vikare Larissa B

Beatrice não se importava com a verdadeira natureza de Carmilla, assim como também não se importaria de passar a eternidade ao lado dela. Restava tentar fazê-la entender isso.


Erótico Para maiores de 18 apenas.

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Une nuit avant l'éternité

Beatrice soube que sua mãe estava certa sobre a natureza de Carmilla no momento em que suas presas afiadas fincaram-se em seu pescoço. Mas, novamente, ela nunca foi uma filha muito obediente mesmo.

Por isso, contra todas as expectativas, Beatrice apenas levou as mãos aos cabelos negros de Carmilla, um suspiro involuntário deixando seus lábios enquanto puxava a mulher que amava para mais perto de si. As pernas bambas por ter seu sangue sugado veementemente, mas não se via soltando tão cedo de seu agarre à Carmilla, que segurava fortemente sua cintura.

— Você pode tomar tudo o que quiser. Pode me tomar. Eu sou sua, Carmilla — sussurrou completamente entregue a criatura de aparência feminina que a devorava impetuosamente.

Carmilla apertou seu agarre na cintura de Beatrice para mantê-la na mesma posição ao sentir que sua menina mal conseguia manter-se em pé adequadamente pela intensidade da mordida. Apenas parou de drenar seu sangue ao ver que a loura quase desfalecia em seus braços.

Passou as mãos de unhas feitas e pontiagudas por detrás de suas coxas roliças expostas pela camisola e levantou-a sem muitos esforços, suas pernas circulando quase que imediatamente sua cintura ao sentir-se ser tirada do chão. Carmilla depositou-a gentilmente na cama de casal que havia no quarto, os lençóis de cetim vermelho contrastando lindamente com sua pele pálida, a luz da lua entrando pelos vidros das portas duplas da varanda e iluminando o quarto escuro.

— Ah, minha querida Beatrice... — murmurou reverentemente, seu corpo sobre o dela na cama. Retirou uma mecha de fios dourados que cobriam o rosto de Beatrice, colocando atrás de sua orelha, enquanto fitava os olhos verdes expectantes. O sangue escorria pela ferida de mordida deixada entre o pescoço e a clavícula da menina, o vermelho pintando sua pele branquinha. — Você não tem ideia do que está me pedindo, ma chérie — sussurrou, os lábios descendo pelo pescoço até deixar suaves beijos sobre a clavícula de Beatrice, a língua passeando apologeticamente pela ferida que havia deixado naquela região, limpando o sangue que havia ali.

Sua mão desenhava padrões aleatórios sobre a pele dos quadris de Beatrice, por debaixo de sua camisola.

— Carmilla, — pronunciou a mais jovem, uma de suas mãos puxando delicadamente o rosto de Carmilla para que os olhos (antes de um prateado cortante, mas que agora brilhavam em carmesim) fitassem os seus. — Meu coração e minha alma são suas. Apenas quero entregar meu corpo a você também. Você não me quer?

— Mais do que tudo, mon trésor — respondeu, lambendo os lábios diante da figura sob si na cama, seus olhos parando apenas sobre os lábios rosados a poucos centímetros de distância. — Você não tem ideia do quanto eu te quero.

— Então me tome para você.

E foi o que bastou para que Carmilla capturasse os lábios de Beatrice entre os seus. O simples selar que reafirmava os sentimentos uma pela outra não permaneceu casto por mais do que alguns segundos, antes de Carmilla aprofundar o ósculo, sua língua enrolando-se lascivamente a de Beatrice que acompanhava fervorosamente seus movimentos.

Carmilla apertou o quadril de Beatrice com uma mão, enquanto a outra segurava firmemente em sua nuca, guiando os movimentos da loura; sua perna direita encaixando-se entre as dela na cama. Deixou os lábios de Beatrice apenas para descer os beijos para seu pescoço e clavícula, disposta a adornar sua pele de marcas vermelhas.

— Você é linda, Beatrice — sussurrou ao pé do ouvido de sua menina, a mão que estava no quadril dela subindo até os seios escondidos por detrás do tecido esverdeado de sua camisola, acariciando-os por cima da roupa; um suspiro baixinho deixando os lábios da loura.

Carmilla abaixou ambas as alças do vestido com a ajuda de Beatrice e não perdeu tempo antes de levar os lábios a um dos mamilos eriçados, circulando a língua suavemente ao redor do botão rosado, atiçando.

A loura gemeu com o contato da língua de Carmilla sobre a região e puxou levemente as longas madeixas negras de sua amante em busca de mais contato. Carmilla chupou o mamilo que estava em sua boca enquanto brincava com outro entre os dedos, seus olhos fixados nas expressões de Beatrice que suspirava baixinho, os olhos fechados e as bochechas levemente coradas.

Carmilla sentiu o corpo sob o seu se remexer e esfregar-se contra o seu, tentando obter mais fricção. A morena sorriu e com uma última mordida no mamilo sensível, colocou-se entre as pernas dobradas de Beatrice.

Retirou gentilmente a peça íntima da loura, que ruborizou ainda mais diante da posição comprometedora, antes de posicionar-se com o rosto perigosamente próximo à intimidade dela. Passou os braços por debaixo das coxas da menina e abriu mais suas pernas, suspirando com a visão que tinha dela toda molhada só para si.

— C-Carmilla...? O que...? — murmurou incerta.

— Eu quero te provar. Posso? — indagou, seu polegar já acariciando a região, espalhando a lubrificação e circulando o clitóris de Beatrice, que arqueou as costas e choramingou com a carícia.

— Eu- ah-, sim, por favor! — suplicou, uma mão nos cabelos de Carmilla e a outra apertando os lençóis de cetim ao seu lado.

Carmilla riu com a sensibilidade da loura sob seus toques e com a língua percorreu o caminho desde a entrada do canal até o clitóris de Beatrice, que gemeu languidamente.

Incentivada pelos sons que a loura emitia, Carmilla circulou a língua pelo clitóris antes de descer até a entrada e chupar, a loura contorcendo-se pela estimulação. A morena continuou a passear sua língua pela intimidade de Beatrice, de vez em quando esfregando o polegar pelo ponto que a fazia estremecer de prazer.

Com os lábios entreabertos por onde escapavam os gemidos, os olhos verdes semicerrados e os cabelos louros desalinhados, Beatrice apenas contribuía para deixar Carmilla ainda mais excitada e por consequência se empenhar ainda mais em sua tarefa de fazer sua menina se perder em prazer.

Beatrice arqueou as costas ao sentir a língua de Carmilla lhe penetrar, gemendo longamente ao ter o clitóris chupado em seguida. A mão que estava nos cabelos de Carmilla puxava fortemente os fios enquanto a outra cobria o rosto extremamente vermelho.

Carmilla levantou-se de sua posição ofegante e começou a acariciar a loura com os dedos, olhando atentamente a figura abaixo de si. Sem deixar de prestar atenção em sua linguagem corporal, penetrou um dedo no canal apertado de Beatrice, que contraiu involuntariamente ao redor de seu dígito, um gemido estrangulado deixando seus lábios. A morena gemeu com a visão da loura e levou a outra mão para sua própria intimidade, acariciando-se por debaixo de suas roupas.

— Beatrice, ma chérie, olhe pra mim — pediu, começando a movimentar seu dígito lentamente no interior apertado da loura, sem parar os movimentos em si mesma. Beatrice fez como o pedido, encarando a figura de Carmilla.

A visão da morena com os olhos carmesins brilhando em luxúria e se acariciando por debaixo de suas roupas enviou mais uma onda de prazer sobre a loura, que gemeu luxuriosamente.

— Carmilla... eu- ngh- Eu não aguento mais... — murmurou — E-eu preciso... por favor! — implorou desconexa, sem saber exatamente pelo quê.

A morena nem pensou duas vezes, juntou seus lábios aos de Beatrice, acrescentando mais um dígito e aumentando a velocidade das investidas no interior apertado da loura, que não demorou muito a atingir seu orgasmo, um gemido abafado deixando seus lábios e seu corpo se contraindo com as ondas de prazer. Carmilla chegou a seu ápice em seguida, impulsionada pelo orgasmo de Beatrice.

A vampira retirou os dedos de dentro da loura e de si mesma, limpando as mãos no lençol antes de se separar do beijo. Deitou-se na cama juntamente a Beatrice e a abraçou, colando ambos os corpos, as duas tentando regular a respiração acelerada, os músculos relaxando pós-orgasmo.

— Você sabe que “te tomar” significa muito mais pra mim do que apenas sexo, certo? Que eu quero você, não apenas por agora, mas para sempre — sussurrou assim que retomou seu fôlego, seus lábios de volta ao pescoço de sua menina, deixando beijos pela região. As implicações do pedido da loura finalmente se estabelecendo.

Beatrice suspirou, apertando os braços ao redor da mulher que amava.

— Eu não me importo de passar a eternidade se for ao seu lado, Carmilla. Você é tudo o que eu preciso — replicou.

Carmilla riu nasalmente. Ah, como amava aquela menina. Tão ingênua, tão entregue.

— Bem, eu não consigo te negar nada, não é mesmo? — olhou nos olhos verdes determinados de Beatrice. — Então que assim seja.

E voltou a fincar as presas no pescoço de sua menina, que suspirou em deleite ao ter seu pedido finalmente atendido.

Dessa vez, um único propósito além da necessidade; tornar Beatrice sua para sempre.

26 de Abril de 2021 às 21:42 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Larissa B Larissa, 20, estudante de Relações Internacionais | INTP-T | Ariana | Pseudo-ficwriter | Otaku | Fujoshi | Multifandom | Multishipper

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