vanessabella Vanessa Viegas

Meu nome é Bulma, cresci em um orfanato, minha vida mudou em uma consulta médica onde conheci uma medica maravilhosa e fui adotada por ela aos dez anos de idade ㅡ ganhei uma família, só não imaginei que um dia fosse me apaixonar pelo meu suposto irmão.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

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O Acaso ou Destino

Ano 2000. Meu nome é Emy, eu tinha 17 anos quando fui abusada por um rapaz que dizia ser meu amigo, com medo não o denunciei...depois do ato insano ele simplesmente desapareceu. Demorei dias para sair as ruas novamente. Os meus sonhos foram arruinados, sai da casa da minha mãe para conseguir um emprego melhor, mal acabei de chegar a cidade grande e aconteceu essa desgraça comigo, acreditei em alguém, que só quis me enganar desde o início. Estava na casa de uma amiga, Mitiko, ela me acolheu depois do ocorrido, os dias foram passando para minha alegria ou desgraça - descobri uma gravidez indesejada. Mitiko e eu trabalhávamos com costura, sempre havia muitas encomendas...não conseguia enchergar um futuro com essa criança, Mitiko deixou claro que na casa dela, não ia caber mais uma boca, pois era apenas um quartinho alugado, e o dono não permitia crianças naquele lugar. A barriga foi crescendo dando espaço para o meu desespero, eu seguia perdida sem saber o que fazer, ia ter que sair da casa dela e talvez voltar para a casa da minha mãe, isso significaria o meu fracasso, conhecendo a mãe que tenho jamais me aceitaria nessas condições, nunca disse a ela sobre a gravidez. Enfim o dia do parto chegou, no quarto da enfermaria recebo em meus braços uma linda menina - entre lágrimas olho para ela, inocente, com um futuro incerto, sairia com ela nos braços sem rumo e sozinha com apenas 18 anos. Após a alta do hospital caminhei por entre as ruas, resolvi sentar em um banco da praça para amamentar a pequena, que me olhava com seus lindos olhos azuis - havia puxado aos do maldito que abusou de mim. Já estava anoitecendo, não tinha onde dormir, continuei caminhando apenas com uma pequena mochila nas costas e a bebê. Comecei a chorar de desgosto. "A quem pediria ajuda?" Olhei para o céu, estava prestes a cair uma forte chuva, continuei procurando por um lugar para passar a noite, olhei de longe um lugar que parecia ser um orfanato, me aproximei dele, e realmente constatei, era um orfanato. Olhei para a bebê em meus braços - ela dormia tranquilamente, meu coração palpita de dor em ter que deixa-la ali, não sei por quanto tempo, ou nunca mais reaveria outra vez, decidi deixa la naquele lugar - estaria segura, ela encontraria alguém para cuidar dela, teria uma chance . Sem pestanejar, deixei a na porta do orfanato, não tive coragem de falar com alguém, apenas toquei várias vezes a campainha e sai correndo, fiquei olhando de longe e consegui ver uma pessoa abrir a porta, e olhar para minha filha, uma mulher idosa aparentando ter uns 60 anos, ela olhou para os lados e pegou a nos braços, sorriu para ela e caminhou alguns metros para ver se conseguia encontrar o alguém que a deixou ali - olhou para dentro do pequeno cobertor e sorriu mais uma vez para minha filha, logo depois entrou com ela no orfanato. Lágrimas silenciosas escorriam em meu rosto, foi melhor assim, meu passado triste ficaria ali. Voltei para onde nunca devia ter saido.


***


Pequenas mãos folheavam um livro de música, os olhos azuis procuravam decifrar as notas.

- Minha querida, já está na hora do almoço, vamos venha comer, se não vai esfriar.

- Já estou indo tia Nina.

Nina trabalha no orfanato há muitos anos, era a responsável pelo bem estar das crianças. Ela caminha em passos largos para o refeitório, quando é chamada pela diretora.

- Por favor Nina.

- Pois não?

- Onde está a garota?

- Está indo almoçar.

- Temos que leva la novamente ao médico, essa noite a febre dela estava muito alta, suspeito que seja pneumonia, as crises de asma estão cada vez piores.

- É verdade dona Yoko, fiquei muito assustada ontem à noite.

- Consegui um encaixe com a doutora Sayajin nesta tarde, peço que por favor, cuide para que não nos atrasemos para consulta.

- Sim senhora. No refeitório.

- Para onde vamos tia Nina?

- Vamos ao médico minha querida.

- De novo?

- Filha temos que cuidar de você, teve muita febre essa noite, você me assustou querida.

- Não quero ir mais, estou cansada de ficar indo ao médico.

- Filha precisamos retomar o tratamento a diretora achou uma ótima médica, com certeza ela vai resolver o seu problema, fique tranquila minha querida.

Os tristes olhos azuis focavam para o pátio do orfanato, onde outras crianças brincavam.

- Ela vai me deixar saudável?

- Sim minha querida, você brevemente vai poder brincar com as outras crianças.

- Está bem, eu vou....


***


Olhei para o relógio, calculando o horário do meu último paciente, preciso passar no laboratório para buscar o resultado do exame, após várias tentativas, desejo engravidar outra vez. Minha assistente me traz a ficha da última paciente, atentamente o olho para ela.

- Doutora, por hoje é só.

- Muito obrigada... Pode chamar a próxima paciente?

- Sim senhora.

Entretida com alguns papéis em minha mesa, ouvi uma bela voz de menina, me dando boa tarde. Levanto os meus olhos e vejo uma garotinha aparentando ter seus 10 anos de idade, ela senta de frente para mim, estava acompanhada por uma senhora muito educada.

- Oi tudo bem?

- Tudo...Quer dizer..Mais ou menos.

Ela me olhava com certo receio. Se minha filha estivesse viva, teria a mesma idade que essa garotinha.

- O que está sentindo? Pode me dizer? A senhora que a acompanhava tomou a frente e começou a dizer:

- Doutora desde pequena ela sofre com fortes gripes e pneumonia, ela também tem asma, não pode correr que logo se cansa, ela sente vontade de brincar com as outras crianças, mas devido ao seu cansaço sempre fica de lado, ontem à noite sentiu uma forte febre, assustando a todos no orfanato. - Orfanato?

- Sim doutora, Bulma vive em um orfanato desde que nasceu.

Senti algo estranho em meu coração, no mesmo instante em que ouvir tal declaração. Não entendi o porquê, isso mexeu tanto comigo, Acho que pela coincidência da idade, da minha filha.

- A senhora vai ajudar a me curar? Meu coração se enche de compaixão e ao mesmo tempo, me apaixono por sua pureza.

- Olha vamos combinar o seguinte? Você vai fazer tudo que eu pedir, vai seguir com tratamento e vai ficar boa logo logo.

- É sério? A única coisa que eu consigo fazer é tocar piano.

- Ora ora sabe tocar! Não é nada fácil aprender a tocar piano.

- Doutora ela toca muito bem. - disse a senhora que acompanhava - sábado que vem, terá uma apresentação no orfanato, todas as crianças que fazem parte da orquestra vão se apresentar, Bulma fará o encerramento tocando uma bela música.

- Mas que maravilha! Será para o público?

-Sim, faz parte de uma obra beneficente.

- Estou interessada em ir, por gentileza me passa o endereço e o horário, gostaria muito de ver a Bulma tocar. - eu disse olhando para ela que sorria para mim.

- Combinado então?

-A senhora irá mesmo?

-Mas é claro, sabia que na minha casa também tem um belo piano? Meu pai tocava para eu relaxar e poder dormir.

-Nossa que legal!

-Meu filho, sabe tocar violão, achou mais fácil, vou te contar um segredo... Me levantei e fui até perto da pequena Bulma, e me agachei ao seu lado e disse baixinho:

-Meu filho apanhou muito para tocar piano,desistiu e partiu para o violão rss.então deixou o piano pra trás.

- Nao foi fácil aprender a tocar, mas todo dia eu sentava para aprender e,aprendi.

Bulma diz sorrindo para mim,sinto algo muito agradável, a inocência e sua sinceridade me deixa encantada.

-Quantos anos tem seu filho?

Eu me levanto e pego nas mãos dela dizendo:

-Ahhh! Meu filho hoje tem 18 anos, ele foi estudar bem longe, em outro país.

-Aé? Mas porquê? Aqui não tem escolas?

A senhora que a acompanha chamou sua atenção.

-Querida! Isso não nos diz respeito. Eu disse para ela se acalmar, eu ia responder para ela sem problema algum.

-Então, é que ele escolheu ser médico, assim como eu sou, mas minha especialidade é pneumologia.

-Aé? E ele?

- Ele vai ser médico cardiologista, do coração.

- Ele vai cuidar só do coração das pessoas?

- Vai cuidar de tudo, principalmente do coração delas.

- Que legal!

Percebi que Bulma é uma criança, esperta e bem curiosa.

-O que quer ser quando crescer Bulma?

- Eu quero ser Arquiteta.

- Que bela profissão Bulma! Parabéns!! Eu fiquei tão contente em ouvir uma garotinha querer ser uma arquiteta, fico emocionada, meus olhos se enchem de lágrimas, ela percebe.

-O que foi?

-Nada, minha linda, apenas fiquei emocionada com você.

Olhei para o relógio, o laboratório iria fechar daqui a meia hora.

- Vou marcar o retorno está bem?Quero te ver curada, vou passar alguns medicamentos e autorizar a farmácia fornece-los gratuitamente pra você, está certo?

Perguntei o nome da senhora que a acompanhava, Nina é o nome dela.

-Nina, o tratamento da Bulma será por minha conta.

Ela chora emocionada, me agradecendo a todo instante. Bulma abre um belo sorriso para mim, e eu claro devolvi o mesmo para ela.

-Então nos vemos no dia da sua apresentação.

-Ta!!

-Então até logo.

-Até logo!!

Dei a Nina, o número do meu celular caso, ela precisasse de ajuda médica. Acompanhei a saida delas do meu consultório, com um imenso sorriso, com certeza irei ver a apresentação. Peguei minha bolsa e fui rapidamente para o laboratório que fica próximo ao consultório, consegui pegar o resultado a tempo, era meu teste de gravidez, abri o envelope e olhei o resultado.

"NEGATIVO"

22 de Março de 2021 às 03:33 0 Denunciar Insira Seguir história
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