u15788674691578867469 Almeida

A historia do engenheiro de VALEN onde descreve um pouco de suas frustrações com suas responsabilidades e com a responsabilidade de fazer o diagnostico da nave.


Ficção científica Futurista Todo o público.
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O despertar

A vida no espaço não é algo tão divertida como imagina toda criança que sonha ir para a lua, que sonha desvendar a escuridão. Primeiro que é isso, é escuro e toda criança tem medo disso, ao menos eu tinha quando criança. Queria contar como foi a minha história, de como cheguei aqui e como contemplei tantas maravilhas e tantos desastres. E é com esse propósito que estou escrevendo esse livro.

Tudo começou em 2026, a terra não era mais um lugar habitável, não para os humanos. O COVID-19 reduziu a população até a metade, a outra metade colapsou em um evento que é conhecido até hoje como o dia da verdade. A Nasa em 2025 preparou uma nave com um sistema de criogenisação e reuniu 10 pessoas de cada pais, de cada cultura e de cada religião e ateus. Eram câmeras repletas de pessoas congeladas que depois de sair da orbita da terra se dirigiam para um planeta que teria as mesmas características que a terra.

É, se for contar os anos terráqueos hoje estamos no ano 300.002.026, mas usamos o ciclo solar de Beta, o nome que demos ao nosso segundo lar e nele estamos a apenas dois dias acordados depois de uma longa viagem. Eu olho para a estrela através do vidro da sala de controle da nave enquanto segurava um saco para vomitar, estamos em gravidade zero e isso seria uma nojeira se eu fizesse na nave. Ficar congelado por tanto tempo e acordar em gravidade zero me deu um nó no estomago. Eu olhei para o painel que mostrava nossa chegada a dois dias, eu fui o primeiro a ser descongelado, sou o engenheiro, se algo desse errado, se tivesse algo falhando na nave eu teria que consertar o mais rápido possível. Ou melhor, instruir os pequenos drones a consertar. Na tela tem uma imagem completa da nave, posso vê que cada grade da estrutura externa está intacta, mas nosso suprimento de água está todo congelado, o regulador de temperatura do reservatório falhou e depois de anos parou de funcionar. Os filtros de ar ainda estão saldáveis, podem manter o ar puro por longos anos ainda, mesmo com o dobro de pessoas que temos a bordo acordada. O programa não despertará mais ninguém até eu confirmar que tudo estivesse sobre controle, então eu enviei dois drones para consertarem ou substituírem regulador de temperatura na armazenagem de água enquanto passava uma varredura na nave em busca de possíveis fungos ou bactérias. A pesquisa estava em 12% e avançando 1% a cada minuto e alguns segundos a mais ou a menos, dependendo do tamanho do cômodo que estivesse escaneando. Fechei o saco de vomito e joguei no lixo, um tubo de ar que sugava o que era descartável para a área de lixo que era compactado uma vez que estivesse em 75% de sua carga e na teoria seria jogado no espaço depois de incinerar.

Quase dando duas horas depois os drones já tinham dado conta do regulador de temperatura e a analise revelou que apenas um cômodo estava infestado de fungo, o mesmo foi isolado e dispersado um gás para elimina-los e colocado em quarentena. Com isso feito dei a minha avaliação ao sistema, e ele iniciou o processo de despertar dos operadores, os quais iriam avaliar nossa trajetória e da especialista médica que iria verificar nossa condição depois de tantos anos congelados. Eu aguardava ela, sabia que seria o primeiro a ser analisado por ter sido o primeiro a ser despertado. Não me sentia muito bem, na verdade acho que era pelo fato de estamos em gravidade zero. Não tive treinamento para isso, a Nasa apenas nos colocou nos tubos e nos enviou depois de checar se estávamos saldáveis.

-- “Que merda, isso é horrível. -- Disse a especialista médica Evelling Thomas, eu rir olhando para ela e mostrando onde era o dispensador de lixo para ela jogar o saco de vomito dela. A mulher sentou ao meu lado depois de despachar o saco pela tubulação. – Como estamos? – Ela perguntou olhando para o painel, eu sorri. – Nós, não sei, mas a nave está melhor com certeza. – Ela novamente me encarou, afinando os olhos e depois rindo. Eu já esperava situações piores, mas não compartilhei a ela. A mulher pegava seus equipamentos e começava a me examinar, eu seguia o protocolo seguindo todos os comandos dela para que fizesse seu trabalho, passei por tudo aquilo antes de vim. – Certo certo, então como eu estou? – Eu dizia olhando para ela, que fazia uma expressão de que não tinha boas noticias e depois ria. – hahahaha, se você estivesse ruim todos nós morreríamos. Eu cuido da saúde dos vivos, sem você não estaríamos vivos caso qualquer coisa falhar. – Eu olhava o painel aliviado, mas dava uma pequena risada do que ela dizia. – Na verdade tem outros cinco engenheiros, vão continuar dormindo até que seja necessário. Fui acordado aleatoriamente e não por ser o melhor. – Eu era modesto, tinha focado minha vida no estudo de infraestrutura e engenharia espacial. Mas não queria me gabar, nem conquistar toda a responsabilidade da missão para mim. – Vou examinar os outros, se cuida. E cuida de mim também, viu? – Fiquei meio preocupado inicialmente, até entender que ela falava de minha função. Não queria relacionamentos, sempre fugir deles na verdade.

Horas depois um grupo de 50 pessoas estavam acordadas, 51 pessoas ao total contando comigo. Cada um de uma sessão necessária para a sobrevivência dos demais. De acordo com o projeto, essas pessoas trabalhando em diversas árias em conjunto seriam capais de deixar a nave alto suficiente em 1 ano. As plantações ocupavam o centro da nave, estruturas formadas com gravidade simulada a 25% a da terra era ideal para o cultivo. Sem isso a água iria flutuar e não molhar a terra. Esse setor consumia 33.333% da energia da nave, o maior gasto de energia já que os motores estavam desligados. Pela tela do monitor eu via as pessoas iniciando o plantio do que no futuro seria nosso alimento. Temos suprimentos para 51 pessoas por 1 ano e meio. Uma taxa de 50% a mais para caso algo dê errado. Mas ai todos voltariam a dormir menos os envolvidos no plantio e eu... Sim, eu teria que ficar mesmo e preparar a nave para aterrissar em ultima medida para a sobrevivência.

-- Como está a situação, me dê o relatório completo. – Eu me assustava com a voz autoritária do Capitão Jhonnes Eller, tocava no monitor para mostrar o resumo da varredura e o diagnóstico de qualidade do ar e da água. – Acredito que estamos bem. – Ele me encarou de forma intimidadora, talvez não intencional. – Acredita? Você foi colocado nesse cargo para acreditar que estamos bem ou para garantir isso? – Eu simplesmente o temia, era como se meu pai estivesse vivo ali na minha frente e eu tivesse apenas 14 anos novamente apanhando outra vez em casa por que levei uma surra dos valentões na escola. Ele voltou a olhar o monitor, e depois foi até outro terminal e abriu o seu perfil para checar suas tarefas. De longe eu chequei uma lista pequena, afinal, ‘manter a paz’ era a maior responsabilidade dele. Revirei os olhos depois de remeda-lo de forma critica e voltei a olhar o monitor mudando para as câmeras. Me distrai vendo as pessoas trabalharem, as vezes eu tinha que instrui-las de algum mal procedimento que poderia causar um problema depois. Sempre fazia isso de forma alegre e que não soasse autoritário demais. – Se continuar assim logo essas pessoas vão começar a ignora-lo. Tem que ser mais rígido soldado. – Eu não era um militar, mas para ele todos ali era um soldado, ou ao menos alguns. Pois eu o via a se referir a alguns como civis e chamá-los por sua função. Novamente um frio percorreu todo meu corpo ao ouvir a voz dele. Peguei o tablete no compartimento e sincronizei com o meu terminal, depois bloqueei a tela e fiz uma saudação militar de zombaria ao Jhon com ele de costas e fui saindo.

20 de Abril de 2021 às 18:06 0 Denunciar Insira Seguir história
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Valen
Valen

após um colapso econômico e uma serie de catástrofes , um grupo de humanos esta a anos luz da terra e se encontram a orbitar um planeta. A aventura futurista que revelara diversos problemas e intrigas entre os tripulantes, em uma ultima chance de sobrevivência da humanidade. Leia mais sobre Valen.