés os coturnos de mais cedo.

Ele para em frente ao meu amigo e o encara, como quem pede para que ele diga o que quer.

— Olá, me chamo Hoseok e somos da equipe de Jeon Jungkook. — Vejo Hobi curvar-se em um cumprimento e erguer a mão para o outro, mas a recolhe em seguida ao ver que o ruivo não estendeu a sua em resposta. — Nós temos uma proposta para te fazer.

E Jimin nada diz, apenas entrega para o amigo a bolsa que carrega, cruza os braços em frente ao corpo e me encara por alguns poucos segundos.

Depois ergue as sobrancelhas e volta a olhar para Hoseok.

Um silêncio assustador toma conta do lugar e eu sinto a tensão que o momento traz. E só o que posso ouvir, são as batidas aceleradas do meu coração ansioso, esperando por uma resposta do dançarino.

E quando ele sorri sacana, algo em tudo isso, me diz que vou ter mais trabalho do que imaginei, porque Jimin parece ser intenso em muitas formas, e isso pode dar a ele, o poder de me levantar ou...

Me fazer cair de vez.

#IntenseComingSoon

Notas do autor:

Oeeee galerinhaaa ♡♡♡

Eu esperomuitoooooo que vocês gostem da história, estou trabalhando com muito amor e carinho.



14 de Maio de 2021 às 03:02 0 Denunciar Insira Seguir história
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