riwsaa Riwsaa Lawrence

Com uma explosão uma energia entrou na atmosfera e se espalhou pelo globo, agora existem dentro de cada ser vivo e estão ligados à sua estrutura molecular. Normalmente, a vibração da energia é completamente inofensiva. Entretanto, quando a pessoa ao morrer, eles multam a biologia de seus hospedeiros que se transformavam em calamidades. Além de desencadear transformações físicas, a energia que eles vibram também podem afetar a mente, transformando a maioria das calamidades em criaturas sem consciência como os obsessores, ou Bestiais. Jack Phelip Cross é um garoto de 18 anos que consegue ver sombras desde seus 5 anos, quando criança foi atacado por uma calamidade causando uma lesão em suas cordas vocais causando mudez. Um dia ao ser abordado por uma calamidade levado para outro mundo, ele para salvar sua vida ele consegue usar o cristal com energia eminente. Desse modo, começa a jornada heroica do garoto de uma mundo desconhecido que consegui controlar o poderoso cristal, mas para voltar para o seu mundo com a ajuda da organização Abatedouro. "O homem deve trabalhar ele mesmo para crescer."


Fantasia Fantasia urbana Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#jack #energia #cristais #calamidade
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Capítulo 1 - O dia de aula

Abro os olhos acordando e vejo o fecho da janela aberta com a luz da lua dentro do meu apartamento. Viro-me e tento alcançar o celular que estava no chão.

Ainda eram 3 horas e meia da manhã, estava muito cedo para ir para o Colégio. Guardo o celular debaixo do travesseiro sem me preocupar com a hora, me recordo que o alarme estava ligado então era somente esperar. Ainda deitado com os olhos fechados, tento dormir novamente.

Então houve uma batida.

Abro os olhos por um momento, ignorando e viro-me tentando ter uma boa posição para dormir e ouço novamente uma batida. Ignoro e fecho os olhos, mas sinto algo me incomodando, abro os olhos novamente, mas em direção ao banheiro, a porta estava aberta, sendo que fechei ontem a noite. Ajeito-me na cama, sentando-me na beirada. Suspiro três vezes esfregando meus olhos.

"Já é a 5 vez que está acontecendo."

Levanto-me, descalço vou em direção ao banheiro. Chegando no banheiro lá estava ele, sua aparência alta, magro e a sua pele era de como ele estivesse vivo, perfeita, mas estava roxo e verde, eu o chamo Freddy, sempre aparecendo no meu banheiro me atrapalhando, principalmente na hora de me deitar.

“ Por que ele não ficou logo no banheiro quando eu fechei a porta?”, penso.

Fechando novamente a porta do banheiro, com a mão na maçaneta começo a sentir um calafrio na parte de cima das minhas costas.

E novamente uma batida.

Essa não diferente das outras batidas, sempre parecido com o som de uma madeira estalando e era bem ao meu lado direito. Solto a mão na maçaneta e viro-me para ir à cama. O caminho estava livre sem nenhum espírito.

Desde meus 7 anos que vejo espíritos vagando por aí ou até mesmo ao redor das pessoas. É bem estranho, eu consigo pressentir eles bem, vejo eles murmurando, outros até grunhindo, mas raramente eu vejo eles atacando, bem diferente daquela sombra, em um dia quando era criança em que eu sofri um ataque no meu pescoço. Eu não me recordo muito bem da sua aparência, mas eu poderia falar muito bem da dor que senti após o ataque. A dor era insuportável, eu estava jogado no chão do meu quarto com uma poça de sangue, aquilo ardia tanto que hoje em dia nem consigo falar nada. Meu pai pensou que aquilo deveria ter sido feito por um ladrão, já que a casa era uma das famílias mais ricas da região. Tenho cicatrizes até hoje, são três linhas no meu lado direito, que tento esconder com meu cabelo grande.

Jogo-me na cama e me enrolo, estava frio naquela manhã, tento esquecer existir algo me observando e volto a dormir. E então o alarme tocou, era exatamente 06:30 da manhã.

Levanto-me e vou direto fazer meus afazeres que faço todo dia. Sou a pessoa organizada e responsável, tento até prever o que eu faria no outro dia para eu ter tudo sob controle. Dentro do meu quarto pego meu casaco preto. O dia não estava necessariamente frio, mas era melhor principalmente hoje na universidade, devido às aulas em sala de aula, quando abaixou a cabeça o meu cabelo vai para frente e como sou alto é mais fácil de ver a cicatriz. Hoje seria a primeira vez que usaria o meu jaleco, minha primeira aula no laboratório, aula de Anatomia.

Olho para o espelho e levanto a gola, não era para ficar esteticamente mais bonito e sim, para esconder cicatrizes que tinha. Tenho um problema com isso, antes as pessoas olhavam primeiramente para as cicatrizes e eu não gostava disso, me sentia mal quando criança, ainda sinto um pouco quando isso reflete nos dias de hoje, aos meus 18 anos e isso dificultava um pouco quando eu ia socializar.

De pé ouço meu celular vibrar, vendo a tela percebi ser Arthur, meu irmão com um vídeo chamada.

— Meu deus, que cara de sono- diz com uma xícara de café.

Olho para ele com um meio sorriso.

“Bom dia para você”- digo falando em libras.

Ele tomou um gole de café e seus óculos ficaram embaçados e então ele mostrou um sorriso.

— Espera ai, eu não consigo te ver- diz puxando os óculos para frente para poder voltar enxergar isso imediatamente me faz rir - O pai ligou para você?

Balanço a cabeça como um sinal de negativa.

Vincent Phelip, meu pai era um homem muito ocupado, mas era o pai muito presente.

“Aconteceu alguma coisa?”

— Não, não - diz coçando o olho direito- acho que ele esqueceu de comentar que na sexta a noite ele vai te buscar para comemorarmos o aniversário da vovô.

Ouço atentamente ela falando e coloco o celular encostado em um móvel na minha frente para eu conversar com ele.

“No caso hoje?”, falo com uma cara desanimada.

-Pois é- diz mostrando uma cara desanimada- Eu sei como você se sente- diz saindo da cozinha com o celular e indo para outro cômodo- Nem o papai queria ir, só aceitou por que a vovô insistiu muito e eu até comentei que a não gostaríamos de ir.

“Eu poderia fazer tantas coisas”.

A vovô era uma boa pessoa, o único problema era que ela era uma pessoa chata.

-Ah eu também e também, mudando de assunto- diz olhando para o celular, parecia que estava mexendo- Você viu que saiu o trailer daquele jogo que eu tinha falado?

Nego.

-Eu vou mandar agora.

E vejo uma notificação no Mensagy.

“Ainda não, ontem estava jogando um pouco CesGO! e depois fui dormir um pouco tarde."

-Eu vi, uma e meia da manhã.

“Você também dorme nessa hora.”

-Estudando.

Eu mostro o dedo do meio para ele com um sorriso sarcástico.

-Se o papai souber- diz com um cara de surpresa exagerada- Bem era só isso mesmo e também leva os videogames, que a gente joga aqui em casa e se prepare para eu humilhar você.

Eu mostre uma risada silenciosa.

“Você e o papai que lutem para me derrotar.”

-Ta certo, depois liga para o papai ele quer falar contigo pra saber da faculdade.

“Eu ligo depois para ele, minha aula começa daqui a pouco.”

-Tá certo, depois a gente se fala.

Eu apenas faço um sinal com a mão.

Alice Cross, minha falecida mãe, foi a Farmacêutica responsável pela Farmácia de Manipulação da Família Cross e agora era meu pai, Vincent Phelip que hoje em dia é a mais reconhecida mundialmente. Meus avós após perceberem que isso era o melhor ramo e decidiram que esse caminho eu e meu irmão deveria seguir, já meu pai, sempre conversava comigo e meu irmão, que se quiséssemos seguir outro caminho iria nos apoiar e assim Arthur decidiu ser enfermeiro e eu decidi ser farmacêutico.

Olho novamente para o espelho e arrumei minha roupa completamente branca, pego minha mochila e vamos mais um dia de aula.

Desço do prédio do dormitório e vou para o meu prédio da primeira aula que seria a de Anatomia no laboratório, depois Química geral. Fisiologia, Bioquímica e Biofísica.

Andando pelo campus, coloco meus fones de ouvido, não tinha ninguém que conhecia apenas colegas, eu estava ali para estudar e isso era o que eu iria fazer, eu gostava de seguir as regras, é mais confortável. Com os fones é como se eu estivesse no meu mundo, com a música esquecendo o que estava acontecendo ao redor e apenas indo ao meu compromisso, esquecendo que teria um espírito apegada a um ser humano e deixando algumas manchas no corpo ou até mesmo vagando rapidamente, é algo bem fora do normal. O pior são os cheiros, isso é tão comum para mim, ver corpos flutuantes com a aparência medonha e realista que eu esquecia quando criança eu corria para o quarto do meu irmão no meio da noite.

Tripas, corpos totalmente deformados e corpos podres, mas havia algo que eu aprendi com o tempo sobre eles, eles não me machucam, é estranho dizer isso, mas eles me seguiam, olhavam eram bem curiosos com qualquer coisa, e apenas saiam, é bizarro. Já vi alguns bem interessantes, aqui mesmo no colégio, Ripley Dennis, filho do diretor do colégio, estava com uma sombra que parecia mais um feto natimorto, outra estava com uma sombra que uma linha meio transparente com uma coloração cinza ficava atravessado seu peito na parte do pulmão, e cheirava a maconha, devo dizer era estranhamente interessante.

Entro no prédio e vou entrando no elevador, tento ficar atrás do elevador vejo o meu relógio e era 07:40 da manhã. As portas de metal abrem e fecham, para os estudantes e funcionários, observo as pessoas por um momento, mas meus olhos foram para a lâmpada do elevador, que ficou piscando por um momento. O prédio era novo e isso foi um pouco estranho, até ouvir um grunhido ao meu lado direito e lá estava outro, mas esse estava grudado na parede no canto da parede lateral e estava bem em cima de mim e devo dizer o cheiro não é um dos melhores, coloco a mão no nariz.

“Carniça”

Então meus olhos vão para a garota.

Eu esqueço completamente que eu ainda estou ao redor de pessoas.

Ela estava ao lado da sua amiga olhando para mim e parecia estar cochichando, sua mão estava segurando a sua bolsa de couro, ela tinha olhos verdes e seu cabelo era cacheado, tipo um loiro escuro, ela parou de olhar para mim quando percebeu que já tinha a minha atenção.

A porta do elevador abriu novamente e ela saiu, ouvi ela cochichou algo com a amiga dela. Sai em seguida acelerando o passo olhando para baixo, não era muito de me relacionar com pessoas e sempre fico nervoso. Já estava no meu andar, então apenas acelerei para ir à sala para trocar de roupa.

Faltavam alguns minutos para a aula começar e então abro o meu armário guardando a minha bolsa e pegando o meu Jaleco. Então vejo aquela mesma garota do elevador entrar, ela provavelmente era novata, pois nunca havia notado. Mas volto o meu olhar para vestir o meu jaleco.

Fechando os botões, fico pensando no que ocorreu no elevador, pois aquilo não era a primeira vez, ficar cochichando nos ouvidos dos outros e eles sabem que eu era mudo, já que a cidade toda me conhece, virou até notícia. Parece que nunca viram uma pessoa muda, provavelmente pensam que eu sou surdo também. Eu estou tão acostumado, com isso que eu nem sei como eu deveria agir frente a isso, sempre com aquelas brincadeirinhas inocentes, ou os elogios preconceituosos de, "Ah! Jack apesar da mudez olha só o que você consegue fazer" e ainda o mais absurdo, pois só porque eu não consigo falar as pessoas pensam que eu não consigo aprender, precisando de ajuda sempre chegando ao ponto de me tratar como doente mental, ou quando eu perguntava algo que eu não sabia muitas vezes esquivava se me ensinar algo novo por medo de repetir ou explicar novamente.

Pegando as luvas, máscara e.....até que ouço um alarme.

As luzes da sala falharam 3 vezes, e as vozes que ecoavam pela sala ficaram mudas por 1, 2, 3 segundos. Então a luz ficou vermelha e a voz do Diretor Dennis ecoou pelo lugar.

— Evacuação de Emergência!

A primeira coisa que eu ouvi foi meu coração para por um momento e em seguida as pessoas gritando e então a correria, pessoas soltaram tudo que estava segurando e correram para o corredor. A primeira coisa que eu fiz foi correr em direção ao corredor, vestido com o meu jaleco e seguindo a pequena multidão. Estava tão lotado que a porta da sala estava atolada, algumas pessoas foram para a janela, que se encontrava na parte esquerda, abrindo-se para poder chamar ajuda. Então houve uma explosão, o barulho foi alto, foi na parte de cima, mas parecia que ainda estávamos salvos, sem nenhum destroço no momento.

Outra explosão que foi tão forte que fez com que o chão tremesse e olhando para o chão conseguia ver uma rachadura se formando, o lado esquerdo iria desmoronar.

E desmoronou.

Houve gritos mais fortes, as pessoas estavam desesperadas e eu estava quase surtando, até que consegui sair por uma brecha da porta e fui correndo sem olhar para trás em direção ao corredor principal, os elevadores não estavam funcionando então a única saída era descer as escadas de emergência.

As pessoas pareciam formigas, uma subindo na outra, no desespero para sair vivo, eu estava tentando descer as escadas, mas eu estava no 10 andar, tudo o que eu esperava era apenas sair de lá vivo. Eu estava descendo desesperado e meu coração estava a mil, então aquela garota estava na minha frente, com o rosto vermelho em lágrimas e ela tropeçou, bem na minha frente.

Eu estava ofegante, me tremendo, mas eu a ajudei. Eu conseguia perceber seu nervosismo, mas eu não conseguia falar para ela que tudo iria ficar bem se descemos, mas as escadas, estávamos nos últimos andares até a saída, como eu a ajudei a se levantar ficamos no último andar já que todos estavam desesperados descendo as escadas.

Houve novamente outra explosão, mas foi ao meu lado direito, que fez com que eu caísse para o lado da escadaria e com o impulso da garota em cima de mim, fez com que eu caísse mais para o outro lado, ficando pendurado no ferro do apoio da escadaria, mais necessariamente da minha morte ao cair de 5 andares.

A garota ficou com as costas para o apoio da escadaria e ao se virar ela olhou para mim com os olhos completamente chocados, até soltar a mão e ir para trás se encostando na parede, sua mão foi para onde se encontrava seu coração e a outra para a mão na boca.

Eu estava segurando na barra, eu não estava conseguindo com o peso do meu corpo, eu estava desesperado nesse momento, precisando de ajuda, eu gostaria de gritar para ela para me ajudar, mas eu não conseguia falar.

Ela fechou os olhos e começou a chorar, ela falou alguma coisa que eu não conseguia ouvir, ela balançou a cabeça em negativa e se afastou ainda olhando para mim, para minha situação.

— Des… culpe.

Foi o que eu ouvi.

Porra

Eu havia ajudado, ela estaria ainda sendo pisada pelas pessoas, ela não tem consideração? Ah! merda, merda, merda como eu vou sair daqui?

Pensa Jack, pensa.

Meus braços estavam doendo muito, então botei toda força nos meus braços, tentei uma vez. Nada, uma segunda vez e nada.

Porra, era só tentar me puxar, o que custava?

Eu estava com muita raiva, eu ainda não estou acreditando.

Mas que merda.

Uma última vez. Eu irei tentar.

Essa eu tentei segurar o mais forte o que eu consegui, mas eu vou sair daqui, e com um grande impulso, uso a minha perna para me ajudar a subir e assim o faço. Consigo subir a beirada e tento passar pelas brechas do apoio.

Respirou bem fundo e ficou em pé o mais rápido possível para assim descer o resto das escadas, até que sinto um cheiro horrível.

Olhando para frente percebi estar uma sombra, mas olhando para os seus pés estavam tocando o chão, ele se mexeu andando dois passos para frente e eu escuto. Eu deveria escutar isso? Aquilo era algo assustador e estava à minha frente, na parte de baixo da escada. Ando um passo para trás e a sombra virou o rosto para mim.

Minhas pernas não estavam se mexendo como se estivessem presos no chão, meu coração estava um pouco acelerado, minha respiração descontrolada e minhas mãos geladas. O medo me consumiu por completo.

— Receptáculo.

24 de Setembro de 2021 às 23:31 0 Denunciar Insira Seguir história
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Era de desequilírio e escuridão: Terra, Lialles.
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