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Jc Froes


Titulo original:A Dama das flores de Sangue(The lady of the blood flowers) Autora:Jc Fróes Ano:2021+ Status:em produção Gênero:Ação,Aventura,Comédia,Mistério, Sobrenatural,Gl Classificação:[+16] Avisos:Gatilho ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ Depois de fugir de casa pela segunda vez,Nandy decide ir a uma certa vila,e graças a sua sorte extremamente conveniente,acaba se metendo em problemas.Depois que esse problemas são temporariamente resolvidos ela acaba topando com um garoto,que faz com que as memórias de sua vida passada venham à tona.    Agora com as memórias recuperadas ela segue para a vila Yulan,aonde se depara com estranhos casos de desaparecimentos,e se oferece para investigar,afinal,ela era uma cultivadora e isso seria fácil…   Mas ela não esperava,que no meio de toda a confusão aquilo não fosse só um mero caso de desaparecimentos,e esperava ainda menos que acabasse topando com outra pessoa que ela conheceu em sua vida passada e algo que ela esperava mil vezes menos era que essa pessoa fosse Yiing sua ex amiga de infância.No passado elas eram boas amigas e se davam muito bem,mas isso era no passado,entre as duas a única que não mudou seus sentimentos em relação a outra foi Yiing,que por causa de certos incidentes se tornou odiada por Nandy.   Agora que precisam trabalhar juntas serão obrigadas a se reconciliarem temporariamente.Mas parece que Yiing está determinada a consertar sua relação com Nandy definitivamente...


Aventura Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#aventura #romance #lgbtq #gl #sobrenatural #ação #mistério
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Capitulo Um:Deusa do azar

Esse mundo em que vivemos sempre foi dividido em três reinos,os fantasmas,os deuses e os humanos.Mas nas últimas três centenas de anos um grupo que se denomina dez calamidades acabou surgindo de nem Deus sabe onde.

As dez calamidades são no geral humanos nascidos com poderes espirituais, humanos que nasceram com algum dom incrível,fantasmas perto do nível devastação e oficiais celestes.

Humanos que se tornam calamidades são incapazes de ascender ou de se tornarem fantasmas,e raramente são capazes de reencarnar,por isso poucos estariam dispostos a seguir esse caminho,já que,uma vez nele,é impossível voltar atrás.

Como toda sociedade as calamidades também possuem uma escala social,mas uma bem simples mesmo,tendo a calamidade mais forte como Imperador(a) e as outras calamidades como Reis,Rainhas ou qualquer outro título que desejem assumir.

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"Hm,será que essa praga vai se importar se eu fugir?"pensou Nandy enquanto observava de longe,com uma expressão de desgosto estampada em seu rosto,a pessoa que passou os últimos 2 anos dizendo que era seu pai.

Ela olhou mais uma vez os arredores para ter certeza de que não havia deixado passar o mínimo dos detalhes,e estava quase desistindo de tentar encontrar algo que pudesse ajudá-la a fugir daquela casa,quando notou um pequeno pingente em forma de foice na cabeceira da cama de seu "pai".

Aquele pingente obviamente não poderia ajudá-la a fugir daquele lugar que ela via como uma prisão,mas aquilo era um objeto muito importante pra ela,e,portanto,valia a pena ter seu plano de fuga possivelmente exposto,para pegá-lo.

A cada passo dado em direção ao pingente, o coração de uma pessoa normal estaria batendo extremamente rápido,se essa seria a reação de uma pessoa normal,então podemos dizer que o coração de Nandy bateria na velocidade do som ou da luz.

Medo,terror,ódio,tristeza;perto do que ela teve que suportar pelos últimos 19 anos,essas coisas fariam,no máximo,ela se sentir desconfortável.

Não é como se aquela pessoa dormindo na cama,naquele exato momento fosse mau pra ela ou a odiasse a ponto de espanca-la porque ela fez algo que ele não gostava,na verdade,essa pessoa em questão,não tá nem aí pra maioria das coisas que ela faz.

A mãe de Nandy morreu quando ela tinha apenas 1 ano,antes de morrer ela fez um único pedido a pessoa que foi capaz de amaldiçoar a própria filha só porque ele queria um menino,e não uma menina.

Então o pai de Nandy deixou a filha,que ele definitivamente desprezava mais que tudo no mundo,morar com ele,com a condição de que ela fizesse tudo que ele mandasse,desde trabalho braçal a trabalho doméstico,e pra piorar,ele esperava que ela fosse grata a ele.Mas Nandy não ficou nem um pouco grata por isso,muito pelo contrário,assim que completou 4 anos ela fugiu de casa sem dar satisfação pra ninguém.

A sorte normal dela era horrível,e a sorte com pessoas era pior ainda,se ela quisesse se esconder de alguém,provavelmente tropeçaria e cairia bem na frente dessa pessoa.Aos 17 anos ela se meteu em uma confusão bem grande,da qual ela não seria capaz de sair sozinha,e por precaução, resolveu se esconder de tudo e de todos por um tempo.E então a sorte extremamente conveniente dela,acabou fazendo com que seu caminho cruzasse com o de seu "pai".

O motivo para que Nandy estivesse tão ansiosa e assustada naquele momento,era por que ela tinha medo de que,em um

impulso,seu pai a tocasse.Desde pequena ela sempre evitou ao máximo o contato físico com outras pessoas,por que sempre que alguém toca nela,mesmo o menor toque,ela vê o passado dessa pessoa;e dói,dói muito,quase sempre,antes de mergulhar nas memórias de outra pessoa,seu corpo entra em um estado meio complicado,no qual,tossir e vomitar sangue é algo completamente normal,assim como as fincadas indescritivelmente dolorosas em seu coração.Não é como se fosse impossível se livrar disso,é só que,ela não era capaz de cumprir a condição necessária para que essa coisa irritante desaparecesse…

Faltando poucos passos para alcançar o pingente,ela notou uma bolsinha mais ou menos do tamanho de uma maçã,a alguns palmos de distância do colar,"Será que isso,poderia ser…",começou a pensar Nandy quando teve seu raciocínio interrompido por uma barulho alto.Ela mal tinha se recuperado do susto quando notou que seu pai estava acordando.

Ignorando completamente sua vontade inicial de não ser notada,ela pulou em cima da cama,pegou o colar e a bolsinha e começou a correr em direção a porta.Faltando apenas alguns passos para alcançar a maçaneta ela foi barrada por uma vassoura,indignada,Nandy moveu seu olhar da vassoura,para o rosto da pessoa que estava impedindo sua passagem.

Era um homem de mais ou menos trinta e poucos anos,cabelos pretos e olhos verdes,o suficiente para ser considerado bonito pelas mulheres,mas aos olhos de Nandy,ele não era nada mais que uma pessoa egoísta.

"O que você pensa que esta fazendo?",perguntou o homem enquanto mudava a posição da vassoura de modo,que ficasse com a ponta do cabo apontado para o rosto de Nandy.

Mesmo em uma situação como essa,Nandy ainda é capaz de pensar claramente,e ao perceber que uma das janelas da casa estava aberta ela imediatamente teve uma idéia.

"Eu já sou adulta,não preciso de nenhuma babá,especialmente uma como você",disse Nandy fazendo questão deixar óbvio o desprezo empregado em cada uma de suas palavras

"O que você está insinuando com isso sua pirralha ingrata?!",retrucou o pai de Nandy,praticamente cuspindo cada uma das palavras de raiva

Feliz que o primeiro passo de seu plano deu certo,ela imediatamente partiu pro segundo pegando algumas das moedas da pequena bolsa,e as jogando fortemente em direção ao rosto de seu pai

"Filha da ****!!!",ele xingou enquanto era bombardeado por 20 ou 30 moedas de uma vez só.

Nandy aproveitou aquele momento de distração e pulou a janela,ela estava quase na floresta quando resolveu poupar um último olhar aquela pequena casa de madeira,na qual ela viveu por quatro anos antes de se tornar independente.

Mas na opinião dela,aquela casa não merecia nada mais que um olhar,então se virou,e começou a correr o mais rápido possível em direção a floresta,sendo capaz de ouvir apenas os gritos,e xingamentos de seu pai de longe,sendo mais e mais abafados pelo silêncio da noite a medida que ela adentrava cada vez mais a floresta.

Depois de correr sem descanso por uma meia hora Nandy decidiu procurar um lugar para passar a noite,e continuar seu caminho no dia seguinte.

Anteriormente ela estava muito ocupada correndo para observar a paisagem,e,uma vez que pode o fazer,não pôde evitar um suspiro.Ela acabou indo parar na parte mais profunda da floresta,e também a mais linda,com só um olhar era possível perceber a variedade de árvores,plantas,flores e ervas,alguns pequenos animais espalhados por aí e uma pequena cabana perto do riacho.

A cabana era velha,e estava caindo aos pedaços,"Uol,pela primeira vez em muito tempo eu posso dizer que tirei a sorte grande,afinal,uma cabana caindo aos pedaços é mil vezes melhor do que uma caverna úmida e fria",pensou Nandy dividida entre rir e chorar.

Deixando suas dúvidas de lado,ela entrou na cabana,que por sinal,era bem menor do que parecia,ao olhar melhor o interior da pequena cabana ela encontrou alguns jarros quebrados e um pouco de palha.

Amontoando a palha em um cantinho,ela fez um pequeno tapete e se deitou sobre ele usando seu braço como travesseiro.Nandy estava quase dormindo quando se lembrou de uma coisa,ela se sentou no tapete e começou a gritar consigo mesma,"Eu sou idiota ou o que?!O que exatamente eu estou fazendo?Eu devia ter ido pra vila Jin e aproveitado pra pegar minhas coisas que deixei por lá,mas não!Ao invés disso eu vim pro meio da floresta!O tempo que eu levei pra chegar aqui eu provavelmente estaria na vila Jin a muito tempo!",depois que terminou de gritar consigo mesma,ela se deitou novamente e ainda espumando de raiva,decidiu que assim que acordasse iria direto para a vila Jin.

Nandy estava acostumada a acordar cedo sempre que era necessário,e como não queria desperdiçar tempo à toa,antes mesmo do sol nascer ela já havia se levantado.

"Affs,levantar cedo é horrível,mas eu não sou muito bem vinda na vila Jin,então se eu quiser me encontrar com aquela pessoa,perder algumas horas de sono é um sacrifício necessário…",ela disse calmamente,enquanto pegava um pouco de água no riacho,e observava o reflexo de seu rosto amarrotado na água.

Terminando de pegar água,não restava mais nada pra fazer naquela floresta,então ela partiu em direção a vila Jin.

A vila Jin era um lugar bem confuso,por estar localizada na divisa entre dois territórios de calamidades,a Calamidade da Riqueza e a Calamidade da Prisão.Essas duas calamidades não se dão nem um pouco bem e por isso a vila constantemente sofre por causa dos conflitos entre as duas.

Mas graças a ajuda da Calamidade da Riqueza,as pessoas dessa vila ainda conseguiam viver ali tranquilamente.

Tendo uma aparência versátil,que pode ir e vir entre homem e mulher tranquilamente apenas com um ajustar de sua franja,Nandy se sentiu bem mais segura.Já que as únicas pessoas que seriam capazes de reconhecê-la quando estivesse usando uma aparência masculina,ou eram seus amigos,ou inimigos que a conheciam muito bem.E como a única pessoa por perto,que se encaixa na segunda opção,muito provavelmente estaria trancada em sua mansão,ela não tinha nada com o que se preocupar.

Ainda era muito cedo e por isso poucas pessoas estavam nas ruas.Por ter saído meio apressada Nandy não se lembrou de comer algo,e estava com muita fome,mas como já era de se esperar,a sorte não estava a seu favor,e só tinha uma pequena barraca de maçãs aberta a essa hora…

"Maçã de café da manhã…Eu realmente sou muito sortuda" ela murmurou,e estava indo em direção a barraca quando notou algo errado.

Em frente a barraca tinha um garotinho chorando ajoelhado,pela sua aparência,não seria errado concluir que ele não come nada a dias;perto do garotinho estava o dono da barraca segurando uma maçã,sua expressão dava a entender que ele desprezava aquele garotinho vestido em roupas esfarrapadas.

"Eu não vou te dar essa maçã de graça,se você quiser,compre" disse o dono da loja com desdém

"Mas… eu…eu não tenho dinheiro,eu estou com muita fome e o senhor tem muitas maçãs!Você não poderia me dar uma?" argumentou o garotinho à beira das lágrimas.

"Se eu te der uma maçã,eventualmente outras pessoas virão me pedir uma maçã,dizendo,o senhor tem muitas não pode me dar uma?E meu negócio vai falir,você acha que é fácil assim garoto?!Você por acaso está tentando puxar as pessoas pro fundo do poço junto com você?",disse o dono da loja ao garoto,sinceramente,do ponto de vista de Nandy,se o menino não fosse uma criança ele já teria apanhado a muito tempo.

Não aguentando mais observar a cena Nandy foi até lá e interviu a favor do garoto

"Mas,o menino tem razão,que diferença faz uma maçã?O senhor deve ter umas cem…"

"Calada!O que uma mulher poderia saber sobre negócios,suma daqui e vê se leva esse garoto com você…" disse o dono da loja com desdém

Depois de escutar o que ele disse,Nandy percebeu que em algum momento,sua franja acabou voltando pro lugar e ela voltou a sua aparência normal.

Mas com a enorme onda de raiva que estava prestes a explodir dentro de si,ela não tinha tempo para se preocupar com isso e tomou uma decisão irresponsável e imprudente.

"Certo,você tem razão,eu e ele não sabemos nada sobre negócios",ela disse para o dono da loja,deixando óbvio o desprezo impregnado em cada uma de suas palavras.

Porém quando se virou para falar com o garoto seu tom era gentil e amigável,"Certo garotinho,venha comigo,eu não vou deixar as coisas ficarem desse jeito".O garoto ainda estava confuso,mas a acompanhou sem hesitar,e eles começaram a se afastar da barraca.

Eles mal tinham dado dez passos quando escutaram um grito estridente,vindo de suas costas,assustado,o garoto se virou para ver o que havia acontecido.Atrás deles a barraca de maçãs estava pegando fogo,quase todas as maçãs foram reduzidas a cinzas e as poucas que restaram estavam sendo firmemente seguradas pelas mãos de um homem coberto de suor que parecia ter escapado da morte por um triz.O dono da loja estava espumando de raiva,mas também estava assustado,afinal,ele havia acidentalmente colocado fogo em sua própria loja.

Quando viu que Nandy e o garoto ainda estavam por ali,ele imediatamente explodiu,e foi correndo até eles só parando quando notou a expressão da garota.Ela estava sorrindo,e seus olhos deixavam óbvio que ela estava se divertindo com a situação.O dono da loja hesitou,aparentemente dividido entre brigar com eles e sair dali como se nada tivesse acontecido,no fim ele se decidiu e perguntou em um tom arrogante,"Você,garota o que você fez?Como ousa?"

"Mas ela estava aqui o tempo todo,como poderi…",o menino começou a falar em uma tentativa de ajudar Nandy,porém ela o interrompeu antes que terminasse de falar.E disse em um tom brincalhão enquanto entrava na frente do garoto de maneira protetora,"Como eu ouso?Ousando!".

Quando ela falou novamente seu tom de voz havia se tornado frio e ela disse,"Quanto ao que eu fiz… Eu peguei sua sorte e dei ela pro garoto,agora você não tem nem mais um pingo de sorte,é absolutamente azarado,inclusive o que aconteceu com o seu negócio foi por causa da sua falta de sorte".

"Bobagem!Ninguém é capaz de fazer algo assim,é impossível roubar a sorte de alguém e…",ele começou a dizer quando percebeu,que quem estava falando bobagens era ele,existia sim uma pessoa capaz de manipular a sorte,"Você…você é a calamidade do Azar?",ele perguntou surpreso e assustado…

"Fico feliz que tenha notado,embora,seja um pouco tarde demais…",disse Nandy com um sorriso amargo.Ao escutar o que ela disse,o dono da barraca imediatamente perdeu a pouca esperança que tinha de recuperar seu negócio,ou bater naquele garotinho,e foi embora sem dizer mais nada.

Depois de escutar a conversa dos dois,o garotinho ficou curioso,e perguntou inocentemente "Moça,você é o Fantasma da desgraça?"

Nandy virou-se para olhar o garoto,ela não conseguia acreditar no que ouviu,e disse em um tom meio alegre mas com uma pitada de tristeza,"Sim,porque?".

"Meus pais me disseram que o fantasma da desgraça,não,a senhorita,era uma pessoa má.Mas eles estavam mentindo,você é uma pessoa muito legal!",escutando aquilo Nandy realmente não sabia se ria ou chorava,o menininho obviamente estava falando a verdade,e ele genuinamente achava legal.

Nandy se ajoelhou na frente do garotinho,que ficou surpreso com o gesto,e mais surpreso ainda ao ver que ela estava lhe dando uma maçã que veio de sabe-se lá onde,mas isso não importava,era comida…

Alegre o menininho foi correndo em direção a maçã mas ele não a pegou,na verdade ele passou direto e abraçou Nandy o mais forte que pode,antes de soltá-la,pegar a maçã e sair correndo com um sorriso no rosto e um brilho nos olhos,gritando obrigado enquanto corria.

Depois que o garoto já tinha ido embora,Nandy não mais capaz de se segurar,tossiu um pouco de sangue.Ela estava prestes a tossir mais sangue quando foi surpreendida por uma voz familiar vindo de um beco próximo,"Você é gentil demais,porque deixou ele te abraçar?Se você desmaiar aqui,eu vou te ajudar e também vou aproveitar para acrescentar mais uma dívida a sua coleção…"

Ouvindo aquilo,Nandy instintivamente respondeu antes mesmo de se virar e caminhar em direção ao beco para se encontrar com quem havia dito aquilo, "Mayu,eu já tenho muitas dívidas,nem se eu morresse e reencarnasse como princesa seria capaz de te pagar",e como esperado,era sua amiga de longa data e parceira de confusões,Mayu.

Dentre todas as calamidades Mayu,a calamidade da riqueza,era a única que se dava bem com Nandy,a calamidade do azar.E as coisas eram desse jeito por dois motivos,primeiro,porque Nandy adorava arrumar confusão e causar problemas nos territórios das outras

calamidades,segundo,porque ela não é capaz de manipular a própria sorte,e por causa disso,seu azar faz com que ela cause confusão por onde passe,mesmo não sendo intencional.

Observando sua amiga tossir sangue mais algumas vezes Mayu não pode evitar se sentir preocupada,"Nandy,eu sei que você não é capaz de ver o passado das crianças,e por isso você não tá preocupada,mas,você ainda vai ficar tossindo e cuspindo sangue por um tempo…"

Apesar da preocupação de sua amiga,Nandy continuava completamente despreocupada,afinal ela tinha vindo até aqui por um motivo,e consequências causadas pelo toque de uma criança,não são realmente graves.

Pelo menos era isso que ela pensava,até ser atingida fortemente por uma dor de cabeça repentina,e ser forçada a se sentar no chão por causa da tontura,"O que raios aconteceu?Não,isso não é importante,se continuar assim eu provavelmente vou desmaiar em breve",pensou Nandy enquanto massageava levemente sua têmpora em uma tentativa de aliviar a dor.

"Mayu,da última vez eu deixei meu cachecol com você,você poderia...",antes mesmo de terminar de falar ela foi interrompida por Mayu.

"Claro,eu vou buscar,vou trazer alguns remédios também,não saia daqui",disse Mayu antes de sair correndo apressadamente pelo beco e ir desaparecendo pouco a pouco na escuridão.

Nandy esperou por uma,duas três horas,e nada.Ela devia ter ido pra algum lugar desconhecido buscar o cachecol,Nandy não duvidava que ele estivesse bem guardado,afinal,Mayu era uma caçadora de tesouros,com uma sede de aventura insaciável,e portanto,ela conhecia os melhores lugares para se esconder alguma coisa;mas isso também significava que ela poderia ter guardado o cachecol de Nandy em qualquer lugar…

A dor de cabeça,e a tosse tinham passado já fazia um bom tempo,mas ela ainda se sentia muito mal,o suficiente para não ser capaz de se levantar do chão.

Ela estava pensando seriamente em pedir ajuda a alguém que passasse por ali quando escutou alguns passos.Logo depois uma pessoa entrou no beco e começou a ir em direção ao lugar onde estava Nandy.

Por algum motivo desconhecido Nandy começou a suar frio,e tentou se encolher um pouco mais atrás de um pequeno monte de pedras que havia no beco,escutando os passos chegando cada vez mais perto tudo que podia fazer era ficar em silêncio e torcer que o recém-chegado passasse direto por ela e fosse embora…

Quando aquela pessoa estava prestes a passar por onde Nandy estava,ela se virou,e começou a encarar a garota sentada atrás do monte de pedras,antes de dizer friamente

"Você realmente é azarada,não é mesmo?"

Ao ver quem era aquela pessoa Nandy arregalou os olhos.Se esforçando para esconder seu desconforto,ela deu um sorriso amargo e disse em um tom extremamente debochado,"Bom,se eu fosse sortuda,não seria a calamidade do Azar,e sim a calamidade da Sorte"

De repente a cabeça de Nandy começou a latejar novamente,e a última coisa que ela viu antes de ficar inconsciente foi uma expressão satisfeita no rosto da calamidade da Prisão…

11 de Abril de 2021 às 17:59 0 Denunciar Insira Seguir história
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