sitrimt Paulo Matheus Pereira De Almeida

Uma garota um tanto peculiar buscando seu poder através dos riscos e desafios. Através dos seus inimigos e de suas perdas, seu poder aumenta. Maru será consumida pelo seu poder ou apagada por sua fraqueza? Numa terra onde o sobrenatural é natural tudo pode ocorrer. Junte-se a Maru e veja o quanto ela pode crescer.


Fantasia Épico Todo o público. © Posse De Matheus

#Shoujo #Fantasia # #shounen #babymetal
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Em progresso - Novo capítulo Todas as Terças-feiras
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Com uma bolinha e tudo quase foi pelos ares.


Quem sou eu?


Sou o que chamam de garota problemática, até posso levar isso como elogio. Mereço tal reputação que facilmente consegui ganhar, meus poderes me ajudaram muito com isso, sou um demônio, você não leu errado, sou filha de um demônio que infelizmente faleceu antes de eu nascer.


Desculpem a minha falta de educação por não me apresentar, mas minha mãe vocês já conhecem e seu nome era Moa Kikuchi e meu pai é Vlad que é o rei de Havany. Tenho um grande peso que é ser princesa e futura rainha desse maldito reino.


Meu pai vive falando das minhas obrigações como princesa, mas já falei pra ele que quero ser uma aventureira, viajar, matar monstros e tentar ser mais poderosa que minha mãe.


Já falei tudo sobre mim, tudo menos meu nome.


Meu nome é Maru Kikuchi.


Tenho dezessete anos de idade. Há alguns meses atrás fui suspensa da minha escola, uma escola especial para jovens com poderes e habilidades fantásticas e o objetivo dessa escola é formar guardiões para proteger o mundo da destruição, ou seja, de mim e de outros monstros perigosos.


Não gosto muito dessa escola, mas adoro as aulas de batalha da sra. Ukarama que é uma ex-guardiã e amiga intima da familia, meu pai me falou que ela é amiga dos deuses.


Vocês devem estar curiosos para saber como fui suspensa, então vou contar.


Nossa professora estava nos guiando à floresta para uma aula especial sobre plantas medicinais e plantas extremamente venenosas.


Eu admiro muito ela e a respeito, a sra. Ukarama tem o dobro da minha idade e parece mais nova que isso. Tinha o cabelo longo e preto como a escuridão, usava uma roupa preta com um casaco vermelho e tinha sempre sua espada na cintura. Na lâmina da espada estava escrito "Hope for the nations" , já perguntei sobre o qual é o significado, mas ela muda de assunto.


Eu realmente queria me comportar nesse passeio. Pelo menos não me meter em furada nessa aula.


Eu fui precipitada demais pensando assim.


Não consigo controlar meus poderes por inteiro e isso já me causou várias situações constrangedoras.


Ao longo de todo o caminho para floresta aguentei Carolyn Ukarama, filha da sra. Ukarama, aquela era parecida com a mãe, mas eu não gostava dela por ficar de intimidade com Gasper.


Gasper, um garoto forte e poderoso, alto, cabelo longo e preto até o ombro.


Ele é muito gentil e eu sou apaixonada por ele, mas não posso deixar que ninguém saiba. Tenho que manter minha reputação de fria e malvada até o fim, mas todos já perceberam pelo meu ciúmes.


- Eu vou matá-la - murmurei


Moa tentou me acalmar.


Moa é minha melhor amiga desde a infância, o nome dela é o mesmo que o da minha mãe.


- Não faça nada que possa te botar em encrenca.


Ela me abraçou fortemente para não olhar Carolyn e Gasper de mãos dadas.


- Agora ela me paga. - Comecei a apertar os punhos, mas Moa me puxou para o canto.


- Se controla amiga, a professora Akemi ja está de olho na gente e você não pode ser pega fazendo coisa errada - Ela me lembrou. - Depois vamos nos juntar aos nossos amigos para jogar bola.


Ficamos tão distraidas com a nossa conversa que nem percebemos que a sra. Ukarama estava nos chamando.


- Venham garotas.


A sra. Ukarama estava nos guiando pela floresta.


Ela estava indo na frente, nos levando pelas grandes moitas e árvores, passamos por arbustos com pequenas frutinhas vermelhas que são muito venenosas.


- Essas frutinhas são conhecidas como Nine Carmesim, são muito boas para quem planeja um bom suicidio com muita dor - Explicou sra. Ukarama - Não toquem nelas ou terão sérios problemas.


Eu ficava assustada só de pensar que aquelas coisinhas tinham tanto poder assim.


Ela nos reuniu em volta de uma grande árvore com quinze metros de altura e com pequenos entalhos nela.


- Alguém sabe o nome dessa árvore? - Perguntou-nos a professora.


Ficamos em silêncio esperando lembrar de algo, mas uma mão foi levantada e pra nossa surpresa foi Arisa Mizuno, a garota mais timida que eu já vi.


- Ela se chama Brentequaril, a árvore dos deuses.


- Certa resposta Srta. Mizuno, vocês podiam ser mais como ela pessoal.


Todos ficamos encarando Arisa por um tempo, mas ela estava tão corada que se teletransportou para trás de sua irmã Moa.


Atrás de mim, Carolyn Ukarama sussurrou para Moa:


- Eu pensava que sua irmãzinha era mudinha, mas agora que vi que é apenas uma ratinha medrosa igual você.


- Repete isso e eu vou arrancar sua cabeça fora - Gritou Moa pronta para dar um soco nela, mas a sra. Ukarama pega seu braço antes que toque em Carolyn.


- Srta. Mizuno e Srta. Ukarama comigo agora.


- Espere! - Murmurei - Eu empurrei Moa na direção da Carolyn.


Todos olharam impressionados e confusos pra mim. Não podiam acreditar que eu estava tentando proteger alguém. Todos me acham uma garota malvada e uma vilã.


A sra. Ukarama me lançou um olhar tão fundo que fez até minha alma gelar, mas eu sei que ela jamais faria mal pra alguém.


- Acho que não, srta. Kikuchi - disse ela.


- Mas...


- Você... vai... ficar... aqui.


Olhei Moa desesperadamente.


- Tudo bem Maru, você não fez nada - disse ela - Obrigada por tentar.


Carolyn me deu uma risadinha falsa.


Olhei pra ela pensando na bronca que ela irá levar.Então me virei para enfrenta a turma e vi Gasper vindo na minha direção, mas no momento fiquei sem reação e com o coração batendo mais rápido.


- Então a princesa malvada tem um lado bondoso - Comentou ele rindo - Legal da sua parte defender sua amiga.


Eu estava muito nervosa e não sabia o que falar para ele, criei coragem e falei.


- Obri...ga...da - Gaguejei de tanto nervosismo - Desculpe pela minha reputação de vilã.


Ficamos nos olhando até notarmos alguns barulhos, mas era a sra. Ukarama trazendo elas. Não consegui me conter e fui direto abraçar Moa.


- Moa, você foi expulsa?


- Apenas recebi uma bronquinha, mas a Carolyn ficou de castigo.


Rimos da situação enquanto a aula estava acabando e já podiamos jogar bola.


- O jogo de hoje será queimada - Falou Moa empolgada.


O jogo já havia começado e eu já derrotei alguns da turma. Gasper, eu, Moa e Carolyn fomos os únicos restantes.


Gasper lançou a bola na minha direção, eu facilmente me esquivei dela e peguei a bola.


- Seu tempo esgotou - Murmurei quando vi Carolyn de costas distraida.


Foi ai que algo estranho aconteceu. Lancei a bola com toda minha força e a bola cresceu e parecia um mini meteoro cheio de poder de destruição. Só vi Gasper abrir suas enormes asas e pegando Carolyn, tirando ela da direção da bola. Aquele mini meteoro entrou no meio da floresta.


Então vi aquele mini meteoro destruir metade da floresta com um grande estrondo.


Todos olharam com medo pra mim e começaram a fofocar uns para os outros.


- Você viu...


- ...a floresta...


- ...com uma bolinha e tudo quase foi pelos ares...


Eu não sabia como reagir. Tudo o que sabia era que estava muita encrencada


Assim que se certificou de que todos estavam bem, prometendo dar-me um sermão quando voltarmos para a escola, a sra. Ukarama se voltou para mim. Havia uma decepção em seus olhos, como se eu tivesse feito algo pelo que ela esperava o semestre inteiro:


- Eu e você vamos voltar agora para a escola.


Agora sim vou ser expulsa, mas mereci e não era minha intenção quase matar Carolyn.


Voltamos para a escola que também era um orfanato onde alguns alunos moram.


Tinha começado a chover.


Meu pai estava sentado junto ao chafariz lendo um livro. Sra. Ukarama estava lá ao seu lado, encharcada, resmungando para meu pai sobre mim. Quando me viu, disse:


- Temos muito que conversar Maru, mas Vlad vamos terminar nossa conversa depois.


- Claro Akemi, filha não acredito na sua irresponsabilidade - Disse ele olhando seriamente pra mim - Quando você vai ter maturidade o suficiente para conseguir controlar seu poder?


Fiquei constrangida, mas ele tinha razão.


- Sinto muito papai - murmurei abaixando a cabeça.


Ele franziu a testa e se inclinou para a frente, parecendo ligeiramente preocupado.


E assim ganhei uma suspensão.





5 de Maio de 2021 às 00:17 0 Denunciar Insira Seguir história
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