willie-passos1619135927 Willie Passos

Após concluir um ritual ancestral que demorou séculos para ser realizado, legiões do submundo conseguiram abrir uma fenda de acesso ao mundo de Arcádia, a terra dos sonhos e da fantasia. As ninfas guardiãs de Arcádia, dominadas por grande aflição, suplicaram aos deuses por ajuda. Tomados de compaixão por suas devotas servas, os deuses arcadianos permitiram que as ninfas conjurassem guerreiros de outros mundos para lutarem ao lado delas. Após debaterem amplamente, as ninfas escolheram um mundo com imenso histórico de guerras onde os guerreiros seriam convocados para liderar os exércitos de Arcádia contra o grande mal que despertava: O planeta terra. Assim começa a história de Tália, ninfa dos deuses, espírito primordial de Arcádia e protetora dos inocentes, e aqueles que ela escolheu de todas as partes da Terra para lutarem ao seu lado. Eles estão incumbidos de lutar contra as legiões do submundo e restabelecer a paz. Em um mundo repleto de magia, reinos grandiosos, criaturas misteriosas e seres mitológicos que se misturam entre os seus habitantes, uma luta insana para sobreviver e vencer esta grande guerra, começa agora.


Fantasia Épico Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#fantasia #magia #aventura #rpg #comedia #mitologia
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Prólogo

Prólogo

Em um lugar profundo há muito tempo esquecido pelos deuses, iluminado apenas pelo magma e fogo, onde a terra era negra como carvão, gritos de terror e ódio ecoavam aos quatro cantos de uma imensa e inóspita abertura dentro dos confins do mundo subterrâneo.

Reunidos como que para uma festa lúgubre, dezenas de milhares de criaturas impacientemente berravam enraivecidas, como se aguardassem um acontecimento há muito esperado.

— E então Usher, o que falou o comandante? — perguntou um ser monstruoso. Grandes caninos saiam de sua boca tornando sua pergunta quase inaudível.

— Só os menores conseguem passar por enquanto, vamos ter que esperar um pouco mais. — disse aquele que respondia por Usher, ele tinha os olhos iguais a de uma serpente e estavam cheio de fúria.

— Já esperamos por séculos, eu quero a guerra, preciso derramar sangue humano. Os pequenos não vão conseguir fazer nada, eles não passam de vermes. — O monstruoso ser com grandes caninos cuspia enquanto falava impaciente.

— Eu também quero a guerra Nadrag, mas precisamos esperar as pedras fazerem seu trabalho. — disse a criatura com olhos de serpente apontando para um local distante.

O local apontado era cercado por grandes rochas para impedir que qualquer criatura se aproximasse. Dentro do muro de rochas haviam cinco monólitos de tamanho colossais, seus cumes compartilhavam entre si raios de uma energia verde escura, eles simultaneamente impeliam a mesma energia para o centro do lugar que se encontravam os monólitos.

Onde os raios se cruzavam havia uma enorme esfera de energia, o poder irradiado era tanto que por vezes parecia que a esfera iria colapsar e explodir, mas assim que a esfera perdia sua forma em alguma extremidade ela se abria e uma grande quantidade de energia era dispensada em direção em uma estreita fenda onde a maior parte da enorme quantidade das criaturas se reunia.

— Se dependermos dessas pedras vamos chegar tarde para a diversão, quero matar os homens da superfície e escravizar suas mulheres. Os menores não podem ficar com toda a diversão, se é que vão conseguir se divertir quando passarem. Os generais precisam fazer alguma coisa. — Aquele chamado Nadrag, compartilhava da mesma agitação de quase totalidade dos que estavam na abertura gritando enraivecidos.

— Se eles puderem fazer algo farão. Ninguém odeia mais a superfície do que eles, com certeza... — A voz de Usher sumiu quando um enorme casco pisou sobre ele, Nadrag saltou para trás assustado ao ver a cena.

A perna dona do enorme casco continuou seu percurso deixando os restos no chão daquilo que há pouco era Usher.

O algoz do Usher media mais de dez metros de altura, embora fosse bípede, compartilhava fortes traços de sua fisionomia com a de um touro, com enormes chifres na cabeça e cascos no lugar de pés. Ele caminhava furiosamente em direção a estreita fenda, estava munido com um tipo enorme de clava coberta de metal em sua extremidade.

Quando a enorme criatura chegou à fenda a multidão ficou ainda mais ensandecida, urros ferozes ecoavam em um ruído ensurdecedor.

Ela armou sua clava e desferiu um golpe com toda a sua fúria na fenda, o frenesi aumentava na multidão, pequenos pedaços de pedra despencavam das paredes onde a fenda se encontrava. Incitado pelos gritos frenéticos, a criatura repetia os golpes furiosamente e o som do impacto eclodia alto reverberando por todo o ambiente, superando até mesmo a algazarra dos que presenciavam e estremecia todas as estruturas.

Para desapontamento dos que assistiam, após um forte golpe um estampido foi ouvido, a clava se quebrou ao meio e sua extremidade de ferro despencou inerte sobre o solo.

De repente um silêncio sepulcral se fez, não devido a tentativa frustrada em expandir a fenda, mas ao surgimento de uma figura ameaçadora que cavalgava lentamente por de trás da multidão.

Alguns sons de vozes de criaturas vislumbradas podiam ser ouvidos no local: “O general Amon”, “Um general chegou”, “Amon está aqui”.

A figura sinistra tinha um aspecto cadavérico e vestia um manto negro desbotado, em sua cabeça havia uma coroa de metal envelhecida. Seus olhos não existiam, mas sim orbes de energia em cada uma das orbitas oculares que possuíam a mesma cor da energia que os monólitos irradiavam. Ele montava um enorme corcel negro de olhos vermelhos que expelia fumaça preta de suas narinas e cavalgava lentamente em direção a fenda.

A multidão abriu um enorme corredor para que ele passasse, muitos se jogando em cima dos outros para se afastar da figura ameaçadora.

Amon, como era conhecido pelas vozes, ao chegar em meio à multidão, apoiou seu cajado no solo, em sua frente surgiu um círculo de fogo que a cada segundo se tornava maior e mais denso, até ganhar forma daquilo que parecia ser uma rocha incandescente, a multidão se afastava ainda mais.

Quando a rocha de fogo em forma esférica se tornou maior que Amon, ele se deu por satisfeito, com um leve movimento de seu cajado a rocha foi dispensada e seguiu com enorme velocidade em direção a fenda.

O impacto fez com que muitos dos presentes se jogassem no chão e tampassem seus ouvidos tamanho foi o estrondo. Enormes pedaços de pedras de desprenderam no local onde estava a fenda expandindo a abertura. Muitos conseguiram ver uma floresta verde do outro lado, mas em questão de segundos o dano causado se desfez e a fenda se regenerou ao estado anterior ao impacto.

— É inútil tentar adiantar o processo, deixem que as pedras terminem seu trabalho. — A voz grave e calma do general embora pronunciada em um tom baixo, era ouvida por todos, pois como se modificada por magia suas palavras surgiam no interior da mente de cada um presente. — Guardem suas forças para usar contra o lixo que está do outro lado.

O silêncio reinava entre as milhares de criaturas.

— Entreguem essas sementes aos que entrarem primeiro, diga para dar a todos aqueles do outro lado que desejam se juntar ao nosso exército e salvar suas vidas patéticas. — O general então pegou bolsas que carregava penduradas em sua montaria e jogou logo a sua frente.

Uma das bolsas se rompeu ao bater no chão e esparramou um tipo de esfera negra do tamanho de olhos humanos por todo o solo ao redor, elas pulsavam lentamente como se estivessem vivas.

Eram poucos que ainda possuíam controle sobre o corpo após ouvir a voz imperiosa de Amon dentro de suas cabeças, mas aqueles que conseguiam se mexer correram para obedecer ao general o mais rápido que podiam.

Após ver suas ordens serem cumpridas, Amon deu meia volta com sua montaria e saiu do meio de toda a multidão. Os gritos ensandecidos da multidão só voltaram após a figura ameaçadora desaparecer da vista de todos.

25 de Maio de 2021 às 20:52 2 Denunciar Insira Seguir história
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