jyminx lari ♡

Ser pai de uma criança de apenas 3 anos não era um trabalho nada fácil. Jaehyun só não imaginava que a solução para seus problemas estava na porta ao lado... [ futuramente livro físico publicado pela Editora Blue Side ]


Fanfiction Bandas/Cantores Todo o público.

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prólogo


Jaehyun encarava o próprio reflexo em frente ao espelho. Vestia um jaleco branco que lhe fazia parecer um profissional já formado e isso o fez sorrir, uma vez que, era seu maior sonho tornar-se um veterinário e poder salvar a vida das criaturas inocentes que tanto amava.


Havia conseguido entrar na faculdade em sua primeira tentativa, seu último ano na escola foi tão sofrido para que isso se tornasse realidade. Quando chegou na faculdade e teve suas primeiras aulas já soube que estava no lugar certo e nunca esteve tão feliz.

Junto com seus colegas de classe, Jaehyun seguiu até o stand de medicina veterinária onde passaria o restante da tarde trabalhando. A feira disponibilizava serviços gratuitos, os quais os próprios alunos prestavam. O lugar estava cheio, Jaehyun sempre estava ocupado olhando e examinando alguns animais, que na maioria das vezes eram cachorros, gatos ou hamsters.


Não podia deixar de ressaltar como a feira estava com um ar incrivelmente alegre, por mais que vários donos de animais estivessem levando seus bichinhos doentes, várias pessoas apenas passeavam com eles por lá. Alguns até passaram para adotar na pequena feira de adoção.


– Jaehyun, você pode atender aquela garota? A que está com um gatinho! – Um dos colegas de classe o pediu, o garoto logo assentiu e caminhou até a garota que segurava um gatinho branco e gordinho.


Essa feira reunia pessoas de toda Seul, de todas as idades e de todos os tipos. Na cabeça de Jaehyun não havia prazer maior do que ouvir as histórias sobre os animais e conhecer pessoas novas.


– Olá! – Sorriu, tanto por educação quanto por ter achado a garota linda. – Qual o nome desta bolinha de pelos?


– Pão quentinho! – A garota exclamou um tanto agitada, Jaehyun a olhou confuso, sem entender bem o que a garota falava. – O nome dele é Pão Quentinho.


– Ah... Certo… – Riu baixo pelo nome um pouco inusitado, mas que não deixava de ser fofo ou engraçadinho. – O que aconteceu com ele?


– Não sei bem, acho que algo na pata... Ele evita usá-la para andar, ele parece assustado. – Jaehyun concordou, pegando o gato com cuidado e acariciando o bichano para que ele ficasse mais calmo. – Eu não sei o que fazer, só ajude ele, por favor...


A coisa mais recorrente que Jaehyun via era o rosto preocupado dos donos e se esforçava o máximo para passar tranquilidade tanto para eles quanto para os animais.


– Está tudo bem, vamos ajudá-lo, você só precisa se acalmar... Eu prometo que iremos cuidar bem dele. – Jaehyun soou calmo, provocando um sorriso da garota, já que a voz serena do rapaz a fez relaxar um pouco. Ele parecia muito confiante e isso transmitia uma segurança boa – A propósito… Me chamo Jaehyun!


– Seulgi... – Apertaram as mãos e logo após, Jaehyun se dirigiu até uma área fechada onde realizavam exames ou até mesmo cirurgias mais complicadas com os bichinhos.


Encaminhou o animalzinho para alguns exames e descobriu que ele só havia quebrado a patinha. Como era algo comum, já estavam preparados para a situação, então não demorou muito para que o gatinho recebesse o devido tratamento. Quando ele já estava com perna e pata enfaixadas, o levou até Seulgi.

– Eu falei que cuidaríamos bem dele! – Jaehyun sorriu enquanto acariciava o gatinho que já se encontrava no colo da dona. – Está novinho em folha, só precisa de bastante repouso e com o tempo a patinha volta ao normal! É bom que o leve com frequência ao veterinário para acompanhar o tratamento e ver se está tudo bem, também vou receitar alguns remédios caso ele sinta dor.


Essa era sem dúvidas uma de suas partes favoritas, adorava ver os bichinhos mais calmos e ver o sorriso no rosto dos donos, esse tipo de felicidade jamais daria para se comprar.


Seulgi sorria, prestando atenção em cada palavra que era dita por Jaehyun, o estudante de medicina veterinária ainda mantinha sua voz serena e confiante. Ela estava encantada por ele.


– Você quer sair comigo? – Seulgi o interrompeu, sem pensar muito, apenas falou. Estava agoniada, o achou lindo demais e sabia que não podia perder tal oportunidade. Quando seria capaz de encontrar o garoto de novo?


– Sair? Com você? – Jaehyun tinha um sorriso tímido nos lábios. – Claro!


– Pegue meu número, me ligue quando estiver disponível… – Sorriu enquanto anotava o número em um post-it colorido, logo o entregando para o garoto. – Obrigada mais uma vez, foi um prazer te conhecer!


Jaehyun com certeza ligaria e os dois sabiam disso.


Naquela mesma noite, Seulgi recebeu uma mensagem de Jaehyun e não tardou em respondê-lo assim que a notificação fez sua tela brilhar. Conversar um com o outro transmitia a sensação de se conhecerem há anos, nunca lhes faltava assunto e jamais iriam cansar-se. Não deixaram de marcar o primeiro encontro, com borboletas na barriga e uma ansiedade boa.


Pode-se dizer que aquele não foi o melhor encontro de todos, Seulgi chegou quase 30 minutos atrasada, pois a água de sua casa havia acabado bem quando estava tomando banho. Jaehyun acabou derrubando metade de seu sorvete de morango no chão e a outra metade na calça da garota enquanto caminhavam. E como se não bastasse, começou a chover fortemente de uma hora para outra. O destino parecia estar pregando uma peça nos dois.


Mas que se dane o destino.


Ambos estavam concentrados demais um no outro para que qualquer coisa pudesse atrapalhar.


Jaehyun pegou a mão de Seulgi e saiu correndo em direção ao lugar mais próximo em que pudessem ter o mínimo de proteção. Aquele mínimo contato fez com que sentissem calafrios por todo o corpo, nenhum dos dois havia vivenciado algum tipo de relacionamento sério antes. Seulgi até teve uns três ficantes, mas nada que durasse mais que as baladas.


E foi nessa mesma tarde chuvosa que se iniciou um romance de primavera. Eram o primeiro amor um do outro e nada poderia ser mais doce do que isso.


*»»——⍟——««*


Depois dos encontros que se sucederam, não demoraram a começar a namorar. Não conseguiam se encontrar muito devido às diferentes faculdades e cargas horárias, mas sempre se mostraram muito presentes na vida um do outro. Por mais que estivessem separados, sabiam que um estava presente no coração do outro e apenas isso era suficiente para mantê-los com sorrisos bobos nos lábios durante um dia inteiro.


Completaram um ano de namoro e o destino não havia desistido de os testar, tudo indicava que por alguma razão o universo não os queria juntos. Mas com tanto amor tinham todas as razões para provar o contrário.


Um dia, assim que acordou, Jaehyun viu as mensagens que Seulgi acabara de enviar. Dizia” bom dia'' e que precisava conversar com ele depois do estágio. Isso definitivamente não eram boas notícias, ao menos na cabeça de Jaehyun.


Não conseguiu se concentrar em nenhuma de suas aulas, a ideia de que sua namorada precisava conversar algo com ele não saia de sua mente. "Por que está tão aflito? É só sua namorada querendo falar com você", "Não pode ser nada sério, não é? Nosso relacionamento nunca esteve tão bem". Esses foram os pensamentos que o tranquilizaram, ou ao menos amenizaram a situação o suficiente para que ele não tivesse um piripaque antes das 18:30.


Chegou na porta do apartamento de Seulgi eram exatas 18:28, estava tão apressado que chegou 2 minutos antes do que de costume. Quando sua namorada abriu a porta, ele percebeu que seu semblante não era o de costume. Estava com os olhos levemente inchados e vermelhos, indicando que estava chorando há pouco tempo. Entretanto, para a surpresa de Jaehyun quando ela proferiu a palavra "entre" e abriu aquele lindo sorriso, nada parecia mais o afligir.


Eles se sentaram no sofá de cor marrom na sala e logo foram recebidos por Pão Quentinho.


– Amor, o que você precisava me contar? – Jaehyun a perguntou com toda tranquilidade do mundo, segurando suas mãos.


Seulgi não disse nada, nem foi preciso. Ela apenas tirou de trás do seu corpo um par de sapatinhos para um recém nascido na cor amarelo pastel. Os olhos de Jaehyun estavam tão presos naquele pequeno pedaço de tecido, tentando digerir a informação que nem percebeu que sua namorada havia voltado a chorar.


– Meu amor, por que você está chorando? – Ele perguntou levantando o rosto dela de forma delicada, fazendo com que ela erguesse o olhar, que assim como o dele, estava fixo no pequeno sapato – Não precisa se preocupar. Eu sei que nós somos novos, mas vamos ser os melhores pais que já existiram. E além do mais, nós estamos juntos e nada jamais será mais forte do que isso. Eu estou aqui com você e pode ter certeza de que não tenho plano algum de sair.


Seulgi estava sem palavras, não podia querer outro alguém ao seu lado, pois sem via de dúvidas tinha a melhor pessoa consigo. Ela apenas o abraçou enquanto deixava as lágrimas de emoção caírem por sua bochecha.


Jaehyun a segurou de maneira que conseguisse passar segurança de alguma forma. Assim que percebeu que ela havia se acalmado, ainda a abraçando ele sussurrou em seu ouvido:


– Casa comigo?


*»»——⍟——««*


Alguns meses haviam se passado, familiares e amigos mais íntimos já sabiam da gravidez que corria muito bem, todos deram seu apoio, tanto para a gravidez quanto para o pequeno casamento que tiveram, por mais que tivessem condições apenas optaram por casarem-se num cartório que ficava por perto e uma pequena comemoração com as pessoas mais próximas.


Há alguns dias Seulgi vinha tendo mudanças drásticas em seu humor, se irritava facilmente com coisas simples ou chorava por motivos que não tinham sentido algum, mal conseguia dormir e às vezes sentia dores na barriga. A situação frustrava Jaehyun, mesmo que soubesse o quão normal fossem essas coisas, sempre tentava ser o mais cuidado possível mas sentia que só piorava a situação.


Numa manhã quente de verão, Seulgi estava quase impossível, a mesma estava irritada e as coisas só se intensificaram quando a mesma começou a sentir fortes contrações, o casal as cronometrava enquanto Jaehyun tentava acalmar Seulgi, que ao decorrer das horas só sentia mais dor. Jaehyun não saiu de seu lado por nenhum segundo, deixou que Seulgi apertasse sua mão com toda a força que lhe restava e quando acharam ser o momento certo e tiveram certeza de que o bebê estava para chegar, foram para a maternidade, onde Seulgi logo foi atendida.


Quando já estava deitada na maca sendo preparada para o parto, Jaehyun adentrava a sala após vestir a máscara, touca e avental. Ele segurava a mão da esposa e a confortava com suas palavras que sempre lhe transmitiam segurança e tranquilidade.


O parto seria natural, então contavam que duraria pouco tempo, já que as contrações estavam regulares, era uma questão de tempo até que o bebê nascesse, mas não foi bem o que aconteceu. Horas e horas passaram, Seulgi estava exausta e Jaehyun preocupado, parecia estar cada vez mais longe de acabar.


Enquanto Seulgi ofegava e gritava, Jaehyun acariciava os fios castanhos da mesma, mas em poucos segundos os médicos agitaram-se e Jaehyun pôde ouvir alguns aparelhos apitando, foi tudo tão rápido e logo ele já estava do lado de fora da sala. Ele gritava por Seulgi e implorava para voltar, mas dois homens o seguraram.


Horas e horas se passavam, Jaehyun estava apreensivo já que faziam mais de 18 horas que Seulgi estava dentro daquela sala de parto. Jaehyun evitava ao máximo ter pensamentos negativos então fechava os olhos e pensava nela segurando um pequeno bebê em seus braços, a cena de certa forma lhe trazia uma paz mesmo que a ideia de ser pai o assustasse um pouco.


– Jung Jaehyun... – Abriu os olhos, vendo um homem que pelas vestes aparentava ser médico, além dos traços nitidamente ocidentais e do sotaque europeu. – Nós temos notícias, mas preciso que se acalme.


– Estou calmo! É sobre Seulgi? Como ela está? – Jaehyun sentiu o coração acelerar, pedia aos deuses para que a mesma estivesse bem – Ela está bem? E o bebê?


– Eu sinto em lhe trazer essa notícia, mas infelizmente Seulgi não resistiu... – O homem apoiou uma das mãos sobre o ombro de Jaehyun, o apertando levemente – O bebê está bem, ele foi forte... É um guerreiro, Mark!


Para o médico, levar aquele tipo de notícia sempre o doía, aquela sempre era a parte mais difícil de seu trabalho mas em meio a escuridão, a vida do bebê traria a luz junto a um novo propósito para Jaehyun. O médico não negaria que aquele foi um dos partos mais complicados que já havia presenciado, considerava um milagre a vida do recém-nascido, tratava-se de um guerreiro mesmo que ainda não pudesse compreender aquilo, e em sua língua materna, havia um nome para um guerreiro, Mark.


Jaehyun não sabia se chorava ou gritava com os médicos, se apenas duvidaria até ver com os próprios olhos, não conseguia aceitar, não conseguia mais imaginar seu mundo sem Seulgi. Naquele momento, seus joelhos vacilaram, seu corpo fraquejou e Jaehyun foi ao chão, levando as mãos até o rosto na intenção de cobri-lo.


O homem sentia as mãos tremerem, precisava ser forte mesmo que naquele momento sua maior vontade fosse chorar até não ter mais lágrimas para tal. Por mais que Seulgi não estivesse mais ali entre eles, a mulher havia lhe dado seu maior presente e por ele, Jaehyun seria forte.


Como havia sido orientado, Jaehyun seguiu até o quarto onde pais e bebês ficavam, adentrou ao mesmo onde o próprio filho ficaria e segurando as lágrimas, o homem pegou a guirlanda que decoraria a porta do quarto, que mostrava que ali havia um lindo bebê, o objeto era num tom amarelado, Jaehyun sorriu ao prendê-lo na porta. Ficou sentado no sofá que havia no quarto, esperando que seu filho logo terminasse alguns exames para que viesse até o cômodo.

Não demorou muito para Jaehyun ouvir batidas na porta, correu até a mesma e a abrindo, vendo uma enfermeira segurando o bebê, o garotinho era tão lindo que Jaehyun sentiu o coração aquecer-se. O homem levantou a máscara que usava, para que tapasse boca e nariz, dando espaço para que a enfermeira entrasse com o pequeno em seus braços.

– Eu sinto muito, Sr. Jung! Quero que saiba que estamos fazendo o melhor para mantermos o pequeno bem... – Jaehyun assentiu, naquele momento só queria seu pequeno em seus braços. – Bom, devido aos acontecimentos, ele será alimentado por doações de bancos de leite, é algo temporário, logo você poderá alimentá-lo com fórmulas próprias para recém-nascidos!

Jaehyun sentou-se, concordando com tudo o que a mulher falava, logo a mesma aproximou-se de Jaehyun, colocando o pequeno em seu colo, ele fazia uma careta fofa, certamente estava com fome mas logo a enfermeira tratou em dar uma pequena mamadeira a Jaehyun, que levou a mesma aos lábios do filho com todo o cuidado do mundo, o pequeno não hesitou em colocá-la na boca e beber o líquido.


Naquele momento, Jaehyun mal percebeu quando as lágrimas começaram a correr por suas bochechas, nunca havia sentido tal sensação antes, era um amor que até então nunca havia experimentado, mas aquele sentimento lhe trouxe tanta paz, o preencheu.

– Mark... – Sorriu para o bebê que tinha os olhos semi-abertos, pai e filho trocavam olhares, aquele era o primeiro contato e assim um grande vínculo se formava. – Meu pequeno guerreiro...


8 de Maio de 2021 às 21:34 0 Denunciar Insira Seguir história
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