karimy Karimy Lubarino

A minha história parece a coisa mais absurda do mundo. Claro que sim. Afinal de contas, nela eu afirmo a existência de deuses. E é claro que eu nunca contei nada sobre isso pra ninguém — todos me chamariam de louca, sem dúvidas, e minha mãe é particularmente paranóica com o que diz respeito a esse tipo de coisas, então não quis tentar a sorte. Acontece que eu precisava muito desabafar, então me veio uma ideia: por que não fanficar? Eu sempre quis tentar mesmo!


Fanfiction Livros Todo o público.

#mitologia #percyjackson #olimpo #annabeth #percy #osheroisdoolimpo #minotauro #cheirodelivro
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O dia que enfrentei o Minotauro

Notas:

Olá, pessoas! Tudo certo?

Bom, eu achei que não ia conseguir escrever nada pro #cheirodelivro e até estava triste por isso, mas, nos últimos instantes, aqui estou eu hahahah

Apesar de ser uma história escrita de última hora, eu me diverti bastante escrevendo e espero que vocês curtam. beijinhos 🥰.

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A minha história parece a coisa mais absurda do mundo. Claro que sim. Afinal de contas, nela eu afirmo a existência de deuses. E é claro que eu nunca contei nada sobre isso pra ninguém — todos me chamariam de louca, sem dúvidas, e minha mãe é particularmente paranóica com o que diz respeito a esse tipo de coisas, então não quis tentar a sorte. Acontece que eu precisava muito desabafar, então me veio uma ideia: por que não fanficar? Eu sempre quis tentar mesmo!

Olá! Meu nome é Mariana e eu acabei de fazer 15 anos. Sei que talvez você tenha coisas mais importantes para fazer, mas ficaria feliz se ficasse aqui comigo e descobrisse um pouco mais sobre o que tive de enfrentar naquele dia.

Bom, era fim de Abril de 2021, em meio à pandemia do COVID-19. Eu moro em São Paulo e praticamente nada lá estava funcionando, mas mesmo assim precisei sair naquele dia — morrendo de medo, devo dizer, em principal quando vi que o ônibus estava lotado — para buscar o remédio de pressão da minha avó, que mora na casa ao lado da minha.

Quando desembarquei do ônibus, na volta do postinho de saúde, com a sacola de remédios da vó na mão, prendi a respiração com o que vi: um senhor magro parado no ponto de ônibus. Mas, claro, não prendi a respiração por ver o velhinho, fiz isso ao perceber o que ele segurava, que era um carrinho de mão — desses de construção mesmo, parecia até bem surrado e com marcas de tinta e tudo — LOTADO com livros.

Eu sempre amei ler. Sempre mesmo — e isso não fez de mim a aluna mais popular da escola, infelizmente, porque eu sou uma pessoa legal e divertida. E como uma boa leitora, me aproximei do senhor, os olhos cravados nos livros.

— O senhor está vendendo? — perguntei, e minha voz saiu abafada por causa da máscara.

Ele fez que não, parecendo bastante solene.

— Este é o meu sebo ambulante — respondeu o senhor. Apesar de ele também usar máscara, era nítido que sorria, parecendo empolgado por ver alguém interessado nos livros. — Eu costumo sair uma vez ou outra pra doar alguns dos meus livros. Hoje em dia, infelizmente, não encontro muitas pessoas interessadas, mas mesmo assim... Eu adoro compartilhar o melhor que o mundo tem a oferecer. E nada melhor do que viajar nas páginas de um livro.

Eu assenti com avidez, já de olho em um livro de capa verde cheio de glitter, que estava logo abaixo de um livro de Dante. Eu queria pegar, lógico, mas estava com um pouco de vergonha e com medo de ser acusada de estar atrapalhando o tráfego (eu estava parada na calçada que dava pro ponto de ônibus).

— Será que posso pegar um? — perguntei timidamente. — Eu adoro ler.

— Ah, mas é claro. Fique à vontade pra procurar.

Você já deve saber onde foi que enfiei minhas mãozinhas, não é? Pois é. Não resisti e fui direto ao livro verde com glitter. Na capa havia o desenho de um Minotauro e eu podia jurar que já tinha visto artes parecidas com aquela, e o título só confirmou minha impressão: Percy Jackson — O Presente de Hermes.

— Ué! — falei. — Mas que livro é esse?

O velhinho, com as sobrancelhas franzidas, se curvou em cima do livro pra vê-lo melhor.

— Ah, sim. Esse livro. Bom, ele é um livro recente, na verdade. É muito bom. Devorei em menos de uma hora.

Bom, aquilo não me surpreendeu, até porque era um livro bastante fino. Um conto, provavelmente.

— É de uma nova saga ou o quê? — quis saber.

— Ah, não, não. Esse aí se passa depois de O Último Olimpiano e antes de O Herói Perdido, da saga Os Heróis do Olimpo.

Meu coração deu um pulo. Eu amava os livros de Rick Riordan mais do que tudo, mas não sabia sobre o lançamento daquele livro. Deixei um assovio animado escapar de meus lábios e já abracei o livro.

— Posso ficar?

— Mas é claro! — disse ele.

Eu agradeci, sem jeito, e depois disso disparei pra casa. Queria ler o livro o mais rápido possível. Passei na casa da minha avó para deixar os remédios dela e depois fui pra casa. Minha mãe me chamou, mas disse que falava com ela depois e fui direto para meu quarto, empolgada.

Quer saber de uma coisa engraçada? Eu sequer me dei o trabalho de pegar o celular e pesquisar sobre o livro. Isso nem me veio à cabeça. A única coisa que se passava por minha mente era o quão sortuda eu tinha sido de ter encontrado aquele senhor.

Me deitei em minha cama e abri o livro. E foi aí que a coisa mais estranha do mundo todo aconteceu na minha vida.

Eu senti dores pelo meu corpo todo e as coisas pareciam um pouco confusas. Eu não estava lendo? Então, onde estava o meu livro? E por que eu estava sentindo um cheiro estranho de mato?

Abri os olhos e imediatamente soltei um grito.

Em toda minha vida eu nunca tinha visto uma coisa tão bizarra. E ela estava lá, me encarando com aquele monte de olhos arregalados, surpresa pelo meu grito.

— Ei! Calma aí. Calma. Calma.

Uma menina com voz doce, mas bastante incisiva. Eu me agarrei a ela como se minha vida dependesse disso. Ainda estava na cama, mas agora no cantinho, segurando desesperadamente naquela garota que eu não fazia ideia de quem era enquanto olhava pra um cara loiro, com cabelo de surfista, e vários — e quando digo vários, quero dizer VARIOS MESMO — olhos azuis espalhados por toda parte do corpo e rosto.

— O que é ele? — perguntei a ela, a voz trêmula.

— Argos — chamou ela —, tudo bem. Pode deixar que cuido dessa mocinha aqui.

Argos? Eu conhecia aquele nome de algum lugar — e era um nome importante pra se lembrar naquele momento —, mas não estava conseguindo puxar a coisa toda da memória. Me sentia apavorada demais pra isso.

Ele fez alguns gestos, mas eu realmente não queria mais olhar, então enfiei o rosto no vão do pescoço da menina. Meu coração batia acelerado. O que estava acontecendo comigo? Será que eu enfim tinha enlouquecido?

— Tudo bem, tudo bem — disse a menina.

Eu me separei dela com cautela, e só então a encarei. Ela tinha cabelos loiros que iam até o meio das costas, olhos cinzentos curiosos e inteligentes, um narizinho arrebitado e usava uma blusa laranja feia pra caramba.

— Quem é você? — perguntei. Não queria ser indelicada nem nada. Mas, poxa, já estava com medo de estar enganada quanto a quem eu era!

— Meu nome é Annabeth. Nós encontramos você caída na entrada do acampamento.

— Acampamento? — sussurrei, e então olhei ao redor.

Eu estava em um quarto amplo e bem iluminado. Da janela à minha esquerda eu podia ver várias casas — algumas muito esquisitas — e as que mais me chamaram a atenção eram duas que pareciam templos, e uma terceira que mais se parecia um mausoléu infernal.

— Homem com olhos pra tudo que é lado — eu refleti em voz alta, e Annabeth riu —, uma menina chamada Annabeth de olhos cinzentos e um acampamento? — Eu franzi a testa e, quando ela estava prestes a responder meus devaneios, eu gritei: — Acampamento meio-sangue!

— Ah, pelo jeito ela sabe bem onde está. — Um homem havia entrado no quarto com sua cadeira de rodas e estava parado de frente à cama, nos observando como se tentasse resolver um problema terrível.

Quíron, pensei no mesmo momento, o coração disparado.

Mas então um estalo me fez pensar com um pouco mais de clareza: a Anabeth parecia ser um pouco mais velha do que eu. E no final de O Último Olimpiano ela tinha ido morar com o pai, o que significava que eu deveria estar um ano depois daqueles acontecimentos. Lembrei o que o senhor que me deu aquele livro havia dito, sobre o livro se passar antes de Os Heróis do Olimpo, e engoli em seco.

De alguma forma, eu estava dentro daquela história?

Ah, cara, eu tava muito doida, isso, sim. Ainda assim, eu não podia arriscar. Afinal, se eu estivesse no lugar deles, como eu me sentiria se uma estranha me dissesse que eu era um personagem de um livro? Ah, que horror, não podia fazer isso de jeito nenhum. Então achei por bem me fazer de desentendida.

— Ah... — balbuciei. — Acho que estou numa confusão.

— Uma confusão? — perguntou Annabeth, e trocou um olhar com Quíron. Foi impressionante perceber como eles pareciam sintonizados.

— Pois é. Bom, eu não sei como explicar isso direito, mas... Esse não é bem o meu mundo. Eu só... apareci aqui? E não sei como isso aconteceu.

— Esse não é o seu mundo? — perguntou Quíron, desconfiado.

— Bom. O negócio é que encontrei um senhor e ele estava com uns livros dentro de um carrinho de mão. Disse que era um sebo ou coisa assim. Aí eu peguei um livro. Eu comecei a ler, e quando percebi estava aqui.

— Ah, tudo bem se eu conversar com você a sós por um instante? — pediu Annabeth a Quíron, e os dois me deixaram sozinha no quarto.

Eu me levantei e fui espiar pela janela. Quase tive um ataque cardíaco ao ver um sátiro. Quando eu lia os livros, pensava que um sátiro devia ser a coisa mais fofinha do mundo, mas, caramba, ver aquela bunda e pernas peludas e aqueles cascos no lugar onde deviam haver pés era uma experiência quase traumatizante. Acredite em mim: os chifres, diante dessas coisas, não eram nada.

— Ah, querida — disse Annabeth, com calma, depois de voltar com Quíron —, como você se chama? Consegue se lembrar do seu nome?

Eu fiz que sim.

— Mariana.

— Mariana — pronunciou Quíron. — Tenho uma leve suspeita sobre o que pode ter acontecido com você, mas, para conseguir te ajudar, receio que você tenha que enfrentar alguns percalços.

Eu olhei pros dois, desconfiada. Já sabia que a cara deles queriam dizer encrenca, então engoli em seco. Apesar do medo que tinha de qualquer coisa que envolvesse esforço físico, eu me sentia preparada para uma aventura. Afinal de contas: não é todo dia que se pode conhecer seus personagens preferidos de livros!

— Eu entendo — disse por fim. — Estou preparada, desde que consiga voltar pra minha casa.

Talvez você esteja aí pensando: por que voltar pra casa? Por que não ficar mais nesse mundo? Bom, a resposta é bem simples: a minha vida não era nada perfeita, mas eu amava ser eu e amava minha família. Como eu poderia simplesmente esquecer meus pais e minha avozinha? Eu precisava voltar.

— Muito bem — disse Quíron. — Essa vai ser uma jornada difícil, Mariana, mas Annabeth e Percy irão te ajudar.

Meu coração perdeu uma batida quando ele falou o nome Percy. Ele continuou a falar, mas eu só conseguia gritar internamente EU TÔ NO ACAMPAMENTO MEIO-SANGUE! EU VOU SAIR NUMA MISSÃO COM PERCY E ANNABETH!

— Entendeu? — perguntou ele. Eu pisquei, sem saber de nada.

— Hã... o que ele quis dizer — começou Annabeth —, é que temos que encontrar Hermes. Se tivermos sorte, conseguiremos achar ele no centro de Long Island. Não é muito longe daqui, então existe a possibilidade de tudo ser bem tranquilo, mas Percy e eu iremos com você pra garantir que você ficará bem.

— Hermes? — perguntei.

— Hermes é um deus grego. Sei que é difícil acreditar, mas...

— Eu sei quem ele é — disse eu, e dei uma risadinha. — Eu acredito em tudo isso. — É claro que nessa parte eu meio que menti: eu acreditava que os deuses existiam naquele mundo, mas sabia que eles não existiam de VERDADE. — E esse é um lugar onde semideuses ficam principalmente nas férias, não é mesmo?

Eles pareceram assustados, e nesse momento eu quis me bater por ter aberto o bocão daquele jeito.

— Gente, eu sei que vocês devem estar se perguntando como eu sei disso. Mas eu simplesmente não posso dizer. Não é que eu não queira nem nada, porque eu quero contar tudo, acreditem, é só que eu não posso. Acho que é a coisa inteligente a fazer.

Annabeth colocou a mão na cintura e pareceu bastante assustadora com aquele olhar perscrutador, mas Quíron, por incrível que pareça, parecia concordar e entender o que eu tinha dito — eu particularmente acredito que ele não fazia ideia do que estava acontecendo, mas preferia não se envolver mais.

— Arrumem-se — disse ele. — Vou tentar contatar Hermes e avisar que vocês estão a caminho.

Eu fiquei na expectativa, louca pra conhecer a nova receptáculo do Oráculo — apesar de que eu achava bem mais legal quando o oráculo ainda era um esqueleto —, mas em vez disso Annabeth me levou para um celeiro grande e decadente, tipo aqueles que vemos em filmes dos EUA. No meio do caminho, vi alguns campistas, mas Anabeth me disse que nem todos tinham chegado ainda.

— Eu não acho que seria bom dar uma arma a você — disse ela —, mas também não acho que seria inteligente deixar você sair com a gente desprotegida.

— Posso ter uma faca? — perguntei, entusiasmada, sabendo que era a arma que ela utilizava.

Annabeth hesitou, e eu me lembrei da trama do primeiro livro de Os Heróis do Olimpo e de que logo ela levaria outra menina ali, que também escolheria uma faca — com má reputação.

Ela me deu uma lâmina que parecia bastante velha e sem fio. Eu fiz careta e estava prestes a encostar o dedo pra testar o fio quando ela gritou:

— Não! Ela só parece não ser afiada. Toma aqui. — E me entregou uma bainha de couro preto, que eu usei pra esconder a lâmina.

Saímos do celeiro e Annabeth me pediu para esperar um pouco por ela. Eu vi várias coisas inusitadas e confesso que só não saí do meu lugar pra explorar tudo porque tinha medo de me deparar com alguma armadilha feita pelos filhos de Hermes, pois sabia bem que eles eram uns pestinhas.

Minutos depois, Annabeth apareceu no meu campo de visão com um rapaz ao lado. Os dois não estavam de mãos dadas nem nada, mas era bastante nítido o quanto estavam se amando, o que me fez querer correr até eles e pular no pescoço dos dois. Torci pra que os dois ficassem juntos em todos os livros, e lá estavam eles. Mas então uma lembrança me ocorreu e fiquei, triste, sabendo que dali a uns dias Percy desapareceria. Suspirei.

— Mariana — disse Annabeth —, esse aqui é Percy. — Havia um brilho nos olhos dela. Tão fofa!

Percy me cumprimentou apetando minha mão. Ele disse alguma coisa, mas, cara, eu estava tão feliz em ver aqueles dois juntos que não consegui prestar atenção no que ele disse e fiquei que nem uma boba balançando a cabeça positivamente e com um sorriso besta no rosto. Conhecendo Percy como conhecia por causa dos livros, sabia que ele devia estar me achando uma doida.

— É melhor irmos logo — disse Annabeth.

Eu concordei. Foco no meu mundo, foco nos meus pais. Aquele mundo era, sem dúvidas, incrível, mas eu precisava voltar pra minha vida. Precisava voltar pra minha família.

Saímos do acampamento e subimos uma colina, onde estava a árvore que um dia foi Thalia. Eu soltei um grito estrangulado quando vi o que estava enrolado na base do tronco da árvore, pois tinha me esquecido completamente do dragão que agora protegia o Velocino de ouro. E por falar nisso, o Velocino não era um cobertor felpudinho dourado como eu havia pensado. Não. Ele possuía pelos bem rústicos e emaranhados e a cor ouro dele era tão brilhante que parecia que poderia me cegar a qualquer momento.

— Vamos pedir um táxi? — perguntei.

— Bom, na verdade a gente vai precisar andar.

— Por quê? — Por um lado, eu estava feliz, pois tive medo da possibilidade de ela chamar aquele táxi com as irmãs de um olho só, mas por outro fiquei horrorizada com a possibilidade de ter que andar muito.

— Bom, a verdade é que Quíron disse que você devia ter o mínimo possível de contato com o nosso mundo — disse Percy, mas parecia entender tanto quanto eu o que aquilo significava.

— Eu imagino que ele pediu isso por causa do que você nos contou — explicou Annabeth. — Se você é mesmo de outro mundo, então as coisas podem ficar um pouco complicadas caso você fale algo que não devia a alguém do nosso mundo. Entende?

Eu fiz que sim, me perguntando se as regras da viagem no tempo se aplicavam para o meu caso, mas não tive tempo pra pensar sobre aquilo. Eu queria conversar com meus personagens favoritos!

Sei que pode parecer meio sem graça o fato de eu amar o Percy e a Annabeth, que são os personagens de maior destaque da série Percy Jackson e os Olimpianos, mas eu não podia fazer nada quanto a isso. Eu gostava da personalidade deles, de como eles eram pessoas boas e de tudo o que os envolvia.

Eu comecei com perguntas simples.

— Vocês chegaram quando no acampamento?

— Hoje, na verdade — disse Percy. — Pouco antes de você aparecer.

— Na verdade viemos um pouco mais cedo que os demais — disse Annabeth, e percebi que as bochechas dela coraram.

Ah, caramba, eles eram fofos demais e eu queria poder gritar isso naquele momento, mas continuei a fazer perguntas. A maioria das coisas que perguntei poderiam ser consideradas banais, como a cor preferida deles e a comida preferida também, mas eram coisas que eu sabia que me fariam sentir realmente conectada a eles. E era isso o que eu mais queria. Me conectar.

Eu não sei bem como foi que a conversa acabou mudando de rumo. Talvez o fato de eu já estar suada e quase morrendo de cansaço tenha contribuído com o fato de eu ter me deixado levar daquele jeito, e com certeza eu sentir como se já conhecesse Percy e Annabeth desde sempre ajudou bastante também, mas o fato é que eu estava falando sobre coisas que achava que nunca teria coragem de falar com ninguém mais.

— Eu amo os livros — disse eu. — Mas não é só isso. Eu queria mais, queria escrever histórias incríveis pra que adolescentes como eu pudessem ler. As pessoas costumam dizer que leem pra fugir da vida real, mas eu acho que ler na verdade nos prepara pra encarar as coisas que vivemos e que nos ajuda a ser mais empáticos.

Eu suspirei. Annabeth e Percy, diferente de mim, não pareciam nada cansados da nossa extensa caminhada. Eles ficaram pensativos depois de ouvir o que eu disse, e eu, envergonhada, observando os carros que passavam na pista do lado esquerdo.

— E por que você não escreve? — perguntou Percy. — Se esse é o seu sonho, por que não faz virar realidade?

Eu soltei um risinho nervoso.

— Eu até conheço algumas plataformas de publicação na internet, onde poderia fazer isso de graça, mas... — me estremeci. — Eu realmente não acho que tenho coragem.

— Por quê?

Eu dei de ombros.

— E se alguém me criticar? Se os comentários forem rudes e grosseiros? Eu acho que não saberia lidar com isso.

— Eu já pensei assim — sussurrou Annabeth, e nesse momento até Percy pareceu intrigado. — Eu sempre sonhei em ser uma grande arquiteta, em construir monumentos em nome dos deuses que durariam éons, mas morria de medo de ser apenas mais uma no meio da multidão. Afinal de contas, muitas pessoas têm o mesmo sonho que o meu. Muitos irmãos meus têm esse sonho, inclusive, então nunca pensei que conseguiria me destacar. Mas, sabe, Mariana, depois de um tempo eu percebi que não ia adiantar muito eu ficar com esse pensamento. Enquanto eu não me esforçasse, estudasse e tentasse alcançar o meu sonho com unhas e dentes, eu não saberia o resultado da minha conquista. E quer saber? Se alguém me criticar, eu vou ficar triste, provavelmente, mas vou seguir em frente e dar o meu melhor, porque é isso que eu amo fazer, então desistir não é uma opção.

Aquilo ficou martelando na minha cabeça. Eu não consegui dizer nada, apenas anuir para ela enquanto imaginava como seria me inscrever em uma daquelas plataformas de autopublicação e escrever algo. Suspirei. Ah, como era bom conhecer os meus personagens preferidos.

Foi então que minha barriga roncou, e Percy soltou um riso discreto. Nós aproveitamos que estávamos chegando perto do centro, onde supostamente deveríamos encontrar Hermes, e paramos para fazer um lanche em uma lanchonetezinha de beira de estrada. O lugar cheirava a bacon e ovos fritos, o que só aumentou ainda mais a minha apetite.

O lugar estava vazio e o único barulho vinha da cozinha, alguém mexendo nas panelas. Nos sentamos na mesa dos fundos e tocamos uma campainha que estava em cima da mesa (achei isso curioso e minha vontade foi de ficar apertando aquele botãozinho, mas me contive).

Da porta da cozinha surgiu um homem tão alto que teve que abaixar a cabeça pra passar pela porta. Ele era um cara assustadoramente musculoso, com o pescoço até inchado, o que fazia com que o avental parecesse minúsculo e cômico no corpo dele. Na hora que Annabeth, que estava do meu lado, o encarou, levantou com um salto, as mãos na minha blusa.

— Vamos dar o fora daqui! — disse ela.

— Ah, não — murmurou Percy.

— VOCÊ! — vociferou o homenzarrão.

Eu não estava entendendo nada, claro. Quem era aquele homem, afinal? Nos livros não tinha nada sobre... Ah, seria possível que eu estivesse de cara com Ares? Balancei a cabeça. Não faria sentido o deus da Guerra estar vestindo um avental ridículo em uma lanchonete. Então...

— Minotauro, então você já reviveu — disse Percy, parecendo bastante confiante.

Eu me encolhi ainda mais no banco em vez de levantar. Minotauro? Ah, que horror! Eu fechei os olhos e contei até três. Quando os abri de novo, lá estava a verdade: não sei como, mas eu consegui nesse momento o ver como ele de fato era, talvez o fato de eu já conhecer a história toda tivesse contribuído ou talvez a névoa tenha se dispersado por eu ter ouvido o nome dele. A cara de touro era assustadora, e aqueles chifres... engoli em seco.

— Pessoal — gaguejei eu. — E agora?

— Vamos correr! — Annabeth me puxou com força do assento e nós três saímos correndo.

O Minotauro soltou um rugido forte e alto, e em seguida pulou o balcão. Ao cair na nossa frente, ele abriu os braços, enfurecido, e jogou longe duas mesas, limpando caminho.

Se eu estava com medo? Bom, eu não sei como consegui me segurar, porque quase, quase fiz xixi nas calças.

Do bolso, Percy tirou uma caneta comum, e eu já fiquei um pouco mais confiante com isso. Ele tirou a tampa da caneta e, como num passe de mágica, ela se transformou na espada Contracorrente.

— Vamos lá, coisa feia! É hoje que acabo com você de novo — provocou Percy.

O Minotauro era bem mais burro do que eu tinha imaginado, porque comprou a provocação na mesma hora, ciscando no chão feito uma galinha e partindo pra cima do semideus. Annabeth me puxou pelo braço outra vez, e desviamos de uma mesa caída enquanto Percy se desviava do homem-touro, ela estava corajosamente com a faquinha na mão, o que me fez perceber que ela devia ser louca. Como assim ela realmente encarava aquelas coisas com aquela lâmina minúscula? Então ri de mim mesma, lembrando que também carregava uma.

— Vamos ajudar Percy — disse Annabeth.

Eu achei que ela tava brincando; afinal de contas, já estávamos perto da porta. Mas então olhei para trás. Percy estava encurralado pelo Minotauro e já mal conseguia brandir a espada naquele espaço apertado.

— Ah, que coisa — murmurei. — Vamos então.

E, pasmem, saí correndo. Claro que Annabeth correu bem mais rápido do que eu e pegou uma mesa e jogou nas costas do monstro. O problema é que aquilo nem pareceu fazer cócegas nele, que ainda tentava agarrar Percy. Sem ter muitas ideias, eu acabei fazendo uma coisa muito estúpida: dei um pulo e me agarrei às costas do Minotauro.

Ele começou a se debater feito louco, e eu via as coisas passando por mim ao borrões. A sensação era a de estar me segurando a um touro mecânico de um parque de diversões ligado no máximo. E certamente vomitaria se tivesse com alguma coisa no estômago.

Em determinado momento, já não pude mais me segurar, e fui lançada longe. Tonta, olhei para frente e vi Percy caído no chão, e Annabeth mergulhou de encontro ao monstro, o que me fez perder o fôlego de medo. Eu me ergui e a primeira coisa que vi na minha frente se tornou uma arma: uma cadeira, que lancei nas pernas do homem-touro.

Eu já estava a ponto de ter um ataque de pânico quando Percy se ergueu com Contracorrente nas mãos e atacou o monstro, que imediatamente se desintegrou e se tornou pó diante dos meus olhos.

Por um momento, estávamos todos exaustos demais para falar ou se mover, mas depois de alguns segundos nos recuperando, saímos em disparada porta afora, até porque se o Minotauro estava fazendo um bico de atendente naquela lanchonete, com certeza não íamos querer saber quem era o cozinheiro.

— Só mais um pouco — gritou Annabeth pra mim.

Ela disse isso porque, caramba, eu estava morrendo de cansaço, com dor nas costelas já, mas continuei como pude, desejando a todo momento ter a compleição de semideus como eles, pra poder correr tanto depois de uma luta como aquela.

Nós diminuímos o ritmo quando conseguimos enxergar uma loja simples e discreta com o nome CORREIOS DOS CÉUS.

— Posso ser leiga sobre algumas coisas, mas aposto que é ali onde vamos encontrar Hermes — disse eu, apontando para o lugar.

— Bastante óbvio — disse Percy, e Annabeth concordou.

Entramos no lugar. Havia uma mulher mascando chiclete no balcão enquanto lixava as unhas. No computador da loja, algo que parecia ser uma novela mexicana passava, e ela estava compenetrada nela ao ponto de parecer não notar a aproximação de nós três.

— Moça? — chamou Annabeth.

A mulher olhou pra gente e, a julgar pela cara que Annabeth fez, ela deve ter travado tanto quanto eu. Nós sabíamos que encontraríamos Hermes lá, mas não fazíamos ideia do que devíamos falar.

— Em que posso ajudar? — perguntou a mulher, a voz anasalada.

— A gente, hã, é... estamos procurando pelo Hermes — disse Percy, e nesse momento eu não aguentei e tive que tapar a boca pra não soltar uma gargalhada. Afinal, estávamos procurando por um deus, achei que pelo menos daríamos um nome falso ou coisa assim.

Percy acabou rindo comigo, Annabeth me cutucou e a mulher me passou um olhar mortal.

— Quem gostaria de falar com ele?

E então, atrás dela, passando por uma porta de missangas, ele surgiu. E ele era tão lindo que eu fiquei paralisada. Não era à toa que um monte de mulher caía na lábia daquele canalha!

Annabeth me deu um empurrãozinho, me trazendo de volta à realidade.

— Ah... — O que eu diria? — Quírion pediu pra que te procurássemos.

E só depois de ter dito aquilo reparei no sorriso zombeteiro que ele tinha.

— Será que vocês poderiam nos dar um minutinho a sós?

Eu engoli seco. Annabeth e Percy saíram da loja, e a atendente, toda despreocupada, passou pela porta de missangas, ainda mascando o chiclete e lixando a unha. Estranha pra caramba.

— Ah, senhor Hermes. Quero dizer, deus Hermes, eu estou aqui...

— Eu sei por que você está aqui. E espero que tenha gostado do meu presente.

Eu ergui minhas sobrancelhas, sem entender nada.

— Presente? Que presente?

Ele se apoiou no balcão.

— Você acreditou em mim — murmurou ele, o sorriso ainda nos lábios. — Enquanto lia os livros, você acreditou no meu motivo para não interferir na vida do meu filho e, mais do que isso, você realmente acreditou na minha existência e na existência de todos nós. — Ele abriu os braços, como se para mostrar todo aquele mundo fictício.

Eu me senti envergonhada naquele momento. Ele tinha razão, tinha mesmo. Suspirei. A verdade é que eu sempre acreditei que todos os livros e todos os personagens que eles continham eram verdadeiros. Podiam ser ficcionais no sentido de não existirem no mesmo mundo que o meu, mas ainda assim existiam. Eu não saberia de fato explicar, mas sempre tive o sentimento de que os livros eram mundo reais e talvez fosse por isso que eu amasse tanto a ideia de ser uma criadora, uma escritora.

— Um presentão — disse eu, e enxuguei uma lágrima. — Mas eu queria poder ir pra casa agora.

— Pra escrever? — perguntou ele, um olhar sapeca.

Eu me senti surpresa, mas depois acabei percebendo que, sim, eu queria mesmo escrever. Queria contar ao mundo minha aventura naquele mundo, mas sabia que falar me tornaria uma louca, mas fanficar... bom, eu podia tentar.

— Acho que sim — disse eu.

— Então talvez você queira se despedir dos seus amigos — disse ele, e chamou Annabeth e Percy de volta.

Eu agradeci aos dois por me salvarem do Minotauro, mas eles eram tão legais que disseram que não poderiam ter derrotado o monstro sem minha ajuda — o que eu obviamente sabia ser mentira.

Com lágrima nos olhos, vi os dois se afastarem quando o Caduceu surgiu nas mãos de Hermes.

— Adeus, Mariana — disse o deus. — E lembre-se de uma coisa: sua missão como escritora não é só a de levar seus leitores para dentro dos seus livros, como também a de encorajar outros escritores como você.

Eu ia dizer que ele estava louco, até porque eu demorei uma vida pra decidir escrever e acabei o fazendo só por causa daquela aventura louca, mas não tive tempo de falar nada. Olhei para os meus pés e percebi que estava me desfazendo em luz, então apenas sorri para que a última coisa que eles vissem fosse a minha gratidão por terem me recebido tão bem no mundo deles.

Naquele mesmo dia eu acordei na minha cama com uma baita fome e, para minha surpresa, a faca que Annabeth me deu no cós da minha calça. O livro que aquele velhinho — que com certeza era Hermes disfarçado, o que me fez ter a compreensão de que os deuses realmente existiam, inclusive no meu mundo — me deu estava jogado do lado do meu corpo. Com medo de ser mandada de volta pra aquele mundo, peguei-o com cuidado e percebi, com espanto, que a capa do livro mostrava uma ilustração do Minotauro no momento em que eu consegui enxergá-lo como o monstro que ele era. Abri o livro, apesar do receio, e, para a minha surpresa, não tinha nada escrito ali.

No mesmo dia, resolvi escrever no livro a minha aventura. Depois de vários surtos, passei tudo para o computador e, voilà, aqui está na internet a minha primeira história: a história sobre o dia que enfrentei o Minotauro.

22 de Abril de 2021 às 01:00 15 Denunciar Insira Seguir história
15
Fim

Conheça o autor

Karimy Lubarino Imagine que a vida é uma ilusão, que a realidade não se passa de um sonho e que tudo aquilo que você acredita ser verdade é apenas uma linha em um livro. Imagine-se um anjo ou um demônio vagando pela terra em busca do seu propósito. Pense como seria se tudo aquilo que desejou se tornasse real, que seus medos fossem embora e o único sentimento que ficasse fosse o amor. Esse mundo é mais factual do que imagina, ele está presente nas histórias que você lê, nos personagens que se encaixam com você!

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Anne Claksa Anne Claksa
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April 26, 2021, 16:33
Anne Claksa Anne Claksa
Olá! Queria ter comentado antes, mas não consegui. Porém aqui estou eu :D! Adorei a sua história e posso dizer uma coisa? Eu li com a voz da sua personagem na minha cabeça, como se ela tivesse conversando realmente comigo. Gostei bastante da forma como ela contou a aventura, de como ela conversou com os personagens, do aperto que passou com o minotauro. o que me encantou mais foi o recado final, a missão de uma escritora não é só levar o escritor para dentro da história e sim incentivar outros escritores. Ah! Tem mais uma coisa, gostei da criatividade na parte em a Mariana abre o livro e não há nada escrito. Nunca imaginei que um livro pudesse estar em branco. Parabéns pelo conto! Até a próxima!!!
April 26, 2021, 16:26
Verônica Ashcar Verônica Ashcar
Olá, karimy!!! AAAAAAA que história maravilhosa! Com toda a certeza se PJ fosse escrito desse jeito gostoso que nos imergi no enredo, que trás essa sensação gostosa não teria dropado. Gente eu berrei com a Mariana ela é muito real hahahaha, shippa, sedentária e acredita no melhor das pessoas. Uma fofinha! Gostei de como há detalhes diversos como ambientação e até cheiros. Estou feliz por ter lido essa história! Hermes falando sobre ajudar outras pessoas a escrever eu só pensei na senhora! Aaaaa estou xonada! Obrigada! 😍
April 25, 2021, 11:51
Liura Sanchez Lauri Liura Sanchez Lauri
Parabéns! Mesmo sendo um conto, consegui ser transportada para o mundo dos meio-sangues e foi prazeroso ler, do início ao fim! Escrever é isso, fazer aquilo que nos dá prazer e, se possível, incitar outres a fazer o mesmo! Agradeço por sua escrita ;)
April 25, 2021, 11:45
Inkspired Brasil Inkspired Brasil
Olá, Karimy! Antes de entregarmos o comentário propriamente dito, que realça sua história seguindo critério por critério, gostaríamos de agradecer a sua presença no desafio #cheirodelivro. É claro que você esteve nele desde sua concepção, participando dos bastidores incansavelmente para trazer um novo desafio de escrita para a plataforma. Todo o seu cuidado e carinho jamais passam despercebidos, estando dentro ou fora da embaixada. O seu amor não somente pelo Inkspired, como pelas histórias que você escreve com tanto esmero, são sublinhados sempre que mergulhamos em suas histórias, tão únicas e cativantes. Seu trabalho é essencial para nós, e se temos a agradecer por todo seu esforço e dedicação. ♡ Em algum momento de nossas vidas, todos nós nos deparamos com Percy Jackson e suas aventuras no mundo moderno dos deuses gregos. Sua história já evoca um sentimento incrível e nostálgico apenas por envolver no tema um assunto tão popular e querido. Lido o título, é impossível não sentir-se ansioso sabendo o que os aguarda no decorrer da leitura. Mas como isso vai acontecer? Quem é o herói da vez? Como o protagonista acaba dentro do livro? As respostas se encontram nas linhas que compõem O Dia que Enfrentei o Minotauro, e nos surpreendem cada vez mais conforme as descobrimos. É impossível não voltar a mencionar toda a dedicação que você teve, a maneira como interligou os acontecimentos e personagens criaram um tom singular, mais que especial, para o seu conto. Você pode até pensar que poderia ter feito melhor, já a gente fica desejando fazer um pedacinho que seja do seu trabalho magnífico! Marina é simplesmente uma adolescente encantadora e a vontade dela de estar ali com seus personagens favoritos só não é maior que seu desejo de voltar para casa porque ela é simplesmente um encanto de filha. Provavelmente qualquer adolescente rebelde, em seu lugar, queria ter ficado dentro do acampamento meio-sangue e ignorado a lei de estragar a linha do tempo. Hermes se mostrou um verdadeiro brincalhão e apesar de não ter obrigado com que Mariana fosse para lá, ele ainda deu algo a ela que ela desejava do fundo do coração assim como foi na hora de voltar para casa. Quanto ao ambiente, é notável a forma com que você trás tantas descrições, fazendo com que o leitor entre naquele universo sem nenhuma dificuldade, assim como também conseguimos ver com clareza e muita imaginação a luta acirrada dentro da lanchonete. Cada detalhe novo proporcionava o desejo de querer estar no lugar da nossa querida Mariana. Quanto à gramática, não tem nem o que dizer, você dedica tanto do seu tempo com estudos e a escrita e ainda sim, após postar uma história, sempre tem tempo para trabalhar nas correções. É um prazer poder ver quanto conhecimento você transmite só de escrever textos incríveis e fantasticos. Mais uma vez, você fez das tripas coração e entregou tudo de si para o desafio! Sua participação não se limita apenas ao conto postado, mas se estende de tal forma que poderíamos passar dias enumerando cada detalhe e todo o empenho que você teve para que o #cheirodelivro entrasse em vigor, funcionando a todo vapor! Nossos desafios, arriscamos dizer que até mesmo o Inkspired, não seria o mesmo sem sua coordenação. Muito obrigada, Karimy, de todo nosso coração, por tudo que você fez e faz pelos times da Embaixada Brasileira. Especialmente, muito obrigada por mais um trabalho concluído no time de comunidade, mais uma etapa que atravessamos juntas, superando as dificuldades e sorrindo para as adversidades que encontramos pelo caminho. Ter a oportunidade de conhecer você como pessoa e autora foi uma das coisas mais maravilhosas que poderia nos ter acontecido, e somos muito gratas por ter você com a gente nessa jornada.
April 23, 2021, 23:05
Megan W. Logan Megan W. Logan
Olá, amiga! Adorei a sua história, ficou emocionante, enquanto eu lia conseguia me ver dentro dela. Mariana é uma sortuda, foi para um aventura em tanto e bom meio que descobriu que os deuses eram reais, divino o jeito que você a fez interagir com os personagens preferidos dela, e a emoção dela em conseguir se enturmar com eles, esse minotauro, que medo! Mas que bom que tudo deu certo e ela conseguiu voltar e tomar coragem de escrever a história dela, gostei do conselho da Annabeth, que meio que motivou a Mariana a ir atrás dos sonhos dela. História maravilhosa, parabéns amiga, arrasou! Pena que não consegui terminar a minha história para colocar a tempo no desafio, quem sabe num próximo desafio eu consiga. Bjs!
April 23, 2021, 03:50
amy ᘛ 🦋 amy ᘛ 🦋
Ora ora, parece que temos outra embaixadora com história em cima da hora por aqui. ᶘ ᵒᴥᵒᶅ Eu li Percy Jackson, parte da saga dos Olimpianos se sendo bem sincera, lá pra quando eu tinha uns 15 anos, no máximo. Foi interessante resgatar algumas memórias dessa época conforme avançava na narrativa da sua história, principalmente a caneta que vira uma espada; usei até como aesthetic em uma divulgação que fiz do desafio. Como faz agora que fiquei com vontade de reler tudo e não tenho um livrinho que seja? *chuif* Eu amei que a ida de Mariana até o universo do livro teve um propósito desde o início, e foi o pontapé inicial para fazê-la escrever suas próprias histórias. Hermes, como sempre muito astuto, foi crucial pra que tudo isso acontecesse. E olha... eu bem que tô precisando de inspiração aqui, viu seu Hermes? Não nego um livrinho mágico, de "grátis" ainda por cima, que vai me ajudar, não. Enfim, sua narrativa como sempre é perfeita. A história fluiu de uma maneira muito leve e divertida, e quando vi já tinha devorado tudo! Af, quero ser como você quando eu crescer. Um beijinho. ♡
April 22, 2021, 23:55
Welington Pinheiro Welington Pinheiro
Karimy, a impressão que eu tenho ao ler o seu texto é que você está mais do que na hora de escrever um livro para o público juvenil. Não sei se é o seu interesse, mas se for, vai fazê-lo muito bem. Não li a série inteira do Rick Riordan, mas li o primeiro livro "O Ladrão de Raios". Na época eu não era adolescente, já era até professor. Foi por causa dos meus alunos que decidi ler. Sou professor de história e minha pós-graduação foi justamente na cultura helênica antiga, logo, enquanto amante de literatura e professor de adolescentes, eu não poderia deixar o Rick Riordan passar, né? Li e gostei bastante. Só não fui adiante na série porque na época tinha muitas outras leituras para fazer. Depois, quando tive mais tempo, já estava desconectado da trama. E eis que você me traz de volta a ela. Isto é maravilhoso! E destaco por quê. Você não apenas escreveu dentro do universo do autor, como é a proposta do desafio, mas incorporou muito do estilo dele. A voz dos seus personagens e a interação deles com a protagonista tudo remete ao modo como o autor costumava trabalhar. A frase "tudo bem, deixa que eu cuido dessa mocinha aqui", eu me lembro dela no filme, quando a garota chega no acampamento e tem seu primeiro contato com o universo fantástico da série. As cenas de entrada e saída do mundo fantasioso do livro também foram muito bem detalhadas, suas escolhas foram muito boas nelas. O corpo da protagonista virando luz, dava pra imaginar com clareza a cena. Aliás, isto é característico desse tipo de livro: as cenas devem ser visualizadas com bastante clareza, os diálogos devem ser bem consistentes. E nada disso faltou no teu conto. Por último, gostei do modo como os deuses foram humanizados na tua trama porque era isto que era a mitologia grega. Numa época em que se acreditava em seres metade humanos, metade animais, ou divindades abstratas e distantes, os gregos imaginaram deuses humanizados e que se interessavam pelo mundo dos mortais; tinham desejos e antipatias, como qualquer ser humano. Decerto que o próprio Rick Riordan não deixou este elemento passar batido em sua obra. Mas você o valorizou bastante na tua fanfic. A conclusão de que o homem com o carrinho de livros seria Hermes foi o auge disso para mim. Enfim, havia muito mais coisas que eu poderia continuar falando sobre teu texto, mas temo ser chato e acabar escrevendo demais. Mas quero dizer que fiquei muito satisfeito em te ler e em conhecer sua técnica narrativa. Parabéns!
April 22, 2021, 22:40
Rhamanda Athena Rhamanda Athena
Karimy, boa tarde! Mulher do céu você é surpreendente, eu te admiro muito e você me inspira viu?! Amei sua história eu curto muito esse negócio de minotauro, lendas, mitos eu amo a cultura grecoromana! Você como sempre escrevendo com maestria e riqueza de detalhes em seus textos sem falar que você escreve não só com palavras, mas também com a alma e coração! Eu espero um dia ser uma autora pelo menos um pouco próxima de você Ka! Sua história na minha humilde opinião é merecedora de um filme hollydiwano! Parabéns minha amiga e boa sorte, pois para mim você já é uma vencedora não só em questão ao desafio, mas em tudo e em como pessoa! Parabéns mais uma vez Ka! ❤😘
April 22, 2021, 16:28
Isís Marchetti Isís Marchetti
Oiie, cara o que dizer dessa história? Além de ser um incentivo para os escritores, ela é simplesmente recheada de bons momentos, risadas e até mesmo muita ação e aventura. Eu particularmente senti vontade de ver o filme de Percy, apesar de estar lendo o segundo livro da franquia. Foi muito louco, acho que de certa forma eu quero assistir pra conseguir imaginar certinho o que acabou de acontecer nessa história, como se fosse possível, né! Achei incrível como você reviveu minha adolescência com apenas esse seu trabalho, foi ótimo ter tido a oportunidade de lê-lo! Adorei o jeito despojado de Marina, apesar dela ser uma adolescente, ela não é de todo rebelde e acho que isso foi o que mais me deixou encantada por ela. Somos todos AnaPercy! Abraços.
April 22, 2021, 14:55
Afonso Luiz Pereira Afonso Luiz Pereira
Olá, Karimy, não li o livro da franquia, mas vi o filme e, confesso, já faz um bom tempo, acho que foi o primeiro filme, aquele em que o Percy enfrenta a Medusa, se eu não me engano...enfim, o fato é que, como professor do ensino fundamental, houve uma fase em que os livros das aventuras de Percy Jacson tornaram-se uma febre nas escolas. Não era o meu tipo preferido de leitura, mas reconhecia o valor da obra em trazer a leitura espontânea para muitos jovens e adolescentes. A leitura tem que dá prazer, não obrigação. E eles, os adolescentes, falavam entusiasmados das aventuras do semi-deus moderno. E a história que você criou trouxe um pouco daquele entusiasmo juvenil, principalmente, na maneira espontânea da protagonista leitora, através da tua escrita, ao narrar os acontecimentos numa linguagem informal sob a perspectiva de uma adolescente fanática por seus heróis. Às vezes, não são apenas as descrições do ambiente que nos levam a imersão de um cenário, a linguagem narrativa e diálogos dos personagens também podem causar esse efeito e, penso, você conseguiu isso. A briga com o Minotauro (bem mais burro do que a protagonista tinha imaginado) foi interessante de acompanhar também. Minhas congratulações pela espontaneidade da linguagem narrativa.
April 22, 2021, 05:24
Luana Borges Luana Borges
:0 e eu que fiquei pensando... Será mesmo que é só História? Ou a moça realmente enfrentou um minotauro? Será mesmo que não é verdade? Vai que realmente existe...
April 22, 2021, 02:09

  • Karimy Lubarino Karimy Lubarino
    Será isso mesmo, produção? Hahahahahaha Fico feliz em ter plantado essa pulguinha atrás da sua orelha. Vai que a Mariana tá por aqui observando 👀. Obrigada pelo comentário. Espero que tenha gostado da história ❤️. April 22, 2021, 02:45
Max Rocha Max Rocha
Karimy, estou tentando puxar um pouco de ar por aqui, após tentar acompanhar o turbilhão de ideias que seu texto traz. O ritmo acelerado e a mescla de situações do cotidiano real com o universo ficcional por você escolhido revela uma personalidade vibrante e inquieta desta simpática escritora que em tão pouco tempo aprendi a admirar. Confesso não entender nada sobre o mundo de Percy e Annabeth, mas a mitologia grega é fascinante: Hermes, o Minotauro, a alusão ao Monte Olimpo... com certeza eu me sentiria atraído por esse universo. Aprecio sua maneira espontânea de escrever, quase sugerindo uma conversa com o leitor. Fica muito agradável. Boa sorte no desafio e abraços do Fantasma.
April 22, 2021, 02:03

  • Karimy Lubarino Karimy Lubarino
    Oiê! Tudo bem, Max? Hahaha fico muito feliz que tenha gostado. Pois é, eu realmente escolhi essa narrativa corrida porque é assim que o Rick Riordan escreve as histórias dele e achei que seria bem legal acrescentar isso. Fico muito feliz que tenha notado, de verdade. Ah, eu comecei a ler os livros desse autor neste ano e tô simplesmente apaixonada. Recomendo bastante. Apesar de se tratar de uma narrativa com personagens adolescentes, a narrativa é cativante demais ❤️. Agradeço de coração pelo carinho. Minha participação é simbólica, já que faço parte da organização, mas realmente tô precisando de boa sorte pra julgar as histórias, viu. É uma mais incrível que a outra! Beijos. April 22, 2021, 02:48
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