affonso Afonso Luiz Pereira

O velho Chico, exímio narrador de causos, no aconchego de sua cozinha, relata aos amigos admirados a história da vez que ele enfrentou o Condi Draqui, um vampiro folgado, metido a mexer com a mulher dos outros. Trata-se de uma narrativa leve e bem-humorada, de linguagem regionalista, resgatando um pouco a tradição oral de contar histórias.


Conto Todo o público.

#vampiro #folclore #causo #regionalista #humor
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O MALACABADO VAMPIRO DA TRONSENVÂNIA

O mestre Francisco, depois de enrolar bem o fumo de corda, passeou as vistas pelo aconchego da cozinha a fim de assuntar na disposição das visitas como se procedia as expectativas de mais um causo que botaram pedido para ele contar. Eles estavam esperando outro relato de assombramento. Tinham medo, porém gostavam de ouvir os mistérios macabros da meia-noite. O mestre levou o cigarro de palha à boca, deu uma longa tragada e, em seguida, como era de costume principiar os seus causos, virou-se para Antonha, amancebada sua de há muito, e lhe perguntou:



— Tonha, vosmecê ainda tem guardado lá no baú os dentão daquele chupador de sangue dos diabo que veio lá das Tronsenvânia pra batê com as fuças aqui pra esses lado?


Assim que fez a pergunta à companheira, o mestre Francisco observou satisfeito o alvoroço das visitas tomando atenção à conversa. O cego Idalino arrastou o banquinho um pouco mais à frente. O compadre Argemiro deu parte de si, se fugindo dos pensamentos distantes e voltando à cozinha. A moça Dandara, filha de Argemiro, abandonou a janela e veio sentar-se junto ao pai. Todos eles prontos para lhe dar ouvidos à sua narrativa.


— Ô Chico, o nome do lugar não é Tronsenvânia não, seu leso. É Tremsenvânia! – informou Dona Antonha tomando lugar perto do marido.


— O amigo tá falando de vampiro, é? – perguntou o compadre começando a tirar baforadas nervosas do cachimbo.


— Cruz Credo, o padrinho só se mete em confusão com coisa-ruim! Aí danou-se!


— De fato é verdade, se metê com vampiro é coisa muito da séria. Vampiro é bicho malandro. Tem que tê muito tino pra não acabá morto – refletiu o velho cego sentado no banquinho que, ao apoiar o queixo nas mãos, escorava-se inclinado na ponta da bengala de cedro.


— E eu não sei! Sou cabra muito macho, seu Idalino. De fibra, visse? Caí de briga com um desses tipo aí na base da bofetada, se vosmecê qué sabê! – disse o velho contador de estórias fingindo irritação.


— Eita compadre corajoso de fazê orgulho.


— E como é que foi o assucedido, seu Francisco? – quis saber o cego, já batendo a perna esquerda de nervoso.


— Destampa logo o caso, padrinho.


— Pois olhe, este forrobodó dos inferno ocorreu nos tempos de minha mocidade, quando eu ainda tava de chamego com Tonha lá pras bandas de Itambé. Corria boato solto na cidade que tinha caboclo morrendo sem um pingo de sangue no corpo no meio da caatinga. Naquele tempo não se sabia que existia estas criatura do demo. Por isso, ninguém arreparou que aquela mortandade toda tava acontecendo bem quando foi pará por lá um estrangeiro alto, estranho, branco igual papel, que só era visto gastando sola de sapato naquelas estradas à noite. O tal era podre de rico, feito o falecido Coronel Idelfonso e parece que se chamava Condi Dráqui, vindo lá das Tronsenvânia.


— Tremsenvânia, Chico!


— E comé que o compadre foi batê de frente com o desenfeliz?


— Ah, foi por causa de Tonha!


— Por causa deu? Dessa parte eu não me alembro não!


— Claro que não. Quando me meti naquele arranca-rabo, vosmecê tava drumindo que inté fazia gosto.


— Como assim, padrinho? Vá direto ao ponto, não fica arrudiando não.


— Pois muito bem, a família de Tonha morava em lugar mais afastado da cidade. Eu tava enrabichado por esta mulhé e numa noite bebi uns goró no boteco de Vadico Papa-Rabo. Homem quando enche o escorno de cachaça, mesmo cabra macho feito eu, fica mais corajoso ainda, visse? Me bateu as ideias de ir falá com os pais de Tonha pra pedi a mão dela em namoro.


— Que coisa linda, padrinho. Atitude de muito respeito! – disse Dandara suspirando.


O mestre Chico deu sorriso de bobo ao ver a companheira ficar corada nas ventas.


— Era uma noite bonita de lua cheia, como a de hoje. Segui pela estradinha de rota batida dentro da caatinga, meio trôpego das perna e, desconjuntado das ideia por causa das pinga, nem percebi que já era madrugada. Rapaiz, mal botei as alpercatas nos roçados da fazenda, não é que eu vi, assim de supetão, o malacabado do Condi Dráqui em riba do telhado da casa de Tonha!


— Vixe, Nossa senhora. O que o diabo queria? - exclamou o velho cego dando um pulinho no banco.


— Ora, ora, trocá telha por causa de goteira é que não era, né seu Idalino? O tranqueira chupador de sangue já tava fazendo serviço pra mode de retirá a cobertura e entrá no quarto de Tonha. Quando vi aquela safadeza, a cachaça se evaporou-se num instante, foi-se embora na hora. Ah, fiquei nos casco. Nem naquela época e nem hoje não tem homem, bicho, ou coisas do além que venha bulir com a minha mulhé.


— Deixe de sê bobo, Chico – disse Antonha dando um soquinho de brincadeira no ombro do marido, com o rosto vermelho outra vez.


— O que o senhor fez, seu Francisco? – Perguntou o compadre de cara assustada.


— Peguei uma pedra que encontrei ali por perto e joguei no maldito. Acertou bem no quengo. Foi. Ele ficou surpreso. Procurou ao redor e me viu. Bati no peito. Chamei pra briga. “vem pra baixo, ô filho d’uma égua, que aqui tem homem pro teu tamanho”.


— Vixe, compadre, vosmecê chamou o vampiro pro pau, foi?


— Chamei sim. Só que eu não sabia que o tal era um vampiro dos inferno. Rapaiz, ele deu um pulo de lá de arriba do telhado e veio pará bem pertinho na minha frente. Dei um pulo pra trás no susto, fui logo de mão pra minha peixeira, lembrança das minhas andanças no bando de lampião, mas tinha deixado a faca em casa.


— Nossa senhora, padrinho, o senhor não se fugiu não?


— Jamais. Sou homem de fibra, Dandara. Quando ele arreganhou os dentão pra mim, levantando aqueles braços com as mãos cheias de unhas grande, atinei que o cabra safado não era um camumbembe qualquer não. Eu tinha é arranjado encrenca com um filho do capeta.


— Credo em cruz!


— O vampirão viu que eu tava decidido pra caí no pau. Avalie, seu Argemiro, sabe o que ele teve a coragem de fazê? Quis me engabelar com aqueles dois zoião lá dele que se começou a brilhar num amarelidão sem fim, tentando me puxá pra ele, querendo me botá canga. Avalie, seu Idalino, o desenfeliz ainda teve a petulância de batê o pé no chão e apontar o dedo pra junto dele como se eu sesse um cachorro e me jogou nas fuças, ”vem aqui, anda, junto, tô mandando”.


As visitas fizeram um “Ahhh” de espanto em uníssono.


— Eita, não acredito! Ele fez esta desfeita para o compadre?


— Pois foi. Ahhh, o sangue me subiu à cabeça na hora. “Filho d’uma égua, tu me paga”. Quando ele aumentou ainda mais aqueles zoião pra me botá cabresto nas ideia, bateu o pé, e me disse “aqui, junto”, ahan, fui junto sim, dei dois passo na direção dele e lhe apliquei um tapa de mão aberta estralado na rosca do ouvido que o cabra rodopiô trêis vêis e se emborcou-se todo no chão com a aquela bunda seca virado pra lua. Deu inté pena!


— Boa, padrinho – disse Dandara toda em sorriso, dando pulinhos no banquinho e a bater palminhas aceleradas.


— Eita... por essa ele não esperava. – disse o compadre Argemiro.


— Não mesmo. O maldito levantou-se atarantado com a boca cheia de terra. O tapa foi tão forte, tão forte que ele se envesgou-se todo, inté tirou os dentões dele do prumo. E aí levantei os punhos e disse, “vem cabra safado, vem pra dentro que aqui tem homem de envergadura!”


— Jesus Cristo!


— Aquilo era cria do demônio mesmo, só se vendo. Ele arreganhou de novo a dentadura e pulou pra riba de mim num bote, igual cascavel. Mas ele não tava lidando com um desvalido qualquer. Mandei um ponta-pé, assim de frente, bem no meio da caixa do peito que do jeito que o bicho veio, ahan, voltou no mesmo pulo, jogado prá trás, caiu de carcunda no chão todo estrupiado.


— Benza Deus!


— Eita bicho tinhoso! Se levantou num salto, me jogando um olhá de maldade. Devolvi o desafio e olhei pros caroço daqueles zoião amarelo. Disse pra ele, assim, na bucha, “Não adianta me olhá atravessado não que cara feia pra mim é fome. Pode vim que aqui tem mais.”


— Não tinha uma estaca por ali perto pra lhe furá o coração, seu Chico? – quis saber o cego Idalino.


— Nada, mas se tivesse também não ia usá. Eu queria é dá uma coça naquele dentuço que gostava de mexê com a mulhé dos outro.


— Eita compadre corajoso da molésta. Já tô inté com pena do vampiro.


— E daí, padrinho, o que aconteceu adespois?


— Ora, ele viu que o buraco ali comigo era mais embaixo. Carcou pra dentro da caatinga se fugindo na escuridão da noite. Vosmecês me conhecem, sou homem de opinião, dou um boi pra não entrá numa briga, mas pago uma boiada prá não saí. Fui atrás dele, peguei um pedaço de pau no meio do caminho e matei o bicho na base da paulada no meio do quengo. Foi bem assim.


Seu Argemiro e Dandara ficaram admirados com braveza e agilidade de seu Chico. No entanto, o velho contador de causos percebeu a expressão de dúvida no amigo cego, que vivia a desconfiar das estórias dele. Não queria perguntar, contudo estava curioso em saber o que o velho estava de cisma.


— Que foi, seu Idalino. O amigo não tá acreditando no acontecido?


— Seu Francisco, brigá na unha com um vampiro não é coisa fácil não. Diz que eles têm muita força também.


— Vosmecê ainda tá duvidando das minhas palavra. Tonha, Vá lá no quarto, dentro do baú, traga a queixada do malacabado.


A companheira do velho Chico saiu da cozinha por um momento, voltando em seguida com as mandíbulas do vampiro na mão.


— Dê a ossada aí pro meu compadre pra ele olhá de perto, pra ele vê que o despotismo da encrenca foi grande.


— Nossa padrinho, que bocona assustadora!


— Deixa eu vê, deixa eu vê – pediu o cego estendendo as mãos ansiosas para receber a queixada.


— Como vosmecê vai vê, seu Idalino, se o senhor é cego? – zombou o contador de causos num sorriso, sem malícia, de brincadeira entre amigos.


— Não vejo com olhos não, seu Chico. Eu vejo é com as mãos.


O velho começou a tatear a queixada esmiuçando tudo. Seu Francisco percebeu que quanto mais o cego enxerido bulia com a dentadura tanto mais fazia cara de cismado.


— Que foi, vosmecê ainda tá duvidando das minhas palavra?


— Seu Francisco, o senhor não me leve a mal não, mais isso aqui é uma queixada de suçuarana.


Fez-se um silêncio constrangedor na cozinha. Dava até pra escutar os grilos de cantoria ao redor da casa. De repente, seu Argemiro levantou-se do banco indignado.


— Arre égua, homem, vosmecê ainda tá duvidando da estória do compadre. Ora, onde já se viu um cego querê enxergá melhor que a gente. Trocá dentões de vampiro com os de onça-parda. Essa é boa!


Seu chico, para o espanto de todos, falou com calma:


— O seu Idalino tem razão.


Seu Argemiro rapidinho sentou novamente na cadeira com expressão de desentendido. O velho cego sorriu triunfante, porém foi por pouco tempo.


— Essa queixada aí é de suçuarana, mas também é de vampiro.


Todos olharam surpresos para o velho chico. Até Tonha não esperava por essa.


— Afinal, os dentões aí são de vampiro ou de onça-parda? – questionou o amigo compadre, desta vez, com uma pontada de desconfiança também na voz e nas estrias da testa.


— São dos dois. Eu explico. Não queria me alongá no causo. Quando o Dentuço se fugiu pra dentro da caatinga, eu fui atrás. O tranqueira, sendo cria de satanás, acuado, sem tê pra onde corrê, vendo que não me levava na briga, se atransformou numa suçuarana bem na minha frente. Foi!


— Por Jesus Cristo! Aí deu a gota serena! – arregalou os olhos o compadre, enquanto a afilhada levava a mão à boca assustada.


— Caí em cima da bichana na base de paulada e tapa de mão aberta no meio das fuça. Ela me lanhou todo. O bicho tentou escapulí. Peguei a marvada pela cola, girei, girei, girei e joguei contra uma pedras grande. O bicho se finou-se ali mesmo.


A fachada de encafifado ainda se perdurava no seu Idalino. O velho não se dava por vencido facilmente.


— Seu Chico, não me leve a mal não, mas diz que quando vampiro se disfarça em bicho...ele se vira é em morcego!


Quando seu Francisco viu na fala do cego o compadre começar a coçar o cocuruto da cabeça desconfiado também e a afilhada, meio sem jeito na esquiva dos olhos procurando formiga no chão da cozinha, ele levantou-se irritado.


— Ora, seu Idalino, o vampirão se atransformou em suçuarana bem na minha frente. Eu vi sim. Vi com estes zóios que esta terra há de comê. O senhor tem que entendê que aqui no sertão as coisas são diferente de lá das Európia, viu? Eu não sei como explicá o motivo, mas aqui no sertão ele só podia se atransformá em onça-parda. Prá ele virá morcego só podia acontecê lá nas Tronsenvânia!


— Ahhhh... – suspiraram aliviados pai e filha, agora, satisfeitos com a explicação. A confiança deles no seu Chico retornou com mais força.


Mesmo conquistando de volta a credibilidade, o velho contador de causos sentou-se aporrinhado com o amigo cego que ainda lhe dava a desfeita de ficar com cara de desconfiado. Emburrado, cruzou os braços com vigor, fez beiço de criança birrenta pra todos, enquanto ouvia atrás dele a voz de Antonha a azucrinar-lhe os ouvidos.


— É Tremsenvânia, chico. Trem... sem... vânia... seu leso!




22 de Abril de 2021 às 12:22 9 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Afonso Luiz Pereira Sou professor de inglês do ensino fundamental e entusiasta de Literatura Fantástica (Ficção Científica / Terror / Fantasia / Insólitos). Isto não quer dizer que não leio os clássicos. Sim, leio e gosto de Graciliano Ramos, Jorge Amado, Machado de Assis, Rubens Fonseca e outros internacionais do mesmo calibre da literatura mainstream, mas meu xodó mesmo é a escrita mais popular da Litfan.

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Amauri Matheus Abreu  Malheiros Amauri Matheus Abreu Malheiros
Amei a história, parabéns! Fez-me sentir no sertão ouvindo causos dos avós.
DE Daniel Esteves
Interessantíssimo, meu primeiro contato com o Inkspired! Me rendeu algumas boas risadas e como seu texto remete ao interior brasileiro tão familiar! Parabéns pelo conto e obrigado!!
May 14, 2021, 16:24
Ruana Aretha Ruana Aretha
Olá , tudo bem ? Você me lembrou de um dos meus escritores favoritos , Ricardo Azevedo , conhece? Ele também descreve suas histórias do interior desta maneira e encantou muito a minha infância com muita risada. Venho lhe dizer que me conquistou da mesma forma , ri bastante com suas falas interioranas, e sobre os comentários de " erros de português ", são inexistentes , pois o dizer é interiorano e lhe defendo. O nosso português brasileiro deve ser abraçado regionalmente e enfatizado sempre que puder. Obrigada pelos bons momentos na leitura e pelas muitas risadas. Sucesso!
May 03, 2021, 11:20
Isís Marchetti Isís Marchetti
Olá, Afonso! Tudo bem com você? Faço parte do Sistema de Verificação e venho lhe parabenizar pela Verificação da sua história. Bom, vamos começar com essa sinopse encantadora, após ler ela eu já fiquei até curiosa com o que você estava tramando e com aquela sensação de que muitas risadas estariam por vir, ela me aguçou de tal forma que eu já até fiquei presa no texto desde o comecinho. Eu tenho que dizer que, particularmente, eu adoro histórias com um ponto sério, mas rico de bom humor, e juro que com a sinopse eu poderia dizer que era exatamente essa maravilha que estava próxima de encontrar. Bom, vamos lá. A coesão e a estrutura do seu texto estão ótimas. Eu adorei a forma de escrita que você escolheu pra essa narrativa, deixando o texto bem ambientado, dá para imaginar perfeitamente quais eram os tipos de pessoas que estavam lá, e a roda não tão em círculo e o tempo, e ainda por cima, acabou deixando o texto ainda mais leve. Eu juro que ri que nem louca. Quanto aos personagens, eu chorei de rir ao imaginar que seu Chico ia ser desmascarado por um cego, que como o texto bem diz, ele não estava examinando a prova com os próprios olhos então de certa forma seu ponto de vista não ia ser validado, mas apesar disso seu Chico queria tanto, mas tanto provar seu ponto de vista que acabou se enrolando mais ainda na explicação. Há quem confie nele e acredite em sua história, mas há quem não compre uma conversa se quer daquele falastrão. Quanto à gramática, seu texto está muito bem escrito, carregado de sotaque e bem desenvolvido por demais da conta, haha. Eu tive um prazer enorme ao acompanhar essa história, e acredito que muitos outros leitores irão gostar tanto quanto eu. Desejo a você sucesso e tudo de bom com seus projetos. Abraços.
May 02, 2021, 18:46
 Silva Silva
"Cara feia pra mim é fome." Venho deixar meu agradecimento por ter proporcionado uma leitura leve, divertida e cheia de personalidade com essa maravilhosa linguagem regional do meu Nordeste. Obrigado por compartilhar o causo do seu Chico, parabéns Afonso!
April 26, 2021, 17:58
 Silva Silva
"Cara feia pra mim é fome." Venho deixar meu agradecimento por ter proporcionado uma leitura leve, divertida e cheia de personalidade com essa maravilhosa linguagem regional do meu Nordeste. Obrigado por compartilhar o causo do seu Chico, parabéns Afonso!
April 26, 2021, 17:58
Max Rocha Max Rocha
Eita que Mestre Francisco e seu Idalino tão sempre na pendenga sô! Cada um mais esperto que o outro. O ceguinho que tudo vê x a esperteza de repentista do contadô de causo... E nessa quem se ferra é o princípe das treva! Ô drupa xonada sô! Sua pena transita bem no regionalismo Affonso. É causo pra lê de luiz acesa.... Rsrsrsr. Muito bom. Aplausos do Fantasma.
April 23, 2021, 15:27
Afonso Luiz Pereira Afonso Luiz Pereira
Um esclarecimento, senhores leitores, este conto está repleto de erros de português, principalmente nos diálogos, no entanto esclareço que os acentos gráficos, conjunções verbais em desacordo, a ortografia errônea de muitas palavras, são propositais na intenção de buscar mais verossimilhanças com a linguagem oral regionalista dos contadores de história do interior das pequenas cidades do Nordeste.
April 23, 2021, 13:05

  • Wesley Deniel Wesley Deniel
    Ah, sim. É totalmente compreensível e aceitável quando a situação pede. Aliás, faz toda a diferença quando queremos contar uma história passada em outras regiões ou países. No mais, meus parabéns ! Mais uma história leve e divertida, de muito bom tom. Grande abraço ! 🙂 April 29, 2021, 05:50
Alex Lorenzo Alex Lorenzo
Parabéns pelo conto. Eu ri em vários trechos, imaginando a cena com personagens de fala bem caracterizada. Leitura leve e gostosa.
April 22, 2021, 13:08
~