pri_inacia Pri Inácia

All Might deseja se aposentar e antes que isso aconteça precisa ser professor da U.A por mais três meses. Mas a liga dos vilões não vai deixá-lo em paz enquanto não acabar com a vida do maior herói de todos os tempos. *** A fic se passa logo após o fim da segunda temporada ***


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#romance #boku-no-hero-academia #my-hero-academia #all-might
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Capítulo 1

All Might ainda estava na delegacia conversando com seu amigo, o detetive Naomasa Tsukauchi, sobre o ocorrido no shopping com o jovem Midoriya.

– Continuaremos as investigações para localizar Tomura Shigaraki e seus comparsas. Mas por hora, gostaria de relatar um caso assombroso de um vilão que tem atacado jovens moças no vilarejo de Gokayama, as margens do rio Shogawa.

– E o que esse vilão tem feito com as moças? – All Might já estava de pé, ansiando por ir logo embora e poder descansar.

– Então, os relatos dos moradores descrevem um vilão terrível que tem aparência demoníaca e preferência por jovens virgens.

– Ele abusa dessas garotas?

–Sim. E ainda mutila suas partes íntimas.

– Que degradação! Isso não pode continuar acontecendo. Você quer que eu vá capturar esse monstro?

– Com certeza! Se possível agora mesmo.

All Might, em sua aparência frágil, suspirou e acenou positivamente com a cabeça para o detetive. Sem mais nada a dizer, se foi com as mãos nos bolsos, pensando quando enfim ele poderia descansar.

O símbolo da paz se dirigiu a estação de trem e comprou uma passagem. O próximo trem com destino a Shogawa sairia em cinquenta minutos. Tempo suficiente para que ele fizesse um lanche antes de partir.

Em sua aparência comum, não chamava muita atenção, pelo contrário, causava até repulsa em quem o observasse com atenção.

Há muito tempo ele estava acostumado com essa reação desagradável das pessoas. Amigos? Realmente não se sentia à vontade para cultivar amizades. Apenas tinha como aliados os heróis da U.A. que sabiam de sua verdadeira identidade. E agora, seu pupilo Midoriya, lhe havia enchido de esperanças. Poderia finalmente se aposentar e deixar o mundo para ser protegido pela nova geração de heróis que logo se formaria. Mais três meses como professor. Apenas isso. Não conseguia imaginar como seria sua vida na aposentadoria. Ser um herói, ainda mais o símbolo da paz, era seu maior orgulho.

All Might teve seus pensamentos interrompidos com o sinal de chamada para o trem que em breve partiria. Não demorou muito para que a paisagem caótica da cidade se transformasse na beleza pitoresca das montanhas do norte. Como era possível haver vilões tão cruéis num cenário tão belo. Ele pensava consigo mesmo à medida que o trem bala seguia por entre as montanhas. Distante da cidade, sentiu-se mais solitário. Ultimamente a solidão vinha tirando seu sossego. Quando ele derrotava os vilões, se sentia querido e acolhido, mas em sua forma decadente, não passava de um velho solitário. Ficou entediado e aborrecido. Nem se deu conta de que a seu lado havia uma senhora muito ansiosa por puxar conversa. Num piscar de olhos que ele dera, ao olhar para o lado e encarar a senhorinha, já foi logo sendo abordado.

– Quer jogar uma partida de mahjong? Temos muito tempo até chegar em Shogawa.

– Está bem. Não temos muito o que fazer aqui mesmo, não é?

Muito satisfeita, a velhinha pegou as peças e as organizou para começarem a jogar.

– O senhor está a passeio?

– Pode se dizer que sim. Estou quase me aposentando.

– Ah! Que maravilha. Com certeza, vai gostar do vilarejo.

– A senhora mora em ...

– Sim. Quase não saio de lá, mas por um motivo especial fui à cidade para comprar um belo vestido para minha neta. Acredita que ela já fez vinte e um e ainda não se casou?

– É... acredito. – All Might não estava muito interessado naquela conversa.

– Mas eu que não sei quanto tempo mais vou viver, não posso deixa-la sozinha. Arranjei um bom rapaz para noivar com ela.

– Um casamento arranjado, é? Isso ainda existe?

– Claro que sim. E te garanto que ainda é a melhor forma de obter um bom marido para uma jovem.

– Sério, não sabia disso. – All Might jurava que ia ganhar o jogo, mas a senhora fez uma jogada final onde eliminou todas as peças sem dificuldade.

– Eu ganhei.

– Com certeza ganhou. Acho que ficou me distraindo propositalmente com sua conversa.

– Ah! Mas só te falei verdades.

A senhora recolheu as peças do jogo muito sorridente e se apressou em levantar. Tinham chegado ao seu destino. Eles se despediram e o herói começou a andar pelo vilarejo. Casas simples, poucas pessoas nas ruas. De repente, ouviu gritos desesperados vindos de uma pequena estalagem.

O maldito vilão Mutilador, havia feito cinco reféns e se preparava para fugir com elas para as montanhas. All Might não hesitou em se transformar em herói e ir de imediato ao socorro das vítimas. Cinco jovens donzelas. Elas estavam aprisionadas em um saco que estava preso nas costas do terrível vilão que era tão alto quanto o herói, mas com um corpo peludo e de formas desproporcionais.

– Não se aflijam, senhoritas. Eis que All Might está aqui para salvá-las.

O vilão que desconhecia o herói, apenas ficou furioso com sua intromissão e decidiu fugir com suas reféns.

All Might o surpreendeu com sua super velocidade e surgiu a frente do monstro enlouquecido. Desferiu vários golpes em seu rosto e tronco com cuidado para não acertar as jovens. Quando o inimigo ficou atordoado, All Might o aprisionou numa garrafa e apanhou no ar as cinco moças antes que elas caíssem ao chão.

Como não era comum heróis naquela região, elas ficaram atônitas e aliviadas.

Colocou-as no chão, mas uma delas não se desgarrou dele.

– Já pode me soltar, senhorita. Está sã e salva agora.

– Você foi incrível. Qual seu nome? – Ella estava encantada.

– Sou All Might. Símbolo da paz. O herói que está sempre pronto para salvar aqueles que necessitam.

– Pois, pode me salvar quantas vezes quiser.

Ella deixou All Might sem palavras. A moça não queria solta-lo de jeito nenhum.

– Bem, agora vocês já podem voltar para seus lares, tranquilas.

– Nem pensar. Está prestes a anoitecer e você bem que poderia me levar em casa, não é. – Ella piscava enquanto falava.

– Talvez seja melhor mesmo, não é? – All Might estava preocupado com o tempo de sua transformação que era curto. – Vamos logo então.

Seguiram juntos pelo vilarejo e para sorte dele a casa mais próxima já era de Ella que ficou decepcionada por não conseguir fazer o herói entrar em sua casa.

Aliviado por se livrar daquela jovem atrevida, o herói deixou mais três garotas que estavam radiantes com a presença dele também. A última por sua vez, não falou nada até aquele momento. Apenas seguia em direção ao seu lar.

– A sua casa fica muito longe?

– Duas quadras a frente!

– Você não vai me agradecer por ter te salvado .

A jovem parou e encarou All Might, o achou um homem estranhamente intimidador e convencido. Ele a fitou com mais interesse.

– Obrigada. Por ter salvado a mim e as outras meninas. Eu preciso ir agora.

– Espere. Me diga seu nome.

– Me chamo Mayu.

– Eu vou te acompanhar até que chegue a sua casa.

– Não precisa, você capturou o monstro. A vila está segura novamente.

Ao terminar sua frase, Mayu se deu conta de que All Might havia desaparecido. Ela achou estranho e correu para poder chegar logo em casa.

All Might não estava muito longe dela, apenas se escondeu porque seu corpo já estava prestes a se degenerar. Observou a menina entrar em casa.

– Mayu. Que nome bonito.

No dia seguinte, a notícia de que All Might tinha capturado o Mutilador se espalhou e os moradores locais resolveram fazer uma festa para homenageá-lo.

Ciente do que iria acontecer, All Might decidiu ficar mais um pouco. Naquela noite de comemoração, ele surgiu para alegria do povo e se exibiu de todas as formas possíveis. Próximo a estalagem avistou Mayu. Foi encontra-la. Surgiu atras dela, com uma margarida na mão.

– A senhorita pode me desculpar pela falta de cavalheirismo na noite anterior? Tive uma emergência e por isso a deixei repentinamente.

Mayu ficou agraciada com a flor. Estendeu o braço e a pegou. All Might segurou a mão dela e a beijou. Mayu ficou envergonhada.

– Eu fiquei bem, senhor All Might. Está gostando da festa que fizeram para você.

– Sim. Principalmente porque eu te encontrei. Vamos dar uma volta?

– Tudo bem.

Mayu caminhava bem próxima a All Might e enquanto conversavam sobre os grandes feitos do herói, se afastaram da multidão.

– Acho que fomos longe demais. Onde estamos? – A jovem estava preocupada.

– É aqui que estou hospedado. – All Might apontou para um chalé a beira do rio. – Vamos entrar um pouco?

Mayu estava receosa em aceitar o convite, mas não via mal visto que ele era um herói. Entrou com All Might. Logo, ele acendeu a lareira e ofereceu uma bebida quente para Mayu.

Aproximou-se da jovem e falou com o rosto colado ao dela.

– Pensei em você o tempo todo. Quero que você seja minha, Mayu.

A bela moça ficou estremecida. Já estava nos braços do herói e o olhar azulado, penetrante e intimidador a fizeram se render a um primeiro beijo. Quente como o fogo que ardia diante deles. Saboroso como mel.

Não demorou muito para que eles se livrassem de suas roupas. Mayu sentiu os fortes músculos bem rígidos e desenhados de All Might. Presa no abraço dele, sentiu a aproximação do seu membro enrijecido a sua virilha. Estava amedrontada. Apenas fechou os olhos e se deixou ser penetrada. Estava umedecida demais. Ela estava morrendo de vergonha por seu estado de excitação. All Might delirava com o prazer de suas investidas na moça. Há tanto tempo desejava ter encontrado alguém como ela. Entre gemidos e arranhões mútuos, eles se amaram naquela noite.

Ao amanhecer, Mayu despertou e se deu conta de que havia dormido fora de casa. Estava nos braços de All Might. Ao se levantar e dar de cara com o herói em sua forma decadente, gritou desesperadamente, assustando-o e fazendo o símbolo da paz dar um salto.

– O que foi?

– Quem é você?

Mayu estava constrangida por estar nua diante daquela figura desprezível.

All Might se deu conta de que tinha se exposto mais do que gostaria. Também nu, tentou acalma-la.

– Sou eu, Mayu. Pode não parecer, mas sou o All Might.

Mayu ficou abalada. Se lembrava de tudo que tinha acontecido na noite passada. Impossível que aquele ser fosse All Might, o herói. Lágrimas se derramaram de seu olhar perdido.

– Sei que você está confusa, mas tem uma explicação. Minha individualidade me torna um herói incrível, mas a maior parte do tempo eu sou assim. Esse sou eu.

– Você é um canalha, aproveitador.

Mayu começou a procurar suas roupas e correu para o banheiro, a fim de sair daquele chalé.

All Might ficou muito abalado com a reação dela, se apressou em se vestir também.

Quando ela voltou, foi logo em direção a porta.

– Espere! Eu levo você pra casa.

– Não. – Ela gritou. – Fica longe de mim seu...

Ela não conseguiu dizer o que estava pensando a respeito da aparência de All Might. Mas ele já imaginava. Ela partiu e o deixou sozinho.

29 de Março de 2021 às 02:33 0 Denunciar Insira Seguir história
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