jeonbear bi.

Conhecido como "o garoto do laço vermelho", Kim Taehyung era um estudante bastante popular na escola que estudava por muitos motivos, que iam desde sua beleza, até sua inteligência. Por ser sempre uma referência de "garoto perfeito", Taehyung quase todas as semanas recebia convites para festas, encontros e ficadas atrás da quadra da escola, porém sempre negava e ninguém sabia o porquê. Os estudantes achavam que ninguém iria conseguir conquistar o pequeno coração do famoso garoto do laço vermelho, porém as opiniões mudaram quando Jeon Jungkook entrou na escola. Ninguém imaginava que um moleque de 1,90 de altura, cabelos escuros, vocalista de uma banda de garagem e completamente tatuado, iria conseguir chamar toda atenção de Taehyung a ponto de fazer o garoto do laço vermelho soltar suspiros. Capa por @/gukkieher (moonchildesign) • NÃO ACEITO ADAPTAÇÕES DE MINHA OBRA.


Fanfiction Bandas/Cantores Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#Taehyung #fanfic #jungkook #vkook #taekook #taegguk
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Aparências

Olá, estou publicando minha obra aqui. Ela estará disponível na versão taekook (esta) e logo na original.


— Enfim, aqui estamos! — A mulher exclamou olhando bastante atenta para as expressões de seu filho Você não vai aprontar não, né? Foi difícil pra caralho conseguir a transferência para essa escola.


— Tenho cara que apronto, Jeon Chae-Won? — O garoto, até agora um pouco ocupado com algo importante em seu celular, perguntou para sua mãe.


— Sim, você é meu filho! — A tatuada soltou uma breve risada — Não apronta , beleza? Sei que vai ser difícil você se acostumar com esse outro modelo de ensino, já que você está acostumado com aquela bosta de escola que você estudava no Texas. Até hoje me arrependo de ter tido preguiça de procurar um colégio que prestava, como sou lerda.


— Hum, vou indo, beleza? — Jeongguk abriu a porta do carro já um pouco cansado de sua mãe o pedindo para não fazer nada suspeito ou agressivo em sua nova escola. Oras, ele por acaso tinha cara que aprontava?


— Quer que eu vá junto? — A de cabelos lisos perguntou colocando sua mão sob seu cinto de segurança — Estou torcendo para você dizer não!


— Relaxa mãe, pode ficar aí — O garoto sorriu meio debochado para a progenitora — Se você entrar comigo, vão achar que é minha irmã gêmea. Não estou preparado ainda para ver meus novos colegas de classe soltando cantadas para cima da senhora, isso é bastante estranho.


— Ciúmes porque sou mais bonita que você? — A mulher perguntou de maneira debochada, fazendo Jeongguk render algumas risadas antes de fechar a porta do carro e caminhar para longe do mesmo — EU DEVERIA TE FAZER PASSAR VERGONHA COMO UMA MÃE DE FAMÍLIA TRADICIONAL?


— TCHAU MÃE!


Uma relação saudável com sua mãe era uma coisa muito boa, mesmo que momentos vergonhosos como esses acabam acontecendo uma hora ou outra. Chae-Won era divertida demais, e os dois compartilham gostos bastante iguais, sendo às vezes até estranho chamá -la de mãe.


Jeon Jungkook foi fruto de uma gravidez não esperada, porém, Chae não deixou que seus pais a destruíssem psicologicamente mais do que já estava, então foi até o final com a gestação de seu bebê. Mesmo sofrendo julgamento todos os dias por ser jovem e não ter o pai do garoto presente em sua vida. O progenitor de Jeongguk é aquele típico homem que apenas manda presentes, dinheiro da pensão e não liga para o amor ou o que o filho está sentindo diante aquela situação.


No começo Jeongguk realmente ficava bastante afetado com a falta de carinho paterno, porém quando passou a crescer e entender as críticas que sua mãe recebia constantemente, ele entendeu que o pai na verdade era um babaca que pouco ligava para ele. O adolescente tem desde itens caros, até um apartamento que seu pai comprou. Ele só não tem o afeto, o que é mais importante do que todos esses bens materiais inúteis.


Muitos pensavam que por conta desses motivos, Jeon cresceria de maneira rebelde e pudesse seguir por caminhos errados pela sua família não ser estrutural como a comum, porém todos se enganaram ao perceber que agora quase adulto, Jeongguk é inteligente e consegue distinguir cada mínimo detalhe. Sua mãe, desde jovem o ensinou que não deveria reproduzir ódio gratuito, ou que bullying seria algo legal. A educação do moreno foi ótima, e Chae-Won não tinha o que reclamar.


Por mais que Jungkook se mostrasse fisicamente um adolescente de dezoito anos sério, linhas de raciocínio fechadas, por dentro era um amor de pessoa. Ele é o xodó da família inteira, e também muito sentimental, por mais que na frente das pessoas que não é habituado, ele não mostre isso. Sua mãe sempre dizia que essa personalidade de Jeongguk era algo valioso, e que ele só deveria mostrar para pessoas que realmente pudesse confiar.


Ela tinha medo que ele mostrasse como realmente é para as pessoas, e fosse machucado ou manipulado, assim como ela foi quando engravidou de Jeongguk com apenas dezesseis anos.


Ao cruzar a porta principal, percebeu uma movimentação comum dos estudantes. O sino ainda não havia batido, então a concentração de alunos no corredor principal era até grande. Sentiu sua respiração mudar um pouco, mesmo que já estivesse bastante acostumado a sempre mudar de escola várias vezes durante um período de oito meses. Quando estudava em Houston, era diferente o jeito que os alunos o tratavam. Todos acham que quando se estuda em um colégio americano, você está sujeito a coisas parecidas do filme High School Musical.


Porém não era nada disso.


As festas eram chatas, os bailes insuportáveis e os alunos eram tão xenofóbicos a ponto de fazer Jeongguk ter a primeira briga física no mês passado. Os estudantes o chamavam de coisas horríveis e sempre saiam ilesos de suas brincadeiras de mal gosto. Isso mudou quando o moreno cansou daquilo e acabou dando uma bela surra no grupo — inteiro — dos jogadores de futebol americano. Depois desse episódio acabou sendo expulso, mas os estudantes saíram novamente livres.


Tentando ignorar o excesso de atenção, Jeongguk levantou sua cabeça e seguiu caminhando sem ter a mínima ideia de onde estava indo, ele só não queria ficar parado e sendo obrigado a receber olhares e mais olhares. Não entendia o porquê de estarem o analisando como se fosse uma pessoa completamente diferente do comum. Será que era pela tatuagem que tinha no rosto? Mas se fosse isso, qual seria o problema?


Suspirou novamente buscando afastar o incômodo que estava surgindo em sua cabeça, e caminhou cegamente por vários minutos até encontrar a secretária. Percebeu que havia achado quando notou a caótica cena de estudantes sentados de maneira desleixada, funcionários atrás do balcão trabalhando silenciosamente e uma música bem chatinha tocando pelo ambiente.


— Está fazendo o que fora da sala? — foi tirado de seus pensamentos após uma mulher um pouco mais baixa o chamar — sua aula já deve ter começado, garoto.


— Sou novo.


— Oh! — exclamou surpresa — é bem raro alguém entrar aqui nessa época do ano, mas seja bem vindo e espero que goste da escola.


— Hum, valeu. Pode me dizer sobre meus horários?


— Você é o Jungkook, certo? — assentiu — bem, aqui está dizendo que está matriculado no terceiro ano A. Seu horário é este aqui! — entregou algumas folhas que havia acabado de imprimir — mais tarde peço que você fale com o representante de classe ou o vice dele, é necessário que você se inscreva em dois clubes até sexta-feira.


— Certo… — Jeongguk pegou as folhas já sentindo cansaço ao notar quanto texto havia — Qual nome dos representantes?


— Park Jimin é o representante, mas caso não o ache, você pode falar com o Taehyung. Kim Taehyung! — Explicou sorridente — Ele é um amor e sempre anda com um lacinho preso nos cabelos dele, não é difícil reconhecer.


— Lacinho no cabelo.. ok! Consigo me virar, valeu!


Após deixar a sala, soltou o ar que havia prendido. Jeongguk se preocupava muito quando ia conversar com pessoas desconhecidas, ainda mais quando ele estava em outro país que não estivesse completamente habituado ao modelo de ensino. Ele achou até de bom coração a moça não ter feito comentários bestas envolvendo sua aparência.


Hoje em dia, ter tatuagens espalhadas pelo corpo, o cabelo um pouquinho mais para o lado, fazia ele ser confundido com aqueles estudantes que tiram péssimas notas e estão na escola somente para dar trabalho aos educadores. Tudo bem que poderia também ser reconhecido como um emo, mas ignorou completamente a tese pelo fato de não estar com três quilos de delineador no rosto.


O garoto continuou caminhando perdido pelos corredores em busca da sala de aula. Poderia ter pedido ajuda? Sim, mas a cada pessoa que passava pelos corredores, quatro eram adolescentes o olhando como se fosse uma estrela mundial, e outras duas o julgando pelo olhar. Para que inimigos sendo que existem os alunos do ensino médio?


Felizmente quando encontrou sua sala, quase chorou de felicidade ao ver que não havia nenhum professor, e os alunos estavam conversando despreocupadamente. Então, tomou coragem e caminhou para dentro da enorme sala, procurando não olhar para ninguém e apenas encontrar uma cadeira disponível ao lado de alguém que não fosse estranho. O que seria o conceito estranho?


Andando um pouco, achou uma cadeira livre ao lado de uma garota loira. Na sua cabeça, ela se encaixava naquele conceito de “estranho”, mas como seu cérebro estava querendo julgar demais, o mandou tomar no cu e caminhou rapidamente até a garota.


— Posso me sentar aqui? — Interrogou e a garota logo tirou a atenção de seu celular.


— Depende — disse ela — Se você for mente aberta e não me xinga só pelo fato de ser lésbica, você pode sentar. Ou, caso você for um cara insuportável e homofóbico, aconselho a fingir que nem existo e ir sentar com eles lá! — Apontou para um grupo de vários garotos que estavam conversando no fundo da sala.


— Que droga! — O moreno disse meio chocado — Te ignoram só pela sua sexualidade?


— Infelizmente a coréia não é um bom lugar para nós ainda. — Sorriu tímida — Tenho esperanças que vamos conseguir nosso espaço cada vez mais, e esses homofóbicos parem de encher a porra do saco.


— Gostei de você! — Jeongguk comentou se sentando — Sou Jeongguk!


— Rosé! — Disse — Perdão se fui grossa. Todas as vezes que alguém novo entra eu digo isso. Sou rápida e tenho menos riscos de ser xingada. — A garota sorriu meio envergonhada enquanto arrumava os fios dourados que ousavam tapar sua visão — Seu estilo engana, achei que você fosse dizer algo estúpido em primeira mão!


— É sério?— Se divertiu com a confissão da loira.


— Sério! — Disse — Aqui na escola, garotos com tatuagens no rosto e estilo mais badboy não são muito queridos pelos professores — virou a cabeça fingindo pensar algo — mas em compensação, as garotas e os garotos vão te adorar, você vai ter muitos pretendentes!


— Infelizmente ou felizmente, não quero me envolver com alguém no momento, Rosé.


— Hum… isso é medo ou só não gosta de namorar?


— Nenhum dos dois. Acredito que minha cara metade vai aparecer só daqui um tempo, não acho que ela surja do nada.


— O universo é uma peça, Jeongguk! — sorriu travessa — nunca sabemos quando aquela pessoa vai aparecer. Ela pode estar aqui nessa escola!


— Duvido Rosie… duvido muito! — exibiu um sorriso simples — serei obrigado a ir lá na frente me apresentar?


— Céus, não? — arqueou a sobrancelha e sorriu confusa — quem que faz isso?


— Sério que aqui não faz isso?


— Não?


— Texas, porque me odeias tanto? — os dois caíram na risada — é sério. Lá em Houston ficávamos em pé por quase uma hora inteira só para apresentar o aluno à nova classe. Infelizmente os mais velhos tiravam proveito disso e aproveitavam para bulinar. Fui muito vítima disso.


— Sinto muito, deve ter sido uma experiência traumática. Mas aqui você não vai sofrer isso. O ditado para sobreviver nesse lugar é ou ser o topo dos populares, do time de líderes de torcida, do clube da música ou você pode ficar quieto igual eu. — expressou a garota — acho que somente cinco pessoas nesta sala sabem meu nome de tão quieta que sou.


— Vou confiar em suas palavras, Rosé!


— Bom dia, perdão o atraso! — Um homem de média estatura adentrou a sala deixando sua bolsa na mesa e logo parando na frente da turma — Eu iria aplicar um teste hoje, mas por alguns motivos irei adiar para semana que vem. Abram a apostila na página 220, revisão da matéria anterior!


[...]


— Naquela mesa sentam o time de líderes de torcida, naquela a galera do clube de jardinagem, gosto muito deles.


Rosé estava explicando ao garoto como funcionava a regra do intervalo. O garoto notou que no colégio havia muito a presença de competitividade, mesmo que não houvesse necessidade daquilo. Estava completamente cansado de sempre escolher uma mesa para sentar, ou ser obrigado a ter um grupo específico para se enturmar.


— É sério isso? Aqui é grande pra caralho e a galera ainda cisma com isso de se dividir.


— Adolescentes, Jeongguk. Saiba que está lidando com vários deles em um lugar “pequeno”— A loira riu — Eu geralmente sento nos intervalos com minha namorada, mas hoje ela não veio, então estamos nós dois isolados.


— Certo.


— Ah, o Taehyung senta conosco também! — a garota deu um pequeno pulo, parecendo se lembrar de algo — ele é muito gente boa!


— Falando nele, preciso conversar com ele sobre os clubes.


— Ele está ali! — Rosé apontou para trás do moreno.


Quando Jeongguk se virou, pareceu completamente perder seus sentidos temporariamente ao notar um garoto um pouco mais baixo caminhando em sua direção com um meigo sorriso na face. Ele tinha um laço vermelho preso em seus cabelos e sua roupa era completamente adorável. Céus, o Karma… ele age!


— Taehyung, como vai? — Rosé foi animadamente até o garoto dar um abraço — Olhe, este aqui é o JK, foi transferido hoje.


O tal do Taehyung sorriu tombando sua cabeça para o lado.


— Ola, sou Kim Taehyung. Você é?


— Solteiro!

14 de Maio de 2021 às 12:29 0 Denunciar Insira Seguir história
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