oleosooyaa Lia

Que Itaewon é um dos bairros mais populares de Seul todo mundo sabe. E é nesse bairro que se encontra a casa noturna FANTASIA. No subsolo, existe um tipo de "clube", onde Kim Seokjin trabalha. O lugar era a única forma que ele tinha de obter o dinheiro que precisava. Agora depois tanto tempo e acostumado com a vida que leva, poderiam as coisas finalmente mudarem na vida do garoto de programa? ✓ Plágio é crime {Crime de Violação aos Direitos Autorais no Art. 184 - Código Penal}; √ Essa história pode conter cenas de conteúdo sensível, cabe a você se responsabilizar pelo que está lendo; √ História por @OleoSooyaa Namjin!Centric || Taeyoonseok!Side || Jikook!Side || Longfic


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

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Um apartamento em Incheon

"O trabalho espanta três males: o vício, a pobreza e o tédio."— Voltaire


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Eram exatamente 06h35min da manhã quando três jovens garotos chegaram à casa, cansados da noite agitada. As olheiras profundas lhes davam a sensação de que não dormiam bem há dias, o que não era totalmente mentira. Provavelmente, quem olhasse para eles ia pensar que os três estavam voltando de uma festa depois de uma noite de muita bebida e diversão com amigos, mas esse não era o caso. O cansaço estampado em seus rostos era resultado de uma longa noite de trabalho sem nenhuma pausa. Trabalhar até tarde já não é nada agradável e, unindo isso ao longo tempo que ainda demoravam a chegar à casa, as coisas acabavam se tornando insuportáveis. Estar em casa era tudo o que eles queriam, sempre que saíam para trabalhar.


Falando na casa, na verdade, o espaço parecia um lugar bem pequeno para acomodar os três garotos e mais uma garota, mas funcionou bem desde o início. O apartamento localizado em um prédio simples nos subúrbios de Incheon tinha seis cômodos; uma sala pequena com paredes de cor bege e uma única lâmpada para iluminar o ambiente — lâmpada essa, que precisava ser trocada com urgência —, um sofá de três lugares e uma poltrona, além do móvel com a televisão. A cozinha era toda revestida com um piso com pequenos desenhos de flores, tinha uma geladeira pequena — assim como o armário —, um fogão de quatro bocas e uma mesa com quatro cadeiras. Um pequeno e estreito corredor levava ao banheiro, à pequena área de serviço e aos dois quartos do apartamento.


Um dos quartos era bem grande para aquele apartamento pequeno, por isso coube perfeitamente um beliche, uma cama de solteiro, um guarda-roupa grande e uma cômoda, mas também quase nem dava para ver as paredes verdes do cômodo, porque os móveis escondiam tudo. Esse era o quarto que os três garotos dividiam. O outro quarto pertencia a única garota da casa; também era um quarto simples com as paredes em um tom bem claro de amarelo e várias decorações com luzes, quadros e pôsteres. De móveis, o ambiente possuía uma cama de solteiro, um guarda-roupa e uma mesa que era usada como escrivaninha, às vezes como penteadeira também. Apesar de pequeno, o apartamento era bem arejado e tinha janelas o suficiente para que ninguém se sentisse sufocado em um cômodo quando todos os quatro estivessem nele.


Acho que preciso dormir, pelo menos, uns dois dias depois de hoje!


O garoto de cabelo rosa jogou a mochila em um canto da sala e, em seguida, sentou-se no sofá, ainda resmungando. Ele vinha fazendo isso o caminho todo desde Itaewon, onde trabalhava até sua casa nos subúrbios de Incheon — o que era por volta de uma hora de viagem — e os outros dois já não aguentavam mais ouvir os lamentos dele. A verdade é que Park Jimin detestava ter que ficar além do seu horário. Mesmo que nenhum deles gostasse, talvez Jimin seja o que mais detesta.


O rosado foi obrigado a deixar sua casa aos 21 anos e foi nessa época que conheceu seus amigos com quem vive atualmente. Eles foram a salvação na vida do garoto que não sabia para onde ir e muito menos o que fazer. No momento, ele é um jovem estudante de dança contemporânea de 24 anos que trabalha igual a um condenado para se manter e pagar a faculdade, já que não conta com seus pais para nada desde o momento em que foi expulso de casa por escolher a dança como seus planos. Obviamente, seu emprego atual não é nem perto de ser o emprego dos sonhos, mas pelo menos é o que vinha lhe permitindo viver nos últimos três anos.


Pelo menos, nós não vamos trabalhar novamente até quinta-feira.


Jimin apenas olhou para o amigo quando ele se jogou ao seu lado, no sofá. Seu pensamento era no fato de que às vezes ele queria ser tão otimista e animado como o garoto de cabelo vermelho, mas era impossível na maior parte do tempo. Ninguém podia ser tão esperançoso como Jung Hoseok, também apelidado carinhosamente pelos amigos de J-Hope justamente por sua esperança que parecia nunca sumir em momento algum. Embora sua vida não fosse um conto de fadas, Hoseok raramente reclamava e levava sempre consigo um sorriso no rosto e algum comentário positivo. Ele também trabalhava no mesmo lugar que Jimin pelo mesmo motivo: sobreviver. Afinal, ele precisava pagar sua faculdade de medicina veterinária, que já estava quase se aproximando do fim, e se sustentar.


Tendo como única família sua mãe que faleceu quando ele era criança, Hoseok foi criado por tios distantes que ele detestava e que também nunca se importaram com o próprio. Quando cresceu, isso o fez sair de casa aos 18 anos e daí em diante ele virou para sobre como podia até seus 20 anos. Diferente de Jimin, ele não costuma reclamar muito do trabalho já que aquilo era o que o sustentava e se não fosse esse trabalho, ele ainda poderia estar vivendo uma vida como a que teve quando deixou a casa de seus tios.


Enquanto vocês ficam enrolando, eu vou tomar banho primeiro. E não façam barulho, não quero que a minha irmã acorde.


Tanto Hoseok quanto Jimin não tiveram tempo de abrir a boca; o garoto já correra em direção ao banheiro. O garoto de quase um metro e oitenta com cabelos pretos e rosto extremamente simétrico — que devia estar sendo artista e não vivendo aquela vida — chamado Kim Seokjin, é quem manda na casa e quem mais trabalha também, então mesmo que um dos dois quisesse tomar banho primeiro, eles sempre acabariam cedendo a vez para seu irmão mais velho favorito. Apesar de sua aparência de um garoto rico e famoso, Seokjin estava longe das duas coisas.


Ele era apenas um garoto de 28 anos estudando cinema trabalhando para sustentar tanto a ele quanto a sua irmã mais nova. Mesmo com sua personalidade difícil e jeito aparentemente um pouco frio, Seokjin se importava muito e estava sempre fazendo o seu melhor para cuidar das "crianças", como ele costumava dizer ao se referir aos amigos e a irmã, que eram mais jovens que ele. Seokjin perdeu os pais em um acidente de carro quando tinha 15 anos e sua irmã ainda era uma criança. Os dois foram mandados para o mesmo orfanato, onde viveram até que Seokjin chegasse à maioridade, que foi quando ele saiu para encarar a realidade na tentativa de achar uma forma de viver para que pudesse voltar e buscar a irmã.


Apesar da morte repentina de seus pais, eles pareciam ter se preparado para qualquer coisa que pudesse acontecer e deixaram o pequeno apartamento onde moravam para os filhos; lugar esse que Seokjin pôde finalmente tomar posse quando se tornou adulto. Ele aproveitou que não tinha nada a perder naquele momento e se alistou no exército para acabar logo com aquilo. Seokjin só voltou ao orfanato para buscar a irmã após ter cumprido o serviço militar e, desde então, ele virou por algum tempo em empregos de meio período para sustentar os dois, mas precisou buscar outro emprego porque precisava de mais dinheiro para conseguir pagar as contas direito e dar uma vida melhor para a irmã.


Foi nessa época que surgiu uma oportunidade de trabalho que não era boa, mas na hora o garoto não pensou que tivesse alternativa, ele já estava desesperado e aquela foi a única oportunidade que apareceu para ele. Dois anos depois ele conheceu Hoseok e ofereceu ajuda, assim também fez com Jimin um tempo depois. Embora, assim como eles, não tivesse quase como se sustentar e manter sua casa, ele ainda assim, ajudou aqueles dois garotos. Pelo menos, graças a esse trabalho, ele pôde sustentar bem ele e a irmã, pagar os estudos dela, deixar as contas em dia e pagar a sua faculdade, porque também não pretendia passar a vida toda trabalhando no mesmo lugar.


Apesar de ganhar o suficiente para viver bem, Seokjin atualmente gasta a maior parte do seu dinheiro para pagar o tratamento da irmã e isso lhe traz algumas dívidas que acabam se acumulando, o deixando louco em alguns momentos. Convivendo com ele, é notável perceber que suas preocupações não são exatamente em relação a si mesmo, mas sim com sua irmã. Nos últimos anos, o garoto está vivendo sua vida mais em prol dos outros do que de si mesmo, principalmente devido à condição delicada da pessoa que mais ama no mundo. Sua irmã fora diagnosticada, aos 20 anos, com um tipo de leucemia e no momento em que soube, o mundo de Seokjin pareceu parar, afinal a garota era tão saudável e parecia sempre tão bem para, de repente, descobrirem que ela estava doente.


Como o diagnóstico aconteceu bem no início, suas chances de cura eram maiores e nesses quase três anos que se passaram, ela se tratou de todas as formas, perdeu seus cabelos e teve que usar perucas. Desde então, foram muitas dificuldades surgindo nas vidas deles. Atualmente, a garota ainda vinha se tratando e esperando na fila para receber um transplante de medula óssea, que era o que realmente poderia salvar a sua vida. Mais do que a espera, o que mais magoava Seokjin era ele mesmo não poder doar. Mesmo sendo irmão, a compatibilidade era de apenas 25%, até Jimin e Hoseok tentaram, mas acabaram não sendo compatíveis também. O que lhe restava era cuidar da irmã e continuar esperando alguém que pudesse salvar a vida dela.


— Vou fazer o café.


Quase trinta minutos depois, Seokjin saiu do banheiro já arrumado e foi até seu quarto pegar a mochila que levava para a faculdade. Ele foi até a sala e deixou a mochila em um canto, em seguida, foi para a cozinha preparar algo para eles comerem, já que deixar Hoseok e Jimin com fome não era uma opção e mandar eles para a cozinha do jeito que estavam, muito menos. Quando o banheiro ficou livre, Jimin correu para chegar primeiro que Hoseok, mas não teve sucesso. O garoto resmungou e voltou para o sofá, mas dessa vez se deitou ao invés de sentar porque a espera ia ser longa, já que Hoseok demorava uma eternidade no banheiro. Provavelmente quando o garoto saísse, Jimin já estaria dormindo ali no sofá mesmo.


Vocês só chegaram agora?


A voz sonolenta no corredor chamou a atenção de Seokjin, que desviou sua atenção do que fazia para olhar a garota. Suas feições pareciam boas e saudáveis, mas abaixo de seus olhos, as olheiras profundas denunciaram que a garota ficara acordada até tarde. Em resposta a pergunta dela, Seokjin apenas balançou a cabeça positivamente e apontou para um Jimin agora adormecido no sofá, como se isso fosse o suficiente para comprovar que eles tinham chegado à casa há pouco tempo. A garota caminhou até a cozinha e se sentou em uma das cadeiras ao redor da mesa, olhando atentamente enquanto Seokjin preparava o café da manhã.


Ela até queria oferecer ajuda, mas naquela manhã Kim Jisoo não era ninguém. Ficou acordada até tarde na noite anterior e ainda teve que levantar cedo aquela manhã. A garota de 23 anos era formada em artes visuais e trabalhava como freelancer em casa, fazendo uns desenhos aqui, umas pinturas ali. E ela tinha que terminar um desenho com urgência e praticamente virou a noite. Se não tivesse que ir ao hospital, claramente estaria dormindo ainda. Em duas horas, Jisoo tinha que estar no hospital para sua sessão de quimioterapia.


Quando soube ter leucemia, ela passou por um processo difícil para aceitar sua condição de saúde, tornando as coisas difíceis para ela e ainda mais para seu irmão. Foram alguns meses bem conturbados, mas em algum momento ela teve que aceitar que sua vida diferiria dali para frente. Jisoo agora não tem problema em falar sobre sua condição de saúde, ela só não gosta de falar — muito menos quando perguntam — sobre nada relacionado ao seu cabelo, que caíra todo ao longo do tratamento e, para uma garota da idade dela, aquilo era mais que triste. Jisoo usava perucas desde o início do tratamento — e ainda usa —, e sonha com o momento em que poderia ter seus cabelos de volta ao que eram antes.


A quimioterapia era um processo pelo qual ela passava a cada duas semanas nos últimos três anos. No início, ela ia apenas uma vez por mês, depois quando sua situação ficou mais crítica, eram sessões toda semana e quando tornou a ficar melhor, foram alteradas para a cada quinze dias. Depois de três anos fazendo isso constantemente, para Jisoo já era normal e fazia parte da sua rotina.


O que faz acordada essa hora, Sooya? — Seokjin perguntou, enquanto servia a mesa do café.


Eu tenho sessão de quimio hoje, é provavelmente uma das últimas antes que eu troque de hospital — ela respondeu, revirando os olhos. — Eu tenho mesmo que mudar de hospital?


— Jisoo, nós já conversamos. — Ele olhou seriamente para ela. — A doutora Dara disse que você terá mais chances de conseguir um doador se for para um hospital em Seul. Estamos esperando há três anos e não aparece um doador em nenhum hospital daqui de Incheon, então essa é uma melhor oportunidade para você.


Mas eu já estou com a doutora Dara desde o início do meu tratamento e não queria ter que mudar. — ela reclamou.


De qualquer forma, logo você ia trocar de médico quando ela aceitasse a vaga de emprego no Japão — Seokjin continuou, encarando a irmã. — Ainda temos sorte que ela vai deixar tudo certo e passar você para um médico da confiança dela.


Eu vou ter que fazer um percurso de mais de uma hora para ir daqui de Incheon em Seul, você sabe, né? Eu não quero ir, oppa. — Jisoo fez birra.


Primeiro, não me chame de oppa porque você sabe que eu não gosto — reclamou. — Segundo, você vai fazer isso a cada duas semanas, Sooya. Eu e os meninos levamos bem mais tempo do que isso indo até Itaewon quase todo dia para trabalhar, então talvez você queira trocar de lugar e ver quem está pior? — Seokjin disse sarcasticamente para ela.


Do que me adianta fazer isso tudo, Jin, se nesse novo hospital eu vou ter que continuar na fila de espera sabe lá por quanto tempo? Eu não aguento mais! — a garota disse, agora seu tom de voz denunciava que ela estava pronta para iniciar uma discussão.


Não quero saber, Kim Jisoo — ele a chamou pelo nome completo, sinal de que já estava ficando irritado com ela. — Nós vamos esperar quanto tempo mais der para esperar e eu não quero nenhuma discussão sobre isso.


— Vou me arrumar para ir ao hospital, pode deixar meu café aí.


Jisoo levantou da cadeira e seguiu pelo corredor em direção ao seu quarto. No caminho esbarrou em Hoseok, mas nem ao menos olhou na cara dele, apenas entrou em seu quarto batendo a porta atrás de si. O garoto olhou confuso para a porta do quarto, agora, fechada e seguiu até a cozinha. Apesar da movimentação na casa, Jimin ainda permanecia desmaiado no sofá da sala.


O que houve com a Jisoo? — Hoseok perguntou a Seokjin, enquanto sentava em seu lugar na mesa.


Nós discutimos um pouco porque ela não quer trocar de hospital e está cansada de ficar na fila de espera pelo transplante. — Seokjin respirou fundo. — Eu também não queria que ela tivesse que trocar, Hobi, mas aconteceu e ela vai ter que lidar com isso.


— Dá um tempo para ela, hyung, acho que não é só por causa disso que ela está com esse humor — Hoseok disse, enquanto se servia. — Ontem, antes da gente sair, eu ouvi ela discutindo com o Jinyoung no celular.


— E essa briga chocou um total de zero pessoas. — Seokjin teve que rir. — Eu ficaria surpreso se eles não tivessem tido uma briga.


— Por falar em briga, não ouvi nenhuma reclamação com o Jimin por estar dormindo no sofá — Hoseok comentou, como quem não quer nada. Se fosse comigo, você já tinha me dado uma chinelada.


— Deixa ele dessa vez, Hobi, a noite de nenhum de nós foi boa — Seokjin disse. — Além disso, ele tem que estar na faculdade daqui a três horas, então deixa ele descansar.


— Daqui a pouco eu também vou dormir pelo menos uma hora, para não correr risco de dormir na loja de conveniência, hoje eu trabalho à tarde — Hoseok resmungou. — Não vejo a hora de conseguir meu estágio.


— Vai dar tudo certo, Hobi, logo você consegue esse estágio. — O garoto deu dois tapinhas nas costas do amigo. — Estou saindo agora, porque Byulyi e Ken estão na faculdade, me esperando para fazermos um trabalho de grupo. Antes de você dormir, por favor, confere se a Jisoo já tomou o café e saiu, porque ela tem que estar no hospital daqui a pouco. E não deixa o Jimin perder a hora, você sabe que ele vai estar com problemas se perder essa aula de novo.


Deixa comigo. — Hoseok sorriu. — Vai tranquilo, nos vemos mais tarde.


— Até depois, Hobi.


Seokjin pegou a mochila, que deixara no canto da sala mais cedo, suas chaves e celular que estavam jogados na poltrona, calçou seus tênis e saiu, fechando a porta atrás de si.

11 de Maio de 2021 às 03:09 0 Denunciar Insira Seguir história
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