maxrocha Max Rocha

O brilhante investigador Ed Ronaldo se vê frente a frente com um de seus maiores ídolos. O que esperar deste duelo de titãs?


Fanfiction Todo o público.

#amor #aventura #filosofia #hipnose #cheirodelivro
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A CAVERNA (o caso da sessão de hipnose)

Ed Ronaldo não estava num bom dia. Quando acordava sem sua habitual fome de leão e não corria a devorar a enorme porção matinal de farinha láctea, algo só poderia estar errado. Nem sequer chegou a praticar a sessão matinal de alongamentos aprendida no YouTube: “Como aquecer seus músculos e ativar seu privilegiado cérebro”, em 6 aulas de 15 min. Ao contrário, sentia-se desmotivado, estado de espírito habitual quando passava mais de 2 semanas sem um bom caso a estimular seu instinto detetivesco.


Virou-se preguiçosamente e conferiu seu iPhone 12, presente de sua amada Diana Helena, a biomédica de BH, a qual comiserou-se com a situação de penúria de nosso protagonista:


— Diana, não posso continuar com este Samsung A7 2017. A plenitude de minhas capacidades cognitivas exige um equipamento de apoio condizente.

— Mas Ed, não posso sempre financiar seus gastos. Você precisa de um emprego, pois não quer mais estudar. Assim não...

— Já lhe disse Diana! A escola tradicional nada mais tem a me ensinar. Vocês humanos comuns não percebem, mas a vida está acima dessas frivolidades.

— Ok Ed. Mas nossa última conversa está de pé! Ou procura um psicólogo ou nosso amor não tem futuro!


Uma semana havia se passado desde o último encontro de Ed Ronaldo com Diana, quando a ruivinha, numa folga de seus plantões, veio visitar seu excêntrico namorado em Pedra do Monte, município da grande BH.


O IPhone 12 tilintou e Ed Ronaldo se exasperou — 09h27min — mensagem de Diana: Dra. Bertinelli, 15h10min; NÃO SE ATRASE!


O cãozinho Fox Terrier Bilau, vizinho de nosso detetive ocioso apareceu correndo e latindo. Conhecia o som do smartfone e sempre descia a rua íngreme até a praça central, acompanhando seu amigo até o ônibus para BH. Mas desta vez Ed estava soturno.


— “Estas questões sentimentais estão afetando minha soberba capacidade dedutiva...” — pensou já no ônibus, ao retirar de sua inseparável mochila Wilson a reluzente Graphic Novel do mês; pelo menos teria 1h e 50 min para a leitura voraz, até chegar à capital.


////


— Senhor Ederson Ronaldo, 23 anos, ensino fundamental incompleto, solteiro, reside em casa dos pais, curso de detetive particular pelo YouTube... hummmm — vejo aqui sua ficha. Como poderia ajudá-lo?

— Dra. Bertinelli, na verdade estou aqui para ajudar minha namorada, coitada... sempre tão insegura!

— Bem, seu questionário sobre interesses valoriza muito as mentes investigativas, estou vendo aqui.

— Pois é doutora, algumas pessoas nascem com habilidades especiais.

— O que parece ser o seu caso, certo?

— Bom, devemos ser honestos. Não posso negar minhas aptidões.

— E você acha... estas... hã... habilidades... interferem no seu relacionamento afetivo?

— Para ser franco, Diana me aborrece com sua falta de visão de mundo. Sempre pensando em trabalho, renda, futuro. Não tenho tempo para essas miudezas.

— Como o Sr. gasta seu tempo, Sr. Ederson?

— Doutora, não se ofenda. Mas como me é de praxe, pesquisei longamente sobre seu trabalho com hipnose. Foi o motivo maior de estar aqui. Concedi até mesmo a Diana a oportunidade de pagar a consulta, pois pretendo aprender um pouco mais sobre esta técnica e utilizá-la em minhas investigações.

— Então passemos à primeira sessão. Deixe sua mochila aí no criado ao lado. Olhe em direção ao relógio de pêndulo à frente de seu divã. Quando contar 48 movimentos completos à esquerda você adormecerá e nos levará aos recônditos de sua mente.

— Estou contando doutora, mas sinto dizer: vai precisar de muito mais até interromper a convulsiva... atividade... de... minhas... cél... células... cin... cinzentas...


////


— Doutora Bertinelli, aqui está frio! Poderia desligar o ar cond... mas, o quê?


Ed sentiu o corpo umedecido e se viu deitado a um piso frio e pegajoso. Algo zunia perto de seus ouvidos.


— Que diabos! Onde estou?

— 15h38min. Meu relógio espião russo nunca falha — Ed sempre recorria ao seu velho amigo de aventuras, em momentos de incerteza.

— Meu iPhone 12... sumiu!


Olhou em volta e divisou enormes estruturas pontiagudas pendendo do teto elevado do lugar. Filetes de água desciam pelas imediações ao seu redor. A semiescuridão era sufocante. Ed Ronaldo demonstrava sinais de inquietude: — uma caverna... “seres alados sibilam e aspiram o ar viciado” —, observou o atento detetive amador. Pensou em sentir medo, mas logo se lembrou das técnicas de controle de pânico aprendidas no YouTube. Acalmou-se. Tateou seu bolso esquerdo e lá estava sua lanterna Led alemã Lenser, com bateria para até 18 h. Levantou-se e começou a explorar a caverna, totalmente seguro de seus passos, graças ao tênis antiderrapante Reebok Zig Kinetica que calçava, mais uma contribuição da piedosa Diana Helena.


— Meu gravador espião biônico Bird Watcher! Tenho aqui 18 h de gravação contínua; nada vai me escapar — aliviou-se ao palpar seu bolso direito.


Foi quando uma voz cavernosa se insinuou no que parecia ser um sistema de som Bose de alta potência — Ed possuía também conhecimentos estereofônicos, sempre autodidata, desde tenra idade.


— Ed. Ederson Ronaldo! Este é o seu nome correto, confere?

— Mas... quem fala? Juro já conhecer este tom de voz. Identifique-se!

— Não se lembra de mim Ed? Estou com você desde sua infância, dentro de seu baú de imbuia, no criado ao lado de sua cama, ou mesmo em sua mochila, nas viagens de ônibus.

— Bruce? Bruce Wayne?

— Bruce é apenas um disfarce Ed. Estou acima dele. Sou o propósito de uma vida...

— Ba... Bat... Batman? É mesmo você?

— A seu dispor.


Ed Ronaldo quase não acreditou ao apontar sua lanterna alemã para onde seus aguçados instintos indicavam. Uma grande sombra enegrecida, esvoaçante, contornava um indivíduo enorme, de postura incrivelmente altiva. Sua face, oculta por uma armadura negra encimada por apêndices pontiagudos, ostentava um par de brilhantes olhos afilados num tom madrepérola. Não fosse sua admirável capacidade adaptativa, nosso jovem investigador teria sofrido um colapso ansioso.


////


— Tá certo Batman... muito lhe admiro e reconheço sua influência sobre minha formação nas artes dedutivas... mas, sei que você não é real!

— Meu caro Ed Ronaldo, tenho acompanhado suas primeiras missões... seu talento é ímpar.

— Cruzado de Capa, isto tudo é fruto da hipnose efetivada pela Dra. Bertinelli...

— Me lembro bem desta jovem; tive alguns problemas com ela... mas hoje é uma aliada.

— Aaahh... agora entendo! Fui transportado para a sua Graphic Novel do mês: “O Filho do Demônio”; tá aqui na minha... uai! Cadê minha mochila?

— Bem Ed, não tenho muito tempo para divagações. Minha vida é uma dualidade insana. Não a recomendo para ninguém. Na verdade, preciso de sua ajuda.

— O Cavaleiro das Trevas precisando de ajuda? Compreendo o fato de minha contribuição ser inestimável a quem precisar... mas suas capacidades estão em outro patamar... obviamente ainda o alcançarei, porém...

— Não se subestime Ed. Este erro... pode custar sua vida!

— Ok, Cruzado Encapuzado. Modéstia à parte, reconheço ser capaz de ajudá-lo. Qual o seu problema?

— Estou tomado por um grande dilema. Como está descrito nesta história em seu poder, renunciei à minha vida afetiva, por ser incompatível com minha cruzada contra o crime...


Ed imediatamente se pôs a pensar em Diana Helena: “teria ele o mesmo fim?”


— Tenho dúvidas! O que você faria em meu lugar? Devo renunciar à promessa feita sobre os corpos assassinados de meus pais? Tenho direito à felicidade? Ou minha missão é maior?

— Quem está perguntando? É você Bruce? — Sua excepcional intuição percebeu a mudança para um tom de voz mais intimista.

— Como já disse, ele é fraco Ed! Já decidi por ele, mas insistiu em lhe trazer aqui — retrucou novamente a voz autoritária.

— Senhores, por favor, deixemos de lado as discussões — Ed sempre lia sobre múltiplas personalidades; era sabedor do fato de muitos mistérios se esconderem sob esses comportamentos.

— Me responda Ed. O que você faria? — Novamente a voz insegura...


O maior detetive do mundo tinha sua faceta de fragilidade afinal. E a revelara sem disfarces para o promissor aspirante a investigador do interior de Minas. Ed Ronaldo, extremamente hábil em analisar fatos aparentemente desconexos, pôs-se a exercer seu maior talento, o dedutivo:


— “Isto não é por acaso. Amo Diana e ela a mim. Mas temos vidas muito diferentes. Ela me cobra uma guinada radical, rumo a uma vida monótona e pasteurizada. Por outro lado, não posso desperdiçar meus talentos com situações banais do cotidiano. A Dra. Bertinelli me jogou numa encruzilhada... mas... como ela sabia? Como saio dessa?” — as pupilas dilatadas e o frenesi dos movimentos oculares involuntários denunciava o intenso escrutínio psíquico.

— Senhor Ed Ronaldo, não tenho o dia todo! — a voz cavernosa interrompeu o transe...


////


Ed Ronaldo sempre admirou quem colocava a inteligência em primeiro lugar. Cabeça acima da massa bruta. Para ele a verdadeira força residia no uso adequado das conexões neuronais, frequentemente deixadas de lado na profusão de coisas estúpidas com as quais as pessoas costumavam perder seu tempo no dia-a-dia. Não lhe passava despercebido estar diante de uma das mentes mais brilhantes que já tivera conhecimento, quase a rivalizar com a sua própria. E por isso mesmo pesou bem suas palavras. Ainda que fictício, o binômio Batman / Bruce Wayne, com suas mais de oito décadas de atuação, sempre servira de inspiração e modelo de conduta para jovens espalhados por todos os cantos do globo. Sua responsabilidade era enorme.


— Escutem vocês dois: ainda sou jovem. Minha experiência vêm do conhecimento acumulado de farta leitura, arma tão esquecida pelas novas gerações. Tenho algo a dizer — Ed Ronaldo navegava bem pelos mares da Filosofia.

— Batman, seu comportamento é consequencialista, o que o faz acreditar na premissa de suas atitudes sempre resultarem nas melhores consequências para todos. Isto é o que te move: “o fim justifica os meios” — a imponente figura encapuzada se empertigou e assentiu com a cabeça.

— Bruce, sua angústia vem do fato de suas ideias estarem mais próximas das razões morais deontológicas; ou seja, se preocupa mais com o que está sendo feito ou com a maneira de o fazer — o homem de queixo quadrado o fitou, perplexo.

— Em resumo, vocês dois se digladiam, mas não percebem: um não existe sem o outro! Antes de agir, devemos sim pensar, de forma a que o resultado final seja o melhor possível, ou até mesmo venha a resultar no menor prejuízo tolerável, se não houver outra opção. A razão do sucesso de vocês dois, ao longo de mais de oitenta anos, se fundamenta nisso. Vocês ambos se completam. Não há razão para conflito. As teorias filosóficas não são excludentes, e sim complementares.

— Mas, mas... — as diferentes vozes se misturavam.

— Concluindo então: — Ed levantou o sobrolho direito, indicando insatisfação por ser interrompido — parem com essa história de definir o objetivo um do outro: vocês dois são um só! Depois criticam o Harvey, haja paciência... destino não se escolhe, se vivencia. Não cabe a vocês optarem pela vida amorosa ou pela vida de combate ao crime. “Somos o que podemos ser”. Não uma caricatura do que deveríamos ser. Se alguém tiver a missão de decidir, que seja em conjunto com o outro lado interessado; e sinto dizer: por aqui nesta história a contraparte feminina já se manifestou; e infelizmente, de forma negativa... sinto muito!


Um silêncio entrecortado pelo ruflar de asas dos mamíferos alados e pelos sons repousantes dos filetes aquosos perdurou por um minuto ou mais. Até que uma única voz potente e segura de si ecoou pelo sistema Bose:


— Obrigado Ed Ronaldo — a voz agora uníssona primava pela firmeza — tinha conhecimento de seu potencial, mas confesso estar estupefato. Não esperava tanto. Ficará na lembrança aqui em Gotham. Pode voltar ao seu mundo... em 48 movimentos... o pêndulo... iniciando agora...


////


— Sr. Ederson, pode acordar. Agora, no estalar de meus dedos!

— Onde? Como? — Instintivamente, como sempre o fazia, Ed mirou seu relógio espião russo: 16h12min; Dra. Bertinelli? Preciso urgentemente melhor dominar esta técnica hipnótica. Fui surpreendido. Quando começamos?

— Calma meu rapaz. Ainda não conversamos sobre seu transe hipnótico. O que tem a me dizer?

— Não posso agora doutora. Diana me espera na rodoviária. Mesmo horário próxima semana?


Em verdade o que o atraíra, depois da imersiva experiência literária, não era outra coisa senão o fascínio pelo novo. Nada lhe causava tanta satisfação quanto o desafio, o inusitado, o incompreensível. O futuro o seduzia, e de maneira fascinante. Saiu radiante; sentia saudades de sua amada.






Obs:

— pequena homenagem a Bob Kane e Bill Finger, criadores do icônico morcego encapuzado.

— Batman, O Filho do Demônio /Mike W. Barr / Jerry Bingham, DC Comics, 1987.

— Também recomendo a leitura: Batman e a Filosofia / Mark D. White e Robert Arp, 2008.

— Ed Ronaldo é personagem de minha autoria, baseado em histórias de detetives, publicado no Inkspired com o título “As aventuras de Ed Ronaldo (o detetive soberbo)”, 2021.

18 de Abril de 2021 às 22:26 25 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

Conheça o autor

Max Rocha Um Fantasma literário ou alguém que apenas gosta de escrever... me interesso por ficção histórica e científica, suspense, misticismo e mistério com um toque de humor. Às vezes enveredo pelo tom crítico e motivacional do cotidiano. Escrevo ouvindo música instrumental relacionada com o tema no Spotify, ao lado da Duda, minha cadela australiana de 5 anos. The Phantom (O Fantasma) foi criado por Lee Falk, em 1936.

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Inkspired Brasil Inkspired Brasil
Olá, Max! Primeiramente, gostaríamos de agradecer a sua participação no #cheirodelivro! Ter vocês, autores, nos apoiando com suas histórias incríveis e participando ativamente deste desafio nos deixou realmente felizes. A verdade é que alguns de nós, embaixadores, já conhecíamos o Ed Ronaldo através da história “As Aventuras de Ed Ronaldo (o detetive soberbo) e, quando vimos que ele seria o protagonista da sua fanfiction, sabíamos que teríamos algo grandioso pela frente. E você não nos decepcionou. A Caverna (o caso da sessão de hipnose) nos mostrou um novo lado do detetive: o lado leitor, que carrega sua leitura para onde quer que vá e que tem sempre algo ali na mesa-cabeceira pras noites em que o sono está distante. Perceber que até mesmo Ed Ronaldo, o nosso detetive soberbo preferido, tem tanto apreço e apego por um anti-herói tão incrível quanto o Batman nos trouxe até uma nostalgia das histórias incríveis das HQs do nosso querido e sombrio Cruzado Encapuzado. Agora a questão que fica quanto a isso é a seguinte: o nosso querido Ed Ronaldo tem também um lado negro como o anti-herói preferido dele? Se sim, saiba que adoraríamos ver. O desafio exigia que o personagem principal entrasse dentro de seu livro favorito, sendo este no seu caso uma HQ do bom e velho morcego de Gotham, e Ed Ronaldo aproveitou cada segundo da experiência, levando algumas lições para sua vida pessoal. A história foi coerente ao tema proposto pelo #cheirodelivro, de modo que compreendemos a maneira pela qual o detetive soberbo adentra o mundo fictício tão logo que lemos o título. A sessão de hipnose foi uma sacada criativa, arriscamos dizer que única. Você, como autor, merece os méritos pela criatividade e pelo modo como trabalhou seu enredo baseado no tema do desafio. Quanto aos personagens, antes de entrarmos no foco principal que é Ed, vamos falar um pouco sobre a ideia da dupla personalidade do Wayne-Batman, isso ficou bem incrível e de alguma forma ajudou a separar ambos, mesmo sabendo que um não existe sem o outro, e foi até mesmo bem engraçado a percepção de Ed nas vozes, como se eles coexistissem de fato. Ed Ronaldo é muito audacioso e independente de tudo e todos, é até engraçado que ele não nota o quanto ele depende da amada e que, de fato, é ela quem sustenta esse jeito pomposo dele. Quanto à ambientação, ficou bem claro que ele estava na caverna, apesar disso acredito que faltou um pouco mais de descrições; por exemplo, é difícil imaginar que o Batman ficou ali, pendurado o tempo todo enquanto eles tinham uma conversa um pouco longa sobre existir e abrir mão do que é necessário para poder unir uma coisa a outra. Do resto ficou tudo muito incrível. Com relação à sua gramática e ortografia, devemos dizer que você também fez um bom trabalho. Apesar disso, gostaríamos de deixar um feedback sobre um ponto gramatical específico e escolhemos falar sobre vocativos. Notamos que em determinados momentos há a falta de pontuação para separar vocativos de frases. Não é nada que atrapalhe a leitura, apenas comentamos para contribuir ao menos um pouco com o crescimento da sua escrita já tão rica. Temos certeza de que, mesmo para aqueles que não tiveram contato prévio com Ed Ronaldo, não restam dúvidas quanto à personalidade arrogante, mas muitíssimo divertida dele, que denota um tom humorístico incrível para o conto, fazendo dele uma leitura leve e essencial, seja para fãs de detetives, seja para fãs do Batman. Obrigada pela sua participação, foi muito bom poder contar com você neste desafio e esperamos que nos agracie com suas obras em outros. Os resultados serão divulgados em breve nas nossas mídias sociais. Fique de olho e boa sorte!
April 23, 2021, 22:29

  • Max Rocha Max Rocha
    Olá turma do Inkspired Brasil. Fiquei imensamente feliz e honrado por ter alcançado a segunda classificação, neste certame repleto de ótimos textos. Nada melhor para um aspirante a escritor do que perceber que uma criação sua possa alcançar, passar sua mensagem e, principalmente, levar um pouco de diversão e prazer ao leitor. Criei o Ed Ronaldo, ironicamente em momentos de angústia por este terrível momento que todos passamos, de incertezas e medos. Queria desanuviar a mente do leitor, levar-lhe um pouco de boas sensações e transmitir segurança ao enfrentar momentos difíceis, como faz o Ed, apesar de sua arrogância e orgulho excessivos, mas que acaba, ao final de todas as aventuras que escrevi até agora, trazendo contribuição para alguém. Ele mesmo não percebe que é guiado por sua amada Diana, coitado e essa relação vai fazê-lo amadurecer, ainda que a duras penas. Batman sempre foi meu ídolo, assim como o Fantasma, homens em teoria comuns, sem superpoderes, seguros de si, que usam a inteligência acima da força, para enfrentarem as adversidades. Mas é bom para nós mesmos humanos e mortais (rsrsr) sentirmos que até nossos heróis indefectíveis tem suas fraquezas. Muito agradeço pelas sugestões sobre ambientação (ainda fico tímido em escrever mais sobre um monstro dos quadrinhos como Batman) e também pela sugestão quanto aos vocativos. Vou me atentar mais para esse aspecto. Em verdade gostaria um dia de publicar um livro com as aventuras do Ed, mas não sei como fazê-lo ainda. Meus agradecimentos pelo feedback e entrarei em contato com as embaixadoras designadas. Vocês são top!!! O anel do bem do Fantasma os protegerá... April 24, 2021, 17:17
Isís Marchetti Isís Marchetti
Olá, Max! Primeiro de tudo, fico muito feliz em ver vc entrando nessa preiteada de desafio que o Inks oferece. Cara, eu sou uma fã de Ed Ronaldo, adoro sua sagacidade e sua postura de ser o melhor do mundo, ele me tira muitas risadas. Eu tenho que dizer que particularmente não gosto nadinha do Batman, me julgue quem quiser, acho ele um ser desprezível e egoísta, mas né, não posso forçar com que as pessoas não gostem do que eu gosto. haha Fora isso, a proposta do seu conto está maravilhosa, e eu adorei poder lê-la! Abraços.
April 22, 2021, 19:59

  • Max Rocha Max Rocha
    Que bom que você gosta do Ed. É meio folgado, mas bem lá no fundo, tem bom coração... Quanto o morcego, quantos tormentos o assombram! Valeu Isís... Obrigado pela força! April 23, 2021, 02:14
O Marceneiro O Marceneiro
Olá, caro Max. Realmente foi espantoso saber que o autor de "Cajubi" e "Canopus" também tem um viés cômico correndo nas veias. Excelente e divertidíssimo, algo digno de Luis Fernando Veríssimo em "A Comédia da Vida Privada". Nos meus míseros devaneios de escritor jamais pensei que pudesse me deparar com tão intrigante dilema levantado entre Batman e Bruce. Hilário. Parabéns, meu chapa.
April 22, 2021, 02:52

  • Max Rocha Max Rocha
    Comentário mui estimulante Marceneiro. Fazer rir é diferente de suscitar medo e apreensão. Só sua palavra "hilário" já acendeu meu dia. Grande abraço do Fantasma! April 23, 2021, 02:17
amy ᘛ 🦋 amy ᘛ 🦋
Olá, Max! ♡ Agora que venho cá, me pergunto como começar a falar sobre sua história. O primeiro sentimento que me consome, e que eu não posso deixar de sublinhar é que: eu amei! Cada pedacinho, cada trecho, cada palavra... sua história foi perfeita! Além de direta e muitíssimo divertida. Foi meu primeiro contato com Ed Ronaldo, e mesmo assim não houve dificuldade em compreender sua história, quem dirá a essência do personagem que fica bem evidente do começo ao fim; e às vezes chega a dar raiva na gente. A aparição de Batman não era esperada, uma vez que a sinopse fez seu trabalho com maestria de nos instigar, e eu fiquei tão surpresa quanto Ed diante do morcego. No fim das contas, Ed aprende com sua experiência com a hipnose, e o conto é finalizado amarrando todas as pontas. Enfim: uma história escrita com tremendo bom humor, que cativa o leitor e, quando chegamos ao fim da página, nos deixa desejando por mais. Meus parabéns por todo seu empenho, e muito obrigada por fazer parte do #cheirodelivro. ~ヾ(^∇^)
April 21, 2021, 15:14

  • Max Rocha Max Rocha
    Obrigado Amy. Dizer que amou meu texto me fez ganhar o dia! Ed foi criado para instigar sentimentos antagônicos: raiva, irritação, mas principalmente bom-humor... não é um indivíduo canalha e sim muito autoconfiante, mas que sempre ajuda a resolver problemas de terceiros. Ainda vai amadurecer.... Espero que volte a lê-lo. Grande abraço! April 21, 2021, 17:36
Urutake Hime Urutake Hime
Olá! Comecei a leitura intrigada e confesso que um pouco irritada com o protagonista, pensando no motivo de Diana ainda estar com ele. Mas ao longo da narrativa, o Ed provou que não está "se fazendo de detetive" e que realmente sabe colocar a cabeça pra funcionar, indo além do que uma pessoa comum iria, ainda mais numa sessão de hipnose. Aliás, boa escolha de levá-lo para dentro de um livro, que no caso invocou um dos personagens mais icônicos dos quadrinhos... Quem nunca quis bater um papo com o Batman? Ed Ronaldo foi além e ainda conseguiu ajudar o morcego em um dilema tão complexo. Sua narrativa é ótima, bem fluida e isso ajuda numa compreensão rápida. Parabéns pela participação no desafio!
April 21, 2021, 03:09

  • Max Rocha Max Rocha
    Obrigado por ler e comentar Urutake. Ed Ronaldo é de fato um sujeito irritante, egocêntrico e sujeito ao pecado capital da soberba, apesar de possuir talentos natos, que acabam por ajudar a terceiros. É capaz de realmente provocar sentimentos ora negativos a quem trava com ele o primeiro contato. Mas sua curta saga vai levá-lo e também à Diana a um processo de amadurecimento forçado. Te convido a visitar a pequena coletânea de contos do Ed aqui no Ink. Um grande abraço! April 21, 2021, 03:58
Welington Pinheiro Welington Pinheiro
Aí está uma boa ideia! Escrever uma fanfic em cima de uma obra nossa. Isso não passou pela minha cabeça, foi uma boa escolha. Ed Ronaldo me surpreendeu com sua maturidade sobre a existência humana. Sempre soberbo, mergulhado no auto-engano, quando diante do conflito de seus heróis ele encontrou sua sabedoria interior e mostrou seu conhecimento. Gostei da reflexão sobre destino: "não se escolhe, se vive". Aliás, colocar Ed Ronaldo - um personagem voltado para a leveza narrativa e o humor - para debater com uma figura com transtorno dissociativo vou uma ótima escolha para falar de algo complexo de modo simples. Ação ou reflexão, o que escolher? Ambas, por que não? Ação sem reflexão é impulso destrutivo; reflexão sem ação é inércia. Mas eis que chegamos ao final e, é claro, Ed não pode deixar de ser quem sempre foi: esse filho da mãe incapaz de olhar além de si rs. Gosto, contudo, de uma coisa: essa coisa de gostar do "desafio, o inusitado, o incompreensível". Parabéns, Max! A leitura fluiu muito bem.
April 20, 2021, 23:52

  • Welington Pinheiro Welington Pinheiro
    Eu não sei onde clico para editar o comentário, não achei aqui. Em tempo, consertando o primeiro parágrafo da minha resposta: "Escrever uma fanfic em cima da própria obra". April 20, 2021, 23:57
  • Max Rocha Max Rocha
    Will você compreendeu como poucos a mensagem que tentei passar. E também entende a fundo a psique do Ed. Já é seu velho conhecido. Como você mesmo pontua, a criação transcende o criador e passa a povoar o imaginário coletivo. Quanta satisfação ao perceber isso. Valeu mesmo! April 23, 2021, 02:22
Anne Claksa Anne Claksa
Olá! A sinopse já me deixou curiosa em como seria essa conversa com seu ídolo. mas o conto mostrou um pouco mais do que essa conversa. Seu texto tem um pouco de realidade, na parte da aula no You Tube, é algo que acontece com muita facilidade, assistir um vídeo para acompanhar uma aula e aprender algo, isso faz parte da nossa rotina moderna. Também há humor, me peguei rindo enquanto lia algumas frases e tirou toda aquela tensão de ser uma história sobre um investigador, pois, estas apresentam sempre suspense ou drama, o seu conto apresenta todo o suspense, na parte da caverna e sobre a voz misteriosa, e também tem o humor nas conversas entre o Ed e a Diana; e na conversa com o Batman/Bruce Wayne, que foi feita de forma séria, mas com leves toques de humor. Achei bem criativa a sua ideia, colocar um personagem para ajudar outro, através da hipnose. Essa conversa não só ajudou Batman a resolver o seu dilema com o Bruce, como ajudou Ed a perceber o quanto precisa de Diana. Apesar das diferenças, os dois se completam e precisam um do outro, assim como o Batman e o Bruce. Parabéns pelo conto, Até a próxima!!!
April 20, 2021, 23:21

  • Max Rocha Max Rocha
    Minha cara Anne, parabéns pela sua sensibilidade! Ed é um sujeito metido a arrogante e se considera senhor de si, mas em verdade é imaturo e ainda vai perceber, a duras penas, o quanto é apaixonado por Diana. Só que ela não vai dar mole... Fico muuuuito feliz por ter feito você sorrir durante a leitura. De sofrimento e sisudez, já basta o pobre morcego. Grande abraço do Fantasma. April 23, 2021, 02:29
Fabiana Souza Fabiana Souza
Olá, olá! Muito prazer em te ler! Pretendo participar do desafio, mas mesmo que não participe foi o máximo encontrar essa comunidade! Seu personagem tem uma personalidade muito cativante, vou procurar ler os outros textos com ele. Eu gostava mais da Marvel que da DC, quando lia quadrinhos, mas achei ótima a escolha de uma história do Batman. Quem nunca se imaginou super-herói ou ajudante de super-herói? O conto também tem uma estrutura muito boa e enxuta, muita ironia com a tecnologia e as relações humanas, adorei! Boa sorte!
April 19, 2021, 23:47

  • Max Rocha Max Rocha
    Valeu Fabiana, nome de uma minha irmã! Que bom você ter considerado o Ed um personagem cativante. Ficaria muito lisonjeado em ter suas opiniões nos outros textos dele. Esperarei por seu texto do desafio, ok? Saudações do Fantasma e obrigado por ter captado a vibe irônica do texto. April 20, 2021, 02:27
CC C Clark Carbonera
Ahh que texto leve e divertido de ler ^^ logo no primeiro parágrafo a gente sente isso (valeu pelo ótimo início de tarde, Max)! Esse Ed, coitado, tão pequeno na sua arrogância...a Diana tinha era uma bom duma paciência com ele hahaha A ideia do curso de detetive pelo YouTube foi ótima! (~abrindo sorrateiramente aqui uma guia nova pra ver se isso existe mesmo) é possível aprender de tudo e mais um pouco por lá XD e eu realmente nem imaginava que o Batman iria aparecer, fui pego se surpresa de novo! O diálogo do Ed com as personalidades do Batman e do Bruce ficou muito boa também: seriam elas personalidades do próprio Ed mesmo? Ainda não li seu livro "As aventuras de Ed Ronaldo (o detetive soberbo)", mas mesmo assim seu conto pro desafio ficou muito bom, parabéns!
April 19, 2021, 23:18

  • Max Rocha Max Rocha
    Pois é Clark, quando escrevemos damos vazão aos nossos instintos (ou de nossos personagens?). Penso que talvez o Ed tenha confrontado suas próprias incertezas espelhadas no herói encapuzado de Gotham... mas será que ele vai dar o braço a torcer? Grande abraço do Fantasma, feliz por ter alegrado sua tarde! April 20, 2021, 02:23
Karimy Lubarino Karimy Lubarino
MAAAAXXXX DO CÉU! Hahahahha Eu tô rindo demais. Não ficaria surpresa em descobrir que a namorada dele é na verdade a Mulher Maravilha, porque, olha, tem que ser heroína pra aguentar alguém tão incrível como ele kkkkkkkkk. E, caramba, como se não bastasse ter me feito pular de ansiedade ao descobrir que o Ed tava falando com um dos meus anti-heróis preferidos, ele citou uma das obras que mais gosto (e amo demais a capa que a Panini colocou no encadernado ❤️). Como sempre, o Ed não deixou nada a desejar na capacidade dedutiva e inata dele haha. Tá mesmo pra nascer um cara que se ache tanto (será?). Obrigada pelo conto, tá ótimo!
April 19, 2021, 16:49

  • Max Rocha Max Rocha
    Que bom saber que você também curte o Cavaleiro das Trevas Karimy. Mas fico ainda mais feliz em perceber que o Ed te diverte! A Diana que o diga... O Fantasma te reverencia! April 20, 2021, 02:18
Afonso Luiz Pereira Afonso Luiz Pereira
Grande Max, temos aqui o prazer de ler mais uma aventura de ED Ronaldo, o detetive mais querido, porém imodesto, que se tem notícia. A soberba de Sherlock não se compara a jactância de seu detetive de BH. O cara é uma figura muito engraçada com todas as suas parafernálias tecnológicas, das quais tivemos uma pequena demonstração aqui, embora o relógio de pulso, tipo espião russo, já seja quase uma marca inconfundível deste investigador fanfarrão.
April 19, 2021, 14:38

  • Max Rocha Max Rocha
    Fico imensamente satisfeito por enxergar você mesmo como um fã do Ed, Afonso. Criei o detetive soberbo para trazer um pouco de diversão nestes tempos tão sombrios. Grande abraço. April 19, 2021, 16:01
Afonso Luiz Pereira Afonso Luiz Pereira
Gostei muito da aventura de Ed, sob hipnose, de se ver dentro do gibi estilizado de Batman e o grande dilema existencialista do herói da DC comics, abordado provavelmente em “Batman, o filho do demônio”, pois não o li. Você, como sempre, trouxe a sátira leve e agradável do existir deste Ed Ronaldo, criado por você para homenagear os grandes detetives da ficção, escrevendo com muita competência, sempre cuidadoso nas revisões, preocupado em trazer uma boa experiência de leitura àqueles que curtem um bom conto. Minhas congratulações pela ótima condução da narrativa, meu bom. Grande abraço!
April 19, 2021, 14:38

  • Max Rocha Max Rocha
    Devo este conto ao seu estímulo Afonso, me incentivando a investir novamente no Ed. Valeu mesmo! April 19, 2021, 16:03
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