oak Rodrigo Carvalho

Um perigo surge e um trio de eficientes guerreiros é enviado para lidar com ele. Não é fácil e é muito perigoso, mas eles doarão suas vidas se preciso. Até que vençam esse mal em um final revelador.


Fantasia Fantasia histórica Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#terror #fantasia #medieval #rpg #ficção #comédia #jogos #ação
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Black Sun on the Horizon

Em meio às ordens dadas no linguajar naturalmente refinado, sonoro e fluído, os três soldados encapuzados atravessaram o corredor indo na direção oposta a da multidão de seres delgados, loiros e com roupas elegantes em tons terrosos.

  • Vocês três, podem parar, não vêm o que está acontecendo?
  • Sim, e é por isso que estamos aqui.
  • Não importa quem s...Príncipe?

O guarda que apontava o dedo para as figuras encapuzadas recuou ao ver um dos dois, que havia ficado calado, descobrir o rosto e revelar o rosto do sétimo príncipe de Galho Alto, Helladrien, o Insone.


Em um gesto de reverência o guarda se curvou ali mesmo, entre aqueles que fugiam e a ameaça que se aproximava, como se o mundo e o tempo parasse por ordem da realeza de Galho Alto.

  • Levanta-se, e fuja com os demais, guarda
  • Sim, ajude a esvaziar o lugar para nosso trabalho ser mais fácil

Os outros dois, incluindo o que falou primeiro, interagem com o guarda que os olha rapidamente e volta a encarar o chão. Ele claramente esperava a ordem do seu senhor, suserano das terras onde estavam.

  • Vá rápido, não temos tempo, ajude-os, por favor!

O príncipe bradou enquanto sacava de sua bainha o sabre de cabo bronze e lamina de metal claro e brilhoso como a luz do luar da grande Selier, a maior das luas. O som de gritos informava a todos que eles estavam próximos a seu objetivo, que ele já estava fazendo suas vítimas.


Os três se entreolharam enquanto o guarda já estava ajudando os últimos cortesãos a saírem pelo corredor por onde o trio entrou naquele salão.

  • Helladrien, você tem certeza do que você falou?
  • Certezas deveriam ser absolutas, não?
  • Nesse caso é bom que sejam mesmo

A curta conversa entre o príncipe e o encapuzado que falou com o guarda pela primeira vez mostrava algumas coisas; ele não o tratava com o rigor hierárquico e que eles tinham ideia do que estava acontecendo, ao contrário de todos.


O terceiro sacou um arco de construção fina e formas elegantes, que parecia ser feita de folhas e ramos, claramente algo fora do comum do exército ou mesmo da nobreza. Tirou o capuz e mostrou o cabelo negro, soltou e pouco cuidado. Eles eram fisicamente iguais, mas a cor do cabelo destoava de todos os demais com que cruzaram desde que chegaram na cidade.

  • Quantas flechas você tem Aldenir?
  • Com essa, treze.
  • É pouco.
  • É o suficiente.
  • Você é confiante demais.
  • Confio em vocês.
  • Então tá confiando demais.
  • Confio na sua humildade.
  • Vocês do leste são estranhos
  • Porque temos fé?
  • Por que confiam.
  • Estou no seu mundo, se você não confia em ninguém, o que tá errado são vocês

Não se olharam, mas a tensão no ar subia gradativamente a cada frase trocada, um de cada lado do príncipe, que imóvel, não tirava os olhos da passagem à frente do trio, por onde os sons informaram que ela estava vindo.


Uma cortesã correu pelo caminho onde eles se focaram, ferida, com suas roupas rasgas e sangue por todo parte ela tinha olhos que pediam socorro.

  • Devemos?
  • Não sei, é suspeito.
  • Ela parece estar sofrendo
  • Exatamente por isso.

O príncipe discute com o moreno que tensiona o fio de seu arco a cada segundo, esticando a corda enquanto seus olhos miram a flecha no coração da cortesã.

  • Pauliel, pegue o forcado e fique atento
  • Está certo disso?
  • Não, mas temos que arriscar
  • Bom, o forasteiro podia só por uma flecha na cabecinha e fim de papo
  • Ela sumiu e essa cortesã apareceu, não parece suspeito pra você?
  • Uma flecha na cabecinha ia resolver também.
  • Pauliel..
  • Ok, príncipe..

Pauliel, ainda com seu capuz ocultando seu rosto, puxou de dentro do manto o forcado, que em primeiro momento parecia pequeno, mas com uma batida de sua base no chão esticou superando em tamanho aquele que o empunhava. A arma era quase um bidente, feita de prata e com inscrições incompreensíveis para os não iniciados.

  • Hey, venha para cá, estamos aqui para ajudá-la

Disse o príncipe estendendo uma de suas mãos e pondo a sobra para trás, tentando mostrar que ela não estava em risco, enquanto arqueava o corpo se preparando para uma esquiva rápida em casa de algum ataque.


A garota caminhou com receio, passo a passo, olhando por cima dos ombros para o que poderia vir por trás. Relutou em encarar as outras duas figuras e trocou um rápido olhar com o príncipe.

  • Pr-principe Helladrien, de Galho Alto? É você mesmo?
  • Sim, sou eu, e esses são os meus..

Na parede à sua esquerda, Pauliel estava pregado, com o corpo partido pela metade, tripas para todos os lados, e seu forcado, de cabo quebrado, em seu pescoço, refletindo sua feição de sofrimento, que permaneceu após a morte acontecer.

  • Vocês, elfos do sol, são os traidores que as lendas diziam, vocês causaram isso, Helladrien, vocês e essa necessidade inacreditável de querer dominar tudo.

Aldenir, caído no chão de barriga para cima tem seu rosto encoberto mas sua voz soa com trovoadas a cada palavra. Seus braços não terminam mais em mãos, mas em cotocos sangrentos e há pelo menos uma flecha presa em cada parte de seu corpo.

  • Foram vocês, vocês que mexeram com ela. Vocês acordaram ela do seu sono de tristeza.
  • Nós? Não! Nós nos certificamos que ela nunca mais acordaria!
  • Então isso aqui é uma piada para você?

A cabeça do elfo de cabelos escuros rola até a frente do príncipe que segura o grito de terror e cai de joelhos à sua frente.

  • Ellunarum, ela devia ser só uma história antiga..
  • Mitos já foram verdades
  • Mas tomamos todas as precauções
  • Vocês fizeram o que ela queria
  • Nós, não..
  • Eu confiei em você
  • Aldenir..
  • Nós confiamos em você..

A elfa ferida se ergue às suas costas, com as mãos em seus ombros. Ela olha para a escuridão do salão, apenas iluminado pelo sangue carmesin dos dois mortos e pelos raios que caem fora do prédio que em flashs iluminam tudo com tons de roxo.


Os dedos embebidos de sangue dedilham seus ombros em um ritmo lento. Ela acaricia o pescoço do príncipe élfico com uma das mãos e lambe o sangue que escorre por sua boca.

  • Eu conheci alguém da sua família, sabe? Umas seis ou sete gerações antes de vocês nascer. Ele era uma criatura perversa e embebida pela soberba, bem diferente de você.
  • Do que você tá falando?
  • O problema dos elfos é que nós vivemos tanto que misturamos os mitos, com as histórias e com o passado. A verdade se perde e a narrativa dos poderosos se tornam realidade.
  • Você..?
  • Não ficou claro? Somos da mesma família
  • Como pode ser?
  • Não se apegue aos detalhes da biologia.. príncipe. Você aceita ou não?
  • Sua louca, o que eu poderia aceitar vindo de você?
  • Não é óbvio? Tens meu sangue, junta-se a mim e vire o MEU príncipe.
  • Como?
  • Isso é um sim, Helladrien?
  • Eu...

...


“Ah, mãe, o que houve, a luz caiu?” - No escuro a voz juvenil surge do nada gerando um grito de susto mais distante. “Garoto, você quase me matou do coração, tinha esquecido que você tava em casa, tu só fica nesse jogo ai” - Outro grito respondeu a pergunta. “Não é um jogo mãe.. é Black Sun on the Horizon, e eu acho que perdi meu save” - Ele respondeu, num sussurro, em lamento, se agarrando em suas pernas.

29 de Março de 2021 às 12:28 0 Denunciar Insira Seguir história
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Fim

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Rodrigo Carvalho Gosto de escrever, ** *** ******* ***, por enquanto é só isso.

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