lariasaaaaa Lara Ap

Depois de tantas mudança em sua vida Taehyung não podia esperar por mais uma. Apesar de não ser o que esperava, a vida levou ele por um caminho incerto e mesmo assim ele continuou firme em frente. Conformado com sua realidade, uma surpresa pode mudar tudo se ela vir acompanhada de lembranças uma vez esquecidas. Quando J-Hope entra em sua vida, ou mais o contrário, as expectativas viram uma montanha- russa e o futuro não é mais tão certo. 🔞Avisos🔞: - contém cenas de s3x0 explícito e gatilhos emocionais, tenha consciência - Tae-bottom Hobi-top -qualquer informação e pergunta Twitter: @lariasaa - críticas e comentários a vontade -qualquer erro pfff me corrijam E lembrem-se de curtir se gostar🤍


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

#BTS #kimtaehyung #junghoseok #vhope #taeseok #
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O início do Fim 1

-P.O.V Taehyung-


Mais uma vez, com meu motorista/único amigo Woo no volante, eu ia observando os mesmos prédios familiares das ruas por que passava pelo menos uma vez ao mês até o escritório da agência.


Alcancei minha mala, jogada para o lado no banco traseiro assim que entrei no veículo, e, com muita luta para encontra-lo entre as roupas atoladas de qualquer jeito no espaço pequeno, passei a ler e reler meu último contrato de serviço:


- G-Dragon (Kwon Ji-yong), idol da YG: contrato referente a um mês e meio de disponibilidade concluído sem reclamações de nenhuma das partes e sem futuros reagendamentos, assim todo o contato entre as partes foi terminado na data de expiração do mesmo. A quebra do distanciamento por qualquer uma das partes resultará em multa de três vezes o valor de remuneração para o idol e duas para o ''amigo''.


Joguei a pasta de volta no banco e passei a contar as árvores correndo na janela conforme revisava todas as informações, me preparando para a reunião com o manager Chin marcada para dali alguns minutos.


Não conseguia acreditar que já faziam mais de dois anos daquela rotina: servir de prostituto para idols carentes que não podiam ter um relacionamento.


Obviamente, não foi para isso que eu, Kim Taehyung, me mudei para Seul com apenas 19 aninhos. Mas a faculdade de relações internacionais não era extamente de graça, então tive que arrumar algo para não ter que admitir que minha mãe amada estava certa e voltar humilhado para casa.


Memórias das minhas tentativas falhas de garçom e de bartender brilhavam nos meus olhos enquanto eu segurava um sorriso vergonhoso. Realmente, virar fornecedor de serviços pessoais não estava nos meus planos, contudo também não podia dizer que entrei nisso completamente alheio do que eu teria que fazer.


Não reclamaria também, tinha água, casa, comida e inúmeros itens caríssimos de colecionador espalhados pelo meu mais novo apartamento/cobertura. Uma pena nada disso parecer o suficiente para minha cabecinha idiota se contentar. Seriam apenas mais alguns meses bancando o brinquedinho de idol carente mesmo, e logo estaria livre outra vez.


No começo demorou muito pra cair a ficha da onde eu tinha me metido.


Até mesmo ao entrar no mini escritório pela primeira vez, o único ocupado em um prédio inteiro praticamente abandonado de um dos bairros mais afastados do centro, procurando a tal agência que estava interessada em mim não pensei que terminaria assim.


E quando percebi já estávamos bem em frente ao prédio, ainda parecendo abandonado mas agora com o tempo denunciando que logo ele seria apenas poeira.


— Chegamos, vou te esperar no estacionamento ok Tae?— Acenei para Woo, que me encarava da mesma forma de sempre: preocupado mas ainda distante; e desci do veículo com minhas coisas.


Atravessei a fachada, exibindo o cartaz enganoso de escritório de advocacia que escondia a agência de prostituição instalada ali, e cumprimentei a carinhosa e ingênua secretária Mary, que bebia seu café em uma xícara de gatinho como sempre.


— Ele já esta te esperando Tae. — Ela disse assim que me apoiei em seu balcão — Quer café?


— Melhor não Mary. E vê se cuida desse seu vício em, você deveria estar dormindo as três da manhã e não virando mais uma xícara. — Comentei enquanto empurrava a bebida estendida a mim de volta para ela.


— É necessário. Você quem deveria saber que alguns tem que fazer o que for necessário para continuar com o emprego não é, Vante? — A estrangeira sorriu, usando meu nome profissional em tom de piada e acenando para mim conforme eu me distanciava dela em direção ao elevador.


Encarando a porta que se fechava, depois de eu ter apertado o botão do último andar, lembrei da primeira vez que via aquela cena e todo o nervosismo daquela época voltou, me deixando enjoado com o movimento leve e o som mecânico ao meu redor.


Não é mentira que eles estavam desesperados para me contratar, com dívidas até a garganta eles precisavam de uma nova atração e eu de grana para pagar a faculdade, os custos de vida em Seoul e ainda sobrar para enviar um pouco para a minha família no interior, então só juntamos o útil ao agradável.


O trabalho em si nem era tão ruim, passar noites com os mais desejados idols do mundo era quase uma benção. Mas ainda sim, sempre tinha os que não respeitavam ou se achavam no direito de posse sobre qualquer um dos "amigos de infância", o codinome para apresentar aos curiosos dos meus envolvimentos com eles.


As portas abrindo me trouxeram de volta à realidade e eu passei voando por elas, desejando acabar com aquilo o mais rápido possível.


Alcancei a sala e entrei sem bater mesmo, ele sabia que eu era o único que poderia estar lá naquele horário.


— Vante, ainda bem que chegou. Já estava preocupado que não viria ainda hoje, senta ai.


Chin apontou para a cadeira em frente a sua mesa assim que me viu fechando a porta atrás de mim, mas não veio se sentar também já que sua tarefa de molhar as plantas espalhadas caoticamente pela sua sala parecia mais interessante que eu.


Ele era alto, talvez uns dez centímetros maior que eu, porém seu corpo esguio marcado pelo terno curto em seus membros denunciava que ele não tinha muita noção do próprio tamanho. Seu cabelo escuro estava petrificado em gel, como sempre, e refletia a luz amarela da sala, ''ideal para minhas plantinhas'' como ele gostava de dizer.


Esperei até que ele se virasse para mim, mas depois de alguns minutos sendo ignorado soltei o contrato que segurava em sua mesa, finalmente atraindo de vez sua atenção.


— Em dois anos eu nunca faltei uma reunião de revisão de pós-serviço antes. Por que faria isso agora que falta pouco tempo para não ter que fazer mais isso? — Observei Chin se sentar preguiçosamente e desviei o olhar quando percebi que ele me encarava de volta.



Nunca fui bom em olhar nos olhos das pessoas.


— Dois anos e 10 meses que você me abençoa com seus dons, não se esqueça.


— Como eu poderia esquecer? — Sussurrei baixinho, mais para mim do que para ele.


— Enfim, tenho certeza de que está tudo perfeito nisso aqui.— Chin pegou a pasta e sem nem olhar a jogou em uma gaveta qualquer. — Temos coisas mais interessantes para conversar.


— Tipo?


— Tipo seu último cliente, Vante. Não está animado não? — O moreno deixou de focar em mim para procurar algo em uma pilha de mais pastas parecidas com a que eu o havia entregado. -- Esse cara é demais, tipo assim, o manager dele não aceitou que ele entrasse na fila e fez questão de que ele estivesse como próximo. Serião, foi um saco enrolar o cara.


Estava mais que na cara que esse "não aceitaram" vinha com um cheque bem gordo na conta dele mas quem sou eu para julgar, os meus caiam todo m6es sem falta em três contas diferentes e eu checava todas para ter certeza que estavam bem cheinhos.


Chin se levantou e partiu pela sala enquanto me olhava por cima do ombro, em um pedido silencioso para que eu o seguisse.


Outra vez no elevador e assistindo os números baixarem até o subsolo, descemos ao som da voz animada de Chin detalhando o ''novo cliente'' ao que eu ignorava completamente pela vertigem que atacava meu estômago.


— Você não tá nem um pouquinho curioso? Devia tratar melhor do seu trabalho em.— disse Chin com um bico emburrado maior que o de qualquer criança de cinco anos que não ganhou o doce que queria enquanto finalmente chegávamos ao estacionamento no subsolo.


— Se eu não tratasse bem o meu trabalho ele não estaria implorando para me ter não é mesmo? — Falei, irritado com seus comentários idiotas, e sai abandonando ele falando com o ar.


Como eu ainda ia aguentar mais um mês do Chin eu não sei, mas se fossem dois eu com certeza já teria voado na cara dele. Nunca foram as piadinhas que me incomodaram, mas os olhos que percorriam meu corpo acompanhando todas elas que sim. Todos naquele lugar sabiam o que eu fazia e o quão bom era, afinal minha lista de espera era a maior entre os outros ''amigos'', mas mesmo assim é meu direito ser respeitado, independente do que eu faço.


"Taehyung, você pode ter o que quiser mas nunca se esqueça que o respeito e o amor uma vez perdidos não tem substituto igual na vida''


As palavras do meu pai ressoavam na minha cabeça mas voltei a me concentrar no poste ao meu lado, que parecia tagarelar sobre a revolta dos clientes com a minha aposentadoria repentina, enquanto caminhávamos na direção do meu carro.


É verdade, eu ainda era jovem demais, 23 anos não é a idade para estar parando nesse ramo, mas eu queria outras coisas, seguir o meu propósito que com certeza não era esse.


— Você primeiro.— Chin disse, abrindo com um sorriso falso a porta do carro para mim.


Woo, assim que notou que tínhamos entrado no veículo, desligou rapidamente o celular que parecia estar em ligação com alguém. Ele parecia ansioso e nervoso apertando, até seus dedos ficarem brancos, o pobre volante.


Além de motorista, Woo também era meu segurança pessoal o que justificava seus 120kg de músculo, que ele adorava exibir, mas também a sua falta de expressão. Um completo oposto da pilha de emoções em seu rosto no momento.


— Woo, tudo bem cara?


Talvez pareça que eu tenha falado isso só para cortar o Chim e seu discurso sobre minha "aposentadoria", mas eu realmente me preocupava com ele. O único que seguiu ao meu lado esses anos, além do Chin mas ele não conta bem como amigo, foi o Woo. Me levando de todas as casas dos idols até a minha e sempre preocupado se eu estava bem com isso, me ouvindo e correndo para me ajudar nos apertos, ele se tornou meu amigo e talvez o único que eu me lembre depois que tudo acabar, finalmente.


— Tudo bem sim, Tae. Só problemas em casa, para onde senhores?— Woo respondeu evitando meu olhar pelo e ajustando os retrovisores no processo.


Sinalizei que conversaríamos depois e informei o local de sempre para os meus jantares depois das reuniões com Chin, o restaurante mais perto dali e com menos pessoas possíveis.


No carro o silêncio me levou para outros lugares novamente, já que Chin estava ocupado acertando os detalhes do último cliente pelo celular.


Meu pai veio primeiro. A despedida quando fui embora da minha cidade natal, prometer ligar todos os dias, abraçá-lo e observar minha mãe em reprovação olhando da janela do segundo andar foi o mais difícil. Ainda nos falávamos, eu mandava uma parte do dinheiro todo mês pra eles se sustentarem já que estavam ficando velhinhos, dinheiro do meu trabalho de "secretário".


Como estudante da faculdade que nunca saia, a minha imagem para eles, essa foi a única desculpa plausível que eu encontrei. " Não é muito não, isso é apenas uma parte do que qualquer um me paga para me fuder ao seu belo prazer", não tinha como isso sair da minha boca para falar com meu pai, mas era a verdade que um dia eu teria que contar.


Apenas inventei um grande CEO, de quem virei muito amigo na faculdade e fazia questão de me pagar extras por estar sozinho na cidade grande. Queria eu que isso fosse verdade.


Quando chegamos ao restaurante percebi que Woo realmente levou a sério a parte do com menos pessoas possível por que não tinha uma alma viva ali. A atendente nos encarava quando entramos, um garoto vestido dos pés a cabeça de GUCCI, um cara que parecia um gorila de tão sério e forte, e outro que podia facilmente se passar por mendigo e pedir trocadinhos para ela.


Tudo ocorreu como sempre, sentamos, pedimos e esperamos. Quando o Chin acabou todos os três pratos que ele fez questão de pedir, desatou a falar do novo cliente mais uma vez.


— Você agora pode oficialmente se considerar o mais famoso "amigo" da Coréia.


— Mas eu já não era? — Respondi cínico, ao som de um risinho de Woo.


— O próprio Bang Shiuk veio falar pessoalmente comigo atrás de você e não parava de falar como estava certo de que você seria a solução perfeita.


— Solução do que exatamente?


Minha preocupação já latejava o meu coração. Eu sou só um "amigo profissional" não posso fazer milagres poxa vida, a não ser que paguem bem aí eu faço o que voc6e quiser bebê.


Ai que nojo, precisava sair daquela vida o mais rápido possível.


— Cara você realmente não acompanha o mundo dos idols né? Porra, tem que se manter atualizado, é parte do seu trabalho sabia?


Minha mão coçou embaixo da mesa para voar na cara dele.


— Ok, ok eu te explico, esse é o meu trabalho mesmo- Chin parecia ainda mais arrogante falando desse cliente. -- Sabe aquele cara que virou o destaque das manchetes internacionais como melhor dançarino entre os idols e fez até uma colaboração com uns artistas americanos ou algo assim?


— Sei sei, mas nunca fui atrás de saber quem ele era, só vi as meninas comentando de como o corpo dele parecia ter vida própria.


Realmente eu devia ter pesquisado mais sobre essa vida própria.


— Então, ele tem estado meio recluso nos últimos meses. O produtor dele, o tal de Bang Shiuk lá, veio atrás de mim por que ele está desmotivado e já tentou largar a empresa algumas vezes mas eles não podem deixar isso acontecer já que ele sustenta a empresa toda.


Por que será que isso me soa tão familiar? Ah é mesmo, eu conheço o peso de ter uma empresa e vários empregos nas costas mais que ninguém e foi isso que adiou tanto minha aposentadoria.


— E ele quer que eu motive o garoto? Só isso?


Parecia simples até demais para o meu gosto, mas não vou recusar algo tão fácil.


— Exato. Mas, é claro, eles pediram para ser tudo extra confidencial, por isso não podia te falar lá no escritório. No seu contrato com a agência, o G-Dragon foi seu último serviço, então esse vai ser um caso a parte especial para você coordenado por mim, de nada.


Mas é o que? Chin está tentando lucrar comigo por fora da agência?


Óbvio que aceitei na hora. O tanto do que eu era pago que ia para agência em "cotas obrigatórias e direitos fiscais" dava para acabar com a fome na África se duvidasse.


Então foi assim que a noite acabou, eu li o arquivo que ele me passou com as informações do cliente mas deixei para decorar depois, ainda tinha uma semana para começar com ele mesmo.


Na volta para casa, Woo deixou Chin na agência por que ele ainda tinha outros contratos para finalizar da minha aposentadoria. Quando realmente chegamos em casa, Woo saiu voado antes que eu pudesse descobrir com o que que ele estava preocupado naquela hora.


Finalmente no meu apartamento tomei um bom banho de espumas na minha banheira gigantesca, um dos prazeres de ser sustentado por quem você dá prazer: eles não medem esforços para que você continue com eles mesmo que não possa fugir ou ir embora, nisso entram os presentinhos. O último deles me deu esse apartamento, cobertura com sacada de frente ao Rio Han e duas suítes, me disse que era para eu me lembrar dele mesmo longe, pena que eu já o esqueci.


Era um costume meu, uma forma de me proteger: saber tudo sobre eles antes mesmo de conhecê-los e esquecer assim que cruzasse a porta deles pela última vez. Pensei que assim eles não tomariam ainda mais de mim do que já tomavam.


— Onde foi que eu deixei?— Procurava, resmungando sozinho, a pasta com as informações do tal cara.


-J-HOPE (Jung Hoseok), 25 anos, 7 anos de carreira como idol da HYBE, problemas na vida pessoal, não tem preferência sexual e nem parceiro público, estritamente proibido divulgação do relacionamento em qualquer mídia, um mês de contrato a partir da primeira segunda-feira do mês que vem-


— Jung Hoseok . . . Eu vou descobrir do que você precisa.


Com essa ideia fui me deitar, amanhã teria os preparativos para cumprir com minhas obrigações profissionais, também podendo ser chamado de dia de spa mas tanto faz.


Pelo menos vou me ver livre disso tudo em algum tempo.


Só mais um mês.


Já posso sentir o sabor da liberdade em abandonar o Vante e encontrar quem era, ou quem deveria ser.


O Kim Taehyung.






Avisinhos:




- Essa fanfic contém boylove, MPREG, gatilhos emocionais e sexo explícito, se não gosta por favor pare por aqui mesmo, obrigada.


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Luv U

4 de Setembro de 2021 às 22:44 0 Denunciar Insira Seguir história
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